Questões de Concurso
Comentadas sobre democracia e representação política em sociologia
Foram encontradas 122 questões
(FERNANDES, Florestan. A Revolução Burguesa no Brasil. São Paulo: Editora Contracorrente, [1974] 2020, p. 94.)
Segundo Florestan Fernandes, a Revolução Burguesa no Brasil não se realizou completamente, como nos países europeus, porque não se modificou nosso status político de país
Sobre exemplos de IPs, analise as afirmativas, considerando-as verdadeiras (V) ou falsas (F):
( ) As Conferências Públicas, como eventos episódicos de participação, em geral organizadas pelo executivo, buscam incorporar as sugestões da população aferidas por meio de consultas públicas, disponibilizadas em canais institucionais e que depois são transformadas em políticas públicas setoriais.
( ) Os Conselhos de Políticas são espaços públicos de composição plural, geralmente paritários, entre Estado e sociedade civil, cuja função é formular, executar e controlar as políticas setoriais, contribuindo para o processo de democratização da gestão pública.
( ) O Orçamento Participativo se constitui como espaços de debates e decisões partilhadas entre Estado e a sociedade civil, na definição das prioridades na aplicação dos recursos do orçamento público municipal. Apresenta-se em duas versões: presencial e digital.
( ) Os Canais que expressam as preferências individuais se constituem como instrumentos disponibilizados pelo poder público para viabilizar a comunicação com os cidadãos, a avaliação de serviços, bem como receber demandas diversas.
A sequência CORRETA, de cima para baixo, é:
Segundo Santos e Avritzer (2005), “as novas democracias devem se transformar em novíssimos movimentos sociais, no sentido de que o estado deve se transformar em um local de experimentação distributiva e cultural. É na originalidade das novas formas de experimentação institucional que podem estar os potenciais emancipatórios ainda presentes nas sociedades contemporâneas. Esses potenciais, para serem realizados, precisam estar em relação com uma sociedade que aceite renegociar as regras da sua sociabilidade, acreditando que a grandeza social reside na capacidade de inventar, e não de imitar.”.
Fonte: SANTOS, B de S.; AVRITZER, L. Introdução: para ampliar o cânone democrático. In: SANTOS, B. de S. (org.). Democratizar a democracia: os caminhos da democracia participativa. 3. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2005.
Partindo dessa concepção, os autores propõem três teses para o fortalecimento da democracia participativa, que são:
I. Fortalecimento da demodiversidade.
II. Fortalecimento da teoria participativa.
III. Potencialização da democracia digital.
IV. Ampliação do experimentalismo democrático.
V. Empoderamento dos cidadãos a partir do compartilhamento do poder.
VI. Fortalecimento da articulação contra hegemônica entre o local e o global.
Está CORRETO o que se afirma em:
1. Dominação Carismática 2. Dominação Tradicional 3. Dominação Legal
( ) A autoridade é sustentada por uma fidelidade em que o governante é o patriarca ou o senhor, os dominados são os súditos e o funcionário é o servidor, como no patriarcalismo, por exemplo. ( ) A obediência não é prestada à pessoa, em virtude de direito próprio, mas à regra, reconhecida como competente para designar a quem e em que extensão se há de obedecer, como na burocracia, por exemplo. ( ) A obediência é obtida em função de qualidades pessoais e a autoridade é imposta graças a uma devoção afetiva que pode ser exemplificada pela crença em profetas ou pelo reconhecimento do heroísmo de líderes em batalha.
Assinale a opção que indica a sequência correta, na ordem apresentada.
Denis Rosenfield, em seu livro O que é democracia, afirma que:
“A transformação da situação material da sociedade, se não vier acompanhada de uma efetiva democratização dos espaços ocupados pelo aparelho estatal, não modificará as condições políticas que tornaram essa modificação possível. Por exemplo: o direito ao voto, apesar de ser uma das mais importantes conquistas operárias do século XIX, pode se tornar um simples ritual, deixando intacta a estrutura política e social se ele não vier acompanhado de outras formas de intervenção política. [...] O descompasso entre manifestações de rua que exigem soberania popular e a apropriação pelo Estado dos mecanismos de decisão política, pode vir a gerar tanto uma efetiva democratização do país, como sua apropriação formal por uma elite política, sem falar na possibilidade de uma não-transição à democracia.”
(ROSENFIELD, Denis. O que é democracia. São Paulo: Brasiliense, 2003, p. 20-21.)
Tendo por base a reflexão de Rosenfield neste excerto e os conhecimentos sobre as relações políticas e Estado, pode-se concluir que:
A partir das reflexões apresentadas no texto precedente, julgue o próximo item.
Dado o amplo arcabouço de perspectivas em que se discute,
hoje, a diversidade cultural e étnica, percebe-se que a defesa
da diferença constitui agenda incontroversamente assumida
pelo espectro político associado à esquerda e rechaçada pelo
espectro conservador.
Tendo o texto precedente como referência inicial, julgue o item a seguir.
O papel do Estado no que se refere à compreensão
sociológica dos efeitos de migrações internacionais,
notadamente as que se caracterizam pelo refúgio, é de caráter
marginal.
(A invenção da Política, Marilena Chauí.)
Em relação às medidas tomadas pelos gregos e romanos sobre a instituição do poder político, assinale a afirmativa correta.
A partir das colocações do texto base e de estudos sobre a opinião na esfera pública e sua relevância para a Sociologia do Direito, assinale a alternativa correta.
ALMEIDA, S. Racismo estrutural. São Paulo: Pólen, 2019. (Coleção Feminismos Plurais)
Para demonstrar a configuração de um Estado cujas ações políticas caracterizam um Estado racista, um estado de sítio e um estado de exceção, Silvio Almeida utiliza os seguintes conceitos:
Necropolítica Racismo Biopoder Soberania Estado de exceção Necropoder
A seguir, encontram-se definições de alguns desses conceitos:
I. Torna-se o poder de suspensão da morte, de fazer viver e deixar morrer. A saúde pública, o saneamento básico, as redes de transporte e abastecimento, a segurança pública são exemplos do exercício do poder estatal sobre a manutenção da vida, sendo que sua ausência seria o deixar morrer.
II. Trata-se de uma tecnologia de poder.
III. Junto com a relação de inimizade, tornou-se a base normativa do direito de matar.
IV. Está presente no espaço que a norma jurídica não alcança, no qual o direito estatal é incapaz de domesticar o direito de matar, aquele que, sob o velho direito internacional, é chamado de direito de guerra.
As definições acima referem-se, respectivamente, aos conceitos de
BOBBIO, N. Estado, governo, sociedade: para uma teoria geral da política. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987.
Bobbio (1987) disserta especificamente sobre “democracia formal” e “democracia substancial”.
Em relação a essas noções, verifica-se que, para o autor,
Sempre defendi que os direitos do homem, por mais fundamentais que sejam, são direitos históricos, nascidos em certas circunstâncias, caracterizadas por lutas em defesa de novas liberdades contra velhos poderes, e nascidos de modo gradual, não todos de uma vez e nem de uma vez por todas. A liberdade religiosa, por exemplo, é um efeito das guerras de religião; as liberdades civis, da luta dos parlamentos contra os soberanos absolutos; a liberdade política e as liberdades sociais, do nascimento, crescimento e amadurecimento do movimento dos trabalhadores assalariados e dos mais pobres, que exigem dos poderes públicos também a proteção do trabalho contra o desemprego. Ao lado dos direitos sociais (de segunda geração), emergiram hoje os chamados direitos de terceira geração, como o de viver em um ambiente não poluído, e os de quarta geração, referentes aos efeitos cada vez mais traumáticos da pesquisa biológica e do desenvolvimento da informática.
Adaptado de BOBBIO, N. A Era dos Direitos.
Rio de Janeiro: Elsevier, 2004, p. 9-11.
Com base no texto, assinale a afirmativa que caracteriza corretamente a reflexão sociológica de Norberto Bobbio sobre os direitos humanos.
Com o crescente processo de digitalização da vida e da conectividade, tornou-se possível o registro de uma altíssima quantidade de dados que, com a redução e simplificação da sua dimensionalidade, criou um momento informacional novo sobre a realidade humana e natural. O Big Data é fruto da digitalização massiva, da larga e crescente disponibilidade tecnológica em modo online. A estatística e as técnicas de amostragem foram e ainda são um recurso amplamente utilizados para pesquisa sociológica, mas a escala massiva de dados digitais está tensionando o paradigma da amostra. Observações qualitativas, amostragem, coleta controlada de dados, testes e generalizações são esquemas não são totalmente aplicáveis para o tipo de informação do big data.
Adaptado de ROBERTSON e TRAVAGLIA “Big Data Sociology: preparing for the brave new world”. In The Sociological Review Blog, 2019.
A respeito dos desafios enfrentados pela sociologia na era do big data, analise as afirmativas a seguir.
I. Big data oferece uma nova classe de dados recolhidos de registros digitais de uma ampla gama de fenômenos sociais.
II. Big data exige novos métodos para simplificar a dimensionalidade dos dados
III. Big data demanda novas metodologias do fazer sociológico e reflexões sobre as implicações dessa nova era de informações na vida social.
Está correto o que se afirma em
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima.
Diante disso, a autora considera que a representação