Questões de Concurso Comentadas sobre a consciência e os limites do conhecimento em filosofia

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Q4153534 Filosofia
Em sua contribuição para a reformulação da teoria da origem do conhecimento, denominada “revolução copernicana na filosofia”, Immanuel Kant
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Q4153533 Filosofia
Assinale a opção correta a respeito da diferença entre entendimento e razão estabelecida por Kant, na obra A crítica da razão pura, para distinguir as faculdades humanas.
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Ano: 2026 Banca: FURB Órgão: SED-SC Prova: FURB - 2026 - SED-SC - Professor - Filosofia |
Q4078768 Filosofia
"O que é absolutamente grande não pode ser encontrado em nenhuma coisa da natureza, mas somente em nosso espírito, na medida em que podemos tornar-nos conscientes de sermos superiores à natureza em nós mesmos e, por isso, também à natureza fora de nós. Tudo o que suscita esse sentimento em nós, isto é, tudo o que desperta em nós a ideia do infinito, é absolutamente grande. Portanto, tal experiência não pode ser encontrada nas coisas da natureza, mas somente em nossas ideias. A natureza, nesse caso, é julgada na medida em que eleva a imaginação à apresentação de casos em que o espírito pode tornar sensível a superioridade de sua destinação em relação à natureza."
(KANT, I. Crítica da faculdade do juízo. Tradução adaptada.)
O conceito de __________, conforme pode ser inferido do excerto, refere-se a uma experiência estética que não reside nos objetos da natureza, mas na capacidade do sujeito de reconhecer em si uma dimensão que ultrapassa a sensibilidade, evidenciando a superioridade da razão.
Assinale a alternativa que corretamente preenche a lacuna no excerto: 
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Q3877592 Filosofia
“Eis uma possibilidade de ficção científica que os filósofos discutem: imagine que um ser humano (você pode imaginar isso para si mesmo) tenha sido submetido a uma operação por um cientista maligno. O cérebro dessa pessoa (o seu cérebro) foi removido de seu corpo e colocado numa cuba com nutrientes que mantêm o cérebro vivo. As terminações nervosas foram conectadas a um supercomputador que causa na pessoa, cujo cérebro ela é, a ilusão de que tudo é perfeitamente normal. Parece haver pessoas, objetos, o céu, etc.; mas na verdade tudo o que as pessoas (você) estão experienciando é o resultado de impulsos elétricos viajando do computador às terminações nervosas. O computador é tão engenhoso que se a pessoa tenta levantar a mão, um feedback logo o fará “ver” e “sentir” a mão sendo levantada” (Putnam, 1992, p. 28). 

A esse respeito, é correto afirmar que o experimento mental dos cérebros na cuba atualiza um argumento cético da tradição moderna relativo à
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Q4196954 Filosofia
Aproximando-me ainda mais de mim mesmo e, investigando quais são os meus erros – somente eles denunciam uma imperfeição em mim, – percebo que dependem do concurso simultâneo de duas causas, a saber, da faculdade de conhecer que está em mim e da faculdade de escolher ou liberdade do arbítrio, isto é, do intelecto e, ao mesmo tempo, da vontade. Pois, pelo intelecto sozinho não afirmo, nem nego coisa alguma, mas apenas percebo as ideias a respeito das quais posso fazer um juízo, e nenhum erro, propriamente dito, ocorre no intelecto, considerado assim precisamente.
(René Descartes. Meditações sobre a Filosofia Primeira, 2004. Adaptado)

No trecho da Quarta Meditação, Descartes examina a origem do erro. Segundo seu argumento, o erro decorreria de
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Q3673377 Filosofia
Leia o excerto a seguir para responder à questão.

“Quando Galileu fez rolar no plano inclinado as esferas, com uma aceleração que ele próprio escolhera, quando Torricelli fez suportar pelo ar um peso, que antecipadamente sabia idêntico ao peso conhecido de uma coluna de água, [...] foi uma iluminação para todos os físicos. Compreenderam que a razão só entende aquilo que produz segundo os seus próprios planos”.
Fonte: (KANT, I. Crítica da Razão Pura, Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 2001. 5. ed. Tradução de Manuela Pinto dos Santos e Alexandre Fradique Morujão. p. 18. Grifos acrescentados).


O projeto epistemológico de Immanuel Kant é marcado por uma forma específica de compreender a relação entre o sujeito e o objeto do conhecimento. Como é dito no texto, o sujeito, em certos casos, é capaz de antecipar os resultados de alguns experimentos mesmo antes da sua execução. Segundo Kant, isto é possível porque
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Q3525117 Filosofia
Kant discute a relação entre a razão especulativa e as ilusões transcendentes na seguinte passagem da Crítica da razão pura: “Um procedimento desta espécie, que consiste em submeter ao exame os fatos da razão, e, segundo o caso, à sua repreensão, pode-se designar por censura da razão. E incontestável que esta censura conduz inevitavelmente à dúvida com respeito a todo o uso transcendental dos princípios. (…) O primeiro passo nas coisas da razão pura (…) é dogmático. O segundo passo (…) é cético e testemunha a prudência do juízo avisado pela experiência. Mas é ainda necessário um terceiro passo, (…) o qual tem por fundamento máximas sólidas e de provada universalidade; consiste em submeter a exame não os fatos da razão, mas a própria razão no que respeita a todo o poder e capacidade de conhecimento puro a priori; já não se trata aqui da censura, mas da crítica da razão”.
A passagem da “censura” para a “crítica”, mencionada no excerto, implica
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Q3205958 Filosofia
Em Crítica da Razão Pura, Kant analisa a própria faculdade da razão para demonstrar tanto a sua autoridade quanto para delimitar seus limites.
De acordo com a posição de Kant nessa obra, é correto afirmar que
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Q3119857 Filosofia
No estudo sobre a razão, Kant distingue a realidade em si, da realidade para nós, ou conhecida por nós. Para fazer isso, Kant faz uso de duas palavras gregas, sendo elas:
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Q3050003 Filosofia
Todo o conhecimento humano tem início na experiência, mas não se origina exclusivamente dela. (KANT, Immanuel. Crítica da Razão Pura. Tradução de Valerio Rohden e Udo Baldur Moosburger. São Paulo: Editora Abril Cultural, 1980, p. 15.)

Com base na citação e nas discussões da Teoria do Conhecimento, assinale, a seguir, a perspectiva de Kant sobre a origem e a natureza do conhecimento.
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Q3024835 Filosofia
“A fenomenologia do espírito se conclui justamente com o ser como absolutamente mediado. No curso da fenomenologia, o espírito prepara para si próprio o elemento do saber. Neste elemento, os momentos do espírito se desdobram na forma da simplicidade, a qual sabe o próprio objeto como si própria. Aqui os momentos não caem mais um fora do outro na oposição entre ser e saber, mas permanecem juntos na simplicidade do saber, são o verdadeiro na forma do verdadeiro, e sua diversidade é apenas diversidade do conteúdo. Seu movimento, que no elemento do verdadeiro em forma de verdadeiro se estrutura em todo orgânico, constitui a lógica ou filosofia especulativa”
Fonte: Hegel. Fenomenologia do Espírito. In: Reali, G. & Antiseri, D. História da Filosofia – Do Romantismo ao Empiriocriticismo. Volume 5. São Paulo: Paulus, 2023.

A “Ciência do aparecer do espírito” ou a Fenomenologia em Hegel representa um processo de elevação até o saber absoluto e em meio à dialética. Sobre a Filosofia hegeliana, é CORRETO afirmar:
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Q2571970 Filosofia
Leia o texto a seguir.


“O problema epistemológico da objetividade científica coloca, quer queira quer não, a questão da neutralidade dos cientistas relativamente a todo e qualquer tipo de valoração e de engajamentos pessoais.”

JAPIASSU, Hilton. O Mito da Neutralidade Científica. Rio de Janeiro: Imago, 1975, p. 29.


O problema da objetividade e da neutralidade é um dos mais discutidos na epistemologia em sua história e ganha novos contornos na contemporaneidade. As posições epistemológicas são variadas e até antagônicas. Entre essas posições, existem
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Q2356617 Filosofia
Analise as informações a seguir:
I. Um dos debates mais fundamentais da discussão sobre a transcendência da humanidade, sobretudo a partir do conceito de Pessoa, é que seus valores e conteúdo são universais para todas as sociedades humanas.
II. Dentro da pluralidade do conceito de Pessoa, embora concebido como transcendente, não é possível apontar valores que sejam compartilhados por todas as sociedades humanas.
Marque a alternativa CORRETA:
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Q2291416 Filosofia
A filosofia hegeliana da história é a última consequência, levada à sua “mais pura expressão”, de toda a historiografia alemã que não trata de interesses reais, nem mesmo políticos, mas apenas de uma série de pensamentos puros que devoram uns aos outros. Tal concepção é verdadeiramente religiosa, pressupõe o homem religioso como o homem primitivo do qual parte toda a história e, em sua imaginação, põe a produção religiosa de fantasias no lugar da produção real dos meios de vida e da própria vida. 
Adaptado de MARX, Karl; ENGELS, Friedrich. A ideologia alemã. São Paulo: Boitempo, 2007.

A visão marxiana entende que a história é movida pelas
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Ano: 2023 Banca: NC-UFPR Órgão: CBM-PR Prova: NC-UFPR - 2023 - CBM-PR - Cadete |
Q2284131 Filosofia
“Até pouco tempo atrás, quando queríamos sustentar uma afirmação sem argumentar demais, bastava dizer: ‘É comprovado cientificamente.’ Mas essa tática já não tem mais a mesma eficácia, pois a confiança na ciência está diminuindo. Vivemos hoje um clima de ceticismo generalizado, uma descrença nas instituições que favorece a disseminação de negacionismos, encampados por governos com políticas escancaradamente anticientíficas”.
ROQUE, Tatiana. O negacionismo no poder. Como fazer frente ao ceticismo que atinge a ciência e a política. Revista Piauí, n. 161, fev. 2020.
Considerando os elementos mobilizados no texto de Roque, assinale a alternativa que apresenta uma medida que, se implementada, aumentaria a confiança da população no discurso científico.
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Ano: 2023 Banca: NC-UFPR Órgão: CBM-PR Prova: NC-UFPR - 2023 - CBM-PR - Cadete |
Q2284130 Filosofia
De acordo com o texto A arte diante do mal radical, de Thierry de Duve, a decisão do Museu de Arte Moderna de Nova Iorque de expor uma série de fotos de pessoas mantidas em campos de extermínio pelo regime de Pol Pot (líder do Khmer Vermelho cambojano entre 1975 e 1979 e responsável pelo massacre sistemático de milhares de civis durante esse período): 
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Q2240345 Filosofia
Gaston Bachelard, filósofo francês do século XIX, dedicou-se à filosofia da descoberta científica. Para ele, o historiador da ciência deve considerar ideias como fatos, enquanto o epistemólogo deve encarar fatos como ideias em um sistema de pensamento. No ensino elementar, Bachelard (2002) destaca a importância de extrair o abstrato do concreto, utilizando experiências para ilustrar teorias. Ele alerta que fenômenos interessantes podem envolver afetividade, prejudicando a objetividade científica. A ciência busca delinear e ordenar fenômenos, encontrando um equilíbrio entre concreto e abstrato, matemática e experiência, leis e fatos. Para isso, Bachelard valoriza experiências que fogem do comum, levando a contradições e discussões que resultam na criação de leis. Para Bachelard, o espírito científico proíbe que tenhamos uma opinião sobre:
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Q2167458 Filosofia
No debate sobre a teoria do conhecimento, existe um entendimento de que o conhecimento é a relação que se estabelece entre sujeito, consciência ou um ser conhecido. Nesse sentido, pode-se afirmar que o mito, o senso comum, as ciências e a própria Filosofia são:
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Q4161260 Filosofia
Leia o texto a seguir:

