Questões de Concurso
Sobre a razão e seus sentidos em filosofia
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ADORNO, T. W. Dialética negativa. Tradução de Marco Antonio Casanova. Rio de Janeiro: Zahar, 2009 (adaptado).
Em uma aula de Filosofia para a 3ª série do Ensino Médio, visando à análise crítica da razão moderna, o docente propôs que os estudantes identificassem, por meio de uma pesquisa bibliográfica, as principais correntes de pensamento filosófico e as relacionassem à crítica do texto de Adorno, apresentado acima.
Nesse caso, para entender corretamente a crítica do texto de Adorno, os discentes devem identificar que ela se volta contra
A partir do enunciado acima sobre ética e razão, assinale a alternativa correta:
I. Descobrir a origem da incapacidade reflexiva gerada pela complexidade da atualidade e analisar a perplexidade causadora de discussões éticas necessárias porém desprovidas de vigor para a abertura de novas vias, parece ser a única maneira de achar um caminho para pensar a ética da racionalidade contemporânea.
II. O aspecto positivo dessa aporia consiste em nos fazer entender a necessidade da reconstrução da pergunta pelo sentido da liberdade.
III. Buscar em Platão e Aristotéles uma inspiração para tentarmos restabelecer na atualidade uma relação positiva entre ética e cultura? Ou, como nos indica Foucault, fazer a crítica ontológica da atualidade, dos limites históricos de nossa situação cultural e abrir novas possibilidades de reinventar a liberdade? Ambas as direções dependem de um movimento racional de rearticulação da experiência histórica que proporcione condições favoráveis para a reagregação do ethos.
IV. Uma tal reagregação supõe o advento de condições de experiência histórica que permitam superar de alguma maneira a fragmentação do sujeito.
A sequência correta é:
A relação entre filosofia e razão é uma das mais profundas e duradouras na história do pensamento ocidental. A filosofia, desde suas origens, pode ser vista como uma busca racional pela verdade, uma tentativa de compreender o mundo, a existência e o próprio ser humano por meio de um pensamento crítico e estruturado. A razão, nesse contexto, não é apenas uma ferramenta lógica, mas um princípio orientador que distingue a investigação filosófica de outras formas de conhecimento, como o misticismo ou a crença religiosa (BORGES, 2022).
Qual das alternativas abaixo reflete a relação entre filosofia e razão?
[...] nunca se realizou uma obra filosófica que fosse duradoura em todas as suas partes. Por isso não se pode aprender filosofia em absoluto, porque ela ainda não existe.
(Kant, 1983, p. 407.)
É clássico citar Kant quando se pretende defender que não é possível ensinar a filosofia, mas sim a filosofar. Para Kant, a filosofia é um saber que está sempre incompleto, pois está sempre em movimento, sempre aberto, sempre sendo feito e se revendo e, por isso, não pode ser capturado e ensinado. Ainda, segundo Kant:
O ensino da filosofia, enquanto força de interrogação e de reflexão (e não como uma disciplina fechada sobre ela mesma) poderia funcionar como o suporte dessa racionalidade crítica e autocrítica, fermento da lucidez com vistas a promover a compreensão humana. É preciso ajudar as mentes a conviver com as ideias que devem funcionar como mediadoras com o real, e não ser confundidas com o real ou servir de meio a sua ocultação.
(MORIN, 2003, p. 54.)
Na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), a educação abrange os processos formativos que se desenvolvem na vida familiar, na convivência humana, no trabalho, nas instituições de ensino e pesquisa, nos movimentos sociais e organizações da sociedade civil e nas manifestações culturais. No que tange à filosofia, ela:
“Todos os conhecimentos, quer dizer, todas as representações relacionadas a um objeto são ou intuições ou conceitos”
KANT, Imannuel. Lógica. 2ª ed. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1999, p. 109.
O trecho acima citado mostra uma diferenciação kantiana entre conceitos e intuições. Segundo Kant
DESCARTES, René. Discurso do método. Tradução: Bento Prado Jr. Coleção Os Pensadores. São Paulo: Abril Cultural, 1983. p. 37.
Considerando a importância do método para a filosofia de Descartes, assinale a alternativa que contém um dos preceitos para bem direcionar-se o espírito e, assim, adquirir-se conhecimentos.
Diante do exposto, assinale a alternativa correta.
“a verdade é uma noção tão transcendentalmente clara que é impossível ignorá-la [...] com efeito, existem meios de examinar uma balança antes de usá-la, mas não existiriam meios de apreender o que é a verdade se nós não a conhecêssemos naturalmente.” (DESCARTES, R. Carta a Mersenne de 16 de outubro de 1639. Apud: FORLIN, E. A teoria cartesiana da verdade. São Paulo: Associação Editorial Humanitas; Ijuí: Ed. Unijuí/Fapesp, 2005. pp. 29-30).
Esse conhecimento primeiro sobre a verdade ganha diferentes versões ao longo do processo meditativo de Descartes.
A este respeito considere as seguintes assertivas:
I – Um primeiro critério de verdade utilizado por Descartes em sua meditação é a indubitabilidade. Ou, inversamente, tudo aquilo sobre o qual repousar a menor dúvida será tomado como falso.
II – Na enunciação do Cogito, a certeza que o indivíduo tem sobre sua própria existência desempenha o papel de critério de verdade. A indubitabilidade do Cogito decorre desta certeza absoluta que o indivíduo tem sobre sua própria existência.
III – A partir do Cogito, a certeza do sujeito torna- -se critério de verdade para qualquer proposição.
IV – Por fim, Descartes estabelece como regra geral que todas as coisas conhecidas claras e distintamente são verdadeiras.
Assinale a alternativa que contenha unicamente as assertivas verdadeiras:
Considere o argumento:
“Podemos compreender plenamente os estados mentais dos seres humanos mediante a observação de regularidades acerca da relação estímulo-resposta. Assim, o que se passa no interior dos limites intracranianos não é relevante para essa compreensão.”
A teoria da mente que defende esse argumento denomina-se
Sobre os pares conceituais a-priori/a-posteriori, analítico/sintético, necessário/contingente e suas respectivas distinções é correto afirmar que(,)
Fonte (adaptada): LACOSTE, Jean. A filosofia da arte. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1986, p. 27.
Marque a alternativa que substitui corretamente o X no texto acima:
Na busca das certezas do conhecimento, é a razão humana que ocupa o lugar central da ética, pois é ela que irá se apresentar como trabalho da inteligência ou da vontade humana de dominar e controlar o ímpeto humano de desejos e de paixões. Esse conceito ético corresponde à tradição teórica denominada:
Julgue o item a seguir, a respeito da razão inata e da razão adquirida.
Segundo Descartes, as ideias inatas são simples.