Questões de Concurso
Comentadas sobre teorias da comunicação em comunicação social
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A teoria da espiral do silêncio, formulada por Elisabeth Noelle-Neumann, parte da premissa de que a opinião pública é formada livremente pelos indivíduos e reforçada pelos meios de comunicação, que atuam de forma neutra, sem exercer influência significativa no processo de conformação das ideias sociais.
Um renomado crítico brasileiro de cinema dispõe de argumentos sólidos para apontar problemas de roteiro no filme “Ainda Estou Aqui”, vencedor do Oscar de melhor filme internacional em 2025. Em adição, acredita que o desempenho de Mikey Madison, em “Anora”, foi superior ao de sua concorrente Fernanda Torres. Contudo, ele percebe que a maioria dos seus colegas críticos estão elogiando o filme e a performance da atriz brasileira de forma unânime e que a conquista do prêmio parou o Carnaval no Brasil, gerando um clima de final de Copa do Mundo. Diante desse cenário, ele opta por declinar o convite de escrever sobre o filme.
Esse tipo de comportamento no âmbito das Teorias da Comunicação pode ser explicado pela perspectiva da
I.A informação circula livremente na sociedade sem interferência de interesses econômicos, pois os meios de comunicação não operam sob lógica mercadológica.
II.As empresas de tecnologia e comunicação não exploram a força de trabalho, pois a automação e a digitalização eliminaram a necessidade de relações laborais tradicionais.
III.No capitalismo contemporâneo, a informação é tratada como mercadoria, sendo produzida, distribuída e vendida por empresas de mídia e tecnologia com fins lucrativos.
Está correto o que se afirma em:
A comunicação no relacionamento interpessoal pode, às vezes, não ser assertiva, e, muitas vezes, a mensagem recebida não é processada pelo receptor da mesma forma que ela foi emitida. Abaixo estão problemas comuns nesse processo, correlacione-os:
Coluna I
1. Sobrecarga.
2. Significações.
3. Distorção.
Coluna II
a. Limitações ou distorções decorrentes da forma como a comunicação é feita, algumas formas de expressão, como: gestos e símbolos, podem ter diferentes significados e sentidos para diferentes pessoas.
b. A fala com excesso de informações que acabam ultrapassando os limites de processamento de quem a recebe, ocasionando perda de informação ou distorção do conteúdo.
c. Ocorre quando a mensagem é alterada ou modificada, comprometendo seu conteúdo original.
Fonte: Atendimento ao público. Secretaria de Estado da Educação do Paraná. Departamento de Educação e Trabalho.
Correlacione as colunas I e II, e assinale a alternativa CORRETA.
I - Processo de comunicação são os passos entre uma fonte e um receptor que resultam na transferência e compreensão de um significado.
II - O emissor inicia a mensagem pela codificação de um pensamento.
III - A mensagem é o produto físico codificado pelo emissor. Quando falamos, a fala é a mensagem. Quando escrevemos, o texto escrito é a mensagem. Quando gesticulamos, os movimentos de nossos braços e as expressões em nosso rosto é a mensagem.
IV - O canal é o meio pelo qual a mensagem viaja. Ele é selecionado pelo emissor, que determina se vai utilizar um canal formal ou informal.
V - Os canais formais são estabelecidos pelas organizações e transmitem mensagens que se referem às atividades relacionadas com o trabalho de seus membros.
VI - Outras formas de mensagem, como as pessoais ou sociais, seguem os canais informais, que são espontâneos e surgem como resposta às escolhas individuais. VII - O receptor é o sujeito (ou sujeitos) a quem a mensagem se dirige, o qual deve primeiro traduzir seus símbolos de um modo compreensível. Isso é a decodificação da mensagem.
VIII - O ruído é composto das barreiras à comunicação que distorcem a clareza da mensagem, como problemas de percepção, excesso de informações, dificuldades semânticas ou diferenças culturais.
IX - O feedback faz a verificação do sucesso na transmissão de uma mensagem como pretendida inicialmente e determina se a compreensão foi ou não conseguida.
Após a análise, pode-se afirmar:
Leia o texto a seguir. “A revolução da tecnologia da informação e a reestruturação do capitalismo introduziram uma nova forma de sociedade (...) caracterizada pela globalização das atividades econômicas decisivas do ponto de vista estratégico; por sua forma de organização em redes; pela flexibilidade e instabilidade no emprego e a individualização da mão de obra. Por uma cultura de virtualidade real construída a partir de um sistema de mídia onipresente, interligado e altamente diversificado. E pela transformação das bases materiais da vida – o tempo e o espaço – mediante a criação de um espaço de fluxos e de um tempo intemporal como expressões das atividades e elites dominantes.” (CASTELLS, 2000)
A nova forma de sociedade a que se refere o texto acima é denominada pelo autor de:
“Se o espetáculo, tomado sob o aspecto restrito dos ‘meios de comunicação de massa’, que são sua manifestação mais esmagadora, dá a impressão de invadir a sociedade como simples instrumentação, tal instrumentação nada tem de neutra: ela convém ao automovimento total da sociedade. Se as necessidades sociais da época na qual se desenvolvem essas técnicas só podem encontrar satisfação com sua mediação, se a administração dessa sociedade e qualquer contato entre os homens só se podem exercer por intermédio dessa força de comunicação instantânea, é porque essa ‘comunicação’ é essencialmente unilateral; sua concentração equivale a acumular nas mãos da administração do sistema os meios que lhe permitem prosseguir nessa precisa administração.” (DEBORD, Guy. A sociedade do espetáculo. Rio de Janeiro: Contraponto, 1997, p. 17)
A obra intitulada A sociedade do espetáculo, do escritor francês Guy Debord, aborda conceitos como ideologia, alienação, mediação sociocultural, dentre outros. Ao aceitarmos a premissa de que a espetacularização é uma estratégia de poder, o papel de agente cabe aos meios de comunicação de massa. De acordo com o exposto acima, o espetáculo na sociedade tem como desígnio:
Leia o texto a seguir.
“Novas sementes começaram a brotar no campo das mídias com o surgimento de equipamentos e dispositivos que possibilitaram o aparecimento de uma cultura do disponível e do transitório: fotocopiadoras, videocassetes e aparelhos para gravação de vídeos, equipamentos do tipo walkman e walkie-talkie, acompanhados de uma remarcável indústria de videoclips e videogames, juntamente com a expansiva indústria de filmes em vídeo para serem alugados nas videolocadoras, tudo isso culminando no surgimento da TV a cabo.” (SANTAELLA, 2003)
A era descrita acima é chamada pela autora de cultura:
A barreira à comunicação que melhor explica o que aconteceu é:
I. Na teoria do agenda-setting os meios de comunicação, ao darem ênfase a determinados temas, influenciam a percepção do público, definindo a agenda de discussão pública.
II. Essas três teorias descrevem processos inter-relacionados pelos quais os meios de comunicação influenciam a opinião pública, da seleção e ênfase de temas até o direcionamento da interpretação.
III. A dinâmica da espiral do silêncio é interrompida quando as pessoas não manifestam suas opiniões ao perceberem que estão em minoria, mesmo quando divergem da maioria.
IV. O conjunto dessas três teorias descreve como os meios de comunicação refletem as preocupações já existentes na sociedade, restringindo o surgimento de novos temas.
V. A seleção, ênfase e enquadramento dos fatos, de modo a influenciar a interpretação das notícias, é o processo conhecido como framing.
Está correto o que se afirma APENAS em