Questões de Concurso
Sobre o sujeito moderno em filosofia
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De acordo com a fenomenologia da liberdade proposta por Peter Strawson é correto afirmar que a liberdade
A Teoria da Identidade, com o intuito de retirar o véu de mistério dos estados mentais, propõe que um estado mental seja numericamente idêntico a um estado físico, de tal maneira que os termos mentais obscuros da psicologia popular devem ser reduzidos aos termos usados pela neurociência.
Representa uma crítica direta ao reducionismo proposto pela Teoria da Identidade o (a)
Assinale a opção cujo método foi corretamente definido.
Cada vez mais quer me parecer que o filósofo, sendo por necessidade um homem do amanhã e do depois de amanhã, sempre se achou e teve de se achar em contradição com o seu hoje: seu inimigo sempre foi o ideal de hoje. Até agora todos esses extraordinários promovedores do homem, a que se denominam filósofos, e que raramente viram a si mesmos como amigos da sabedoria, antes como desagradáveis tolos e perigosos pontos de interrogação – encontraram sua tarefa, sua dura, indesejada, inescapável tarefa, mas afinal também a grandeza de sua tarefa, em ser a má consciência do seu tempo. Colocando a faca no peito das virtudes do tempo, para vivisseccioná-lo, delataram o seu próprio segredo: saber de uma nova grandeza do homem, de um caminho não trilhado para seu engrandecimento.
(NIETZSCHE, Friedrich Wilhelm. Além do bem e do mal: prelúdio a uma filosofia do futuro. São Paulo: Companhia das Letras, 2005. p. 106.)
Sobre a concepção nietzscheana do papel do filósofo, assinale a alternativa correta.
I. O objetivo inicial de Kant na Crítica da razão pura foi superar a oposição tradicional entre racionalismo e empirismo e inserir a filosofia no “caminho seguro da ciência”.
II. A Crítica da razão pura se presta a distinguir aquilo que está ao alcance da experiência daquilo que se encontra fora dela: o pensamento especulativo.
III. Kant considera, ao contrário do que propunha a filosofia tradicional, que os objetos de nosso conhecimento devem conformar-se à nossa estrutura cognitiva, e não o conhecimento à natureza do objeto.
IV. Kant defende sua proposta de uma filosofia crítica visando examinar as condições de possibilidade da experiência humana do real e fundamentar nossas pretensões ao conhecimento, demarcando os casos legítimos em que se produz conhecimento dos casos em que nossa pretensão ao conhecimento é infundada.
Marque a alternativa que representa a sequência correta
Analise as proposições sobre a vida e a obra de Descartes:
I. Descartes nos mostra o quanto a razão, para alcançar a verdade, deve se desvencilhar dos preconceitos e opiniões que a ofuscam e munir-se de um método seguro para fundamentar seu conhecimento
II. O método cartesiano é um caminho que visa garantir o sucesso da elaboração de uma teoria científica e, ao mesmo tempo, pode ajudar pessoas comuns a fazerem boas escolhas em situações cotidianas.
III. Descartes busca o indubitável, aquilo de que não se pode duvidar, tornando assim sua filosofia uma continuação do dogmatismo.
IV. Descartes sugere desconfiar daquilo que nos foi ensinado e duvidar da herança social recebida, o que classifica sua filosofia como um refinamento do ceticismo.
São corretas as proposições:
O fragmento acima aponta para uma perspectiva nacional socialista de "ecologia profunda". Qual das alternativas abaixo melhor expressa os princípios dessa perspectiva ecoética?
Sobre a recepção inicial do pensamento de Aristóteles na Idade Média, que antecedeu o período ao qual o fragmento acima faz referência, a partir daquilo que os sírios e bizantinos haviam transmitido aos pensadores árabes como Alfahabi, Avicena e Algazali, é correto afirmar:
Segundo Latour (2020), no livro Diante de Gaia: Oito conferências diante na natureza no Antropoceno termos como: novo regime climático, grande aceleração e pontos de inflexão estão sendo discutidos no meio científico. Ao que tudo indica, já podemos nos considerar habitando a época geológica do Antropoceno. Em relação ao tema:
1. Batizar uma época geológica de Antropoceno significa reconhecer que a força mais importante a moldar a terra é ação humana sobre o globo, ação que já pode ser considerada equivalente a um evento geológico, pois produziu mudanças sem ponto de retorno. Mudanças na sedimentação dos rios pela construção de barragens, mudança na acidez dos oceanos, introdução no ambiente de produtos químicos até então inexistentes, radiação artificial, extinções abruptas de espécies e construções humanas espalhadas pelo planeta em escala global.
2. Latour (2020) nos alerta que vivemos em modo de negação diante das mudanças climáticas, da acidificação dos oceanos, devastação de áreas naturais por meio do desmatamento e queimadas, extinção em massa de espécies que mal tivemos tempo de conhecer. Há por um lado a tomada de consciência do problema, por outro, um movimento de negação. O autor chama isso de "loucura da denegação". Vivemos nossas vidas como se as questões ambientais não fossem problema nosso, como se estivéssemos desacoplados desse planeta e esse fosse um problema das novas gerações.
3. Chamar nossa época se Antropoceno implicaria que ainda estamos no Período Quaternário, tendo saído do Holoceno e ingressado no Antropoceno. Ainda não sabemos se o limite temporal oficial do Antropoceno será no início da era industrial ou nas primeiras explosões atômicas em 1945 pelos sinais de radioatividade artificial.