Questões de Concurso
Sobre mundo do trabalho em sociologia
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Uma nova economia surgiu em escala global nas duas últimas décadas. Chamo-a de informacional e global para identificar suas características fundamentais e diferenciadas e para enfatizar sua interligação. É informacional porque a produtividade e a competitividade dependem basicamente de sua capacidade de gerar, processar e aplicar de forma eficiente a informação baseada em conhecimentos. É global porque as principais atividades produtivas, o consumo e a circulação, assim como seus componentes, estão organizados em escala global, diretamente ou mediante uma rede de conexões entre agentes econômicos.
Manuel Castells. A sociedade em rede. São Paulo: Paz e Terra, 1999, p. 87 (com adaptações).
Considerando o texto precedente e os múltiplos aspectos a ele relacionados, julgue o item que se segue.
O debate teórico no campo da sociologia política
contemporânea tem questionado a dicotomia esquerda versus
direita, com várias correntes discutindo a construção de
projetos políticos alternativos, nos moldes de uma “terceira
via”.
Anthony Giddens, em sua clássica reflexão sobre a globalização, destaca quatro grandes vetores conceituais fundamentais à compreensão das transformações sociais contemporâneas . São essas "dimensões da globalização"
A burocracia é uma forma de ordenação da dominação: ela está associada, em sua expressão moderna, sobretudo à obediência a determinadas regras e, desse modo, ao exercício da autoridade a partir da legitimação decorrente da posse de determinadas qualificações expressamente previstas e regulamentadas.
Para determinada corrente da interpretação e crítica do social, a organização da sociedade deve ser compreendida a partir da reconfiguração da produção intelectual e da produção material.
“Uma parte integrante dos processos de globalização é progressiva segregação espacial, a progressiva separação e exclusão”. (BAUMAN, 1999, p.9)
Assinale a alternativa incorreta a respeito da Globalização:
As mudanças ocorridas no regime de acumulação capitalista a partir da década de 1970 apontam que “Ao invés da ‘rigidez’ da relação salarial fordista, parece instaurar-se uma nova relação salarial do tipo _________, adequada às necessidades do novo regime de acumulação”. (ALVES, G. 1996, p. 12)
Assinale a alternativa que completa corretamente a lacuna:
Trabalho escravo: “Há fazendas com hospitais para o gado, mas o trabalhador não tem nem água tratada”
Há dez dias, a chamada “lista suja” do trabalho escravo, que revela o nome de empregadores envolvidos em contratações análogas à escravidão, voltou a ser publicada. Em entrevista concedida ao jornal El País, o Procurador-geral do Trabalho, Ronaldo Fleury, falou sobre a atualidade do tema no Brasil. Abaixo, alguns trechos da entrevista.
“Faltava a exposição pública dessas empresas para que a própria sociedade possa ter a consciência de que aquele produto foi produzido com mão de obra escrava. Por exemplo: eu vou comprar um vestido para a minha mulher ou um terno para mim, se eu sei que aquela loja já foi condenada por trabalho escravo eu não vou comprar naquela loja.” “O que se pretende no projeto que tramita no Senado Federal é restringir o trabalho escravo a apenas o trabalho com restrição de liberdade. Esse conceito é o que a gente tinha quando a Lei Áurea foi editada. Se isso passar, vamos ter um atraso de uns 130 anos na história. Eles querem tirar o conceito de jornada exaustiva e de trabalho degradante da norma. Claro que jornada exaustiva não é a de 10, 12 horas. É a de 18, 20 horas por dia. Condição degradante é o trabalhador ser obrigado a se alimentar com comida podre, a beber água de rio, fazer as necessidades no meio do mato. É ele se machucar e ser jogado no meio do mato. Já peguei um caso no Tocantins que o trabalhador estava operando uma serra elétrica, que pegou um nó na madeira, pulou e quase arrancou a perna dele. E o empregador falou: 'isso não é problema meu, se vira'. Achamos esse trabalhador se arrastando na estrada. Isso não é o que se faz nem com um animal. Há fazendas de criação de gado que têm até instalações hospitalares para o gado, mas o trabalhador não tem, sequer, uma cama para dormir ou água tratada.”
(https://brasil.elpais.com/brasil/2017/03/29/politica/1490822084_983546.html acesso em 16/10/2017)
Sobre o trabalho em condições análogas à escravidão, avalie as proposições como verdadeiras (V) ou falsas (F).
