Questões de Concurso Sobre sociologia
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I. Apesar de terem aumentado substancialmente sua presença nas carreiras científicas, as pessoas do sexo feminino ainda enfrentam o chamado “efeito-tesoura”: o corte de proporção do gênero à medida em que a carreira acadêmica progride.
II. Uma conquista recente é a lei que implantou licença-maternidade de quatro meses para bolsistas de pesquisa.
III. A iniquidade de gênero entre cientistas tem efeitos diretos nas análises de ciência e saúde — por exemplo, torna negligenciados alguns temas relacionados à saúde das mulheres.
Das afirmativas acima:
“Acidentalmente”, em 1912, o jovem inventor e empresário afro-americano Garret August Morgan, trabalhando em sua alfaiataria, descobriu um líquido que impedia de fazer a máquina de costura queimar tecidos enquanto funcionava. Tratava-se de uma solução alcalina da classe dos hidróxidos. Depois de testar a sua solução no pelo de um cão vizinho, obtendo um bom efeito, Morgan resolveu testar em si mesmo. Quando funcionou, ele rapidamente estabeleceu a GA Morgan Hair Refining Company (algo como “Empresa para Refinar o Cabelo” em português) e passou a comercializar um creme alisante para os cabelos para os afro-americanos. A empresa foi incrivelmente bem sucedida, mas suas propagandas eram impregnadas do racismo latente da época, prometendo “melhorar” a aparência e “tratar” o cabelo crespo. Morgan era um homem negro. A partir deste texto retirado do Blog “Ask me about my hair” (“Pergunte sobre meu cabelo”), analise as proposições a seguir:

I. Os estudos de gênero raça e classe se localizam enquanto mecanismos do capitalismo para sustentar um sistema de produção que depende da exploração.
II. Marcadores de gênero, raça e classe são fundamentais para a compreensão das contradições existentes nas relações sociais capitalistas.
III. Os debates acerca do desenvolvimento das ciências vêm se aproximando da crítica ao atravessamento dos elementos econômicos sob os corpos dos sujeitos.
IV. O desenvolvimento das ciências no capitalismo vem contribuindo para o aprofundamento do debate sobre equidade social.
Das afirmativas acima, apenas:
(Por: Gilciana Paulo Franco. Doutora em Ciências da Religião. PPCIR/UFJF. Professora da rede estadual e municipal de ensino em Juiz de Fora/Minas Gerais) (file:///C:/Users/Pessoal/Downloads/34154-Texto%20do%20artigo-146177-1-10-20210908.pdf) - (P.7/17) – (Adaptado)
Sobre o conteúdo enunciado, analise as assertivas com o código V(Verdadeiro) ou F(Falso). Em seguida, marque a alternativa com a série correta.
I – A umbanda e o candomblé apresentam algumas características distintas. Pode-se opor umbanda e candomblé como se fossem dois polos: um representando o Brasil e o outro a África.
II – A umbanda corresponde a integração das práticas afro-brasileiras na moderna sociedade brasileira; o candomblé significaria justamente o contrário, isto é, a conservação da memória coletiva africana no solo brasileiro.
III – As religiões de matriz africana desde sempre tiveram que travar uma luta para poderem sobreviver num ambiente marcado pelo racismo e preconceito com as culturas que se diferenciavam do modo ocidental de enxergar o mundo. Num primeiro momento, os africanos escravizados tiverem que aceitar o sincretismo como uma estratégia de sobrevivência diante das imposições católicas.
IV – Quando se trata das religiões afrobrasileiras, as estatísticas sobre os seguidores costumam oferecem números subestimados, o que se deve às circunstâncias históricas nas quais essas religiões surgiram no século XIX, quando o catolicismo era a única religião tolerada no País, a religião oficial, e a fonte básica de legitimidade social.
[...] Para entender toda a dinâmica por trás da diferença, é necessário refletir alguns pontos antagônicos, como por exemplo, a questão da homogeneidade.
[...] Quando se fala em “diferenças”, abre-se espaço que, necessariamente, passa pela análise de dessemelhanças e, dentro dessa sistemática, tais espaços resultam em climas conflitantes.
[...] Todo indivíduo possui uma espécie de “vocação” que caracteriza a essência de cada um. Qualquer desvio nessa “vocação”, independentemente de sua amplitude, caracteriza a pessoa que vive de forma diferente, anormal, desviante etc.
[...] Dentro da análise dos aspectos que caracterizam a diversidade, chega-se à concepção do “tipo ideal” que corresponde ao parâmetro que se estabelece entre determinado grupo ou pessoa em relação a uma vitrine idealizada, no intuito de diferenciar o normal do anormal.
[...] Por meio da desconstrução da conotação pejorativa das palavras que caracterizam o que é diferente, é possível pensar a questão da diversidade não como patologia, mas como condição humana.
Acerca do tema gênero marque a única alternativa correta.