Questões de Concurso
Sobre conceitos filosóficos em filosofia
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1) A ______ precede a ______. 2) No mundo estamos condenados a ser ______.
Assinale a alternativa que preencha correta e respectivamente as lacunas.
Diante do exposto, analise as afirmativas a seguir.
I. O conceito de agente autônomo é essencial no pensamento ético. Suas origens são do grego antigo, sendo a junção das palavras autos que significa “eu mesmo” ou “si mesmo” e a palavra nomos que significa “lei”, “norma”, “regra”. Portanto trata-se daquele que tem o poder para dar a si mesmo a regra, a norma, a lei, gozando de liberdade e autonomia. II. O valor supremo da ética é a liberdade, então nada pode restringir a ação de um agente livre, mesmo quando ele causa dor para outros indivíduos. A moral como relativa historicamente e variável para cada sociedade não pode ter valores universais. Uma determinada sociedade pode conter indivíduos que gostem de sentir dor e serem humilhados. III. No pensamento ético existe uma relação entre meios e fins para se atingir objetivos. Porém, essa relação pressupõe a ideia de discernimento, ou seja, o uso da razão para distinguir entre meios morais e imorais, tais como nossa sociedade os definem. Esse discernimento precisa ser educado e desenvolvido para os valores morais, pois ele é criado pela vida intersubjetiva e social, e não nasce conosco, sendo um item fundamental no desenvolvimento de uma pedagogia voltada para o desenvolvimento humano. IV. A conduta ética é aquela na qual o agente não sabe exatamente o que está em seu poder de realizar, deixando-se arrastar pelas circunstâncias e instintos. Também pode ser considerada uma atitude ética quando se submete a uma vontade alheia, recusando-se a independência e capacidade de autodeterminação.
Estão corretas as afirmativas:
Disponível em: https://www.significados.com.br/etica-e-cidadania/
Levando em consideração a informação dada acima, podemos afirmar que:
“Mas o que sou eu, portanto? Uma coisa que pensa. Que é uma coisa que pensa? É uma coisa que duvida, que concebe, que afirma, que nega, que quer, que não quer, que imagina também e que sente. Certamente não é pouco se todas essas coisas pertencem à minha natureza. Mas por que não lhe pertenceriam? Não sou eu próprio esse mesmo que duvida de quase tudo, que, no entanto, entende e concebe certas coisas, que assegura e afirma que somente tais coisas são verdadeiras, que nega todas as demais, que quer e deseja conhecê-las mais, que não quer ser enganado, que imagina muitas coisas, mesmo mau grado seu, e que sente também muitas como que por intermédio dos órgãos do corpo? Haverá algo em tudo isso que não seja tão verdadeiro quanto é certo que sou e que existo, mesmo se dormisse sempre e ainda quando aquele que me deu a existência se servisse de todas as suas forças para enganar-me? [...] Que assim seja; todavia, ao menos, é muito certo que me parece que vejo, que ouço e que me aqueço; e é propriamente aquilo que em mim se chama sentir e isto, tomado assim precisamente, nada é senão pensar. Donde, começo a conhecer o que sou, com um pouco mais de luz e de distinção do que anteriormente” (DESCARTES, R. Meditações. In.: Descartes. 2. ed. São Paulo: Abril Cultural, 1979. Col. Os Pensadores, p. 95).
Tendo como referência este texto do filósofo René Descartes (1596-1650) e as suas contribuições para a teoria do conhecimento, marque a alternativa que apresenta corretamente as concepções da filosofia cartesiana.
Sobre a filosofia pré-socrática é correto afirmar.
“O que significará aqui o dizer-se que a existência precede a essência? Significa que o homem primeiramente existe, se descobre, surge no mundo; e que só depois se define” (SARTRE. J. P. O existencialismo é um humanismo. In: Sartre. São Paulo: Abril Cultural. (Col. Os Pensadores). 1978, p. 6).
Acerca da tese sartreana de que a existência precede a essência, analise as afirmações a seguir.
I – Ao dizer que a existência precede a essência, Sartre argumenta que os seres humanos não possuem uma essência anterior.
II – Se não há uma essência dada como princípio de determinação do ser humano, então, antes de existir o homem é o nada.
III – A antecedência ontológica da existência sobre a essência indica que o modo como o sujeito constrói a sua vida determinará o que ele é.
IV – O existencialismo de Sartre, ao negar a antecedência da essência sobre a existência, tem como consequência a afirmação da liberdade humana.