( ) Devido à alta carga de impostos e à ausência de linhas de crédito a juros baixos, o empregador se vê obrigado a “economizar” com o trabalhador, que representa o maior custo de uma empresa, justificando, assim, o trabalho escravo.
( ) O governo pode ser conivente com o trabalho análogo à escravidão à medida que propõe ao congresso reformas que permitem o empregador cortar direitos e benefícios do trabalhador ao mesmo tempo que aumenta sua jornada de trabalho e reduz seu horário de almoço.
( ) Segundo o Procurador-Geral do Trabalho, a divulgação da lista suja do trabalho escravo é necessária pois é pedagógica. Apopulação passa a conhecer as empresas que exploram seus trabalhadores e violam seus direitos.
( ) Uma forma de a população colaborar para a diminuição do trabalho em condições de escravidão no Brasil consumindo os produtos de empresas que usam mão-de-obra em regime semelhante à escravidão.
( ) O financiamento privado de campanhas políticas também contribui para existência do trabalho análogo à escravidão, pois os políticos
eleitos com dinheiro das empresas não tomam as medidas necessárias contra essas mesmas empresas que violam os direitos
trabalhistas.
O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém, desviamo-nos dele. A cobiça envenenou a alma dos homens, levantou no mundo as muralhas do ódio e tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e os morticínios. Criamos a época da produção veloz, mas nos sentimos enclausurados dentro dela.
A máquina, que produz em grande escala, tem provocado a escassez. Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência, empedernidos e cruéis.
Pensamos em demasia e sentimos bem pouco.
Mais do que de máquinas, precisamos de humanidade; mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura!
Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo estará perdido.
Charles Chaplin. Internet: <www.klepsidra.net> (com adaptações).
Considerando o texto como motivação inicial, julgue o item subsequente.
O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém, desviamo-nos dele. A cobiça envenenou a alma dos homens, levantou no mundo as muralhas do ódio e tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e os morticínios. Criamos a época da produção veloz, mas nos sentimos enclausurados dentro dela.
A máquina, que produz em grande escala, tem provocado a escassez. Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência, empedernidos e cruéis.
Pensamos em demasia e sentimos bem pouco.
Mais do que de máquinas, precisamos de humanidade; mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura!
Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo estará perdido.
Charles Chaplin. Internet: <www.klepsidra.net> (com adaptações).
Considerando o texto como motivação inicial, julgue o item subsequente.
A expressão “divisão social do trabalho” tem sido usada no sentido cunhado por Karl Marx e também referendada por autores como Braverman e Marglin para designar a especialização das atividades presentes em todas as sociedades complexas, independentemente de os produtos do trabalho circularem como mercadoria ou não. Designa a divisão do trabalho social em atividades produtivas, isto é, ramos de atividades necessárias para a reprodução da vida. Marx, em O Capital, afirma que a divisão social do trabalho diz respeito ao caráter específico do trabalho humano. Um animal faz coisas de acordo com o padrão e a necessidade da espécie a que pertence. Enquanto a aranha é capaz de tecer e o urso de pescar, um indivíduo da espécie humana pode ser, simultaneamente, tecelão, pescador, construtor e mil outras coisas combinadas. Essa capacidade de produzir diferentes coisas e até de inventar padrões diferentes dos dos animais não pode ser exercida individualmente, mas a espécie como um todo acha possível fazer isso, em parte pela divisão do trabalho.
Internet: <www.sites.epsjv.fiocruz.br> (com adaptações).
Com base no texto e nas diferentes dimensões do trabalho, julgue o item a seguir.
A expressão “divisão social do trabalho” tem sido usada no sentido cunhado por Karl Marx e também referendada por autores como Braverman e Marglin para designar a especialização das atividades presentes em todas as sociedades complexas, independentemente de os produtos do trabalho circularem como mercadoria ou não. Designa a divisão do trabalho social em atividades produtivas, isto é, ramos de atividades necessárias para a reprodução da vida. Marx, em O Capital, afirma que a divisão social do trabalho diz respeito ao caráter específico do trabalho humano. Um animal faz coisas de acordo com o padrão e a necessidade da espécie a que pertence. Enquanto a aranha é capaz de tecer e o urso de pescar, um indivíduo da espécie humana pode ser, simultaneamente, tecelão, pescador, construtor e mil outras coisas combinadas. Essa capacidade de produzir diferentes coisas e até de inventar padrões diferentes dos dos animais não pode ser exercida individualmente, mas a espécie como um todo acha possível fazer isso, em parte pela divisão do trabalho.
Internet: <www.sites.epsjv.fiocruz.br> (com adaptações).
Com base no texto e nas diferentes dimensões do trabalho, julgue o item a seguir.
Ao refletir sobre o Estado moderno no contexto da globalização, Bauman nos provoca:
“As técnicas panópticas, como assinalou Foucault, desempenharam um papel crucial na passagem dos mecanismos de integração de base local, autovigilantes e auto-reguladores, feitos na medida das capacidades naturais dos olhos e ouvidos humanos, para a integração supralocal, administrada pelo Estado, de territórios muito mais vastos do que o alcance das faculdades naturais do homem. Essa última função pediu a assimetria da vigilância, vigilantes profissionais e a reorganização do espaço para que eles pudessem fazer o seu trabalho, tornando ciente a pessoa observada de que o trabalho estava sendo feito e podia ser feito a qualquer momento. Todas essas demandas foram quase inteiramente atendidas pelas grandes instituições disciplinadoras da modernidade “clássica” — acima de tudo as indústrias e os exércitos de recrutamento em massa, ambos dotados de áreas de captura quase universais”. (BAUMAN, Z. Globalização: as consequências humanas. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1999, p. 56- 57).
Assinale a alternativa CORRETA:
Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras ( V ) e as falsas ( F ) sobre processos de globalização e fragmentação do mundo contemporâneo.
( ) A saída da Venezuela do MERCOSUL caracteriza os recentes movimentos de fragmentação econômica e territorial.
( ) Em referendo realizado no ano de 2016, o Reino Unido decidiu pela saída da União Europeia.
( ) A globalização tornou mais plásticas as fronteiras e os territórios entre diferentes países do mundo.
( ) A Antiglobalização é um termo utilizado para descrever o movimento de oposição aos aspectos capitalista-liberais da globalização.
( ) O intelectual Octavi Ianni publicou vários estudos criticando os efeitos maléficos da globalização sobre as economias dos países mais pobres.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
O processo de globalização, em curso desde o final da década de 1980, incluiu a difusão dos fluxos econômicos em escala planetária, em decorrência da mundialização do capitalismo.
Nesse sentido, a economia globalizada
Os estudos de David Harvey sobre a condição pós-moderna oferecem uma análise do fenômeno da compressão espaço-temporal, ilustrada pelo autor com a imagem a seguir.

A respeito da compressão espaço-temporal, com base na imagem, analise as afirmativas a seguir.
I. Esta compressão é característica do período posterior às crises europeias de 1848 e passou por dois momentos de aceleração: em 1910, com a afirmação do taylorismo e do fordismo, e após a crise de 1973, com a passagem pósmoderna para um sistema de acumulação flexível.
II. A história do capitalismo venceu progressivamente as barreiras espaciais, de modo que o espaço foi reduzido à “aldeia global” das telecomunicações e à “astronave terra”, caracterizadas pela interdependência econômica e ecológica.
III. A relação entre espaço geográfico, tempos econômicos e capital é o objeto da reflexão do autor, para quem a compressão espaço-temporal resulta de fenômenos psicológicos e subjetivos, que determinam a representação pós-moderna do mundo.
Está correto o que se afirma em
Visto em perspectiva histórica ampla, o Estado-nação latino-americano e caribenho expressa, às vezes muito claramente, os desenvolvimentos excepcionais e os impasses radicais, compreendendo tanto novas e surpreendentes possibilidades de transformação como a emergência de crises de amplas proporções.
(Adaptado de: IANNI, Octavio. O Estado-nação na época da globalização. Novos Rumos, São Paulo, n. 31, 1999, p. 18)
Como consequência da globalização para os Estados nacionais latino-americanos e caribenhos é correto afirmar que
(...) O relativismo cultural e a perda de confiança no projeto da modernidade, típicos do pós-modernismo, são vistos como fazendo parte de um processo de globalização que provocou um deslocamento do equilíbrio mundial do poder para fora do Ocidente (...). Se o “resto” do mundo for capaz de retrucar ao Ocidente no âmbito global, estará aberta a possibilidade de outras histórias, outras modernidades e outras explicações do desenvolvimento histórico mundial ser reveladas (...) desperta a atenção para as percepções daqueles que não estão nem dentro nem fora da esfera dos valores culturais dominantes.
(Adaptado de: FEATHERSTONE, M. A Globalização da Complexidade: pós-modernismo e cultura de consumo, RBCS, n. 32, 1996, p. 109)
A teoria que expressa a posição defendida no excerto é: