Questões de Concurso
Comentadas sobre interacionismo simbólico e antropologia urbana. estigma e desvio. cultura e arte: corpo, roupa, festas rituais, dança, música, gastronomia, literatura. antropologia e cultura no brasil em antropologia
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Os povos indígenas têm presenciado diariamente a morte de suas lideranças, das crianças que têm o futuro roubado por um descaso em ações por políticas específicas para saúde indígena; tombam homens e mulheres que guardam o conhecimento das festas, rituais, rezas, cantos, roças e remédios das florestas. A pandemia tem afetado de maneira particular os anciões que detêm a sabedoria ancestral. A morte deles pela Covid-19 ameaça interromper a memória, a história, a resistência dos povos indígenas, e somada com o falecimento das nascentes gerações, constituem uma ameaça ao futuro dos povos.
Disponível em: <https://cimi.org.br/2020/06/covid-19-solidariedade-e-elemento-centralpara-assegurar-a-vida-dos-povos-indigenas/>. Acesso em: 02 ago. 2020. (Adaptado).
O texto destaca que uma consequência da pandemia é a
(CARVALHO, J. J.; VIANNA, L. C. R. O encontro de saberes nas universidades. Uma síntese dos dez primeiros anos. In: Revista Mundaú, n. 9, 2020. p. 25.)
Acerca da experiência referida no texto, é correto afirmar que ela:
Analise o fragmento de texto a seguir.
“Aqui nesta região do mundo, que a memória mais recente instituiu que se chama América, aqui nesta parte mais restrita, que nós chamamos de Brasil, muito antes de ser América e muito antes de ter um carimbo de fronteiras que separa os países vizinhos e distantes, nossas famílias grandes já viviam aqui. Essas nossas famílias grandes, que já viviam aqui, são essa gente que hoje é reconhecida como tribos (...). Nessa antiguidade desses lugares a nossa narrativa brota, e recupera os feitos dos nossos heróis fundadores (...). Quando eu vejo as narrativas, mesmo as narrativas chamadas antigas, do Ocidente, as mais antigas, elas sempre são datadas. Nas narrativas tradicionais do nosso povo, das nossas tribos, não tem data, é quando foi criado o fogo, é quando foi criada a Lua, quando nasceram as estrelas, quando nasceram as montanhas, quando nasceram os rios. Antes, antes, já existe uma memória puxando o sentido das coisas, relacionando o sentido da fundação do mundo com a vida, com o comportamento nosso, com aquilo que pode ser entendido como o jeito de viver”
(KRENAK, Ailton. Antes, o mundo não existia. In: NOVAES, Adauto (Org.). Tempo e história. São Paulo: Companhia das Letras; Secretaria Municipal de Cultura, 1992. pp.201-202).
É correto afirmar que o fragmento evoca uma reflexão sobre
“Segundo o IBGE (Rio de Janeiro, 2012), no último censo especializado realizado no Brasil em 2010 com base nos quesitos “cor ou raça”, existem cerca de novecentas mil pessoas reconhecidas e autodeclaradas indígenas. Nesse conjunto populacional, teríamos nada mais nada menos que 274 línguas diferentes, distribuídas entre trezentas e cinco etnias, espalhadas pelo território nacional (...). Muitos desses povos tradicionais engrossam hoje em dia o chamado processo de “retomada”. Em linhas gerais, consiste o movimento na reivindicação, reafirmação e retorno dos indígenas às suas terras de origem, mesmo que isso signifique se colocar na contramão da linha de avanço da fronteira do progresso e da técnica dominante”.
(NOVAES, Tulio Chaves. Belo Monte: protótipo de um extermínio étnico anunciado. In: CARNEIRO, Maria Luiza Tucci, ROSSI, Miriam Silva (Orgs.) Índios no Brasil: vida, cultura e morte. São Paulo: Intermeios, 2019. p.199).
Sobre os processos de retomada apontados pelo autor, é correto afirmar que
Texto I
“Este é um livro sobre o Brasil, sobre um Brasil (...), mas, de um modo muito especial, é um livro sobre nós, dirigido a nós, os brasileiros que não se consideram índios. Pois com A queda do céu mudam-se o nível e os termos do diálogo pobre, esporádico e fortemente desigual entre os povos indígenas e a maioria não indígena de nosso país”.
(VIVEIROS DE CASTRO, Eduardo. O recado da mata. In: ALBERT, Bruce; KOPENAWA, David. A queda do céu: palavras de um xamã yanomami. São Paulo: Companhia das Letras, 2015. p.12).
Texto II
“Foi Omama que criou a terra e a floresta, o vento que agita suas folhas e os rios cuja água bebemos. Foi ele que nos deu a vida e nos fez muitos (...). Teria sido possível rejuvenescer continuamente e não morrer nunca. Era o que Omama desejava. No entanto, Yoasi, aproveitando-se da ausência do irmão, tratou de colocar na rede da mulher de Omama a casca de uma árvore de madeira fibrosa e mole, a que chamamos kotopori usihi (...). Imediatamente, os espíritos tucano começaram a entoar seus pungentes lamentos de luto. Omama ouvi-os e ficou furioso com o irmão. Mas era tarde demais, o mal estava feito. Yoasi tinha nos ensinado a morrer para sempre”.
(ALBERT, Bruce; KOPENAWA, David. A queda do céu: palavras de um xamã yanomami. São Paulo: Companhia das Letras, 2015. pp.81-83).
Com base nas discussões do campo da historiografia indígena, é correto afirmar que os excertos evocam a
I.O ritual indígena é sagrado, pois se estabelece como um momento de conexão com os espíritos ancestrais e os Encantados.
II.A maioria dos rituais indígenas é focada na celebração das diferenças.
III.Com a chegada dos jesuítas, os indígenas começaram a enterrar seus mortos em cemitérios dentro das malocas, pois acreditavam que assim seus ancestrais ficariam mais protegidos.
É CORRETO o que se afirma em:
1. Interação face a face. 2. Desempenho (performance). 3. Movimento/prática. 4. Papel social.
( ) Em linhas gerais, como a influência recíproca dos indivíduos sobre as ações uns dos outros, quando da presença física imediata.
( ) Toda atividade de um determinado participante, em dada ocasião, que sirva para influenciar, de algum modo, outros participantes.
( ) Padrão de ação (pré)estabelecido que se desenvolve durante a representação e que pode ser repetido em ocasiões futuras.
( ) A promulgação de direitos e deveres ligados a uma determinada situação social, envolvendo um ou mais movimentos para diversos públicos.
A sequência está correta em
COLUNA I
1. Parâmetros do Evolucionismo 2. Parâmetros do Culturalismo 3. Parâmetros do Funcionalismo 4. Parâmetros do Estruturalismo
COLUNA II
( ) Os trabalhos de Bronislaw Malinowski representam essa teoria antropológica, com nova proposta de abordagem das culturas, sendo relevante estudá-las isoladamente, sem tomar nenhuma como parâmetro comparativo. Assim, o pesquisador deve mergulhar intensamente no convívio, nos hábitos e costumes do povo que está sendo estudado. Deve aprender sua língua, sua evocação religiosa, seus códigos específicos de trocas e o trato com a sexualidade, enfim, deve colher o maior número de informações, em vez de enquadrá-las em uma teoria alheia à experiência factual. O seu método característico é o da ‘observação participante’.
( ) O pesquisador mais importante dessa teoria foi Claude Lévi-Strauss e um dos focos mais relevantes de sua investigação consiste na utilização da noção de estrutura, que subjaz toda relação entre os indivíduos e as instituições sociais.
( ) Essa teoria foi norteada pelo paradigma metodológico das Ciências Naturais, sobretudo da Física e da Biologia. Nessa visão teórica os organismos, através do mecanismo de adaptação implementam formas mais complexas e evoluídas, selecionando aqueles mais aptos às experiências do ambiente.
( ) Tem como principais expoentes os antropólogos Franz Boas e Ruth Benedict, e defende que as culturas humanas são caracterizadas por processos e constituintes históricos precisos, para cuja compreensão concorrem as condições ambientais, os fatores psicológicos e os efeitos das relações históricas sobre cada comunidade. O seu fundamento metodológico consiste em observar detalhadamente as mudanças ocorridas no tempo presente em suas relações dinâmicas e como os grupos reagem de modo singular na solução de problemas. Busca-se encontrar o desenvolvimento de novos hábito e costumes na origem das transformações sociais.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.
Nas religiões afro-brasileiras, também, a importância da mulher vem sendo afirmada e demonstrada por muitos pesquisadores, nas suas diferentes manifestações:
Recebemos uma lista de invenções, instituições e ideias, mas aprendemos pouco ou nada sobre o modo pelo qual o indivíduo vive sob essas instituições, com essas invenções e idéias, assim como não sabemos como suas atividades afetam os grupos culturais dos quais ele participa. As informações sobre esses pontos são extremamente necessárias, pois a dinâmica da vida social só pode ser compreendida com base na reação do indivíduo à cultura na qual vive.
(BOAS, Franz. Alguns problemas de metodologia nas ciências sociais. Rio de Janeiro: Expresso Zahar, 2014)
Franz Boas é considerado um dos fundadores da Antropologia Cultural, e dentre suas teses, destaca-se que
Apesar de a ‘descoberta das comunidades quilombolas’ referida no texto ter-se iniciado a partir de 1970, Nina Rodrigues é considerado por muitos intelectuais como um dos precursores dos estudos sobre populações afro-brasileiras, a despeito de suas formulações racistas.
Edificações, paisagens, lugares, artes, celebrações, ofícios, formas de expressão e modos de fazer que remetem ou evocam o sentido de uma coletividade e de suas construções identitárias são referências culturais. A respeito desse tema, julgue o item a seguir.
As políticas de patrimônio cultural imaterial constituíram um
passo decisivo no sentido do reconhecimento de
conhecimentos e práticas culturais, com a inclusão de grupos
étnicos e comunidades tradicionais.
Edificações, paisagens, lugares, artes, celebrações, ofícios, formas de expressão e modos de fazer que remetem ou evocam o sentido de uma coletividade e de suas construções identitárias são referências culturais. A respeito desse tema, julgue o item a seguir.
O arcabouço teórico e técnico aglutinado em torno do
conceito de referências culturais permite às políticas de
reconhecimento do patrimônio cultural imaterial contemplar
uma variedade de bens culturais e grupos sociais que
integram o conjunto da nacionalidade, apontando para a
valorização tanto desses bens tomados em sua singularidade
quanto da diversidade cultural do país.
Edificações, paisagens, lugares, artes, celebrações, ofícios, formas de expressão e modos de fazer que remetem ou evocam o sentido de uma coletividade e de suas construções identitárias são referências culturais. A respeito desse tema, julgue o item a seguir.
As referências culturais do Brasil referem-se principalmente
aos gostos, hábitos e crenças produzidos pelos encontros
entre raças e culturas que marcaram os períodos colonial e
imperial, cabendo às políticas de salvaguarda de patrimônio
histórico e cultural preservar essas referências da cultura
brasileira autêntica e defendê-las de estrangeirismos e
modificações.
A cultura de uma nação, ao mesmo tempo em que a singulariza e a diferencia de todas as demais nações, constrói para toda sua sociedade um sentido único de identidade e pertencimento.
Considerando o conceito de cultura sob a perspectiva antropológica, julgue o item subsequente.
As sociedades indígenas brasileiras caracterizavam-se pelo
equilíbrio social, pela estabilidade histórica e pela tendência
ao isolamento, o que foi modificado pela sucessão de
contatos interculturais e intersocietários derivados dos
processos de colonização.