Questões de Concurso
Comentadas sobre antropologia social: família, sistemas de parentesco, matrimônio e incesto. organizações políticas em sociedades tradicionais em antropologia
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O antropólogo Darcy Ribeiro, em seu grande (mas hoje controverso) livro Os Índios e a Civilização, [concluiu que], em termos estatísticos, não haveria mais indígenas no país na virada do século XX para o XXI. (...) [N]a virada do século, Eduardo Viveiros de Castro apontou que não se havia considerado à época que a integração era na verdade um vetor de duas direções: significava não apenas o que parecia inevitável, o deixar de serem índios, mas também o que se veria, o voltar a ser índios, quando isso se tornou possível com novos aliados, nova mobilização e novos direitos.
COHN, Clarice; COHN, Sergio. Indígenas em movimento. Breve história do Movimento Indígena no Brasil. Rio de Janeiro: Oca, Translado, 2025.
O trecho acima discorre sobre os destinos das populações indígenas brasileiras ao longo do último século.
O trecho aponta para o fato de que
Essa abordagem leva a dois termos-chave que ajudam na compreensão do funcionamento social.
Assinale a opção que contiver esses dois termos criados por Linton para reduzir a termos individuais os padrões ideais da vida social:
Conforme a concepção da teoria crítica, o direito deve servir como instrumento de emancipação social, mediante uma reação teórica e política questionadora dos padrões até então consolidados na ordem jurídica.
“A industrialização e a urbanização significam a quebra de isolamento das comunidades tradicionais, a crise do sistema produtivo rural e da estrutura tradicional de autoridade, a negação dos velhos valores, a adoção de novos padrões de comportamento.”
O processo social que promove essa transformação da ordem social é(são):
“No final dos anos 1980, os testes de DNA para a verificação de laços de paternidade passaram do mundo da fantasia ao dos fatos, trazendo consigo o potencial de uma nova ‘mudança profunda’ em nossa conceituação de família, relações de gênero e parentesco. Embora essa forma de tecnologia ainda não tenha recebido muita atenção acadêmica, estou convencida – baseada em experiência etnográfica em favelas brasileiras – que suas consequências são mais instantâneas e abrangentes do que as rupturas e transições anteriores marcadas pela ciência. Em apenas quinze anos desde a sua primeira descoberta no outro lado do mundo, tanto membros da elite como homens e mulheres da classe trabalhadora incorporaram testes de DNA em seu modo de ver laços e responsabilidades familiares.”
Segundo a autora, a popularização da tecnologia de DNA para rastrear vínculos sanguíneos produziu efeitos nas relações:
“Os sistemas de parentesco e as formas de família são pensados como arranjos sociais que têm como base a reprodução biológica. Esses arranjos são vistos como passíveis de assumirem formas diversificadas em culturas e sociedades diferentes, embora sempre assentados sobre uma mesma e única referência, que são os ‘fatos naturais’ da vida.”
Ao apresentar a discussão sobre parentesco, Rohden faz referência ao seguinte dualismo caro aos debates da antropologia contemporânea:
“[…] é uma noção mediadora que ajuda a romper com a dualidade de senso comum entre indivíduo e sociedade ao captar a interiorização da exterioridade e a exteriorização da interioridade, ou seja, o modo como a sociedade se torna depositada nas pessoas sob a forma de disposições duráveis, ou capacidades treinadas e propensões estruturadas para pensar, sentir e agir de modos determinados, que então as guiam nas suas respostas criativas aos constrangimentos e solicitações do seu meio social existente.”
O conceito renovado por Bourdieu nessa definição é o de:
Entre as tradições epistemológicas, a que compreende a reciprocidade sujeito/objeto como uma interação social que vai se formando ao longo do tempo histórico, e que tem como um dos pressupostos que a inteligibilidade das partes presume sua articulação com o todo, é denominada
Assinale a opção que indica o princípio que orienta este modo de fazer antropologia.
“(…) a grande diferença [entre arte indígena e arte ocidental] reside na inexistência entre os povos indígenas de uma distinção entre artefato e arte, ou seja, entre objetos produzidos para serem usados e outros para serem somente contemplados, distinção esta que nem a arte conceitual chegou a questionar entre nós, por ser tão crucial à definição do próprio campo.” (LAGROU, Els. Arte indígena no Brasil: agência, alteridade e relação. Belo Horizonte: C/Arte, 2009: p.14)
Assinale a opção que corresponde a princípios característicos da arte indígena descrita pela autora.
De acordo com o trecho descrito, na estrutura de organização parental dos Achuar
Assinale a opção que apresenta o sentido da etnografia multissituada.
Em 1966 a antropóloga Mary Douglas publicou o livro “Pureza e perigo” no qual analisa regras de poluição e interdição entre diferentes grupos. Nesse livro, a relação entre puro e impuro está baseada em