Questões de Concurso
Sobre karl marx e as classes sociais em sociologia
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“primeiramente, ser o trabalho externo ao trabalhador, não fazer parte de sua natureza, e, por conseguinte, ele não se realizar em seu trabalho, mas negar a si mesmo, ter um sentimento de sofrimento em vez de bem-estar, não desenvolver livremente suas energias mentais e físicas, mas ficar fisicamente exausto e mentalmente deprimido.” (MARX, 2015, p. 82).
Essa realidade de trabalho, para Marx, conduz inevitavelmente ao que ele denominou de
Tânia Quintaneiro, Maria Lígia de O. Barbosa e Márcia Gardênia M. de Oliveira, no livro Um toque dos clássicos: Marx, Durkheim e Weber, esclarecem que Karl Marx: “afirma que a compreensão positiva das coisas inclui, ao mesmo tempo, o conhecimento de sua negação fatal, de sua destruição necessária, porque ao captar o próprio movimento, do qual todas as formas acabadas são apenas uma configuração transitória, nada pode detê-la, porque em essência é ‘crítica e revolucionária’. Com isso, reforçam as diferenças entre sua interpretação da realidade e as anteriores. Enquanto para Hegel a história da humanidade nada mais é do que a história do desenvolvimento do Espírito, Marx e Engels colocam como ponto de partida os indivíduos reais, a sua ação e as suas condições materiais de existência” (2017. Adaptado).
Segundo as autoras, o método de análise da realidade social proposto por Marx e Engels foi denominado
No texto A práxis e a compreensão da práxis: sobre as teses ad Feuerbach, Wolfdietrich Schmied-Kowarzik ressalta: “Por materialismo Marx aqui não compreende apenas aquele de Feuerbach, mas também o materialismo francês do século XVIII de um La Metrie e de um d’Holbach e, do mesmo modo, o empirismo [...] anglo-saxão de Hobbes e Locke, isto é, toda a ciência positivista da modernidade. É ela que ele acusa de não considerar a realidade que procura conhecer como efetiva, mas que a coisifica e contrapõe a si ‘na forma de um objeto’”.
A crítica de Marx ao materialismo, segundo o texto, concentra-se na
Wolfdietrich Schmied-Kowarzik, em seu texto A práxis e a compreensão da práxis: sobre as teses ad Feuerbach, apresenta a crítica de Marx à práxis enquanto objeto teórico: “Na oitava tese sobre Feuerbach, Marx destaca que toda a vida social é essencialmente prática e que os problemas teoricamente insolúveis encontram sua solução na práxis humana e na compreensão desta. Marx, portanto, indica para a práxis social e sua compreensão enquanto uma tarefa prática”.
No texto de Wolfdietrich Schmied-Kowarzik, a crítica de Marx evidencia a
No excerto, Schmied-Kowarzik argumenta que a frase extraída da Sexta Tese se refere ao ser humano enquanto
(Stuart Hall, A identidade cultural na pós-modernidade. Adaptado)
Segundo Hall, como resultado da complexificação social mencionada
(Wolfdietrich Schmied-Kowarzik. “A práxis e a compreensão da práxis: sobre as teses as Feuerbach”. Problemata: Revista Internacional de Filosofia, 2019)
Segundo Schmied-Kowarzik, a variante interpretativa ‘dialética’ estaria equivocada por conceber a práxis

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A charge, acima, é uma crítica:
1. Corte nos gastos públicos. 2. Redução das taxas alfandegárias. 3. Fortalecimento dos blocos econômicos. 4. Estabilidade econômica. 5. Privatização das empresas estatais.
O resultado da somatória dos números correspondentes às afirmações corretas é:
I. Michel Foucault vê o neoliberalismo como uma racionalidade política que reconfigura normativamente práticas e instituições, uma forma de governamentalidade em que os indivíduos internalizam normas de mercado e regulam seu próprio comportamento de acordo.
II. Pierre Bourdieu considera o neoliberalismo uma utopia da teoria econômica convertida em projeto político, que busca destruir estruturas coletivas e submeter a política aos mercados financeiros globais.
III. O marxismo, em termos gerais, entende o neoliberalismo como uma estratégia política que visa reforçar a hegemonia de classe e expandi-la globalmente, surgindo como resposta à crise do capitalismo na década de 1970.
IV. Foucault e Bourdieu concordam que o neoliberalismo é basicamente um projeto de desregulamentação econômica que visa reduzir o papel do Estado ao mínimo.
V. A abordagem marxista e a de Bourdieu discordam na análise do papel do Estado. Os marxistas o definem como um instrumento de hegemonia de classe, já Bourdieu o caracteriza enquanto agente neutro na implementação do neoliberalismo.
Quais estão corretas?
A comparação das características gerais do grupo dos Annales com a concepção histórica do marxismo permite notar sem dificuldade numerosos e importantes pontos comuns.
(Ciro Flamarion Cardoso e Ronaldo Vainfas (orgs.).
Domínios da história: ensaios de teoria e metodologia. Adaptado)
Entre as características comuns entre o grupo dos Annales e a concepção histórica do marxismo, é possível identificar a
A oposição assinalada por Marx dá-se entre
“Marx nunca se refere à produção em geral, mas à ‘produção num estádio determinado do desenvolvimento social [que] é a produção dos indivíduos vivendo em sociedade’. Embora a sociedade seja “o produto da ação recíproca dos homens”, ela não é uma obra que esses realizam de acordo com seus desejos particulares. A estrutura de uma sociedade depende do estado de desenvolvimento de suas ______________ e das _____________________ que lhes são correspondentes. Tais conceitos são interdependentes e têm, antes de mais nada, uma finalidade analítica, de modo a tornar inteligível a realidade”.
(QUINTANERO, Tania; BARBOSA, Maria Ligia de Oliveira; OLIVEIRA, Marcia Gardênia Monteiro de. Um toque de clássicos: Marx, Durkheim, Weber. Belo Horizonte: UFMG, 2009 - p. 32.)
As expressões que completam corretamente as lacunas são, respectivamente:
Nesse sentido, o conceito de “fetichismo da mercadoria” associa-se ao conceito, também marxiano, de