“Mas o que sou eu, portanto? Uma coisa que pensa. Que é uma coisa que pensa? É uma coisa que duvida, que concebe, que afirma, que nega, que quer, que não quer, que imagina também e que sente. Certamente não é pouco se todas essas coisas pertencem à minha natureza. Mas por que não lhe pertenceriam? Não sou eu próprio esse mesmo que duvida de quase tudo, que, no entanto, entende e concebe certas coisas, que assegura e afirma que somente tais coisas são verdadeiras, que nega todas as demais, que quer e deseja conhecê-las mais, que não quer ser enganado, que imagina muitas coisas, mesmo mau grado seu, e que sente também muitas como que por intermédio dos órgãos do corpo? Haverá algo em tudo isso que não seja tão verdadeiro quanto é certo que sou e que existo, mesmo se dormisse sempre e ainda quando aquele que me deu a existência se servisse de todas as suas forças para enganar-me? [...] Que assim seja; todavia, ao menos, é muito certo que me parece que vejo, que ouço e que me aqueço; e é propriamente aquilo que em mim se chama sentir e isto, tomado assim precisamente, nada é senão pensar. Donde, começo a conhecer o que sou, com um pouco mais de luz e de distinção do que anteriormente” (DESCARTES, R. Meditações. In.: Descartes. 2. ed. São Paulo: Abril Cultural, 1979. Col. Os Pensadores, p. 95).

Tendo como referência este texto do filósofo René Descartes (1596-1650) e as suas contribuições para a teoria do conhecimento, marque a alternativa que apresenta corretamente as concepções da filosofia cartesiana.
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Q4161244 Filosofia
Quem busca uma resposta ao ceticismo terá que enfrentar a questão do critério de verdade: como poderíamos nos certificar da verdade de uma proposição qualquer sobre o mundo? Este é um problema enfrentado, por exemplo, por René Descartes. Para este filósofo,

“a verdade é uma noção tão transcendentalmente clara que é impossível ignorá-la [...] com efeito, existem meios de examinar uma balança antes de usá-la, mas não existiriam meios de apreender o que é a verdade se nós não a conhecêssemos naturalmente.” (DESCARTES, R. Carta a Mersenne de 16 de outubro de 1639. Apud: FORLIN, E. A teoria cartesiana da verdade. São Paulo: Associação Editorial Humanitas; Ijuí: Ed. Unijuí/Fapesp, 2005. pp. 29-30).

Esse conhecimento primeiro sobre a verdade ganha diferentes versões ao longo do processo meditativo de Descartes.

A este respeito considere as seguintes assertivas:
I – Um primeiro critério de verdade utilizado por Descartes em sua meditação é a indubitabilidade. Ou, inversamente, tudo aquilo sobre o qual repousar a menor dúvida será tomado como falso.
II – Na enunciação do Cogito, a certeza que o indivíduo tem sobre sua própria existência desempenha o papel de critério de verdade. A indubitabilidade do Cogito decorre desta certeza absoluta que o indivíduo tem sobre sua própria existência.
III – A partir do Cogito, a certeza do sujeito torna- -se critério de verdade para qualquer proposição.
IV – Por fim, Descartes estabelece como regra geral que todas as coisas conhecidas claras e distintamente são verdadeiras.

Assinale a alternativa que contenha unicamente as assertivas verdadeiras:
Alternativas
Respostas
1: D
2: E
3: B
4: A
5: E
6: A
7: A
8: C
9: D
10: D
11: D
12: C
13: D
14: D
15: B
16: B
17: B
18: C
19: C
20: B