Questões de Concurso
Comentadas sobre revolução e transformação social em sociologia
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Os principais mecanismos que constituem a gestão democrática do ensino, entre outros, são, EXCETO:
Assinale a alternativa abaixo que NÃO corresponde às organizações das famílias.
A Sociologia nasce sob a influência das Revoluções Industrial e Francesa. Pode-se afirmar que a revolução industrial influenciou a sociologia em quais aspectos?
Dois clássicos da literatura, A guerra do fim do mundo, Mario Vargas Llosa e Os Sertões, Euclides da Cunha, são fundamentais para entender um dos movimentos sociais brasileiros mais importantes, senão o mais, ocorrido no final do século XIX. Os livros descrevem qual movimento?
O sociólogo Manuel Castells em redes de indignação e esperança, destaca alguns motivos que levaram os brasileiros às ruas a partir de junho de 2013. Assinale a alternativa que NÃO corresponde a um dos motivos.
Em A sociedade contra o Estado, o antropólogo, Pierre Clastres descreve as situações em que diversas tribos da Amazônia, como os Yanomamis, se comportam com relação a seus chefes. O autor classifica como chefe sem poder, uma vez que, nas palavras do autor: “o espaço da chefia não é o lugar do poder, e a figura (mal denominada) do ‘chefe’ selvagem não prefigura em nada aquela de um futuro déspota”. Entretanto, o poder é exercido em apenas uma situação. Em que oportunidade o chefe exerce, excepcionalmente, o poder?
Em pleno século XXI existem trabalhadores submetidos a trabalho escravo, embora considerado crime pela legislação vigente e fiscalizado pelos órgãos competentes. Assinale a alternativa em que fica evidenciada uma relação de trabalho escravo.
Calcula-se que, à época do descobrimento existiam, 4 milhões de índios, hoje estima-se em torno de 400 mil. Entretanto, a partir da década de 1980 o número de índios voltou a crescer. Assinale a alternativa que aponta uma das causas desse crescimento.
A Guerra do Contestado foi um conflito que surgiu entre 1912 e 1916, em uma área povoada por sertanejos, no sul do Brasil. Eram pessoas muito pobres, oprimidas, que não possuíam terras e também padeciam com a escassez de alimentos. Subsistiam sob a opressão dos grandes fazendeiros e de uma empreendedora americana, responsável pela implantação de uma via ferroviária que ligava o sul a uma madeireira. Sobre o Movimento social da Guerra do Contestado é correto dizer que:
Levando-se em conta o que a sociologia descreve como cooperação, assinale o item que NÃO corresponde à cooperação social.
O patrimonialismo é uma característica de um Estado que não possui distinções entre os limites do público e os limites do privado. Em qual período da nossa história o patrimonialismo foi mais marcante?
No Brasil, a modernidade veio deitar raízes em terreno já profundamente atravessado por ambiguidades. Eram dois os “brasis” que coexistiam no século XIX: o Brasil agrário, das casasgrandes e senzalas, onde nada parecia ameaçar a vontade senhorial, a dominação pelo privilégio e a lógica do favor; e o Brasil das cidades, de modas e imigrantes europeus, nas quais o progresso imprimia ao tempo aceleração vertiginosa. A independência fora costurada sob influência de ideias americanas e européias de diferentes colorações liberais, e a República veio aprofundar o alcance e a penetração deste ideário. Contudo, se por um lado a influência da ideologia burguesa era nítida, por outro o próprio sistema escravista bastava para desmentir um de seus pressupostos básicos, a racionalização produtiva. Havia, portanto, uma incompatibilidade claramente definida: em teoria, adotava-se a igualdade perante a lei, a liberdade trabalhista, a universalidade dos princípios; as práticas econômicas, entretanto, descortinavam outra realidade. Aqui, o sopro ideológico que animava a modernidade de nossos vizinhos ao Norte parecia ter serventia menos como motor e espelho de um sistema econômico do que para emprestar uma coloração moderna ao discurso das elites.
Neste cenário, tomou forma uma importante disputa sobre as matrizes políticas que deveriam moldar institucionalmente (e ideologicamente) a administração do Brasil e, por conseguinte, guiar-nos o desenvolvimento. Intelectuais e políticos como Paulino José Soares de Souza, o Visconde de Uruguai, Aureliano Cândido Tavares Bastos (deputado pelo Partido Liberal) e Oliveira Vianna, envolveram-se em tal debate, polarizado em torno das matrizes do:
Ao longo de nossa história, a questão racial recebeu tratamentos diferentes, isto é, foi concebida ou pensada em determinados termos, por intelectuais de filiações diversas (Oliveira Vianna, Euclides da Cunha, Gilberto Freyre, entre outros), de acordo com o momento específico do país. A alternativa que corresponde adequadamente aos três momentos dessa história é:
“O processo de judicialização [da política] tem dois componentes: o primeiro deles e provavelmente o mais importante é a expansão do poder dos juízes em detrimento daquele dos políticos e administradores, e o segundo é a expansão de métodos jurídicos de decisão para além do domínio do Poder Judiciário. (...) A tradição brasileira anterior a 1988 é de fraca autonomia do Judiciário que, ao longo dos primeiros cem anos de República, diferentemente do caso norte-americano, não instituiu uma tradição de revisão dos atos do Executivo na tradição política brasileira até 1988 é o poder mais ativo, que atua sem um processo de equilíbrio das suas prerrogativas” (AVRITZER, Leonardo. Judicialização da política e equilíbrio de poderes no Brasil.)
