Questões de Concurso Sobre conceitos filosóficos em filosofia

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Q2122858 Filosofia

Julgue o item a seguir, a respeito da razão inata e da razão adquirida.


Para Descartes, as ideias adventícias e inatas são sempre verdadeiras.

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Q2122851 Filosofia
        Os conceitos puros do entendimento não devem, pois, ser abstraídos das impressões dos sentidos, nem exprimir a receptividade das representações pelos sentidos, mas ter sua fonte na natureza do espírito; e não são, entretanto, nem o efeito do objeto, nem produzem o objeto.
Kant. Carta a Herz.

Considerando o fragmento da Carta a Herz, apresentado anteriormente, julgue o item que se segue.


Kant estabelece uma síntese entre racionalismo e empirismo na qual os pensamentos sem conteúdo são vazios e as intuições sem conceitos são cegas.

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Q2122849 Filosofia
        O objeto da ideia que constitui a mente humana é o corpo, ou seja, um modo determinado da extensão, existente em ato, e não outra coisa.
Espinosa. Ética.

Considerando o fragmento anterior, de Espinosa, julgue o item subsecutivo. 


Espinosa afirma em sua ética que a mente é uma entidade substancial.

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Q2122848 Filosofia
        Pensais vós que, mesmo quando não prestamos atenção à significação das palavras e ouvimos tão somente o seu som, a ideia desse som, formada em nosso pensamento, seja alguma coisa de semelhante ao objeto que é sua causa? Um homem abre a boca, move a língua, solta sua respiração: nada vejo em todas essas ações que não seja muito diferente da ideia do som que elas nos fazem imaginar.
Descartes. O mundo ou o tratado da luz

A partir do fragmento de texto precedente, julgue o item subsequente.


O método cartesiano fundamenta na noção de evidência um critério para se pensar a verdade.

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Q2122844 Filosofia
        Por ventura não é absolutamente forçoso que concordemos que em cada um de nós estão presentes as mesmas partes e caracteres que na cidade? (...) é difícil saber se executamos cada ação por efeito do mesmo elemento, ou cada ação por meio de seu elemento, visto que são três. Compreendemos, graças a um; irritamo-nos, por outro dos que temos em nós; desejamos, por um terceiro, o que toca aos prazeres da alimentação, da geração e quantos há gêmeos desses; ou então praticamos cada uma dessas ações com a alma inteira. Isto é que será difícil de determinar convenientemente.

Platão. A República

Considerando o fragmento de texto apresentado, julgue o item a seguir.


Assim como há uma tripartição nas cidades, também as almas são tripartites, constituídas de uma parte racional, uma parte apetitiva e uma parte impetuosa.

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Q2113797 Filosofia
Algo que me deixava irritado era a improdutiva polêmica se cinema é arte ou não: já não me irrito, porque percebi que os que dizem não, o fazem apenas por esporte. O esporte de irritar os outros. Todo filme em potencial faz pensar. Do mais bobo ao mais hermético. E o mais bobo pode ser muito mais filosófico do que o hermético. Entretanto, quando a função é exclusivamente entreter, ainda que faça pensar (acidentalmente), será mais pobre. Então, se a função é de saída pensar, a chance de ser mais rico é maior. 
(Paranhos, 2003.In: Revista Filosofia, Ciência & Vida. Nº 4. Editora Escala Educacional, p. 56.)
Em pouco tempo o cinema se tornou uma indústria; e hoje não podemos falar sobre ela sem mencionarmos a indústria cultural. Nos deparamos, às vezes, com uma banalização generalizada e com uma crescente padronização dos produtos culturais, que cada vez mais se apresentam simplificados. Na lógica da indústria cultural: 
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Q2113795 Filosofia
A política do “pão e circo” (que no capitalismo apresenta de forma nítida sua extemporalidade), as execuções escabrosas de condenados e outros atentados contra a dignidade humana constituem um elemento indissociável do desenvolvimento civilizatório. Todos esses fenômenos sociais apresentam o ponto comum de associarem intrinsecamente a exaltação da visibilidade, da crueldade e do entretenimento público como mecanismos de poder sobre a subjetividade popular. O espetáculo apropriado pelo poder estabelecido muitas vezes apresenta uma capacidade de submissão das massas mais intensa que uma violência legítima do Estado.
(Bittencourt, 1996. In: Revista Filosofia, Ciência & Vida. Nº 8-Editora Escala Educacional, p. 56.)
Dentre os grandes debates da contemporaneidade, a questão do desenvolvimento midiático e as suas influências no cotidiano são sempre pauta importante. Jean Baudrillard dedica seus estudos, dentre outros assuntos, à compreensão da sociedade de massa e à massificação da sociedade. Aponta para o que ele qualificou de hiper-realidade, que condiz com a ideia:
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Q2113794 Filosofia
Diógenes de Sinope refletia que a natureza é o grande paradigma para qualquer conduta, diz Rachel Gazolla, professora de História da Filosofia Antiga da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Eles, os cínicos, se declaravam cidadãos do mundo. Acreditavam que o homem deve ser autônomo e autossuficiente tratando o mundo com indiferença, pois a felicidade deve vir de dentro do homem e não do seu exterior.
(Filosofia Antiga. departamentodeantiga.blogspot.com. Adaptado.)
Um fato peculiar de Diógenes seria seu encontro com Alexandre, O grande, homem mais poderoso conhecido na época. São concepções de Diógenes de Sinope e de outros seguidores do Cinismo:
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Q2113792 Filosofia
O que é ser moral? Para que ser moral? As respostas a essas duas questões são cruciais para orientarmos nossa conduta em relação aos outros e a nós mesmos. O que entendemos por “bem” ou por “mal” pode definir que tipo de pessoa queremos ser e que compromisso temos com os valores éticos e morais. Os conceitos de moral e ética, ainda que diferentes, são com frequência usados como sinônimos. Em um primeiro momento, o sujeito moral é o que age bem ou mal ao acatar ou transgredir as regras morais admitidas em determinada época ou por um grupo de pessoas. No entanto, essa definição é incompleta. A moral refere-se à ação moral concreta, quando nos perguntamos: o que devo fazer? Como devo agir nessa situação? O que é certo? O que é condenável? [...]
(FREITAG, Bárbara, 1989.)

Podemos estabelecer algumas diferenças entre valores éticos e morais, bem como, em relação às teorias que se estabelecem acerca do tema, já que essas definições variam de acordo com a abordagem de cada filósofo. Em Aristóteles, por exemplo:
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Q2113781 Filosofia
Os estoicos fiavam-se em uma distinção entre a causa antecedente ou externa e a causa principal ou “interna” com o intuito de explicar como os seres humanos são parte da rede de interconexões causais, de modo que haja espaço para a responsabilidade pessoal. A justificativa estoica consiste em fazer das causas internas, embora não das externas, as causas principais das ações humanas. Embora o ambiente aja sobre nós de um modo que não está em nosso poder, nossas reações “estão em nosso poder”, visto que dependem de nosso estado interior. A visão da beleza provoca amor em um homem desgovernado (akólastos). A visão da beleza é a causa antecedente. A reação da pessoa está, no entanto, “em seu poder”, visto que sua atitude amorosa com a beleza física é, afinal de contas, parte de sua constituição interna; e não é causada pela impressão externa. (FREDE. 2006, p. 212.)
Que elementos e que condições tornam o homem feliz? De acordo com textos antigos, essa já era uma preocupação existente. Uma das perspectivas filosóficas sobre o tema era a dos estoicos que afirmavam, dentre outros fatores, que:
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Q2113779 Filosofia
A, B, C, D, E, F, G... Aprender a ler e a escrever para você foi fácil, não? E para a humanidade, como foi? Saiba como foi a aventura do desenvolvimento da escrita; conheça os diferentes alfabetos e sistemas existentes. Para nos facilitar a memória, e para nos comunicar com pessoas que estão afastadas no espaço ou no tempo, deixamos registros. A escrita é, portanto, uma invenção decisiva para a história da humanidade. Ela é a representação do pensamento e da linguagem humana por meio de símbolos. Um meio durável e privilegiado de comunicação entre as pessoas. Por meio de registros escritos há milhares de anos, ficamos sabendo como era a vida e a organização social de povos que viveram muito antes de nós. A invenção não surgiu por acaso, mas como consequência das mudanças profundas nas sociedades durante o período do surgimento das primeiras cidades. (CHAUI, M. Convite à filosofia. São Paulo: Ática, 2003.)
Antes da criação e adoção do alfabeto na Grécia eram os poetas que transmitiam, oralmente, muitos aspectos da cultura. Com a criação do alfabeto várias transformações ocorreram, dentre as quais podemos apontar: 
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Q2113771 Filosofia
Leibniz estabeleceu uma distinção entre verdades de razão e verdades de fato. As verdades de razão enunciam que uma coisa é, necessária e universalmente, não podendo de modo algum ser diferente do que é e de como é. O exemplo mais evidente das verdades de razão são as ideias matemáticas. É impossível que o triângulo não tenha três lados e que a soma de seus ângulos não seja igual à soma de dois ângulos retos; é impossível que um círculo não tenha todos os pontos equidistantes do centro e que não seja a figura formada pelo movimento de um semieixo ao redor de um centro fixo; é impossível que 2 + 2 não seja igual a 4; é impossível que o todo não seja maior do que as partes.
(ARANHA, 2016.)
Gottfried Wilhelm Leibniz foi um matemático, físico e filósofo científico alemão, famoso por ser um dos criadores do cálculo diferencial e integral, conquista que é dividida com Isaac Newton. Leibniz concebe as ideias do cálculo de forma independente, sem nenhuma relação com Isaac Newton. Este fato gerou inúmeras discussões pela disputa do título de criador do cálculo. Leibniz escreveu diversos ensaios, mas não expôs de modo organizado e sistemático o seu pensamento filosófico. No entanto, é o responsável pela criação do termo:
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Q2113183 Filosofia
O ensino médio deve ser entendido como a última etapa da educação básica no Brasil. Um de seus objetivos é a formação de indivíduos estimulados para o desenvolvimento da sua capacidade crítica, que pode ser trabalhada nas mais diversas disciplinas como, por exemplo, na matemática, português e artes. Contudo, é lugar-comum definir o desenvolvimento do senso crítico como o trabalho específico da filosofia. Isso revela um problema para o professor de filosofia: qual o trabalho específico da filosofia no desenvolvimento do senso crítico? Nesse sentido, a prática mais adequada ao ensino de filosofia no ensino médio, com vistas ao desenvolvimento do senso crítico, é 
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Q2113182 Filosofia
O lixo de Barrio e a poesia violenta de Paiva foram assimilados e diluídos pelos rapazes patrióticos e humanitários, ansiosos por proclamarem que a contestação não deve assustar ninguém.
(BITTENCOURT, Francisco. Arte-Dinamite. Rio de Janeiro: Tamanduá, 2017)
O texto do crítico de arte, poeta e escritor Francisco Bittencourt revela uma característica da indústria cultural, que a filósofa Marilena Chauí descreve em seu livro Convite à Filosofia (Ática: São Paulo, 2000). Dentre os trechos abaixo, melhor expressa a crítica de Bittencourt:
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Q2113181 Filosofia
Descartes em suas Meditações Metafísicas (São Paulo: Martins Fontes, 2005) estabelece: Assim, para rejeitar todas as minhas opiniões, bastará encontrar em cada uma delas pelo menos algum motivo de dúvida. Com base nisso, considere as afirmações abaixo sobre o ceticismo de Descartes:
  I. Como há alguma razão para duvidar de suas opiniões, Descartes opta pela suspensão de juízo à maneira do ceticismo antigo.  II. Descartes pretende encontrar uma opinião irrefutável, primeira verdade a resistir à dúvida hiperbólica. III. Não há opinião que escape à dúvida hiperbólica cartesiana.
Está correto o que se afirma APENAS em 
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Q2113180 Filosofia
Como adquirimos conhecimento? Na filosofia, uma resposta possível está na tese do inatismo. É correto dizer que, para a tese inatista, 
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Q2113177 Filosofia
[...] surge daí uma questão: é melhor ser amado que temido ou o inverso? A resposta é que seria de desejar ser ambas as coisas, mas, como é difícil combiná-las, é muito mais seguro ser temido do que amado, quando se tem de desistir de uma das duas.
(Maquiavel. O Príncipe. São Paulo: Martins Fontes, 2001)
Valendo-se disso, é correto afirmar que 
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Q2113162 Filosofia
Francis Bacon, filósofo inglês do século XVI, diz-se arauto da ciência experimental em busca de um novo método. Esse caminho é dificultado pelos ídolos, os enganos que enredam a busca pelo conhecimento verdadeiro: as opiniões preconcebidas (ídolos da caverna), a perspectiva antropocêntrica sobre a natureza (ídolos da tribo), a força das opiniões compartilhadas (ídolos do mercado) e das tradições sedimentadas (ídolos do teatro). Os ídolos, embora aninhados na mente dos homens, só revelam sua ação se observados na trama social, ou seja, no interior das culturas. A teoria dos ídolos é hoje considerada pela sociologia do conhecimento o vestíbulo das ideologias. Desse modo, pode-se concluir que
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Q2113160 Filosofia
Na Investigação sobre o Entendimento Humano, escrita em meados do século XVIII, o filósofo escocês David Hume trata, dentre outros temas, da aquisição do conhecimento humano. O príncipe indiano que recusou crédito aos primeiros relatos sobre os efeitos da geada raciocinava com acerto; e, naturalmente, era preciso um testemunho muito forte para levá-lo a admitir fatos decorrentes de um estado da natureza que ele desconhecia por completo e que tão pouca analogia mostravam com os acontecimentos de que tinha experiência constante e uniforme.
(Cf. HUME, David. Investigação sobre o Entendimento Humano, § 89)
O exemplo do filósofo
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Q2102236 Filosofia
Analise as afirmativas abaixo sobre a razão.
1. Faculdade humana que se manifesta na objetividade ordenada e regular da natureza física e na subjetividade do espírito humano.
2. Doutrina segundo a qual os valores morais não apresentam validade universal e absoluta, variando ao sabor das circunstâncias.
3. Pensamento ou inteligência voltados para a apreensão cognitiva da realidade.
4. Consciência de um determinado conteúdo ou objeto mental, próprio do pensamento humano.

Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
Alternativas
Respostas
1281: E
1282: C
1283: E
1284: C
1285: C
1286: C
1287: D
1288: C
1289: D
1290: A
1291: C
1292: D
1293: C
1294: E
1295: D
1296: B
1297: A
1298: D
1299: C
1300: A