Questões de Concurso
Comentadas sobre meio ambiente e sociedade em sociologia
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Considerando o texto acima, julgue as asserções abaixo como (V) verdadeiras ou (F) falsas:
I - Sob as perspectivas da desigualdade e da injustiça ambiental, conclui-se que todos os seres humanos são indistinta e indiscriminadamente vitimas potenciais dos riscos inerentes as práticas poluidoras e destrutivas, bem como dos efeitos de uma possível crise de escassez de matéria e energia.
II - A definição de injustiça ambiental como “o mecanismo pelo qual sociedades desiguais destinam a maior carga dos danos ambientais a grupos sociais de trabalhadores, populações de baixa renda, grupos raciais marginalizados e demais grupos vulneráveis” fundamenta-se na concepção neomalthusiana segundo a qual a atual crise ambiental caracteriza-se pela escassez tendencial de recursos naturais que tem como causa principal um crescimento populacional que excede a capacidade dos territórios e do planeta.
III - No Brasil podemos encontrar a desigualdade ambiental nas duas formas que foram caracterizadas por Haroldo Torres (2005): a primeira, no acesso desigual a bens, amenidades e riscos ambientais por parte de indivíduos e grupos, a segunda como sobreposição ou exposição simultânea de indivíduos e grupos sociais a mais de uma forma de desigualdade.
IV - Em sua formulação original, o conceito de racismo ambiental designa “a distribuição injusta dos recursos e riscos ambientais entre diferentes grupos étnico-raciais” e por essa razão essa noção não é util para compreender expressões da injustiça ambiental.
Marque a alternativa com a sequência CORRETA:
Considere o texto abaixo:
"Apesar de ser um termo que denuncia uma violação de direitos, sua definição e aplicação ainda não são totalmente aceitas pelas implicações sociais e históricas que traz consigo. [...] em países como o Brasil, não se trata de uma coincidência que as populações negras, por exemplo, sejam as mais afetadas pelos danos ambientais. Devido ao seu passado colonial, com estruturas sociais baseadas na escravização de pessoas negras, estas passaram a ser invisibilizadas, o processo de alforria foi realizado sem nenhum tipo de reparação dos danos causados pela escravidão ou integração dos libertos."
Fonte: Jornal da USP. Disponível em:https://jornal.usp.br/atualidades/racismo-ambiental-e-uma-realidade-que-ating e-populacoes-vulnerabilizadas/ >Acesso em: 15 de janeiro de 2024.)
O texto faz referência ao conceito de:
Com que paradigma teórico se relacionam as seguintes teorias socioambientais ou formas de encarar o problema ecológico dentro do capitalismo? Considere a letra “F”, para o paradigma funcionalista, e a letra “M” para o paradigma materialista:
( ) Bioeconomia.
( ) Ecologismo dos pobres.
( ) Economia verde.
( ) Ecossocialismo.
( ) Justiça ambiental.
( ) Modernização ecológica.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
“A conclusão ou compreensão de que estamos vivendo uma era que pode ser identificada como ____________ deveria soar como um alarme nas nossas cabeças. Porque, se nós imprimimos no planeta Terra uma marca tão pesada que até caracteriza uma era, que pode permanecer mesmo depois de já não estarmos aqui, pois estamos exaurindo as fontes da vida que nos possibilitaram prosperar e sentir que estávamos em casa, sentir até, em alguns períodos, que tínhamos uma casa comum que podia ser cuidada por todos, é por estarmos mais uma vez diante do dilema a que já aludi: excluímos da vida, localmente, as formas de organização que não estão integradas ao mundo da mercadoria, pondo em risco todas as outras formas de viver — pelo menos as que fomos animados a pensar como possíveis, em que havia corresponsabilidade com os lugares onde vivemos e o respeito pelo direito à vida dos seres, e não só dessa abstração que nos permitimos constituir como ‘uma’ humanidade, que exclui todas as outras e todos os outros seres” (KRENAK, A. Ideias para adiar o fim do mundo. São Paulo: Companhia das Letras, 2019) – trecho adaptado especialmente para esta prova.
Assinale a alternativa que preenche corretamente a lacuna do trecho acima.
Muito antes de os ODS serem estabelecidos pela ONU, em 1995, a Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro, com o financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), implementou o Programa de Urbanização de Assentamentos Populares do Rio de Janeiro (PROAP), popularmente conhecido como Programa Favela-Bairro. Esse programa teve duas fases (1995-2000 e 2000-2007) e tinha por objetivo urbanizar as comunidades do Rio de Janeiro, integrando-as ao tecido urbano da cidade, por meio da numeração e regulamentação dos lotes, do acesso às infraestruturas urbanas e da implantação de instalações comunitárias, como creches, escolas, áreas recreativas e esportivas. Assim, os lotes passavam a dispor, de modo formal, de abastecimento de água, de ruas pavimentadas, de sistemas de esgotos e drenagem de águas pluviais, e de iluminação pública. Após um início exitoso, o programa acabou por ser descontinuado por enfraquecimento da presença do Estado no controle urbanístico, por precariedade na manutenção das infraestruturas instaladas e por insuficiência na prestação dos serviços públicos.
Se fosse implantado hoje, no que diz respeito a Cidades e Comunidades Sustentáveis e ao ODS 11, esse programa estaria atendendo, prioritariamente, a meta
Leia atentamente os trechos da Carta dos povos da floresta à sociedade não indígena em tempos de pandemia e violências para responder à questão.
[...] Terras invadidas
Pela força e ambição [...]
[...] Vivemos uma era do medo
De incertezas, desrespeito e confusão
Nossas aldeias estão vulneráveis
Novamente nossas flechas não combatem
A velocidade da munição [...].
[..] E veio o ano de 2020
Uma pandemia tivemos que enfrentar
As aldeias não conseguiram evitar
Que a doença entrasse matando sem parar [...].
Muitos ajudaram
Outros cruzavam os braços
E de longe viam a cena passar.
“Terra para “índio”?
Nem um palmo vou liberar”.
Frases de efeito pairam pelo ar
Terra Mãe!
Viver é pensar com equilíbrio
É ter pertencimento com o lugar
É sair da alienação
e ver que a natureza é um sujeito a
ecoar.
Respeito, direito!
Vem! Protege o teu lar
(Extraído de Wayna Kambeba, Márcia, Carta dos povos da floresta à sociedade não indígena em tempos de pandemia e violências. Resistir em tempos pandêmicos. 2022. Sens public. https://sens-public.org/articles/1658/)) disponível em sens-public.org/articles/1658). Acesso em 17 de maio de 2023.
I.Proteger o patrimônio público e social do País.
II.O cidadão é livre para escrever e dizer o que pensa, mas precisa assinar o que disse e escreveu.
III.Proteger a natureza.
Assinale a alternativa correta no que diz respeito aos deveres do cidadão:
"O conceito estabelece que os impactos ambientais não são distribuídos de forma homogênea entre a população, uma vez que pessoas em situação de vulnerabilidade são mais afetadas por mazelas ambientais como poluição, descarte de resíduos tóxicos, exposição a trabalhos em ambientes insalubres, enchentes, eventos climáticos extremos, entre outras".
O trecho trata de uma explicação dada por Jokura (2023) e se refere:
A falta de investimento em regiões sem saneamento básico, o despejo de resíduos nocivos à saúde em regiões de vulnerabilidade social, a grilagem e a exploração de terras pertencentes a povos locais são exemplos da manifestação do _____________ (Fuentes, 2021).
Assinale a alternativa que corretamente completa a lacuna no excerto:
Considerando as construções teóricas afetas às três diretrizes argumentativas referidas na afirmação acima, é correto afirmar que:
BUTTEL, Frederick. A sociologia e o meio ambiente: um caminho tortuoso rumo à ecologia humana. Perspectivas, São Paulo, 15: 1992.
A sociologia ambiental se conformou como estudo da disciplina sociológica por meio da
“Imagine que você seja um pé de arroz. Você quer crescer e produzir rebentos antes que os insetos predadores cresçam e produzam rebentos para comer seus tenros brotos. Assim, você divide sua energia entre crescer tão rapidamente quanto possa e produzir toxinas em suas folhas para repelir os insetos. Agora, vamos dizer que você seja um pesquisador tentando convencer os agricultores californianos a deixar de utilizar pesticidas. Você está criando variedades de arroz que produzem mais toxinas alcaloides em suas folhas. Se os pesticidas são aplicados externamente, eles contam como sendo químicos – e grandes quantidades deles acabam nos corpos de imigrantes mexicanos ilegais que são contratados para a colheita. Se eles estão dentro da planta, eles contam como sendo naturais, mas podem acabar nos corpos dos consumidores que comem o arroz.”
Adaptado de HARRAWAY, D. “Manifesto ciborgue: ciência, tecnologia e feminismo-socialista”, in Antropologia do ciborgue: as vertigens do pós humano. Belo Horizonte: Autêntica, 2009, p. 28.
Com base no trecho, assinale a afirmativa que descreve corretamente a redefinição da relação natural/artificial proposta pela autora.