Assinale a alternativa correta:
Se considerasse somente a força e o efeito que dela deriva, eu diria: ‘Enquanto um povo é constrangido a obedecer, e obedece, faz muito bem; assim que pode se livrar do jugo, e se livra, faz melhor ainda. Porque, recuperando sua liberdade pelo mesmo direito que a tomou dele, ou tem fundamento para retomá-la, ou não tinha quem a tomou’. Mas a ordem social é um direito sagrado, que serve de base a todos os outros. No entanto, esse direito não vem da natureza, ele se fundamenta portanto em convenções” (ROUSSEAU, J-J. Do contrato social ou Princípios do direito político. São Paulo: Penguin Classics – Companhia das letras, 2011, p. 55).
Jean-Jacques Rousseau (1712-1778) é considerado o fundador da democracia moderna e influenciou vários movimentos revolucionários como a Revolução Francesa. Marque a alternativa que apresenta corretamente as concepções da filosofia política de Rousseau.
Noguera (2011) postula que a inclusão dos conteúdos de História e Culturas Afro-brasileiras e Africanas no ensino de Filosofia acrescentaria novos desdobramentos para os três pontos de partida antes mencionados. Nesse sentido, considere as afirmações abaixo:
I – Uma estética afrodiaspórica e antirracista;
II – Uma política que combata as assimetrias baseadas em critérios étnico-raciais;
III – Uma ética que combata as discriminações negativas endereçadas a grupos étnico-raciais que historicamente têm sido subalternizados, propor uma Ética ubuntu.
Está CORRETO o que se afirma em:
“a verdade é uma noção tão transcendentalmente clara que é impossível ignorá-la [...] com efeito, existem meios de examinar uma balança antes de usá-la, mas não existiriam meios de apreender o que é a verdade se nós não a conhecêssemos naturalmente.” (DESCARTES, R. Carta a Mersenne de 16 de outubro de 1639. Apud: FORLIN, E. A teoria cartesiana da verdade. São Paulo: Associação Editorial Humanitas; Ijuí: Ed. Unijuí/Fapesp, 2005. pp. 29-30).
Esse conhecimento primeiro sobre a verdade ganha diferentes versões ao longo do processo meditativo de Descartes.
A este respeito considere as seguintes assertivas:
I – Um primeiro critério de verdade utilizado por Descartes em sua meditação é a indubitabilidade. Ou, inversamente, tudo aquilo sobre o qual repousar a menor dúvida será tomado como falso.
II – Na enunciação do Cogito, a certeza que o indivíduo tem sobre sua própria existência desempenha o papel de critério de verdade. A indubitabilidade do Cogito decorre desta certeza absoluta que o indivíduo tem sobre sua própria existência.
III – A partir do Cogito, a certeza do sujeito torna- -se critério de verdade para qualquer proposição.
IV – Por fim, Descartes estabelece como regra geral que todas as coisas conhecidas claras e distintamente são verdadeiras.
Assinale a alternativa que contenha unicamente as assertivas verdadeiras:
Como Popper redefine a ciência a partir dessa constatação?
Este princípio será o Imperativo Categórico.
O imperativo pede para que nos comportemos segundo máximas que possam ser universalizadas sem contradição. Ou seja, é preciso se perguntar o que decorreria se a máxima segundo a qual pretendemos agir fosse universalizada por uma lei imposta a todos os demais agentes. Donde, furar a fila é imoral, porque se tal atitude fosse universalizada por uma lei, a própria noção de fila deixaria de existir. Logo, o desejo de furar a fila implica num desejo contraditório: deseja-se a existência da fila e, ao mesmo tempo, pretende-se que ela seja uma exceção apenas para si. Por isso, é imoral.
E o que dizer da falta de disposição para desenvolver os próprios talentos que seriam úteis para a sociedade? Segundo Kant e seu imperativo categórico, essa atitude é moral ou imoral?
Sobre o sensus divinitatis proposto por Alvin Plantinga é correto afirmar que
De acordo com a fenomenologia da liberdade proposta por Peter Strawson é correto afirmar que a liberdade
Leia o texto a seguir, onde Quine introduz o problema ontológico do não-ser.
"Esse é o velho enigma platônico do não ser. O não ser deve, em certo sentido, ser, caso contrário, o que é aquilo que não há? Essa doutrina emaranhada pode ser apelidada de a barba de Platão; historicamente, ela se mostrou resistente, fazendo frequentemente a navalha de Ockham perder o corte." (QUINE, 2010, p. 10)
Com base no problema ontológico do não-ser e na passagem anterior é correto afirmar que (,)
A Teoria da Identidade, com o intuito de retirar o véu de mistério dos estados mentais, propõe que um estado mental seja numericamente idêntico a um estado físico, de tal maneira que os termos mentais obscuros da psicologia popular devem ser reduzidos aos termos usados pela neurociência.
Representa uma crítica direta ao reducionismo proposto pela Teoria da Identidade o (a)
Tendo em vista a Teoria Funcionalista na Filosofia da Mente é correto afirmar que