Questões de Concurso
Sobre história econômica brasileira em economia
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Mais espanto ainda causou a “matriz do ministro”, a Nova Matriz Econômica (...). Em julho de 2012, Mantega anunciaria oficialmente o enterro do tripé. A base da política econômica brasileira não seria mais formada pelo triângulo do câmbio flutuante, das metas de inflação e do superávit primário.
DE BOLLE, M.B. Como matar a borboleta azul: uma crônica da era Dilma. Rio de Janeiro: Ed. Intrínseca, p.119.
No comentário crítico, a economista Mônica de Bolle refere-se à chamada Nova Matriz Econômica, adotada pela equipe econômica de Dilma Rousseff (2011-2014), cujos objetivos principais foram
No início de 2014, o economista Gustavo Franco, um dos formuladores do Plano Real (1994), assim celebrava os 20 anos do bem-sucedido plano de estabilização inflacionária no Brasil:
Na próxima sexta-feira, dia 28 de fevereiro de 2014, quando começarem os trabalhos de carnaval, vamos festejar também os 20 anos da publicação da Medida Provisória n° 434, que introduziu a URV (Unidade Real de Valor), uma formidável inovação que assumiu a forma de segunda moeda nacional, porém apenas “virtual”, ou “para servir exclusivamente como padrão de valor monetário” (art. 1). A URV era o real, desde o início. Em seu artigo 2º, a MP 434 já determinava que, quando a URV fosse emitida em forma de cédulas — e assim passasse a servir para pagamentos —, o cruzeiro real seria extinto e a URV teria seu nome mudado para real.
Disponível em:<https://oglobo.globo.com/economia/20-anos-do-plano-real-11687119> . Acesso em: 20 jan. 2018.
A URV foi de capital importância para o programa de estabilização inflacionária no Brasil (Plano Real, 1994) porque
Em 1974, em um artigo publicado no jornal Opinião, o economista Edmar Bacha cunhou o termo Belíndia para enfatizar que o Brasil, durante o período do chamado “milagre” econômico (1967-1973), mantinha características da Bélgica, um país rico e de reduzido contingente populacional, e da Índia, um país pobre e populoso.
Nesse sentido, o termo Belíndia procurava confirmar que, nos anos do período do “milagre” econômico brasileiro, houve
A destruição dos excedentes das colheitas se impunha, portanto, como uma consequência lógica da política de continuar colhendo mais café do que se podia vender (...). O que importa ter em conta é que o valor do produto que se destruía era muito inferior ao montante da renda que se criava. Estávamos, em verdade, construindo as famosas pirâmides que anos depois preconizaria Keynes. Dessa forma, a política de defesa do setor cafeeiro nos anos da grande depressão concretiza-se num verdadeiro programa de fomento da renda nacional. Praticou-se no Brasil, inconscientemente, uma política anticíclica de maior amplitude que a que se tenha sequer preconizado em qualquer dos países industrializados.
FURTADO, C. Formação Econômica do Brasil, 32ª edição. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 2002, pp. 197 e 200-201. Adaptado.
De acordo com a interpretação clássica de Celso Furtado, a principal consequência, no longo prazo, da política de Vargas de destruir os estoques excedentes da produção de café, como forma de minorar os impactos adversos decorrentes da grande depressão da década de 1930, foi
Julgue o item seguinte, relativo à economia brasileira da segunda metade do século XX e do século XXI.
A segunda crise do petróleo, associada aos desequilíbrios
fiscais e externos, deu origem ao processo inflacionário
brasileiro no final da década de 70 e início da década de 80.
Julgue o item seguinte, relativo à economia brasileira da segunda metade do século XX e do século XXI.
A chamada âncora nominal foi um dos pilares do Plano Real
e consistiu na criação da URV como unidade de medida da
economia.
No que se refere ao papel do Estado e da agricultura na economia brasileira, aos desequilíbrios regionais, à distribuição de renda e ao mercado de trabalho e emprego, julgue o item que se segue.
Nas décadas de 70 e 80 do século XX, as empresas públicas
eram importantes instrumentos de política econômica para a
contenção de preços dos bens por elas produzidos, a fim de
refrear os índices inflacionários e também obter empréstimos
além do necessário para aportar ao governo divisas necessárias
ao financiamento do balanço de pagamentos.
No que se refere ao papel do Estado e da agricultura na economia brasileira, aos desequilíbrios regionais, à distribuição de renda e ao mercado de trabalho e emprego, julgue o item que se segue.
A falência do Estado brasileiro se evidencia, já no final da
última década de 70, quando os recursos de capital se tornam
escassos para a realização de investimentos e o
acompanhamento do avanço tecnológico. A privatização das
estatais foi facilitada pelo apoio da classe política e das
empresas privadas que faziam transações com as estatais, pois
as estatais reclamavam principalmente da burocracia e das
amarras jurídicas que caracterizavam as empresas públicas.
No que tange ao Plano Real, de 1994, julgue o item subsecutivo.
No Plano Real, os fatores de contenção dos aumentos de
preços incluíram a chamada âncora cambial, isto é, a
valorização do real em relação ao dólar, a abertura comercial
com tarifas baixas de importação e o controle de preços por
meio de congelamento para aqueles bens considerados
populares.
O Programa Nacional de Desestatização de 1990, que teve como gestor o BNDES, concentrou esforços na venda de empresas estatais: os pagamentos pelos compradores eram facilitados pela aceitação das chamadas “moedas de privatização”, títulos representativos de dívidas contraídas anteriormente pelos estados e municípios e adquiridas com deságio no mercado bancário.
Com relação ao período de 1962 a 1984, que se refere à crise econômica do início da década de 60 e ao período militar, julgue o item seguinte.
No regime militar, estabelecido em 1964, que considerava
necessários o controle da inflação e a modernização do
mercado de capitais para a recuperação econômica, foram
criadas diversas empresas estatais para apoiar setores que
deveriam receber estímulos ao seu crescimento.
A respeito da economia brasileira no século XIX, da crise de 1929 e do pós-guerra até o Plano de Metas do governo Juscelino Kubitschek, julgue o item a seguir.
Um dos efeitos da depressão mundial na economia brasileira,
nos anos 30 do século passado, foi a deterioração das relações
de troca de produtos brasileiros no mercado internacional, isto
é, o aumento nos preços dos produtos exportados e a queda nos
preços dos produtos importados pelo Brasil.
Ao longo dos anos, a partir da década de 30 do século XX, o Brasil tem experimentado diversas reformas administrativas.
A esse respeito, numere a COLUNA II de acordo com a COLUNA I, fazendo a relação de ações e casos de reforma administrativa com as medidas orientadoras e processos adotados, conforme descrito por MatiasPereira (2010).
COLUNA I
1. Modernização Administrativa (administração paralela do Governo JK, administração para o desenvolvimento do Regime Militar)
2. Reforma do Estado do Governo Collor de 1990/1991
3. Reforma do Estado do Governo FHC, de 1995/2002
4. Revitalização do Estado (plano de gestão pública do governo Lula)
COLUNA II
( ) O Estado como solução. Busca-se elaborar um diagnóstico participativo; debatem-se os problemas; elabora-se um plano coletivo de Governo; constrói-se uma rede de implementação com ampla sustentação.
( ) O problema está na adequação entre meios e fins. Elabora-se diagnóstico (comissões de trabalho); proposições legais; e implementam-se mediante forte liderança top-down (grupos executivos) ou de forma autoritária.
( ) Elaboram-se planos (PD, PPA) com baixo envolvimento e participação dos atores envolvidos, o que gera baixo grau de implementação. As políticas de gestão se fragmentam e prevalece a orientação do ajuste fiscal.
( ) Princípios – descentralização e flexibilização. O Estado como problema. Soluções: desmonte e enfraquecimento do papel do Estado. Propõe-se reduzir o tamanho e o número de servidores da máquina administrativa.
Assinale a sequência CORRETA.
I. Em 2003, numa amostra de 100 hospitais filantrópicos, foi constatado um padrão incipiente de gestão, com instrumentos e práticas gerenciais defasados em relação aos padrões gerenciais contemporâneos. II. Em 2004, os hospitais públicos e privados com fins lucrativos apresentavam elevados níveis de eficiência em gestão hospitalar, com alta produtividade e mínimo desperdício de recursos. III. Tal qual ocorre no setor público, não existe ainda uma cultura definida de avaliação do desempenho e tampouco de apuração, controle e redução de custos na área de saúde no Brasil.
Estão corretas as afirmativas:
I – Os países com elevada geração de eletricidade de origem térmica apresentam perdas de transformação e distribuição entre 25% e 30% da Oferta Interna de Energia (OIE), sendo que, no Brasil, estas perdas são de apenas 6%, principalmente devido à alta participação da geração hidráulica no cenário nacional.
II – No Brasil, a estrutura de participação das fontes de energia na OIE está distribuída na seguinte ordem: 1º) petróleo e derivados; 2º) Hidráulica e Eletricidade; 3º) Biomassa; e 4º) Gás Natural.
III – Aproximadamente 10% do consumo no Brasil é de energia importada, principalmente sob a forma de gás natural, petróleo e energia elétrica.
É(São) correta(s), apenas, a(s) afirmativa(s):
No Plano Real, os fatores de contenção dos aumentos de preços incluíram a chamada âncora cambial, isto é, a valorização do real em relação ao dólar, a abertura comercial com tarifas baixas de importação e o controle de preços por meio de congelamento para aqueles bens considerados populares.
O Plano Real foi constituído por quatro etapas: o plano de ação imediata (PAI), que procurava estabelecer o equilíbrio das contas do governo; a criação de um padrão estável de valor, a denominada unidade real de valor (URV); a emissão de nova moeda nacional, o Real; e a diminuição drástica da taxa de juros para incentivar os investimentos privados.