Questões de Concurso Comentadas sobre problemas ambientais e medidas de conservação em biologia

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Ano: 2026 Banca: SELECON Órgão: EMGEPRON Prova: SELECON - 2026 - EMGEPRON - Biólogo |
Q3978455 Biologia
O licenciamento de atividades de mineração de urânio no Brasil é um processo complexo que envolve a atuação conjunta de diferentes órgãos reguladores. Em relação às exigências e às competências nesse processo, pode-se dizer que:
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Ano: 2026 Banca: SELECON Órgão: EMGEPRON Prova: SELECON - 2026 - EMGEPRON - Biólogo |
Q3978454 Biologia
A poluição do solo por resíduos industriais, agrotóxicos ou descarte inadequado de lixo gera impactos que ultrapassam a camada superficial da terra. Uma das consequências ambientais desse tipo de poluição é: 
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Ano: 2026 Banca: SELECON Órgão: EMGEPRON Prova: SELECON - 2026 - EMGEPRON - Biólogo |
Q3978452 Biologia
A mineração de urânio apresenta desafios ambientais distintos da mineração de metais não radioativos devido à natureza de seu minério e subprodutos. Em relação aos impactos ambientais gerados por essa atividade, pode-se afirmar que:
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Ano: 2026 Banca: SELECON Órgão: EMGEPRON Prova: SELECON - 2026 - EMGEPRON - Biólogo |
Q3978451 Biologia
Os refúgios ecológicos são áreas que retêm condições ambientais estáveis, enquanto as regiões circundantes sofrem alterações severas. Esses locais são biologicamente importantes para a conservação, pois:
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Ano: 2026 Banca: SELECON Órgão: EMGEPRON Prova: SELECON - 2026 - EMGEPRON - Biólogo |
Q3978450 Biologia
A implementação de corredores ecológicos visa a mitigar os efeitos da fragmentação de habitats, promovendo a conectividade entre áreas isoladas. A principal função biológica dessa estratégia é:
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Ano: 2026 Banca: SELECON Órgão: EMGEPRON Prova: SELECON - 2026 - EMGEPRON - Biólogo |
Q3978449 Biologia
A Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB), estabelecida durante a ECO-92, é um dos mais importantes tratados internacionais sobre o tema. Sobre os seus pilares e as políticas de biodiversidade decorrentes, é coerente afirmar que:
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Q3918641 Biologia
Em programas de conservação e manejo ex situ para in situ, o sucesso da reintegração de animais à natureza depende do protocolo de soltura adotado. A técnica denominada Soltura Branda (Soft Release), considerada a mais adequada para espécies com comportamentos complexos, caracteriza-se fundamentalmente por: 
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Q3918639 Biologia
A conservação da biodiversidade no Rio Grande do Sul é orientada por instrumentos legais que categorizam o grau de ameaça das espécies nativas. Sobre os animais ameaçados de extinção no estado e a legislação vigente, assinale a alternativa INCORRETA.
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Q3918632 Biologia
 No manejo de espécies arbóreas exóticas invasoras em Unidades de Conservação, quando o corte raso e a remoção dos indivíduos não são viáveis ou recomendados, utiliza-se frequentemente a técnica do anelamento, que consiste na remoção de um anel contínuo da casca em torno do tronco, sem ferir o lenho (xilema). Qual é o princípio fisiológico que leva a árvore à morte gradual através dessa técnica?
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Q3918630 Biologia
A conservação da flora nativa do Rio Grande do Sul é regida por normativas que classificam as espécies quanto ao seu risco de desaparecimento. Com base no Decreto Estadual nº 52.109/2014, que declara as espécies da flora nativa ameaçadas de extinção no estado, assinale a alternativa INCORRETA.
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Q3911851 Biologia
A cidade de Buriticupu, no interior do Maranhão, tornou-se um emblemático caso nacional de desastre socioambiental em progresso. Crateras gigantes, algumas com mais de 70 metros de profundidade e centenas de metros de comprimento, avançam sobre o tecido urbano, tendo já destruído ruas e engolido dezenas de residências. Geólogos apontam que a combinação do solo arenoso e desprotegido da vegetação nativa com a alteração do regime de drenagem pelo crescimento urbano desordenado desencadeou o processo geológico de grande escala que ameaça partir a cidade ao meio. Este fenômeno, classificado como a forma mais severa de erosão hídrica linear, é conhecido como:
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Q3909604 Biologia

As ações antrópicas têm intensificado a redução de populações naturais, elevando o risco de extinção de espécies silvestres. A extinção é um processo irreversível e sua probabilidade aumenta à medida que as populações atingem tamanhos críticos. Nesses casos, torna-se necessário adotar estratégias de Manejo Conservacionista, voltadas à manutenção da viabilidade populacional e da integridade ecológica das espécies.


Considerando os princípios do manejo de fauna silvestre e os fatores associados à conservação de populações em risco, assinale a alternativa CORRETA.

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Q3909601 Biologia

As florestas de manguezal exercem importante função na proteção natural das áreas costeiras em diversas regiões tropicais. Quando esses ecossistemas são suprimidos para obtenção de combustível, implantação de carcinicultura ou expansão de assentamentos humanos, as zonas costeiras tornam-se mais vulneráveis às inundações associadas a eventos climáticos intensos.

De modo semelhante, o represamento de rios pode trazer benefícios como controle de cheias, fornecimento de água para irrigação e geração de energia, mas também pode acarretar alterações ambientais relevantes.


Fonte: Ricklefs, R.E. A Economia da Natureza. Quinta edição. Rio de Janeiro: Editora Guanabara Koogan, 2003.



Em determinados contextos ecológicos, podem ocorrer as alterações negativas descritas a seguir. Assinale a alternativa INCORRETA. 

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Q3873455 Biologia
A avaliação de riscos geológicos é parte integrante do licenciamento ambiental federal, especialmente em empreendimentos de mineração e infraestrutura. Sobre a dinâmica dos processos erosivos e a estabilidade de taludes rurícolas, assinale a alternativa correta.
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Q3872296 Biologia
Assinale a afirmativa INCORRETA: 
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Q4206419 Biologia
     O Brasil tem uma extensão de quase 5 milhões de quilômetros quadrados cobertos por fumaça, o que equivale a cerca de 60% do território nacional, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
     A situação se deve a um índice de queimadas recorde no País, principalmente na Amazônia, que registra o maior número de focos de incêndio em 19 anos.
CartaCapital. 2024.

Entre as alternativas a seguir, além do comprometimento da qualidade do ar, qual delas apresenta uma consequência ambiental das queimadas?
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Q4196565 Biologia
No livro “Do nicho ao lixo: ambiente, sociedade e educação”, Scarlato e Potin utilizam a expressão “reservatório natural”, com sentido semelhante ao de ecossistema. Assim, os autores consideram os manguezais um reservatório natural ameaçado, devido a vários impactos. Uma ação antrópica que é considerada uma causa direta da destruição das áreas de manguezais é
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Q4153765 Biologia
Na abordagem de Noções de Ecologia, a escola busca debater relações entre espécies e fatores ambientais. Dentre as alternativas a seguir, qual pode ser apontada como uma prática que desenvolve consciência ecológica e pensamento crítico? 
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Q4097290 Biologia
O desenvolvimento histórico da classificação das plantas em formas de vida demonstrou a evolução do conhecimento sobre a relação entre a morfologia vegetal e os fatores ambientais. O sistema moderno de formas biológicas, que associa a posição e proteção dos órgãos de crescimento às condições climáticas, foi organizado de modo que:
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Q4090068 Biologia
TEXTO

CORRIDA DO OURO NA AMAZÔNIA FAZ DISPARAR TRÁFICO DE MERCÚRIO


    De abril de 2019 a junho de 2025, foram traficadas aproximadamente 200 toneladas de mercúrio na América Latina, segundo a ONG internacional Agência de Investigação Ambiental (EIA). Trata-se do maior fluxo de mercúrio ilegal já reportado a nível mundial, suficiente para produzir o equivalente a 8 bilhões de dólares (cerca de R$ 43,9 bilhões) em ouro.

    O dado consta do relatório “Traffickers Leave No Stone Unturned” (“Traficantes não deixam pedra sobre pedra”, em tradução livre), que denuncia a produção de mercúrio em minas dentro da área protegida de Sierra Gorda, no estado mexicano de Querétaro. Reconhecido como reserva da biosfera pela Unesco, o local é associado pela ONG ao tráfico de ouro e ao crime organizado no México e na Colômbia.

    “O México é um dos poucos lugares no mundo que continua produzindo mercúrio. Desde as minas começamos a seguir a cadeia de produção, o transporte, o tráfico do México à Bolívia, Colômbia e Peru, o uso nesses países”, explica Julia Urrunaga, diretora da EIA no Peru.

    Os dados compilados pela ONG apontam que algumas das minas são controladas pelo cartel Jalisco Nueva Generación, e que o mercúrio extraído do México abastece garimpos de ouro controlados por cartéis na Bolívia, Colômbia e Peru. A mercadoria escoa em pequenas remessas, por rotas que chegam a incluir até mesmo os Estados Unidos; na Colômbia, parte importante dessas rotas é controlada pelos cartéis de droga.

    “Nossa investigação comprova que a cada ano toneladas de mercúrio são extraídas do México e logo traficadas para fora do país, para serem utilizadas no garimpo artesanal em toda a Amazônia”, afirma Urrunaga. “Levamos cerca de quatro anos para poder revelar o modus operandi de uma das redes transnacionais criminais que operam nesse setor.”

     Em junho de 2025, autoridades aduaneiras no Peru apreenderam aproximadamente 4 toneladas de mercúrio mexicano – a maior quantidade de que se tem notícia em um país amazônico. “O tráfico de mercúrio está associado a atores ilegais sobre os quais os países não têm o controle que deveriam ter. Esse tráfico tem muito a ver com a mineração ilegal na Bolívia, na Colômbia e no Peru, e que é abastecido ilegalmente com mercúrio”, explica Jimena Nieto, professora de tratados ambientais e ex-negociadora do governo colombiano.

    Segundo o relatório da EIA, desde maio há uma “febre do mercúrio” na região, com o insumo sendo vendido pelos traficantes a um valor recorde de 330 dólares por quilo (cerca de R$ 1,8 mil) devido ao aumento do preço do ouro. “Em média, no contexto amazônico, estima-se que sejam necessárias entre 1,5 e 2,5 gramas de mercúrio para a produção de um grama de ouro”, explica Urrunaga.

    Por esse cálculo, segundo ela, as 200 toneladas de mercúrio traficado foram usadas para produzir o equivalente a 8 bilhões de dólares (cerca de R$ 43,9 bilhões) em ouro, em valores atuais. O mercúrio é essencial para o garimpo ilegal de ouro na Amazônia, apesar de ser altamente poluente.

    “O mercúrio usado na mineração de ouro penetra nos corpos d’água quando chove – e, uma vez ali, entra facilmente no ecossistema”, afirma a Aliança Amazônica para a Redução dos Impactos de Mineração do Ouro (Aarimo). “Dado que o mercúrio se une às moléculas orgânicas, acumulando-se nos organismos e se biomagnificando (ampliando sua presença) cada vez que sobe na cadeia alimentar, esse poluente está colocando em risco a sobrevivência de centenas de povos únicos.”

    “O comércio ilegal de mercúrio na América Latina é uma prática que se acentuou nos últimos anos, particularmente desde a adoção da Convenção de Minamata sobre Mercúrio, pois este acordo internacional proíbe ou restringe o comércio entre determinadas fontes e usos de mercúrio, e estabelece rígidos protocolos sobre isso”, pontua Jordi Pon, coordenador regional de contaminação e produtos químicos do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) na América Latina e no Caribe.

    O tratado internacional citado por Pon visa proteger o meio ambiente e a saúde humana das emissões e liberações do metal tóxico. Em vigor desde agosto de 2016, ele regulamenta o fornecimento, comércio, uso, emissões, liberações e armazenamento de mercúrio, bem como a gestão de resíduos e locais contaminados pelo metal pesado.

    O tratado foi ratificado pelo México em setembro de 2015 e em 2018 pela Colômbia. Ainda assim, a Aarimo afirma que o mercúrio “é traficado por nossas fronteiras sem muitas dificuldades devido aos grandes desafios de segurança territorial que a governança enfrenta, especialmente nas paisagens amazônicas”.

    “A eficácia dessas medidas depende da vontade política dos países e dos recursos que destinam para implementar suas leis nacionais em matéria de uso do mercúrio”, ressalta Nieto. A especialista é também membro do Comitê de Implementação e Cumprimento da Convenção de Minamata para o período de 2022-2025, um dos poucos existentes em tratados ambientais.

    Em março de 2025, o Pnuma lançou uma iniciativa para “acelerar o cumprimento da Convenção de Minamata” mediante “melhor compreensão e controle do comércio de mercúrio na América Latina”. A ação, segundo Pon, visa fortalecer a troca de informações e a cooperação regional entre os países mais afetados pelo comércio e uso do mercúrio.

    Entre as primeiras ações do projeto, que será realizado ao longo de três anos em Bolívia, Colômbia, Equador, Honduras, México e Peru, estão a análise das fontes de suprimento de mercúrio, principalmente no México. Mas para solucionar mesmo o problema, segundo Urrunaga, é preciso erradicar a produção contínua de mercúrio no México. “São necessárias ações urgentes para fechar essas minas e garantir uma transição justa para as comunidades mineiras, que na realidade são as primeiras vítimas desse metal tóxico”, aponta.

    Posição semelhante é adotada pela Aarimo – que, apesar de reconhecer a Convenção de Minamata com “um grande passo para agir globalmente frente às consequências do mercúrio”, reclama que “diante dos grandes impactos à saúde e à biodiversidade, as ações deveriam ser mais contundentes e rápidas, já que, devido aos preços e à crescente demanda por ouro, é mais difícil controlar o aumento do uso do mercúrio”.


Disponível em:<https://www.dw.com/pt-br/tráfico-demercúrio-dispara-em-meio-a-corrida-do-ouro-na-amazônia/a73704134>. Adaptado. Acesso em: 18 de setembro de 2025. 
Os efeitos ambientais do mercúrio, segundo o texto, podem ser descritos como: 
Alternativas
Respostas
81: D
82: A
83: D
84: D
85: A
86: B
87: A
88: B
89: B
90: D
91: E
92: D
93: C
94: D
95: B
96: D
97: D
98: C
99: D
100: A