Questões de Concurso
Comentadas sobre etnografia. radcliffe-brown e lévi-strauss - estruturalismo. linguagem e cultura. etnolinguística em antropologia
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“Tendo como objetivo chegar às estruturas inconscientes e universais, que impõem formas a diferentes conteúdos, Lévi Strauss escolhia aliados e falava de seus trunfos: ‘Na linguística e na etnologia não é a comparação que fundamenta a generalização, mas sim o contrário.’”
Levi-Strauss elaborou suas reflexões sobre as relações entre linguística e etnologia a partir do material dos(da):
“No final dos anos 1980, os testes de DNA para a verificação de laços de paternidade passaram do mundo da fantasia ao dos fatos, trazendo consigo o potencial de uma nova ‘mudança profunda’ em nossa conceituação de família, relações de gênero e parentesco. Embora essa forma de tecnologia ainda não tenha recebido muita atenção acadêmica, estou convencida – baseada em experiência etnográfica em favelas brasileiras – que suas consequências são mais instantâneas e abrangentes do que as rupturas e transições anteriores marcadas pela ciência. Em apenas quinze anos desde a sua primeira descoberta no outro lado do mundo, tanto membros da elite como homens e mulheres da classe trabalhadora incorporaram testes de DNA em seu modo de ver laços e responsabilidades familiares.”
Segundo a autora, a popularização da tecnologia de DNA para rastrear vínculos sanguíneos produziu efeitos nas relações:
“A cultura material tem sido um dos focos da antropologia desde os primórdios. No contexto dos pioneiros, coletar objetos em pesquisa de campo configurava uma maneira de atestar ou de exibir a prova material viva dos grupos estudados e de suas diferentes culturas. Muitos museus antropológicos ou etnográficos tornaram-se repositórios de práticas de colecionamento em grande escala e voltadas para esse fim no contexto de uma lógica positivista do conhecimento. O estranhamento com as diferentes alteridades pesquisadas implicou essa grande empreitada de juntar coisas que representassem ou expressassem as primeiras pesquisas antropológicas.”
A prática de colecionar e expor em museus objetos coletados durante expedições etnográficas está relacionada ao processo histórico-político denominado:
“Por anthropological blues se quer cobrir e descobrir, de um modo mais sistemático, os aspectos interpretativos do ofício do etnólogo. Trata-se de incorporar no campo mesmo das rotinas oficiais, já legitimadas como parte do treinamento do antropólogo, aqueles aspectos extraordinários ou carismáticos, sempre prontos a emergir em todo relacionamento humano. De fato, só se tem antropologia social quando se tem de algum modo o exótico, e o exótico depende invariavelmente da distância social, e a distância social tem como componente a marginalidade (relativa ou absoluta), e a marginalidade se alimenta de um sentimento de segregação e a segregação implica estar só e tudo desemboca ̶ para comutar rapidamente essa longa cadeia ̶ na liminaridade e no estranhamento.”
Nesse texto, Roberto da Matta faz referência ao princípio de:
“Os textos antropológicos são eles mesmos interpretações e, na verdade, de segunda e terceira mão. Trata-se, portanto, de ficções; ficções no sentido de que são ‘algo construído’, ‘algo modelado’, não que sejam falsas, não fatuais, ou apenas experimentos do pensamento.”
O autor se refere ao estilo narrativo antropológico denominado:
“Um movimento de entrada em cena de representantes indígenas em museus etnográficos em todo o mundo se afirmou como resultado de movimentos e reivindicações indígenas. Os povos indígenas descobriram os museus e as práticas museológicas, o que abriu espaço para a dinamização dos acervos com novas informações e a atualização das pesquisas sobre os objetos. Além disso, foi também em virtude da descoberta dos museus pelos índios que eles próprios começam a 'reaprender’ ofícios e práticas já desaparecidos em seus territórios. Os museus etnográficos com seus acervos e o acúmulo de suas pesquisas passaram a ser vistos como fontes de pesquisa e estudo para os próprios povos indígenas.”
A perspectiva teórica contemporânea que tem contribuído para a renovação do debate sobre a atuação de grupos indígenas em museus é o:
Julgue o item subsequente.
As fronteiras entre o normal-patológico e saúde-doença
são estabelecidas pelas experiências de enfermidade
em diferentes culturas, pelos modos como elas são
narradas e pelos rituais empregados para reconstruir o
mundo que o sofrimento destrói [...], a enfermidade
situa-se no domínio da linguagem e do significado e, por
isso, constitui-se em uma experiência humana.
(...)
raça não é carreira
fechem o mercado George Floyd”.
Esses versos acima, trecho do poema “Raça não é Raça”, da poeta e tradutora Nina Rizzi (Revista Piauí, n.174, 2021) interroga o racismo e o conceito de raça, na medida em que estes
(LÉVI-STRAUSS, Claude. As Estruturas elementares do parentesco. Petrópolis: Vozes. 1982, p. 34).
Esta tese do antropólogo francês, elaborada em meados do século XX, abriu um novo caminho para os estudos das relações de parentesco na Antropologia Social. O seu pressuposto fundamental é
Assinale a opção que indica o nome do autor da virada interpretativista que disseminou a ideia da etnografia como descrição densa.
Neste trecho, Gilberto Velho discute a seguinte premissa do trabalho etnográfico:
No livro “O enigma do dom”, Maurice Godelier dialoga com o seguinte autor clássico da antropologia:
Neste trecho, o antropólogo Arjun Appadurai propõe o seguinte objeto etnográfico:
Com o conceito de habitus, Pierre Bourdieu resolve a dicotomia sociológica entre
Neste trecho da introdução do livro Os Argonautas do Pacífico Ocidental, Bronislaw Malinowki apresenta
Na introdução desse livro, o autor afirma:
“Além do esboço firme da constituição tribal e dos atos culturais cristalizados que formam o esqueleto, além dos dados referentes à vida cotidiana e ao comportamento habitual que são, por assim dizer, sua carne e seu sangue, há ainda que se registrar o espírito dos nativos (…)”. (Malinowski, Bronislaw. Os Argonautas do Pacífico Ocidental. São Paulo: Editora UBU, 2018: 80)
Assinale a opção que corresponde às orientações metodológicas oferecidas pelo autor.
ANTUNES, E. Nhandereko nhanhembo’e nhembo’ ea py. Sistema nacional de educação: um paradoxo do currículo diferenciado das escolas indígenas guarani da Grande Florianópolis. TCC: Licenciatura Intercultural Indígena do Sul da Mata Atlântica, UFSC, 2015.
Sobre o assunto, analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa correta.
I. Todas as terras indígenas Guarani já foram demarcadas e homologadas no sul do país. II. O povo Guarani perdeu sua cultura, por isso não tem suas terras demarcadas no sul do país. III. O bem-viver Guarani está assegurado, pois as terras indígenas no sul já foram garantidas por lei. IV. O povo Guarani tem uma noção de território sem fronteiras, sendo o movimento no território parte essencial de sua vida e de seu bem-viver.