Questões de Concurso
Comentadas sobre interacionismo simbólico e antropologia urbana. estigma e desvio. cultura e arte: corpo, roupa, festas rituais, dança, música, gastronomia, literatura. antropologia e cultura no brasil em antropologia
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Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras ( V ) e as falsas ( F ) sobre folclore.
( ) O folclore é um conjunto de lendas, mitos e tradições que foram criados e documentados por pesquisadores e escritores do passado, permitindo contar a história de um povo.
( ) A lenda do Negrinho do Pastoreio fala da fé e da violência com que os escravizados eram tratados.
( ) Transmitido de geração em geração, o folclore ajuda a construir e a fortalecer a identidade de um povo.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
(SANCHEZ, W. L. Pluralismo religioso: as religiões no mundo atual. São Paulo: Paulinas, 2005, p. 56).
Diante do pluralismo religioso, o diálogo inter-religioso apresenta-se na atualidade como um dos grandes desafios às religiões. Do ponto de vista intercultural, dialogar implica:
I. Falar com o outro, considerando sua cultura e sua religião como legítimas.
II. Conviver e se relacionar com as alteridades sem a pretensão de converter o outro.
III. Efetivar redes de solidariedade horizontais entre religiões diferentes.
IV. Questionar doutrinas e práticas de desrespeito à vida e à dignidade humana.
V. Superar concepções e posturas exclusivistas que são as bases do fundamentalismo religioso.
É correto o que se afirma em:
"A única continuidade que talvez possa ser possível de sustentar é aquela de, recusando o processo histórico vivido por tal grupo, mostrar como ele refabricou constantemente sua unidade e diferença face a outros grupos com os quais esteve em interação.”
O pressuposto antropológico que fundamenta esse princípio norteador das pesquisas sobre grupos indígenas é o de que:
“Trata-se de uma expressão adotada para nomear os grupos praticantes das religiões afro-brasileiras no âmbito das políticas públicas ancoradas no debate acerca da diversidade cultural no Brasil. A preservação da diversidade cultural seria uma das armas contra os assombros da globalização, como preconiza a Unesco ao incentivar seus Estados membros a desenvolverem ações que favoreçam a inclusão e a participação de todos os cidadãos com vistas a garantir a coesão social, a vitalidade da sociedade civil e, sobretudo, a paz. O Brasil, sendo um desses Estados membros, buscou se pautar nessa orientação na criação de certas políticas públicas, especialmente, a partir de 2003.”
A expressão, extensivamente mobilizada em políticas públicas no Brasil, a que a antropóloga se refere é:
“O tema dos quilombos coloca em pauta, enfim, o poder de nominação (que cria o nome) e nomeação (que o atribui) de que é instituído o Direito e o seu garantidor, o Estado, detentor da palavra autorizada por excelência. O poder de se atribuir uma identidade garantida aos agentes e grupos, por meio da qual se distribuem direitos, deveres, encargos, sanções e compensações. É a nomeação oficial que põe um termo ou ao menos um limite à luta travada no mundo social em torno das identidades e, por meio delas, das qualidades dos grupos – que está na origem desses próprios grupos.”
Nesse trecho, o autor discute o seguinte aspecto do debate sobre quilombos no Brasil:
“(…) A arte e a cultura material nos coletivos indígenas das terras baixas da América do Sul têm sido trabalhadas ultimamente desde as lógicas nativas, com a tendência de refutar a noção de estética como categoria transcultural, utilizando-se das categorias êmicas presentes nessa arte e em alguns desses objetos, singularmente concebidos como presentificações de relações estabelecidas com alteridades extra-humanas e suas potências, especialmente divindades e demais habitantes do cosmos (animais, plantas, minerais, etc.), dotados de atributos humanos, ponto de vista, subjetividade e intencionalidade. Nesse sentido, tais ‘objetos’ são sujeitos, possuem agência e não são meras representações de protótipos: são eles próprios. Essa orientação não pretende deslegitimar as análises que enfatizam as manifestações artísticas e os sistemas de objetos como sistemas de representações, indicadores de processos identitários, de afirmação de sujeitos de direitos, de discursos variados e de importantes mensagens culturais neles contidos.”
A perspectiva teórica que tem contribuído para ressituar o debate sobre objetos, coisas e materialidades na antropologia contemporânea é a:
“Entendo por essa expressão [as técnicas corporais] as maneiras pelas quais os homens, de sociedade a sociedade, de uma forma tradicional, sabem servir-se de seu corpo. Em todo caso, convém proceder do concreto ao abstrato, não inversamente.”
A afirmativa que expressa corretamente a perspectiva do autor é:
“Em um sentido mais estrito, portanto, designamos como rituais esses agregados de condutas e ações simbólicas que, sempre feitos e refeitos no curso do tempo, permeiam a experiência social, conferindo-lhe graça, intensidade e ritmo próprios.”
O autor que fez contribuições para a antropologia dos rituais foi: