Questões de Concurso
Sobre controle interno em auditoria
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Prestar contas dos recursos utilizados de forma clara, tempestiva, bem como assumir as consequências de seus atos e omissões são atribuições de um agente de compliance que zela pelos princípios de governança relativos aos aspectos de responsabilidade corporativa.
Lideranças competentes que atuam de maneira ética, ouvem as partes interessadas para a definição dos objetivos organizacionais e zelam pelos controles internos e pelo monitoramento de riscos contribuem para uma gestão com foco em uma boa governança corporativa.
A estrutura de controles internos deve contemplar as formas de apuração do resultado e da eficiência dos mecanismos adotados, os quais podem ser evidenciados por questionários, descrições e fluxogramas. A documentação que apresenta maior grau de confiabilidade de êxito dos resultados alcançados consiste no questionário, devido à tecnicidade de sua elaboração e ao trazer questões essenciais de cada setor e possibilitar que os respondentes tragam anotações que oportunizem ao analista ou auditor contundência para detecção de desvios ou falhas.
Considere que uma empresa terceirize sua folha de pagamento fora de suas instalações. Considere, ainda, que, apensado ao processo para avaliar a eficácia dos controles internos necessários ao levantamento de suas demonstrações financeiras (Internal Control Over Financial Reporting - ICOFR), haja um documento em que se determine que as atividades da terceirizada integrem o sistema de informação da empresa. Nesse caso, para cumprir os ditames da SOX (Lei Sarbanes-Oxley), e sem prejuízo a outros testes de controles, a empresa poderá anexar aos seus controles internos cópia do relatório do auditor independente da prestadora de serviços contratada, no qual serão contemplados alcance, consistência e efetividade dos controles internos relacionados ao processamento das transações daquela empresa testados no período observado. Ainda, esse relatório, considerada sua revisão, poderá ser do tipo I ou do tipo II, de inteiro teor do SAS 70 (Statement on Auditing Standards do American Institute of Certified Public Accountants- AICPA).
Nas sessões executivas, conforme a regra do conselho de administração, os assuntos devem ser pautados segundo prazos definidos. Sem prejuízo aos outros assuntos, a pauta para deliberação proposta pela administração da empresa (executivos) deve ser de ampla divulgação aos conselheiros (administradores e não administradores) e aos demais convidados.
A governança corporativa pode ser entendida sob duas perspectivas: interna ou externa. Por consentâneo, a sociedade seria um stakeholder com maior poder de defesa do interesse comum, suplantando, por exemplo, as preferências de um grupo específico da empresa, como conselheiros, acionistas ou credores.
Balizados nos pilares da governança corporativa, os fornecedores e credores asseguram para si o retorno sobre o capital investido.
Os controles internos de gestão são, na sua totalidade, controles que objetivam dar conformidade ao ato (legalidade), conferir utilidade, satisfazer o interesse (conveniência), atribuir motivo para agir (oportunidade) e avaliar a eficiência do resultado.
Controle interno é um processo em série, cuja junção de peças isoladas permite à administração executar as transações, divulgar os resultados, aferir conformidade dos procedimentos executados e fortalecer o ambiente de compliance da entidade.
No controle interno das entidades, adotam-se procedimentos sistemáticos (ferramentas de compliance) para coibir atos negligentes dos agentes que oportunizem erros, fraudes e roubos.
O controle interno do Poder Executivo tem por finalidade, entre outras, apoiar o controle externo na missão institucional de seus órgãos, razão pela qual tal Poder deve, quando solicitado, disponibilizar seus servidores para integrarem equipes de fiscalização dos tribunais de contas.
Informações que digam respeito ao apetite a riscos e às tolerâncias a riscos devem ficar restritas ao ambiente interno da organização.
No setor público, o mapeamento e a avaliação dos riscos devem contemplar o risco de imagem, que está associado a eventos que podem comprometer a confiança da sociedade quanto à capacidade de o órgão ou a entidade cumprir a missão institucional que lhe foi conferida.
A capacidade de atrair, desenvolver e reter profissionais competentes está associada ao componente de controle interno denominado ambiente de controle.
Na Administração Pública Federal, o controle interno funciona como uma segunda linha de defesa da gestão, posicionando-se atrás somente da auditoria interna governamental.
A ocorrência de eventos externos sobre os quais a organização não tem ingerência representa uma limitação à efetividade dos controles internos.
De acordo com o manual de orientação técnica da atividade de auditoria interna do Poder Executivo Federal, um dos tipos de serviço de avaliação da auditoria interna governamental é a conformidade, que consiste em avaliar se as demonstrações contábeis de um órgão ou de uma entidade estão de acordo com os princípios e normas contábeis.