Questões de Concurso
Comentadas sobre história da arte e educação em educação artística
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I – A música mais antiga que conhecemos, tanto sacra quanto profana, consiste em uma única melodia, com uma textura do tipo que chamamos polifônica.
II – A música antiga (mais precisamente aquela que vai até o século XII) empregou um sistema especial de escalas às quais se dá o nome de “modos”.
III – As primeiras músicas polifônicas datam do século VII.
“A música, traduzindo ideias e sentimentos na linguagem dos sons, é um meio de expressão; portanto, produto da vida social. MÚSICA VIVA, compreendendo este fato, combate pela música que revela o eternamente novo, isto é: por uma arte musical que seja a expressão real da época e da sociedade. MÚSICA VIVA estimulará a criação de novas formas musicais que correspondam às ideias novas. MÚSICA VIVA, adotando os princípios de arteação, abandona como ideal a preocupação exclusiva de beleza; pois, toda a arte de nossa época não organizada diretamente sobre o princípio da utilidade será desligada do real”.
Manifesto de 1946, assinado por H. Alimonda, Egídio de Castro e Silva, Guerra-Peixe, Eunice Katunda, H-J. Koellreutter, E. Krieger, G. Marcondes, S. Parpinelli, C. Santoro.
Com base no trecho e em seus conhecimentos, assinale a afirmativa que caracteriza corretamente contribuições políticas e estéticas do Música Viva para a música moderna brasileira.
Desde meados do século XX, a arte contemporânea apresenta uma série de procedimentos de produção e exibição que a diferenciam das linguagens artísticas consolidadas anteriormente.
Em relação às características desses novos procedimentos,
analise as afirmativas a seguir.
I. A emergência do mecenas, dos diretores de museus e donos de galerias.
II. A sujeição aos modelos e às regras ensinadas nas escolas ou academias de belas-artes.
III. A multiplicidade de linguagens e a organização de exposições em espaços alternativos ao institucional.
Está correto o que se afirma em
Em 1991, Anna Mae Barbosa lançou A imagem no Ensino da Arte, livro que divulgou o trabalho por ela desenvolvido no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo, e cuja ênfase recaia sobre a leitura de imagem. Desde então, a autora aprimorou a sua “proposta triangular” para o ensino de artes.
A respeito da proposta triangular de Ana Mae Barbosa, avalie as afirmativas a seguir e assinale (V) para a verdadeira e (F) para a falsa.
( ) A imagem artística se refere tanto a uma produção quanto à sua reprodução, em forma de impressões em livros, fotografias ou em formatos digitais.
( ) O ensino de arte é efetivado pela complementaridade de três ações: produção, leitura e contextualização.
( ) A leitura é compreendida como análise formalista da imagem e identificação de características como estilo, composição e perspectiva.
As afirmativas são, respectivamente,
A respeito das perspectivas sobre as artes indígenas, leia o trecho a seguir.
A primeira dificuldade para refletir sobre a arte indígena é a própria definição de seu objeto. É preciso evitar noções associadas ao fenômeno artístico na civilização ocidental, tais como: objeto artístico, artista, colecionador de arte, marchand e assim por diante. Dentro dessa perspectiva, é totalmente inadequado presumir uma atividade artística para as culturas indígenas e, portanto, tentar identificar uma classe de produtos de arte ou buscar especialização na sua manufatura. Por outro lado, remeter, como solução alternativa, todos e quaisquer fenômenos formais relevantes, nessas culturas, a um contexto cerimonial e a conteúdos simbólicos é praticar outra forma de reducionismo que nada pode esclarecer.
Adaptado de MENESES, U. B. “A arte no período pré-colonial”. In ZANINI, W. (Org.). História geral da arte no Brasil, v. 1. SP: Instituto Walther Moreira Salles, 1983, p. 21.
Com base no trecho, analise as afirmativas a seguir sobre como abordar as artes indígenas.
I. Os objetos das artes indígenas funcionam como artefatos estéticos voltados para contemplação, da mesma forma que as artes ocidentais, motivo pelo qual podem ser classificados em função de sua relevância visual.
II. Toda a produção esteticamente bela dos povos indígenas deve ser valorada apenas do ponto de vista da sua significação cerimonial ou simbólica.
III. Arte é uma categoria do nosso pensamento e da nossa prática social, motivo pelo qual deve-se discutir o que se entende por arte, antes de classificar objetos de outras culturas como artísticos.
Está correto o que se afirma em
O ato de mimetizar é inato aos homens desde a mais tenra infância e nisso diferem dos outros animais, porque são os mais miméticos e, por meio da mimesis, adquirem também os primeiros conhecimentos.
ARISTÓTELES. Sobre a arte poética. Belo Horizonte: Autêntica, 2018, p. 37.
No trecho, Aristóteles apresenta argumentos para pensar o estatuto da mimesis, em perspectiva
Murray Schafer, compositor e educador musical canadense, pautou-se na experiência da aprendizagem musical na perspectiva da consciência sonora. Para o autor, a música deve ser ouvida a partir da relação equilibrada entre o homem, o ambiente e as diversas possibilidades criativas do fazer musical. O desenvolvimento da paisagem sonora proposta por Schafer quanto ao ensino do contexto escolar deve ser proposto a fim de despertar nos alunos a consciência da coletividade sobre um fenômeno ubíquo e a compreensão das implicações do som na qualidade de vida em todo o planeta.
Autores como Keith Swanwick e Paul Haack apresentaram diferentes concepções de educação musical, evidenciando valores e funções específicas. Assim, a educação musical poderia ser entendida como educação musical estética ou como educação musical utilitária. Na visão tradicional de ensino, ambas as visões são enfocadas como excludentes, o que ocasionou uma série de debates sobre o tema educação estética versus educação utilitária da educação musical a partir dos anos 1960. Atualmente, os educadores musicais têm discutido uma visão de educação musical integradora, que soma ambas as concepções.
A produção artística elaborada a partir de materiais descartados, apesar do seu valor de denúncia ambiental, não é aceita em galerias e museus contemporâneos.
Tarsila do Amaral, em sua fase social, evidenciou a natureza de maneira surpreendente e exuberante, inspirada pela natureza da cidade de São Paulo à época.
A arte-educação contemporânea, representada pela proposta triangular do ensino da arte concebida por Ana Mae Barbosa, propõe a interdisciplinaridade como forma de construção de conhecimento e, quando realizada na sua plenitude, permite o trabalho transdisciplinar.
ARTE Pública. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileira. São Paulo: Itaú Cultural, 2022. Disponível em: http://enciclopedia. itaucultural.org.br/termo356/arte-publica. Acesso em: 11 de julho de 2022. Verbete da Enciclopédia. ISBN: 978-85-7979-060-7
Sobre Arte Pública, marque (V) para VERDADEIRO e (F) para FALSO:
( ) A ideia geral é de que se trata de arte fisicamente acessível, que modifica a paisagem circundante, de modo permanente ou temporário.
( ) A arte pública deve ser pensada dentro da tendência da arte contemporânea de se voltar para o espaço, seja ele o espaço da galeria, o ambiente natural ou as áreas urbanas.
( ) Fala-se de uma arte em espaços públicos, ainda que o termo possa designar também interferências artísticas em espaços privados, como hospitais e aeroportos.
( ) Obras feitas com base na exploração dos territórios da subjetividade e da imaginação criadora, por pessoas à margem da tradição e do sistema artístico: solitários, crianças, pacientes de hospitais psiquiátricos etc.
( ) Diante da expansão da obra no espaço, o espectador deixa de ser observador distanciado e torna-se parte integrante do trabalho.
Assinale a alternativa que contém a sequência CORRETA, de cima para baixo.
“A poesia existe nos fatos. Os casebres de açafrão e de ocre nos verdes da Favela, sob o azul cabralino, são fatos estéticos.”
Oswald de Andrade. O manifesto antropófago
Assinale a alternativa CORRETA:
Diante do texto acima, assinale as alternativas V para as alternativas VERDADEIRAS e F para as alternativas FALSAS.
( ) Para o grupo de artistas Dadaístas, a arte perdera todo o sentido racional e lógico em meio à irracionalidade da guerra.
( ) A obra “ Fonte”, de Marcel Duchamp, é um dos exemplos mais complexos da arte surrealista, que, ao questionar os valores da sociedade, passavam também a questionar a própria arte.
( ) Os Dadaístas propunham que a criação artística se libertasse das amarras do pensamento racional e sugeriam que ela resultasse do automatismo psíquico, por meio da seleção e combinação de elementos ao acaso.
( ) Mais do que a ideia do objeto pronto, deslocado de seu ambiente original para um espaço reservado à arte, o que interessava ao movimento Dadá era também a provocação e o choque que a presença de tal objeto poderia causar em uma exposição, assim como os debates que surgiriam em torno dela.
( ) Na pintura, essa proposta resultou em obras nas quais os artistas usaram o recurso da colagem. O objetivo era satirizar e criticar os valores modernos e inovadores tão prezados pela sociedade, mas responsáveis pelo caos em que a Europa se encontrara.
Marque a alternativa cuja sequência aparece CORRETA: