Questões de Concurso Comentadas sobre etnografia. radcliffe-brown e lévi-strauss - estruturalismo. linguagem e cultura. etnolinguística em antropologia

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Ano: 2024 Banca: IV - UFG Órgão: UFG Prova: IV - UFG - 2024 - UFG - Antropólogo |
Q3017661 Antropologia
O que apontam os estudos etmológicos sobre as Ritxoko, bonecas de barro Iny-Karajá? 
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Q2494477 Antropologia
Em seu artigo "História e Etnologia. Lévi-Strauss e os embates em região de fronteira”, publicado em 1999, a antropóloga Lilia Schwarcz comenta:

“Tendo como objetivo chegar às estruturas inconscientes e universais, que impõem formas a diferentes conteúdos, Lévi Strauss escolhia aliados e falava de seus trunfos: ‘Na linguística e na etnologia não é a comparação que fundamenta a generalização, mas sim o contrário.’”

Levi-Strauss elaborou suas reflexões sobre as relações entre linguística e etnologia a partir do material dos(da):
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Q2494476 Antropologia
Em seu texto “A vingança de Capitu: DNA, escolha e destino na família brasileira contemporânea”, publicado em 2014, a antropóloga Claudia Fonseca afirma:

“No final dos anos 1980, os testes de DNA para a verificação de laços de paternidade passaram do mundo da fantasia ao dos fatos, trazendo consigo o potencial de uma nova ‘mudança profunda’ em nossa conceituação de família, relações de gênero e parentesco. Embora essa forma de tecnologia ainda não tenha recebido muita atenção acadêmica, estou convencida – baseada em experiência etnográfica em favelas brasileiras – que suas consequências são mais instantâneas e abrangentes do que as rupturas e transições anteriores marcadas pela ciência. Em apenas quinze anos desde a sua primeira descoberta no outro lado do mundo, tanto membros da elite como homens e mulheres da classe trabalhadora incorporaram testes de DNA em seu modo de ver laços e responsabilidades familiares.”


Segundo a autora, a popularização da tecnologia de DNA para rastrear vínculos sanguíneos produziu efeitos nas relações:
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Q2494473 Antropologia
Leia o trecho abaixo, extraído de um artigo de Maria Eunice Maciel e Regina Abreu, publicado em 2019:

“A cultura material tem sido um dos focos da antropologia desde os primórdios. No contexto dos pioneiros, coletar objetos em pesquisa de campo configurava uma maneira de atestar ou de exibir a prova material viva dos grupos estudados e de suas diferentes culturas. Muitos museus antropológicos ou etnográficos tornaram-se repositórios de práticas de colecionamento em grande escala e voltadas para esse fim no contexto de uma lógica positivista do conhecimento. O estranhamento com as diferentes alteridades pesquisadas implicou essa grande empreitada de juntar coisas que representassem ou expressassem as primeiras pesquisas antropológicas.”

A prática de colecionar e expor em museus objetos coletados durante expedições etnográficas está relacionada ao processo histórico-político denominado:
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Q2494465 Antropologia
Leia o trecho abaixo, escrito em 1978 por Roberto da Matta, em “O ofício de etnólogo, ou como ter anthropological blues”:

“Por anthropological blues se quer cobrir e descobrir, de um modo mais sistemático, os aspectos interpretativos do ofício do etnólogo. Trata-se de incorporar no campo mesmo das rotinas oficiais, já legitimadas como parte do treinamento do antropólogo, aqueles aspectos extraordinários ou carismáticos, sempre prontos a emergir em todo relacionamento humano. De fato, só se tem antropologia social quando se tem de algum modo o exótico, e o exótico depende invariavelmente da distância social, e a distância social tem como componente a marginalidade (relativa ou absoluta), e a marginalidade se alimenta de um sentimento de segregação e a segregação implica estar só e tudo desemboca ̶ para comutar rapidamente essa longa cadeia ̶ na liminaridade e no estranhamento.”

Nesse texto, Roberto da Matta faz referência ao princípio de:
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Q2494462 Antropologia
Em seu livro “A interpretação da cultura”, o antropólogo Clifford Geertz diz:

“Os textos antropológicos são eles mesmos interpretações e, na verdade, de segunda e terceira mão. Trata-se, portanto, de ficções; ficções no sentido de que são ‘algo construído’, ‘algo modelado’, não que sejam falsas, não fatuais, ou apenas experimentos do pensamento.”

O autor se refere ao estilo narrativo antropológico denominado:
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Q2494461 Antropologia
As relações entre antropologia e instituições museais são de longa data. Nas últimas décadas, debates críticos feitos por antropólogos e também por grupos que usualmente são objeto de museus etnográficos culminaram em um movimento renovador. Como bem descreveu a antropóloga Regina Abreu:

“Um movimento de entrada em cena de representantes indígenas em museus etnográficos em todo o mundo se afirmou como resultado de movimentos e reivindicações indígenas. Os povos indígenas descobriram os museus e as práticas museológicas, o que abriu espaço para a dinamização dos acervos com novas informações e a atualização das pesquisas sobre os objetos. Além disso, foi também em virtude da descoberta dos museus pelos índios que eles próprios começam a 'reaprender’ ofícios e práticas já desaparecidos em seus territórios. Os museus etnográficos com seus acervos e o acúmulo de suas pesquisas passaram a ser vistos como fontes de pesquisa e estudo para os próprios povos indígenas.”

A perspectiva teórica contemporânea que tem contribuído para a renovação do debate sobre a atuação de grupos indígenas em museus é o: 
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Q2333587 Antropologia

Julgue o item subsequente. 


As fronteiras entre o normal-patológico e saúde-doença são estabelecidas pelas experiências de enfermidade em diferentes culturas, pelos modos como elas são narradas e pelos rituais empregados para reconstruir o mundo que o sofrimento destrói [...], a enfermidade situa-se no domínio da linguagem e do significado e, por isso, constitui-se em uma experiência humana.

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Q2311180 Antropologia
Raça não é raça
(...)
raça não é carreira
fechem o mercado George Floyd”.

Esses versos acima, trecho do poema “Raça não é Raça”, da poeta e tradutora Nina Rizzi (Revista Piauí, n.174, 2021) interroga o racismo e o conceito de raça, na medida em que estes
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Q2311172 Antropologia
Ao questionar a noção de “raça” a partir de parâmetros essencialmente biológicos, Anthony Giddens apresenta o conceito de etnicidade, a partir de uma leitura fundamentalmente social, referindo-se “às práticas e às visões culturais de determinada comunidade de pessoas e que as distingue das outras”. (GIDDENS, Anthony. Sociologia. Porto Alegre: Artmed, 2005, p.206). Com isso, mostra que
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Q2311163 Antropologia
“O que diferencia verdadeiramente o mundo humano do mundo animal é que, na humanidade, uma família não poderia existir sem existir a sociedade, isto é, uma pluralidade de famílias dispostas a reconhecer que existem outros laços para além dos consanguíneos e que o processo natural de descendência só pode levar-se a cabo através do processo social da afinidade".
(LÉVI-STRAUSS, Claude. As Estruturas elementares do parentesco. Petrópolis: Vozes. 1982, p. 34).
Esta tese do antropólogo francês, elaborada em meados do século XX, abriu um novo caminho para os estudos das relações de parentesco na Antropologia Social. O seu pressuposto fundamental é
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Q2245637 Antropologia
Na segunda metade do século XX, a antropologia estadunidense foi renovada, entre outras, pelas contribuições do que ficou conhecido como virada interpretativista. Nessa perspectiva, estimulou-se a produção de etnografias como uma "descrição densa" das realidades estudadas.
Assinale a opção que indica o nome do autor da virada interpretativista que disseminou a ideia da etnografia como descrição densa. 
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Q2245636 Antropologia
“O que sempre vemos e encontramos pode ser familiar mas não é necessariamente conhecido e o que não vemos e encontramos pode ser exótico mas, até certo ponto, conhecido”. (Velho, Gilberto. Observando o familiar. In: NUNES, Edson de Oliveira (org.). “A aventura sociológica: objetividade, paixão, improviso e método na pesquisa social”. RJ: Zahar, 1978, p.126). 
Neste trecho, Gilberto Velho discute a seguinte premissa do trabalho etnográfico:
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Q2245634 Antropologia
O texto “Análise de uma situação social na Zululândia”, de Max Gluckman, é considerado precursor da seguinte escola da Antropologia Social: 
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Q2245631 Antropologia
O 'Ensaio sobre o dom' é consagrado essencialmente à análise do potlach, isso é, à análise das formas agonísticas do dom. Mas muitas vezes se esquece que, (...), o potlach não é mais que uma 'forma evoluída' de prestação total, forma em que 'domina o princípio da rivalidade e do antagonismo”. (GODELIER, Maurice. O enigma do dom. Editora Record, 2001, p. 60).
No livro “O enigma do dom”, Maurice Godelier dialoga com o seguinte autor clássico da antropologia:
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Q2245628 Antropologia
“Assim, embora de um ponto de vista teórico atores humanos codifiquem as coisas por meio de significações, de um ponto de vista metodológico são as coisas em movimento que elucidam seu contexto humano e social.”  (Appadurai, Arjun. Introdução: Mercadorias e a política de valor. In: A vida social das coisas: as mercadorias sob perspectiva cultural. Niterói: EdUFF, 2008, p.17) 
Neste trecho, o antropólogo Arjun Appadurai propõe o seguinte objeto etnográfico:
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Q2245625 Antropologia
A teoria das práticas sociais de Pierre Bourdieu “tem por objeto não apenas o sistema das relações objetivas que o modo de conhecimento objetivista constrói, mas também as relações dialéticas entre estas estruturas objetivas e as disposições estruturadas pelas quais elas se atualizam e que tendem a reproduzi-las, vale dizer o duplo processo de interiorização da exterioridade e exteriorização da interioridade (…)” (Miceli, Sergio. Introdução: a força do sentido. In: Bourdieu, Pierre. A economia das trocas simbólicas. São Paulo: Editora Perspectiva, 2011: XXXIX)
Com o conceito de habitus, Pierre Bourdieu resolve a dicotomia sociológica entre
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Q2245622 Antropologia
“A meu ver, um trabalho etnográfico só terá valor científico irrefutável se nos permitir distinguir claramente, de um lado, os resultados da observação direta e das declarações e interpretações nativas e, de outro, as inferências do autor, baseadas em seu próprio bom senso e intuição psicológica. (…) É necessária a apresentação desses dados para que os leitores possam avaliar com precisão, num passar de olhos, quão familiarizado está o autor com os fatos que descreve e sob que condições obteve as informações dos nativos”. (Malinowski, Bronislaw. Os Argonautas do Pacífico Ocidental. São Paulo: Editora UBU, 2018: 57)
Neste trecho da introdução do livro Os Argonautas do Pacífico Ocidental, Bronislaw Malinowki apresenta
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Q2245621 Antropologia
Em 1922 foi publicada a obra Os Argonautas do Pacífico Ocidental, de autoria de Bronislaw Malinowski, considerada um marco fundacional do método etnográfico.
Na introdução desse livro, o autor afirma:

“Além do esboço firme da constituição tribal e dos atos culturais cristalizados que formam o esqueleto, além dos dados referentes à vida cotidiana e ao comportamento habitual que são, por assim dizer, sua carne e seu sangue, há ainda que se registrar o espírito dos nativos (…)”. (Malinowski, Bronislaw. Os Argonautas do Pacífico Ocidental. São Paulo: Editora UBU, 2018: 80)

Assinale a opção que corresponde às orientações metodológicas oferecidas pelo autor.
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Ano: 2023 Banca: UFSC Órgão: UFSC Prova: UFSC - 2023 - UFSC - Antropólogo |
Q2170012 Antropologia
Historicamente, os Guarani formavam um conjunto de povos com a mesma origem, falavam uma mesma língua, planejavam seus desenvolvimentos em um modo de ser que mantinha viva a memória de antigas tradições e se projetavam para o futuro, praticando uma agricultura muito produtiva, a qual gerava amplos excedentes que motivavam grandes festas, rituais e a coletividade no usufruto dos produtos, conforme determinava a economia de reciprocidade. Em 1500, quando os europeus chegaram nesta terra, ficaram maravilhados com a divina abundância que aqui encontraram. O povo Guarani continua vendo o mundo como uma região, as matas, animais, rios, e seguem o sol. Seu território é onde vivem, seu modo de ser, sua cultura milenar é seu território tradicional, historicamente ocupado pelos seus ancestrais, que se estende por parte da Argentina, Paraguai, Bolívia e Brasil. Mas o povo Guarani ocupa hoje apenas pequenas ilhas, pois os europeus que aqui chegaram se apossaram de praticamente todo o território que encontraram. O território, o solo que pisamos, é um tekoá, o lugar físico, o espaço geográfico varia conforme por onde nos movemos, sendo que permanece essa cultura de mobilidade.
ANTUNES, E. Nhandereko nhanhembo’e nhembo’ ea py. Sistema nacional de educação: um paradoxo do currículo diferenciado das escolas indígenas guarani da Grande Florianópolis. TCC: Licenciatura Intercultural Indígena do Sul da Mata Atlântica, UFSC, 2015.
Sobre o assunto, analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa correta.
I. Todas as terras indígenas Guarani já foram demarcadas e homologadas no sul do país. II. O povo Guarani perdeu sua cultura, por isso não tem suas terras demarcadas no sul do país. III. O bem-viver Guarani está assegurado, pois as terras indígenas no sul já foram garantidas por lei. IV. O povo Guarani tem uma noção de território sem fronteiras, sendo o movimento no território parte essencial de sua vida e de seu bem-viver.
Alternativas
Respostas
21: B
22: A
23: A
24: A
25: D
26: B
27: E
28: C
29: C
30: B
31: C
32: B
33: C
34: E
35: E
36: E
37: D
38: B
39: A
40: D