Acerca da relação entre os poderes no Brasil a partir da vigência da Carta de 1988, pode-se dizer que:
“Hoje [São Paulo] é uma cidade feita de muros. Barreiras físicas são construídas por todos os lados: ao redor das casas, dos condomínios, dos parques, das praças, das escolas, dos escritórios... A nova estética da segurança decide a forma de cada tipo de construção, impondo uma lógica fundada na vigilância e na distância. (...) Presume-se que as comunidades fechadas sejam mundos separados. As mensagens publicitárias acenam com a promessa de ‘viver plenamente’ como uma alternativa à qualidade de vida que a cidade e seu deteriorado espaço público podem oferecer”. (CALDEIRA, Teresa. Enclaves fortificados: a nova segregação urbana.)
“Mas existe um terceiro e mais importante motivo de preocupação com a crescente desigualdade na vida americana: um fosso muito grande entre ricos e pobres enfraquece a solidariedade que a cidadania democrática requer. Eis como: quando a desigualdade cresce, ricos e pobres levam vidas cada vez mais distintas. (...) Os mais ricos afastam-se dos logradouros e dos serviços públicos, deixando-os para aqueles que não podem usufruir de outro tipo de serviço. (...) O esvaziamento do domínio público dificulta o cultivo do hábito da solidariedade e do senso de comunidade dos quais depende a cidadania democrática”. (SANDEL, Michael. Justiça. O que é fazer a coisa certa.)
Estas passagens lançam luz sobre alguns dos efeitos perversos da desigualdade: o esgarçamento do sentimento de pertencer a uma mesma trajetória coletiva e o aumento da desconfiança intersubjetiva, com a segregação cívica e sua expressão no espaço público. Um terceiro efeito do aumento da desigualdade está relacionado a:
Considere os seguintes trechos de artigos, escritos a partir das manifestações que varreram as principais cidades brasileiras desde junho passado:
“Estamos diante de um verdadeiro divisor de águas na história do país, deixando para trás as formas anacrônicas do nosso sistema político, que vem hipotecando a expressão do moderno, cuja palavra chave é a autonomia dos seres sociais diante do Estado e do mercado, ao que há de mais retardatário em nossa sociedade. Não à toa ouve-se das ruas o clamor em favor da abertura da esfera pública à participação popular, até então mantida ao largo da deliberação das políticas públicas, capturadas pelo jogo de interesses de grupos econômicos e dos políticos que lhes servem”. (VIANNA, Luiz Werneck. “As mobilizações de junho e julho”.)
“Em termos muito singelos, o despotismo indireto é a representação política tornada incapaz de se exercer no interesse dos representados, mas voltada exclusivamente ao dos próprios representantes. No fundo, é o fracasso da ideia mesma de representação, que só teria como funcionar em nível adequado se gerasse, nas palavras certeiras de Nadia Urbinati, um “processo contínuo de circulação” entre sociedade e Estado, durante e entre os embates eleitorais. (...) Eis o ponto que gostaríamos de destacar: estamos falando de um conceito que resguarda o potencial semântico de lidar com experiências que vão além do campo do autoritarismo, podendo envolver regimes democráticos. Isto é, regimes que, apesar de conservarem os direitos e as liberdades democráticas típicas, além do sufrágio universal, têm suas práticas de representação degradadas por um processo sutil de autorreferencialidade, vale dizer, de fechamento para a voz dos representados.” (ARAÚJO, Cícero. “A representação política no Brasil e o despotismo indireto”.)
A reivindicação pela reforma do sistema representativo com vistas a abrir novos canais de participação popular na política esteve no cerne dos recentes protestos no Brasil.
No que diz respeito à possibilidade de sua implementação concreta, tal reivindicação pode ser considerada:
Em relação ao sistema de segurança pública brasileiro em vigor, desenvolvido a partir da Constituição Federal de 1988, que estabeleceu um compromisso legal com a segurança individual e coletiva no país, é CORRETO afirmar:
Tendo como base os estudos atuais sobre instituições familiares, marque V ou F, conforme sejam verdadeiras ou falsas as afirmativas.
( ) Apesar do ingresso das mulheres no mercado de trabalho, estudos constatam que as práticas tradicionais familiares ligadas à divisão de tarefas não se modificaram de forma expressiva.
( ) No Brasil, os primeiros casos de casamento entre pessoas do mesmo sexo é amparado pelo princípio de isonomia, para o qual todos são iguais perante a lei.
( ) O conceito sociológico de “família” é definido como agrupamento biológico produzido pelo acaso.
A alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo, é
“Aproxima-se o dia em que será preciso limitar os direitos e poderes do automóvel, não sem dificuldade e destruição. A rua? É o lugar (topia) do encontro, sem o qual não existem outros encontros possíveis nos lugares determinados (cafés, teatros, salas diversas). (…) Nela efetua-se o movimento, a mistura, sem os quais não há vida urbana, mas separação, segregação estipulada e imobilizada.”
Henri Lefèbvre.
Partindo-se do pressuposto de que existe uma relação entre o trecho apresentado e os movimentos sociais ocorridos recentemente no Brasil, é correto afirmar: