Questões de Concurso
Comentadas sobre a política em filosofia
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Todas as pessoas precisam ser educadas para a convivência. O processo de aprendizagem supõe descentramento, um sair de si mesmo, tanto do ponto de vista da inteligência como da afetividade ou da moral. A descoberta de que o outro é um “outro eu” é fundamental para superar o egocentrismo. No entanto, o desenvolvimento desses três níveis mentais — inteligência, afetividade e moralidade — não é automático, porque exige a intermediação de agentes culturais — pais, professores, adultos em geral.
Maria Lúcia de Arruda Aranha. Filosofando. São Paulo: Moderna, 2009, p. 222.
A partir do texto anteriormente apresentado, julgue o item subsequente, referentes à relação entre ética, moral e política.
O sujeito ético surge com a “descoberta de que o outro
é um ‘outro eu’”, ou seja, com o reconhecimento da sua
humanidade no outro.
O que intriga os primeiros filósofos é principalmente o movimento, conceito que em grego tem um sentido bem amplo, podendo significar “mudança de lugar”, “aumento e diminuição”, “qualquer alteração ou um movimento substancial”, quando alguma coisa é gerada ou se deteriora. Diante disso, eles se perguntam: o que faz com que, apesar de toda a mudança, haja algo na realidade que sempre permanece o mesmo? Assim, sob a multiplicidade das coisas, eles buscam a identidade. Ou seja, procuram um princípio original e racional (em grego arkhé). O termo princípio pode ser entendido como “origem”, mas também como “fundamento”.
Maria Lúcia de Arruda Aranha. Filosofar com textos: temas e história da filosofia. São Paulo: Moderna, 2012. p. 285.
Tendo o texto precedente como referência inicial e considerando que os filósofos pré-socráticos, com seus conceitos, buscavam o entendimento do mundo e da natureza, julgue o item subsequente.
Com os filósofos da physis, a cosmologia contrapôs-se
à cosmogonia.
Quando a estes fatos novos é incorreto afirmar.
Analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa correta.
I. A relação capitalista da produção, que aparentemente parece livre, não passa de uma relação servil. Uma relação servil em que o capital está subordinado ao trabalho e o sujeito humano aos objetos por ele produzidos. O domínio do capital sobre o trabalho converte o produtor real em meio de produção de riqueza e esta não lhe pertence, mas lhe aparece como riqueza estranha. Quanto mais o trabalhador produz, mais objetos contrapõem-se a ele com poder hostil, os quais não lhe pertencem, mas o subordinam.
II. Uma segunda característica da alienação na sociedade capitalista está ligada à própria atividade produtiva do homem. A riqueza resultante da atividade produtiva pertence ao trabalhador, mas se contrapõe a ele como riqueza estranha e que o domina, a própria atividade vital do homem surge como uma atividade estranha. O estranhamento também resulta do fato de não ser o homem que emprega os meios de produção, mas os meios de produção empregarem o homem.
III. Quando o trabalhador chega à fábrica, defronta-se com os meios de produção como uma força estranha que dele independe e que o domina. Um meio pelo qual a atividade vital do homem se converte em atividade estranha é a própria divisão do trabalho. Pela divisão do trabalho a atividade humana transforma-se em atividade maquinal, unilateral; uma atividade separada do pensamento e idêntica ao agir animal.
IV. A atividade maquinal não oferece satisfação ao trabalhador, mas, ao contrário, o trabalho lhe aparece como atividade estranha, que não o realiza, mas que o nega, desgasta suas energias físicas e mentais. O trabalhador que vende sua força de trabalho por um salário não se afirma no trabalho, não desenvolve livremente suas energias físicas e mentais, mas as esgota. O trabalhador se sente em si, livre, fora do trabalho, e quando trabalha sente-se estranho, fora de si.
Estão corretas as afirmativas:
Analise as afirmativas a seguir e assinale a alternativa correta:
I. Embora partindo de ideias do homem em estado de natureza, Rousseau não partilha da tese de que a natureza humana é má ou egoísta. Os homens não são inimigos por natureza, mas são naturalmente bondosos. Na base do conflito humano, quando este acontece, situa-se a propriedade privada; esta é a fonte geradora de atritos entre os homens.
II. Se há um estado de guerra, este é produto da relação entre as coisas e não entre os homens. Como em estado de natureza não há propriedade privada, a guerra originada pela propriedade também não reflete o estado de natureza. Rousseau define a guerra como uma relação de Estado a Estado, na qual os homens particulares tornam-se inimigos apenas por acidente.
III. Com essa ideia Rousseau se contrapõe às concepções que defendem de alguma forma o direito à escravidão. Em nenhum momento o escravo pode ser produto da guerra, porque esta não é uma relação de homem a homem. A guerra não concede nenhum direito que não seja necessário a seus fins, e os fins nunca são particulares; logo, para os particulares nenhuma consequência pode resultar após o fim da guerra da qual participam.
IV. Em Rousseau o homem é definido como livre e igual por natureza. Renunciar à liberdade equivale a renunciar à própria condição de homem. O princípio da liberdade é inalienável; a norma o imperativo da ação. O homem que Rousseau define como livre e igual por natureza, porém, revela-se numa existência bastante distante da natural. “o homem nasce livre e por toda parte encontra-se a ferros”. Estão corretas as afirmativas:
Leia atentamente o trecho a seguir e assinale a alternativa que completa correta e respectivamente as lacunas.
“Estamos, segundo inúmeros teóricos, na plenitude da
___________ e a afirmação definitiva de um único modelo
econômico/político. Fala-se, inclusive, no fim da história
e a instauração definitiva do último “ismo” (__________).
Estamos, também, na iminência de um novo século
e de um novo milênio e, mesmo assim, boa parte da
humanidade aguarda ainda por uma resposta ética/política/
social, capaz de lhe garantir uma vida digna e plena de
paz. Apesar disso, muitos ainda insistem na ideia de que
o espaço da política é um espaço reservado apenas para
alguns, os denominados “políticos”. há ainda um amplo
movimento de _______________ e descrença na política
e nas possibilidades que a ação política pode produzir em
termos da construção de uma sociedade mais justa (ética)
e adequada ao bem-viver humano”.
Chauí (2003) considera a definição de universidade como instituição social, diferenciando-a de uma organização prestadora de serviços.
Com base nas ideias da autora sobre essa definição, é incorreto afirmar:
A pluralidade humana, condição básica da ação e do discurso, tem o duplo aspecto da igualdade e da diferença. Se não fossem iguais, os homens seriam incapazes de compreender-se entre si e aos seus ancestrais, ou de fazer planos para o futuro e prever as necessidades das gerações vindouras. Se não fossem diferentes, se cada humano não diferisse de todos os que existiram, existem ou virão a existir, os homens não precisariam do discurso ou da ação para se fazerem entender.
Hannah Arendt. A condição humana. Rio de Janeiro:
Forense Universitária, 2003, p. 188 (com adaptações).
Em uma perspectiva ideológica, o liberalismo entende a democracia como regime político que se utiliza da lei e da ordem para garantir os interesses e as liberdades individuais.