Questões de Concurso
Sobre a razão e seus sentidos em filosofia
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“Quando Galileu fez rolar no plano inclinado as esferas, com uma aceleração que ele próprio escolhera, quando Torricelli fez suportar pelo ar um peso, que antecipadamente sabia idêntico ao peso conhecido de uma coluna de água, [...] foi uma iluminação para todos os físicos. Compreenderam que a razão só entende aquilo que produz segundo os seus próprios planos”.
Fonte: (KANT, I. Crítica da Razão Pura, Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 2001. 5. ed. Tradução de Manuela Pinto dos Santos e Alexandre Fradique Morujão. p. 18. Grifos acrescentados).
O projeto epistemológico de Immanuel Kant é marcado por uma forma específica de compreender a relação entre o sujeito e o objeto do conhecimento. Como é dito no texto, o sujeito, em certos casos, é capaz de antecipar os resultados de alguns experimentos mesmo antes da sua execução. Segundo Kant, isto é possível porque
• Imperativo hipotético: ordena ações condicionadas a objetivos desejados.
• Imperativo categórico: ordena ações incondicionais, universalizáveis e moralmente obrigatórias, independentemente de interesses individuais.
Com base nessas definições, assinale a alternativa correta.
De acordo com a posição de Kant nessa obra, é correto afirmar que
De acordo com a visão de Hume, é correto afirmar que a
Observe a charge do cartunista gaúcho Rafael Côrrea:
Tomando a filosofia de Hebert Marcuse como fundamento, afirma-se que a charge se contrapõe à racionalidade
ADORNO, T. W. Dialética negativa. Tradução de Marco Antonio Casanova. Rio de Janeiro: Zahar, 2009 (adaptado).
Em uma aula de Filosofia para a 3ª série do Ensino Médio, visando à análise crítica da razão moderna, o docente propôs que os estudantes identificassem, por meio de uma pesquisa bibliográfica, as principais correntes de pensamento filosófico e as relacionassem à crítica do texto de Adorno, apresentado acima.
Nesse caso, para entender corretamente a crítica do texto de Adorno, os discentes devem identificar que ela se volta contra
Nosso aluno não tinha, no início, senão sensações; agora tem ideias. Não fazia senão sentir, agora julga. Porque, da comparação de várias sensações sucessivas e simultâneas, e do julgamento que delas se faz, nasce uma espécie de sensação mista ou complexa a que chamo de ideia.
ROUSSEAU, J. J. Emílio ou da educação. São Paulo: Martins Fontes, 2014.
Considerando o texto apresentado na referida oficina, é possível inferir que
A partir do enunciado acima sobre ética e razão, assinale a alternativa correta:
I. Descobrir a origem da incapacidade reflexiva gerada pela complexidade da atualidade e analisar a perplexidade causadora de discussões éticas necessárias porém desprovidas de vigor para a abertura de novas vias, parece ser a única maneira de achar um caminho para pensar a ética da racionalidade contemporânea.
II. O aspecto positivo dessa aporia consiste em nos fazer entender a necessidade da reconstrução da pergunta pelo sentido da liberdade.
III. Buscar em Platão e Aristotéles uma inspiração para tentarmos restabelecer na atualidade uma relação positiva entre ética e cultura? Ou, como nos indica Foucault, fazer a crítica ontológica da atualidade, dos limites históricos de nossa situação cultural e abrir novas possibilidades de reinventar a liberdade? Ambas as direções dependem de um movimento racional de rearticulação da experiência histórica que proporcione condições favoráveis para a reagregação do ethos.
IV. Uma tal reagregação supõe o advento de condições de experiência histórica que permitam superar de alguma maneira a fragmentação do sujeito.
A sequência correta é:
A relação entre filosofia e razão é uma das mais profundas e duradouras na história do pensamento ocidental. A filosofia, desde suas origens, pode ser vista como uma busca racional pela verdade, uma tentativa de compreender o mundo, a existência e o próprio ser humano por meio de um pensamento crítico e estruturado. A razão, nesse contexto, não é apenas uma ferramenta lógica, mas um princípio orientador que distingue a investigação filosófica de outras formas de conhecimento, como o misticismo ou a crença religiosa (BORGES, 2022).
Qual das alternativas abaixo reflete a relação entre filosofia e razão?
[...] nunca se realizou uma obra filosófica que fosse duradoura em todas as suas partes. Por isso não se pode aprender filosofia em absoluto, porque ela ainda não existe.
(Kant, 1983, p. 407.)
É clássico citar Kant quando se pretende defender que não é possível ensinar a filosofia, mas sim a filosofar. Para Kant, a filosofia é um saber que está sempre incompleto, pois está sempre em movimento, sempre aberto, sempre sendo feito e se revendo e, por isso, não pode ser capturado e ensinado. Ainda, segundo Kant:
O ensino da filosofia, enquanto força de interrogação e de reflexão (e não como uma disciplina fechada sobre ela mesma) poderia funcionar como o suporte dessa racionalidade crítica e autocrítica, fermento da lucidez com vistas a promover a compreensão humana. É preciso ajudar as mentes a conviver com as ideias que devem funcionar como mediadoras com o real, e não ser confundidas com o real ou servir de meio a sua ocultação.
(MORIN, 2003, p. 54.)
Na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), a educação abrange os processos formativos que se desenvolvem na vida familiar, na convivência humana, no trabalho, nas instituições de ensino e pesquisa, nos movimentos sociais e organizações da sociedade civil e nas manifestações culturais. No que tange à filosofia, ela:
“Todos os conhecimentos, quer dizer, todas as representações relacionadas a um objeto são ou intuições ou conceitos”
KANT, Imannuel. Lógica. 2ª ed. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1999, p. 109.
O trecho acima citado mostra uma diferenciação kantiana entre conceitos e intuições. Segundo Kant
A máxima expressão do pensamento iluminista encontra-se em Immanuel Kant (1724-1804), que, além da Crítica da razão pura, escreveu a Crítica da razão prática e a Fundamentação da metafísica dos costumes, nas quais apresenta sua teoria moral.
ARANHA, M; MARTINS, M. Filosofando: introdução à filosofia. São Paulo: Moderna, 2009, p. 253.
A respeito da teoria moral kantiana e dos conceitos que lhe são próprios, julgue (C ou E) o item a seguir.
A máxima expressão do pensamento iluminista encontra-se em Immanuel Kant (1724-1804), que, além da Crítica da razão pura, escreveu a Crítica da razão prática e a Fundamentação da metafísica dos costumes, nas quais apresenta sua teoria moral.
ARANHA, M; MARTINS, M. Filosofando: introdução à filosofia. São Paulo: Moderna, 2009, p. 253.
A respeito da teoria moral kantiana e dos conceitos que lhe são próprios, julgue (C ou E) o item a seguir.
De onde vieram os princípios racionais (identidade, não contradição, terceiro excluído e razão suficiente)? De onde veio a capacidade para a intuição (razão intuitiva) e para o raciocínio (razão discursiva)? Nascemos com eles? Ou nos seriam dados pela educação e pelo costume? Seriam algo próprio dos seres humanos, constituindo a natureza deles, ou seriam adquiridos através da experiência? Durante séculos, a Filosofia ofereceu duas respostas a essas perguntas. A primeira ficou conhecida como inatismo e a segunda, como empirismo.
CHAUI, Marilena. Convite à filosofia. São Paulo: Editora Ática, 2000, p. 85.
As duas respostas apresentadas podem ser associadas aos enfoques filosóficos distintos de René Descartes e de Francis Bacon. Com base na perspectiva filosófica desses dois pensadores, julgue (C ou E) o item a seguir.