Questões de Concurso
Sobre a razão e seus sentidos em filosofia
Foram encontradas 79 questões
Friedrich Nietzsche dedicou boa parte de sua obra ao tema da moral. Seu trabalho terminou por constituir-se, em grande medida, em uma contraposição às perspectivas kantianas acerca do tema. A respeito do pensamento moral desses dois grandes filósofos, julgue o item a seguir.
Kant, em sua obra Crítica da Razão Prática, realiza o
mesmo tipo de investigação que Nietzsche realiza em sua
Genealogia da Moral.
Analise o texto abaixo:
A _______ surgiu quando pensadores gregos descobriram que a verdade do mundo e dos indivíduos não é algo secreto e misterioso, que precisa ser revelado por divindades a alguns escolhidos, mas pode ser conhecida por todos através de operações mentais de raciocínio. Assim, demostraram que o mundo, os seres humanos e os acontecimentos naturais podem ser conhecidos pela ________ humana.
Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas do texto.
Leia o fragmento abaixo.
“[…] as condições da possibilidade da experiência em geral são, ao mesmo tempo, condições da possibilidade dos objetos da experiência e têm, por isso, validade objetiva num juízo sintético, a priori”.
Kant, Crítica da Razão Pura.
Essa afirmação implica em uma grande reviravolta na teoria do conhecimento moderno,
impulsionada pelo modo como Kant defendeu
“O verdadeiro é o vir-a-ser de si mesmo, o círculo que pressupõe seu fim como sua meta, que o tem como princípio, e que só é efetivo mediante sua atualização e seu fim”. Hegel, A Fenomenologia do Espírito.
Sabendo que o pensamento hegeliano está no topo do idealismo alemão, e apoiado no fragmento acima, podemos afirmar que Hegel compreende a verdade como
“O ser humano não vive só de racionalidade e de instrumentos; gasta-se, dá-se, entrega-se nas danças, transes, mitos, magias, ritos; crê nas virtudes do sacrifício; vive o suficiente para preparar a sua outra vida, além da morte... As atividades do jogo, de festa, de rito, não são simples distrações para se recuperar com vistas à vida prática ou do trabalho. (...) ... o ser humano vive sua vida de alternância de prosa e de poesia, em que a privação de poesia é tão fatal quanto a privação de pão”.
(MORIN, Edgar. O Método 5. A humanidade da humanidade: a identidade humana. Porto Alegre: Editora Sulina, 2. ed. 2003, p. 141)
O autor afirma que
“O credo que aceita como fundamento da moral o Útil ou Princípio da Máxima Felicidade considera que uma ação é correta na medida em que tende a promover a felicidade e errada quando tende a gerar o oposto da felicidade. Por felicidade entende-se o prazer e a ausência da dor; por infelicidade, dor ou privação do prazer”.
(STUART MILL, John. O utilitarismo. In: MARCONDES, Danilo. Textos básicos de ética. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2007. p.129)
O trecho retirado da obra de Mill expõe o princípio utilitarista de ação moral. Qual das sentenças
abaixo é uma razão utilitarista para tratar animais não humanos com dignidade, tanto em pesquisas
quanto em relação ao consumo de carne?
“A rosa é sem porquê, floresce porque floresce, não cuida de si própria, não pergunta se a vemos”.
(Angelus Silesius, séc. XVII.)
Na obra de Leibniz se ratificou um princípio filosófico que se opõe à indeterminação exemplificada na frase citada, do místico alemão Angelus Silesius, buscando, ao contrário, a explicação do porquê as coisas existirem e serem como são, e não de outra maneira.
Assinale a opção que identifica corretamente esse princípio.
“Unicamente a autêntica e pura razão humana é a que se torna necessária e aconselhável para servir de orientação, e não um suposto e misterioso sentido da verdade, uma exaltada intuição sob o nome de fé, na qual a tradição ou a revelação podem ser enxertadas, sem o consentimento da razão.”
(Adaptado de KANT, Imanuel. O que significa orientar-se no pensamento?[1786].
In:Textos seletos. 2ª ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 1985, p. 72.)
Com base no texto citado, assinale a alternativa que identifica corretamente o conceito kantiano de razão, um dos pilares do iluminismo filosófico.
Na parte da Crítica da razão pura intitulada “Estética Transcendental”, Kant afirma que
Em sua Crítica da razão pura, Kant estabelece uma distinção entre noumena e fenômenos. Tal distinção refere-se, respectivamente,
Segundo Karl Popper, as teorias científicas são sempre refutadas, por isso são científicas.
Segundo Thomas Kuhn, os paradigmas compõem a dinâmica da ciência, chegando mesmo, em alguma medida, a determiná-la.
Existe uma semelhança entre os critérios que caracterizam as mudanças dos sistemas científicos e teorias científicas, tomando como base as filosofias de Karl Popper e Thomas Kuhn.
A busca de leis é importante na filosofia positivista, incluindo a determinação de leis sociais.
Quando David Hume emprega o termo “mente” no texto acima, pode-se considerá-lo, em alguma medida, como um lugar, um espaço, de idéias e impressões.