Questões de Concurso Sobre engenharia agronômica (agronomia)
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L2 = 4 Kh (2D + h) / q
em que:
L = espaçamento entre drenos (m);
Kₕ = condutividade hidráulica do solo (m d⁻¹);
D = profundidade do dreno em relação à camada impermeável (m);
h = carga hidráulica, correspondente à altura do lençol freático no ponto médio entre dois drenos paralelos, acima do nível dos drenos (m);
q = taxa de recarga ou drenagem (m d⁻¹).
Com base nos princípios da drenagem agrícola e na teoria de Hooghoudt, analise as assertivas e assinale a alternativa correta.
I. A teoria de Hooghoudt introduz o efeito do fluxo radial nas proximidades dos drenos, considerando a resistência adicional decorrente da convergência das linhas de corrente em direção ao dreno.
II. O dimensionamento de sistemas de drenagem do solo envolve a relação entre a profundidade de instalação dos drenos e o espaçamento entre eles, uma vez que ambos influenciam o rebaixamento do lençol freático.
III. A drenagem agrícola consiste exclusivamente na remoção do excesso de água acumulada em profundidade no solo, tendo como finalidade principal maximizar a retenção de água no perfil para a produção agrícola.
IV. Os modelos matemáticos de cálculo da drenagem constituem ferramentas para estimar, de forma aproximada, a profundidade e o espaçamento dos drenos, especialmente em áreas onde ainda não existe um sistema de drenagem implantado.
( ) A ETo corresponde à evapotranspiração de uma cultura que cobre totalmente o solo, em pleno desenvolvimento vegetativo, sem restrições hídricas ou nutricionais, sendo estimada exclusivamente pela equação de Penman-Monteith, a qual requer dados meteorológicos.
( ) A disponibilidade de água no solo é considerada uma característica física relevante, pois corresponde à quantidade de água retida entre a capacidade de campo (CC) e o ponto de murcha temporária (PMT).
( ) A capacidade total de água no solo (CTA) representa a quantidade máxima de água armazenada na zona radicular explorada pela cultura, considerando, para fins de manejo da irrigação, a profundidade do solo onde se concentram pelo menos 50% das raízes das plantas.
( ) A capacidade real de água no solo (CRA) corresponde a uma fração da capacidade total de água no solo (CTA), sendo definida em função do manejo adotado e da tolerância da cultura ao déficit hídrico.
( ) A irrigação real necessária corresponde ao consumo efetivo de água pela cultura, expresso em forma de lâmina de irrigação, que deve ser aplicada ao solo para suprir adequadamente suas necessidades hídricas.
I. O agricultor deve procurar o órgão estadual ou federal competente pela gestão dos recursos hídricos para solicitar a autorização legal de uso da água proveniente de represas, rios, córregos, ribeirões, lagoas ou poços.
II. A legislação federal brasileira estabelece, de forma uniforme para todos os estados, que poços tubulares com profundidade inferior a 120 metros e vazão de até 3.500 litros por hora litros por hora (0,0010 m³ s⁻¹) são automaticamente dispensados de outorga de direito de uso da água.
III. Plantas que apresentam sistemas radiculares profundos e densos exploram um pequeno volume de solo e, consequentemente, tornam-se rapidamente sensíveis à deficiência hídrica.
IV. O sistema de irrigação por pivô central caracteriza-se por elevado investimento inicial, área de irrigação em módulo fixo e menor flexibilidade operacional, podendo ainda favorecer a formação de trilhas de rodagem que, quando mal manejadas, contribuem para processos erosivos.
( ) Em áreas com declividades naturais superiores a 0,1%, recomenda-se a implantação dos sulcos/camalhões em ângulo em relação à linha de maior declive, de modo a reduzir a declividade efetiva ao longo dos sulcos e minimizar processos erosivos.
( ) Áreas previamente sistematizadas com declividade nula (cota zero) demandam a construção de sulcos/camalhões mais largos e com maior altura, a fim de assegurar condições adequadas de drenagem superficial e evitar o encharcamento da zona radicular.
( ) O comprimento e a largura dos sulcos/camalhões são definidos exclusivamente por fatores artificiais relacionados ao preparo e à mecanização da lavoura, não sofrendo influência das condições naturais do solo e do relevo.
( ) O sistema de sulcos/camalhões é indicado, preferencialmente, para áreas planas ou suavemente onduladas, com declividades uniformes, sendo indispensável a prévia sistematização do terreno para garantir o adequado funcionamento da irrigação.
( ) A largura dos camalhões está condicionada às características físicas do solo, bem como às práticas culturais e ao tipo de cultura conduzida no sistema.
I. Organismos heterótrofos são capazes de realizar quimiossíntese para a produção de seu próprio alimento.
II. Os produtores correspondem ao conjunto de seres vivos autótrofos e ocupam o primeiro nível trófico das cadeias alimentares.
III. Os organismos bióticos correspondem aos seres vivos encontrados nos ecossistemas, incluindo animais, plantas, fungos, bactérias e protozoários.
IV. Os organismos bióticos não incluem microrganismos como fungos, bactérias, protozoários e vírus.
( ) As plantas de cobertura podem ser agrupadas conforme a taxa de decomposição de seus resíduos: Poáceas, geralmente com elevada relação C/N (≈30:1), apresentam decomposição mais lenta e favorecem a imobilização temporária de nitrogênio, enquanto Fabáceas e Brássicas, com relação C/N inferior a 20:1, apresentam decomposição mais rápida e estimulam a mineralização de nitrogênio.
( ) O uso de plantas de cobertura deve ocorrer exclusivamente de forma isolada, uma vez que consórcios vegetais podem comprometer a absorção de nutrientes do solo e prejudicar a formação da estrutura física associada ao sistema radicular.
( ) Em situações de sucessão prolongada de gramíneas em uma mesma área agrícola, pode ocorrer redução da produtividade de grãos, associada principalmente à imobilização temporária e à lixiviação de nutrientes, com destaque para o nitrogênio.
( ) A distribuição e a atividade dos microrganismos no solo são condicionadas por fatores físicos, químicos e biológicos, resultando em comunidades microbianas organizadas de forma dinâmica, capazes de se adaptar continuamente às variações ambientais.
( ) A adubação química, independentemente do sistema de manejo adotado, é imprescindível para a melhoria da saúde do solo, uma vez que fornece nutrientes minerais e matéria orgânica em diferentes graus de labilidade, constituindo o principal substrato energético dos microrganismos do solo.