Questões de Concurso
Sobre história econômica brasileira em economia
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Uma das principais preocupações da análise econômica é com a precificação no mercado. Muitas vezes, ela ocorre de maneira ineficiente e isso acarreta importantes consequências no funcionamento da economia. A respeito desse assunto, julgue (C ou E) o item a seguir.
A tendência à deterioração dos termos de troca afetou as
economias latino-americanas durante todo o século XIX em
seu período agroexportador. Esse foi o motivo pelo qual o
Brasil abandonou esse modelo na década de 30 do século XX
em prol de uma política industrial que favorecia bens com forte
desempenho no mercado internacional.
Com a inflação piorando mês a mês, o presidente lançou, no fim de 1962, um plano preparado por Celso Furtado, ministro extraordinário para assuntos de desenvolvimento econômico. O objetivo era conciliar crescimento com reformas sociais e combate à inflação. Segundo Furtado, o desafio era demonstrar, “contra a ortodoxia dos monetaristas, esposada e imposta pelo FMI, que era possível conduzir a economia com relativa estabilidade sem impor-lhe a purga recessiva”. (…)
[O plano] adotava a visão estruturalista da CEPAL. Enfatizava a substituição de importações como meio de ampliar o processo de industrialização. Furtado acreditava que a crise econômica derivava do modelo de desenvolvimento, mas a solução não estaria no abandono, e sim no “aprofundamento do modelo, ou seja, com a ampliação do mercado interno, através da reforma agrária e de outras políticas voltadas à redistribuição de renda”
M. da Nóbrega. O futuro chegou. São Paulo: Globo, 2005, p. 265 (com adaptações)
Tendo o texto anterior como referência inicial, julgue (C ou E) o item subsecutivo, acerca da história da economia brasileira no período de 1962 a 1967.
Para controlar a inflação, que atingia o equivalente a 100% ao
ano já no final de 1962, o plano em questão incluía o
congelamento dos preços de bens de consumo durante um ano.
Com a inflação piorando mês a mês, o presidente lançou, no fim de 1962, um plano preparado por Celso Furtado, ministro extraordinário para assuntos de desenvolvimento econômico. O objetivo era conciliar crescimento com reformas sociais e combate à inflação. Segundo Furtado, o desafio era demonstrar, “contra a ortodoxia dos monetaristas, esposada e imposta pelo FMI, que era possível conduzir a economia com relativa estabilidade sem impor-lhe a purga recessiva”. (…)
[O plano] adotava a visão estruturalista da CEPAL. Enfatizava a substituição de importações como meio de ampliar o processo de industrialização. Furtado acreditava que a crise econômica derivava do modelo de desenvolvimento, mas a solução não estaria no abandono, e sim no “aprofundamento do modelo, ou seja, com a ampliação do mercado interno, através da reforma agrária e de outras políticas voltadas à redistribuição de renda”
M. da Nóbrega. O futuro chegou. São Paulo: Globo, 2005, p. 265 (com adaptações)
Tendo o texto anterior como referência inicial, julgue (C ou E) o item subsecutivo, acerca da história da economia brasileira no período de 1962 a 1967.
As reformas enumeradas na parte final do texto foram
anunciadas pelo presidente, à época, como reformas de base.
Com a inflação piorando mês a mês, o presidente lançou, no fim de 1962, um plano preparado por Celso Furtado, ministro extraordinário para assuntos de desenvolvimento econômico. O objetivo era conciliar crescimento com reformas sociais e combate à inflação. Segundo Furtado, o desafio era demonstrar, “contra a ortodoxia dos monetaristas, esposada e imposta pelo FMI, que era possível conduzir a economia com relativa estabilidade sem impor-lhe a purga recessiva”. (…)
[O plano] adotava a visão estruturalista da CEPAL. Enfatizava a substituição de importações como meio de ampliar o processo de industrialização. Furtado acreditava que a crise econômica derivava do modelo de desenvolvimento, mas a solução não estaria no abandono, e sim no “aprofundamento do modelo, ou seja, com a ampliação do mercado interno, através da reforma agrária e de outras políticas voltadas à redistribuição de renda”
M. da Nóbrega. O futuro chegou. São Paulo: Globo, 2005, p. 265 (com adaptações)
Tendo o texto anterior como referência inicial, julgue (C ou E) o item subsecutivo, acerca da história da economia brasileira no período de 1962 a 1967.
Entre as reformas políticas e econômicas adotadas para
viabilizar o sucesso do plano, destacam-se a criação do
Conselho Monetário Nacional e a do Banco Central, em
substituição à SUMOC na função de normatizar e regular o
sistema financeiro e executar a política monetária do
governo federal.
Com a inflação piorando mês a mês, o presidente lançou, no fim de 1962, um plano preparado por Celso Furtado, ministro extraordinário para assuntos de desenvolvimento econômico. O objetivo era conciliar crescimento com reformas sociais e combate à inflação. Segundo Furtado, o desafio era demonstrar, “contra a ortodoxia dos monetaristas, esposada e imposta pelo FMI, que era possível conduzir a economia com relativa estabilidade sem impor-lhe a purga recessiva”. (…)
[O plano] adotava a visão estruturalista da CEPAL. Enfatizava a substituição de importações como meio de ampliar o processo de industrialização. Furtado acreditava que a crise econômica derivava do modelo de desenvolvimento, mas a solução não estaria no abandono, e sim no “aprofundamento do modelo, ou seja, com a ampliação do mercado interno, através da reforma agrária e de outras políticas voltadas à redistribuição de renda”
M. da Nóbrega. O futuro chegou. São Paulo: Globo, 2005, p. 265 (com adaptações)
Tendo o texto anterior como referência inicial, julgue (C ou E) o item subsecutivo, acerca da história da economia brasileira no período de 1962 a 1967.
Com o lema de fazer avançar a economia 50 anos em 5, o plano descrito no texto foi preparado para ser adotado em um período de cinco anos, a exemplo dos planos quinquenais da União Soviética
Acerca das características e dos resultados dos planos de estabilização da economia brasileira a partir da década de 80 do século XX, julgue o item que se segue.
A partir da segunda metade da década em questão, havia
consenso quanto ao peso da indexação de preços no processo
inflacionário brasileiro: todos os planos de estabilização, com
exceção do Plano Real, buscaram lidar com esse problema por
meio de sistemáticas de congelamento de preços.
Acerca das características e dos resultados dos planos de estabilização da economia brasileira a partir da década de 80 do século XX, julgue o item que se segue.
O Plano Collor I representou a opção pelo modelo gradualista
de combate à inflação, tendo buscado evitar que a estabilização
de preços se desse a partir de choques recessivos.
Acerca das características e dos resultados dos planos de estabilização da economia brasileira a partir da década de 80 do século XX, julgue o item que se segue.
O Plano Verão buscava combater a escalada inflacionária pela
conjugação de medidas heterodoxas, como o congelamento de
preços e da taxa de câmbio, com o receituário ortodoxo, por
meio de uma política monetária restritiva e a promessa de um
amplo ajuste fiscal.
Com relação aos planos de desenvolvimento que marcaram a história econômica do Brasil, julgue o item subsequente.
O segundo Programa Nacional de Desenvolvimento (II PND),
ao reconhecer a vocação do país como exportador de alimentos
e de produtos agrícolas industrializados, estabeleceu metas
para a agricultura: expansão da fronteira agrícola,
principalmente para o Centro-Oeste, e modernização das
culturas nas áreas já cultivadas.
Com relação aos planos de desenvolvimento que marcaram a história econômica do Brasil, julgue o item subsequente.
Enquanto o Programa de Ação Econômica do Governo
(PAEG), relativo ao período 1964-1966, e o Programa
Estratégico de Desenvolvimento (PED), relativo ao período
1968-1970, eram documentos sem caráter legal que traduziam
objetivos do Poder Executivo, o Programa Nacional de
Desenvolvimento (PND) foi convertido em lei, após tramitação
e aprovação no Congresso Nacional.
O Plano de Metas de Juscelino Kubitschek deu início ao denominado processo de substituição de importações: aumentar a produção doméstica de bens duráveis e de capital, como resultado do forte investimento nos setores de infraestrutura básica e manufatureira.
A política de valorização do salário mínimo, que teve início ainda no Plano Real, atingiu seu ápice no segundo mandato da ex-presidenta Dilma Rousseff, tendo contribuído decisivamente para a deterioração das contas públicas devido à elevação das despesas, notadamente as previdenciárias e assistenciais.
Acerca do financiamento do déficit público brasileiro a partir da última década de 80 e da sua relação com a inflação e o crescimento econômico, julgue o item subsequente.
A redução da necessidade de financiamento do setor público
em seu conceito operacional, de 1990 a 1994, decorreu das
altas taxas de inflação do período, que comprometiam mais
fortemente o valor real das despesas que o das receitas
públicas.
O pressuposto que o nome “poupança externa” sugere é que o déficit em conta corrente se somaria à poupança interna dos países, e, assim, sua taxa de investimento (que é decisiva para o desenvolvimento econômico) aumentaria. Entretanto, essa tese, ou a afirmação de que “os países ricos em capital devem transferir seus capitais para os países pobres em capitais” é tão verdadeira quanto a de que a terra é plana... Parece ser verdadeira, mas é essencialmente falsa. Quando um país decide aceitar essa proposta de “crescimento com poupança externa”, a primeira consequência é a apreciação da taxa de câmbio. Em seguida, do lado da oferta, ocorre o aumento artificial dos salários, e, em consequência, o aumento do consumo interno. Dada a propensão marginal elevada a poupar existente nos países em desenvolvimento, o aumento do consumo e a correspondente redução da poupança interna são grandes, de forma que diminui a poupança interna, e a poupança externa em grande parte a substitui, ao invés de se constituir em um acréscimo à poupança interna.
BRESSER-PEREIRA, L.C. Déficits, Câmbio e Crescimento. O Estado de São Paulo, 07/03/2010. Disponível em <http://www.estadao.com.br/noticias/geral,deficits-cambio-e-crescimento,520633>. Acesso em 27 fev. 2018. Adaptado.
O texto sugere que a estratégia de crescimento com poupança externa, perseguida pelo Brasil nas últimas décadas, tende a apreciar a taxa de câmbio da moeda brasileira, em relação ao dólar, em termos reais.
Esse resultado é avaliado negativamente porque