Questões de Concurso
Sobre gêneros jornalísticos em jornalismo
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Entre as atribuições do jornalista está a de reconhecer entre tantos acontecimentos aquele com potencial de virar notícia. Considerando a informação apresentada, avalie as asserções a seguir.
I. Na produção da notícia, a definição da angulação relaciona-se à noticiabilidade.
II. No jornalismo, Fait divers são fatos comuns, corriqueiros, relacionados, sobretudo, com a Política e a economia.
III. A atualidade da notícia, a relevância do fato e o interesse público são exemplos de critérios de noticiabilidade.
Logo, a alternativa que contempla as afirmações plenamente CORRETAS é a seguinte:
Com relação à pesquisa de opinião, julgue o item seguinte.
Ao se construir um questionário de pesquisa, devem-se observar algumas regras para a escolha das questões, tais como: adicionar somente questões relacionadas ao problema pesquisado; questões com que se possam conhecer o respondente na intimidade e questões com certo grau de dificuldade, para se obterem respostas mais precisas.
Tendo em vista que a notícia é uma construção retórica referencial acerca das aparências do mundo, julgue o seguinte item, acerca da estrutura da notícia e do texto jornalístico.
Tempo, lugar, instrumento e causa são sintagmas nominais da notícia.
Tendo em vista que a notícia é uma construção retórica referencial acerca das aparências do mundo, julgue o seguinte item, acerca da estrutura da notícia e do texto jornalístico.
A notícia é o relato de uma série de fatos a partir do fato mais importante ou interessante.
O repórter da editoria de Economia conseguiu vender a pauta de uma matéria relativa ao mercado financeiro para o editor. Contudo, embora ainda faltem elementos para compor o texto, foi decidido publicar ainda hoje, no site do jornal, um texto curto acompanhado de foto com ótima resolução. Amanhã, na edição impressa do jornal, será publicada a matéria completa.
Esse recurso para publicação do conteúdo no site é conhecido, no jargão das redações, como:
Considere:
O caráter pontual do lead, sintetizando algumas informações básicas quase sempre no início da notícia, fornece um epicentro para a percepção do conjunto. É por esse motivo que o lead torna a notícia mais comunicativa e mais interessante, pois otimiza a figuração singularizada da reprodução jornalística.
(Adaptado de: GENRO FILHO, Adelmo. O segredo da pirâmide − para uma teoria marxista do jornalismo. Porto Alegre, Tchê, 1987. p. 183-202)
A figuração singularizada citada no texto se refere à produção de
Considere:
As técnicas americanas impuseram ao jornalismo noticioso um conjunto de restrições formais que diziam respeito tanto à linguagem quanto à estruturação do texto. Inspirado no noticiário telegráfico, o estilo jornalístico passou a ser mais seco e forte.
(Adaptado de: RIBEIRO, Ana Paula Goulart. Jornalismo, literatura e política: a modernização da imprensa carioca nos anos 1950. In. Estudos Históricos, n. 31, 2003. Rio de Janeiro, CPDOC/FGV)
O trecho se aplica ao texto jornalístico
Leia o texto abaixo.
A possibilidade de dispor de espaço ilimitado para a apresentação de material noticioso é a maior ruptura [...] para o jornalismo, tendo como efeito, juntamente com a facilidade de produção de conteúdos [...], a multiplicação dos espaços para a memória em rede [...]. É altamente provável também que parte desses registros venha a sobreviver a seus produtores, da mesma forma que as marcas nas pedras ou pinturas nas cavernas sobreviveram aos produtores neolíticos que as criaram.
(Adaptado de: PALACIOS, Marcos. Memória. In: CANAVILHAS, João. Webjornalismo: 7 caraterísticas que marcam a diferença. Covilhã, UBI, LabCom, 2014)
A partir desta leitura, é correto afirmar:
Embora muitas vezes seja lido como ficção, o novo jornalismo não é ficção. Ele é, ou deveria ser, tão fidedigno quanto a mais fidedigna reportagem, embora busque uma verdade mais ampla que a obtida pela mera compilação de fatos passíveis de verificação, pelo uso de aspas e observância dos rígidos princípios organizacionais à moda antiga.
Talese, GAY. Fama & Anonimato. São Paulo: Companhia das Letras, 2004.