Questões de Concurso
Sobre mundo do trabalho em sociologia
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Um levantamento feito sobre a insegurança no emprego e a intensificação do trabalho constatou que, para muitos trabalhadores, a insegurança no emprego é muito mais do que um medo da dispensa, envolvendo também ansiedades relacionadas à transformação do próprio trabalho, além dos efeitos dessa transformação na saúde e na vida pessoal dos empregados. Baseando-se nesse levantamento, analise as afirmativas a seguir.
I. Cada vez mais é exigido do trabalhador que ele assuma mais responsabilidades no trabalho, à medida que as estruturas organizacionais se tornam menos burocráticas e o processo de decisões é espalhado por todo o ambiente de trabalho. Ao mesmo tempo em que as exigências sobre o trabalhador aumentam, as oportunidades de promoção e crescimento dentro da empresa se ampliam na mesma proporção.
II. Uma dimensão que prejudica a segurança no emprego e que pode ser observada na vida pessoal dos empregados é que há uma forte correlação entre a insegurança no emprego e a saúde do trabalhador. A saúde física e mental do trabalhador apresenta uma deterioração contínua diante dos episódios de insegurança prolongada no emprego.Em vez de se ajustarem às condições de insegurança, os trabalhadores permanecem ansiosos e sob um estresse constante.
III. Coloca-se sobre o trabalhador a expectativa de que sejam flexíveis, adaptáveis, de terem mobilidade e de estarem dispostos a correr riscos. Essa expectativa entra em contradição direta com muitos aspectos centrais de um trabalhador leal, perseguidor de metas de longo prazo, comprometido, confiante e determinado.
Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s):
Emprego e desemprego são dois fenômenos que devem ser analisados sob duas óticas: a do trabalho e a do trabalhador.
Considerando esse contexto, é incorreto afirmar:
Leia o texto a seguir:
Vivemos uma era de profundas transformações
geradas, em grande parte, pelos impressionantes avanços tecnológicos dos últimos tempos. Ter mais tecnologias à nossa disposição e poder realizar mais com menos esforço não deveria representar uma ameaça. No
entanto, os resultados práticos têm sido a concentração
de renda, o desemprego, gente estressada e angustiada. Como é que conseguimos transformar avanços em
dramas?
(Dowbor, L. O que acontece com o trabalho? São Paulo: Editora Senac, 2006)
Atualmente, essas transformações se manifestam no mercado de trabalho no Brasil por meio de
Leia o texto abaixo. Mídia e globalização
[...] Até recentemente a globalização se dava por sucessão de lugares. O mundo econômico estimulou-a ao máximo. As transnacionais chegavam a todos os países em busca de mercado para maximizar os lucros. Riscava-se o mapa mundi com os traços do comércio.
As últimas décadas assistiram a um fenômeno novo. A globalização simultânea e instantânea. Não se necessita sair de um lugar para estar em outro. Aquilo que a metafísica proibia absolutamente no mundo físico, o desenvolvimento tecnológico da informática possibilita-o de maneira virtual. É-nos dado estar simultaneamente em vários lugares. É a globalização das emissões televisivas, da internet [...].
Disponível em: http://www.domtotal.com/colunas/detalhes.php?artId=1267. Acesso em 01 de abril de 2016.
A respeito do complexo fenômeno da globalização e sua relação com a mídia, podemos
afirmar que
Leia o texto abaixo.
À medida que, numa formação social, uma forma determinada da divisão social se estabiliza, se fixa e se repete, cada indivíduo passa a ter uma atividade determinada e exclusiva, que lhe é atribuída pelo conjunto das relações sociais, pelo estágio das forças produtivas e pela forma da propriedade.
CHAUÍ, Marilena. Filosofia. Ática: São Paulo, 2000.
De acordo com o texto, o quadro ideológico configura-se como um fenômeno histórico social
decorrente do (a)
A situação atual é marcada por uma comoção que, recentemente,
afetou a condição salarial: o desemprego em massa e a instabilidade
das situações de trabalho, a inadequação dos sistemas
clássicos de proteção para dar cobertura a essas condições, a
multiplicação de indivíduos que ocupam na sociedade uma posição de supranumerários, “inimpregáveis”, inempregados ou empregados
de um modo precário e interminante, escreveu Robert
Castel em 1998. Castel, ao fazer uma “crônica do salário”, no
livro “As metamorfoses da questão social”, estabelece que
“Uma arma ideológica forjada como resposta à crise industrial de fins da década de 1960 [...] [cuja] extração da mais-valia depende agora da economia da inovação perpétua (MORRIS-SUZUKI, Tessa, apud KUMAR, Krishan (2006) Da Sociedade Pós-industrial à Pós-moderna. Novas Teorias sobre o Mundo Contemporâneo Rio de Janeiro, Jorge Zahar, p.56).
O conceito ao qual a caracterização acima refere-se é o de: