Questões de Concurso Sobre sociologia
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Somos o arquétipo do desejo da realização, a vida comunitária dos índios que os hippies tentaram um dia adotar, somos a secular batucada e ritos africanos, onde os Kalunga nos guardam desde tempos imemoriais. Somos a modinha lusitana nos saraus de Vila Boa, o traço europeu nas óperas dos barracões de Meya Ponte, hoje Pirenópolis, somos ainda a herança espanhola ou portuguesa das cavalhadas, a viga mestra do cristianismo na procissão do fogaréu na Cidade de Goiás e somos mais ainda nós, os goianos, os homens pardos de que nos falou Luiz Palacin, na catira, nas folias de reis e do divino ou na dança do congado de Catalão. Aprendemos a ser musicais, afromusicais, euromusicais, pardo musicais. Bandas como a Corporação 13 de Maio de Corumbá de Goiás ou a centenária Banda Phoenix de Pirenópolis reproduzem nossa melhor herança musical dos séculos XVIII e XIX. As mãos autodidatas de Veiga Valle teceram arte em santos barrocos de Meya Ponte a Vila Boa.
Chaul, N. F. A Identidade Cultural do Goiano. Disponível em: http://cienciaecultura.bvs.br/pdf/cic/v63n3/a16v63n3.pdf. Acesso em: 20 jan. 2026. [Adaptado].
O texto reforça qual aspecto da cultura goiana?
Para responder à questão, leia o texto abaixo.
O IBGE lançou no final de 2025 a Síntese de Indicadores Sociais (SIS): Uma análise das condições de vida da população brasileira 2025. A publicação examinou a frequência escolar e o nível de instrução, comparando-os com as metas do Plano Nacional de Educação (PNE). A taxa de frequência escolar bruta (mede a proporção de crianças e jovens em determinada faixa etária que frequentam a escola, estando ou não na série adequada à idade) para crianças de 0 a 3 anos chegou a 39,7% em 2024, apontando uma melhoria de mais de 9 pontos percentuais em relação a 2016 (início da série histórica dessa publicação).
Mas esses percentuais ainda estão abaixo da Meta 1 do PNE, que tem o objetivo de universalizar a educação infantil entre as crianças de 4 a 5 anos e garantir ao menos 50% de cobertura para aquelas com até 3 anos. Na faixa etária de 0 a 3 anos, o principal motivo para a criança não ter frequentado a escola foi por opção dos pais. A falta de escolas ou vagas era um fator também bastante destacado, mais fortemente na Região Norte.
Na faixa intermediária (de 6 a 14 anos), a taxa ficou estável, com 99,5% em 2024. Já para a faixa etária de 15 a 17 anos, que está majoritariamente no Ensino Médio, a taxa de frequência escolar bruta alcançou 93,5% em 2024, um dos avanços mais significativos da série. No entanto, a Meta 3 do PNE, que buscava a universalização total (100%) do atendimento escolar para essa faixa, ainda não foi plenamente atingida. Já para os jovens de 18 a 24 anos, a taxa de frequência escolar bruta ficou em 31,5% em 2024, retornando ao patamar de 2016, mas permanecendo abaixo da Meta 12 do PNE (50%). Essa taxa havia tido uma redução entre 2019 (31,3%) e 2022 (30,6%).
A pesquisa também avaliou a qualidade do fluxo escolar, ou seja, se os alunos estão na série correta para a idade, usando a Taxa Ajustada de Frequência Escolar Líquida (TAFEL). Para a faixa do Ensino Médio (15 a 17 anos), a TAFEL teve um aumento contínuo e chegou a 76,8% em 2024. Outro ponto positivo é que a média de anos de estudo para os jovens de 18 a 29 anos atingiu 11,9 em 2024, ficando muito próxima da Meta 8 do PNE, que almeja um mínimo de 12 anos. Isso mostra que, em média, a juventude está passando mais tempo na escola. Essa média, no entanto, não mostra desigualdades, pois a média era 9,4 anos para moradores da zona rural. Médio, o estudo revela uma grande desigualdade entre homens e mulheres. Para os homens, o motivo mais citado para não frequentar a escola foi a necessidade de trabalhar, alcançando 61,2% em 2024. Já para as mulheres, os principais motivos estavam ligados ao trabalho não remunerado, gravidez e ter que realizar afazeres domésticos e de cuidados (38,2%). Isso indica que as responsabilidades domésticas e de cuidado ainda são um grande obstáculo para a educação feminina.
As desigualdades regionais, de renda e de cor ou raça ainda persistem. Por exemplo, a Região Nordeste ainda enfrenta um grande desafio no letramento, registrando uma taxa de analfabetismo de 11,1% para pessoas com 15 anos ou mais em 2024, o que é duas vezes maior do que a média nacional (5,3%). A desigualdade de renda também é clara: enquanto os jovens de 18 a 29 anos nos 25% com menores rendimentos tinham em média 10,6 anos de estudo, aqueles no quartil de maiores rendimentos alcançaram uma média de 13,5 anos. Além disso, apesar de as mulheres brancas terem a maior taxa de frequência escolar líquida (TAFEL) em relação a todos os outros grupos, a vantagem feminina não supera as desigualdades racial, e as mulheres e homens pretos ou pardos ainda tinham as taxas mais baixas na Ensino Superior.
Fonte: https://educa.ibge.gov.br/jovens/materias
especiais/23113-a-educacao-no-brasil-entre-metas-e-
desigualdades.html (com adaptações).
Analise as assertivas abaixo sobre os motivos que levam os jovens de 15 a 29 anos a interromperem os estudos antes da conclusão do Ensino Médio:
I. O imperativo econômico de inserção no mercado de trabalho formal ou informal atua como principal vetor de evasão escolar entre a população masculina.
II. O trabalho não remunerado, manifestado em responsabilidades domésticas e de cuidado, configura-se como um entrave cultural e social preponderante para a continuidade dos estudos por parte das mulheres.
III. As razões para o abandono escolar são simétricas entre os gêneros, visto que tanto homens quanto mulheres prioritariamente deixam a escola para assumir funções de provedores financeiros ou do lar.
Está CORRETO o que se afirma em:
Assinale a alternativa que preenche corretamente a lacuna do trecho acima.
Para responder à questão, leia o texto abaixo.
A Educação no Brasil: entre metas e desigualdades
O IBGE lançou no final de 2025 a Síntese de Indicadores Sociais (SIS): Uma análise das condições de vida da população brasileira 2025. A publicação examinou a frequência escolar e o nível de instrução, comparando-os com as metas do Plano Nacional de Educação (PNE). A taxa de frequência escolar bruta (mede a proporção de crianças e jovens em determinada faixa etária que frequentam a escola, estando ou não na série adequada à idade) para crianças de 0 a 3 anos chegou a 39,7% em 2024, apontando uma melhoria de mais de 9 pontos percentuais em relação a 2016 (início da série histórica dessa publicação).
Mas esses percentuais ainda estão abaixo da Meta 1 do PNE, que tem o objetivo de universalizar a educação infantil entre as crianças de 4 a 5 anos e garantir ao menos 50% de cobertura para aquelas com até 3 anos. Na faixa etária de 0 a 3 anos, o principal motivo para a criança não ter frequentado a escola foi por opção dos pais. A falta de escolas ou vagas era um fator também bastante destacado, mais fortemente na Região Norte.
Na faixa intermediária (de 6 a 14 anos), a taxa ficou estável, com 99,5% em 2024. Já para a faixa etária de 15 a 17 anos, que está majoritariamente no Ensino Médio, a taxa de frequência escolar bruta alcançou 93,5% em 2024, um dos avanços mais significativos da série. No entanto, a Meta 3 do PNE, que buscava a universalização total (100%) do atendimento escolar para essa faixa, ainda não foi plenamente atingida. Já para os jovens de 18 a 24 anos, a taxa de frequência bruta ficou em 31,5% em 2024, retornando ao patamar de 2016, mas permanecendo abaixo da Meta 12 do PNE (50%). Essa taxa havia tido uma redução entre 2019 (31,3%) e 2022 (30,6%).
A pesquisa também avaliou a qualidade do fluxo escolar, ou seja, se os alunos estão na série correta para a idade, usando a Taxa Ajustada de Frequência Escolar Líquida (TAFEL). Para a faixa do Ensino Médio (15 a 17 anos), a TAFEL teve um aumento contínuo e chegou a 76,8% em 2024. Outro ponto positivo é que a média de anos de estudo para os jovens de 18 a 29 anos atingiu 11,9 anos em 2024, ficando muito próxima da Meta 8 do PNE, que almeja um mínimo de 12 anos. Isso mostra que, em média, a juventude está passando mais tempo na escola. Essa média, no entanto, não mostra desigualdades, pois a média era 9,4 anos para moradores da zona rural. Médio, o estudo revela uma grande desigualdade entre homens e mulheres. Para os homens, o motivo mais citado para não frequentar a escola foi a necessidade de trabalhar, alcançando 61,2% em 2024. Já para as mulheres, os principais motivos estavam ligados ao trabalho não remunerado: gravidez e ter que realizar afazeres domésticos e de cuidados (38,2%). Isso indica que as responsabilidades domésticas e de cuidado ainda são um grande obstáculo para a educação feminina.
As desigualdades regionais, de renda e de cor ou raça ainda persistem. Por exemplo, a Região Nordeste ainda enfrenta um grande desafio no letramento, registrando uma taxa de analfabetismo de 11,1% para pessoas com 15 anos ou mais em 2024, o que é duas vezes maior do que a média nacional (5,3%). A desigualdade de renda também e clara: enquanto os jovens de 18 a 29 anos nos 25% com menores rendimentos tinham em média 10,6 anos de estudo, aqueles no quartil de maiores rendimentos alcançaram uma média de 13,5 anos. Além disso, apesar de as mulheres brancas terem a maior taxa de frequência escolar líquida (TAFEL) em relação a todos os outros grupos, a vantagem feminina não supera a desigualdade racial, e as mulheres e homens pretos ou pardos ainda tinham as taxas mais baixas no Ensino Superior.
Fonte: https://educa.ibge.gov.br/jovens/materias-
especiais/23113-a-educacao-no-brasil-entre-metas-e-
desigualdades.html (com adaptações).
I. O imperativo econômico da inserção no mercado de trabalho formal ou informal atua como o principal vetor de evasão escolar entre a população masculina.
II. O trabalho não remunerado, manifestado em responsabilidades domésticas e de cuidado, configura-se como um entrave cultural e social preponderante para a continuidade dos estudos por parte das mulheres.
III. As razões para o abandono escolar são simétricas entre os gêneros, visto que tanto homens quanto mulheres prioritariamente deixam a escola para assumir funções de provedores financeiros do lar.
Está CORRETO o que se afirma em:
A cidadania contemporânea envolve participação social, pensamento crítico e respeito aos direitos humanos, especialmente em contextos marcados pela circulação intensa de informações. O debate público recente tem ressaltado o papel do cidadão na construção democrática. Sobre este tema, analise as assertivas.
I. A cidadania pressupõe participação consciente na vida social.
II. O acesso à informação dispensa a verificação de fontes.
III. O respeito às leis integra o exercício da cidadania.
IV. A participação social fortalece a democracia.
Está CORRETO o que se afirma em:
I- No Brasil, a vinculação entre o poder político e o domínio da memória coletiva concretizou-se através da criação de instituições públicas voltadas para a construção de saberes acadêmicos e culturas históricas condizentes com os objetivos do novo Estado e suas elites políticas e intelectuais.
II- No projeto de construção da memória coletiva do Estado, era preciso incorporar a imagem do índio como “bom selvagem” porque desta forma o tornava igual ao branco.
III- Visivelmente presentes na sociedade brasileira, os índios não foram ouvidos por intelectuais, o que culminou na construção de histórias nacionais que os excluíam, enquanto valorizavam índios desaparecidos.
É CORRETO o que se afirma em:
Esse tipo de racismo é assim conceituado em razão
Analise a figura e o texto a seguir.

Disponível em: https://www.onumulheres.org.br/noticias/onu-mulheres-ecartunistas-divulgam-charges-para-criticar-desigualdades-de-genero/ Acesso em: 12 mai. 2026.
Apesar do aumento da participação das mulheres na política brasileira nas últimas décadas, a presença feminina nos espaços de poder ainda permanece desigual quando comparada à dos homens. Nesse contexto, movimentos e debates sociais, assim com políticas públicas, têm buscado ampliar a participação das mulheres no processo de representação política e tomada de decisões.
Sobre a representatividade feminina na política brasileira, é CORRETO afirmar:
I. A cidadania pressupõe participação consciente na vida social.
II. O acesso à informação dispensa a verificação de fontes.
III. O respeito às leis integra o exercício da cidadania.
IV. A participação social fortalece a democracia.
Está CORRETO o que se afirma em:
I. A cidadania pressupõe participação consciente na vida social.
II. O acesso à informação dispensa a verificação de fontes.
III. O respeito às leis integra o exercício da cidadania.
IV. A participação social fortalece a democracia.
Está CORRETO o que se afirma em:
A cidadania contemporânea envolve participação social, pensamento crítico e respeito aos direitos humanos, especialmente em contextos marcados pela circulação intensa de informações. O debate público recente tem ressaltado o papel do cidadão na construção democrática. Sobre este tema, analise as assertivas.
I. A cidadania pressupõe participação consciente na vida social.
II. O acesso à informação dispensa a verificação de fontes.
III. O respeito às leis integra o exercício da cidadania.
IV. A participação social fortalece a democracia.
Está CORRETO o que se afirma em:
Para a aplicação da pesquisa social, a relação entre conhecimento e interesse deve ser compreendida como critério de realidade e busca de objetivação. Por fim, é preciso afirmar que o objeto das Ciências Sociais é essencialmente:
Os bois-bumbá Brilhante, Clamor de Um Povo, Corre Campo, Galante, Garanhão e Tira Prosa, de Manaus, receberam do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) os certificados de Patrimônio Cultural Brasileiro. A entrega ocorreu na última sexta-feira (22/08), durante a programação do Mês do Patrimônio no estado. As seis agremiações integram o Complexo Cultural do Boi-Bumbá do Médio Amazonas e Parintins, registrado como Patrimônio Cultural do Brasil em 2018. A entrega reforça a política de salvaguarda do Iphan e amplia a visibilidade da tradição, que é parte da identidade cultural amazônica e brasileira.
(Disponível em: https://www.gov.br/iphan/pt-br/assuntos/noticias/. Acesso em: março de 2026. Fragmento. Adaptado.)
O Boi-Bumbá é uma festa popular e coletiva que movimenta comunidades inteiras e tem grande importância no Amazonas, especialmente em Parintins e nos municípios do Médio Amazonas. Sobre essa celebração, é correto afirmar que:
I. Durkheim, ao considerar o suicídio como um fato social, evidencia que esse fenômeno tem relação com fatores exteriores aos indivíduos decorrentes de processos e contextos sociais. II. O suicídio fatalista, para Durkheim, é decorrente do excesso de regulação social e normas sobre o comportamento do indivíduo, limitando sua liberdade. Ao ter sua liberdade limitada, sente-se impotente diante da sociedade e de seu destino. III. O suicídio altruísta é apontado por Durkheim como aquele que acontece em decorrência do pouco envolvimento social do indivíduo com os sistemas sociais; assim, ao contrário do suicídio fatalista, o indivíduo se percebe desorientado pela ausência de normas sociais. IV. O suicídio egoísta está relacionado, para Durkheim, ao isolamento ou rompimento do sujeito com seu grupo; nesse sentido, grupos sociais mais integrados tendem a apresentar menores taxas de suicídio.