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Foram 2 anos e meio de muita dedicação e reflexões, mas a Rebecca alcançou seu sonho e passou em 3° lugar na Polícia Civil do Piauí

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Meu nome é Rebecca Rodrigues, tenho 26 anos, sou graduada em Farmácia. A ideia de prestar concurso público surgiu no fim da minha graduação, quando decidi que, por questões econômicas, naquele momento, não ingressaria no mestrado e, posteriormente, no doutorado.  Como a ciência sempre me despertou interesse, comecei a pesquisar áreas relacionadas a ela que fossem economicamente viáveis, e foi assim que cheguei à perícia criminal!

O início

Os boatos de que sairia o concurso para perito da PCDF começaram a ficar mais fortes em meados de dezembro de 2015. Foi quando comecei meus estudos. Entre fevereiro e março, tive que conciliá-los com meu último estágio. Lembro-me como se fosse hoje: pela manhã era o estágio, à tarde estudava e à noite ia para o cursinho. O tão aguardado edital saiu no começo de março, e pensei: não tenho nenhuma chance. Acrescentaram tantas matérias que eu nunca havia tido contato antes (Direitos e legislações extravagantes), que nem sabia por onde começava.

Sentei, refleti, fiz meu cronograma até a data da prova, colocando no estudo diário o máximo de matérias nunca vistas antes, e pedi ajuda para uma amiga nas matérias novas. Ela, como um anjo, passou-me as apostilas. Comecei a devorá-las dia e noite: nem ia mais para o cursinho, pois gastava muito tempo no deslocamento e achava que algumas aulas não compensavam.

Revisava as matérias novas com tanta frequência que cheguei ao ponto de deixar de lado conteúdos específicos importantes. Não deu outra: no dia da prova, consegui resolver a parte de direitos e legislações com tranquilidade e rapidez (quesito essencial para uma prova de 80 questões objetivas e 4 discursivas), mas em alguns conteúdos específicos, por tê-los negligenciado, acabei pagando um preço alto. Eu não tinha noção de coisas bem básicas. Quando saiu o resultado, foi um mix de tristeza e felicidade, pois deixei de ter as redações corrigidas por apenas 3 pontos. Para um concurso desse porte, e sendo o meu primeiro, até que tive um ótimo resultado. Pois bem, agora era o momento de finalizar meu relatório do estágio e me concentrar em outras coisas.

O recomeço

Não demorou muito tempo e voltei para a rotina dos estudos: era o momento de corrigir os erros e fazer novos planejamentos. Todavia, estava bem desanimada com a vida de concurseira. Foi assim que, em meados de outubro de 2016, decidi começar um cursinho presencial voltado para as matérias básicas, que ao final conseguiria aproveitar como pós-graduação. Em janeiro de 2017, era a vez do edital da Polícia Civil do Paraná sair, e também a oportunidade que eu estava precisando para estudar com mais empenho. A prova seria em menos de 3 meses, mas coloquei na cabeça que faria mesmo assim.

Fiz meu cronograma tentando não negligenciar nenhuma matéria. No entanto, como havia estudado bastante a parte básica, achei que continuaria a me dar bem, mesmo não a colocando com frequência na grade de estudos, mas me enganei: o aumento do tempo sem contato com ela me fez errar questões fáceis e superficiais. Além disso, negligenciei uma das fontes mais utilizadas nessa prova, por achar o livro horrível, mesmo tendo a sensação de que o examinador o usaria. Levei uma rasteira, e dessa vez comecei a enxergar as coisas de outra forma. Aprendi a valorizar todos os tipos de materiais e a não superestimar meu conhecimento.

Depois, concentrei meu tempo em finalizar meu TCC da pós-graduação, treinar para o TAF e realizar os exames médicos dos Bombeiros do DF (sim, acabei fazendo a prova no começo de 2017, mesmo focando na PCPR, e acabei me classificando para as demais etapas). No começo de julho recebi o convite para participar de um grupo de estudos voltado para o concurso do IGPSC. Foi uma experiência maravilhosa! Conheci pessoas incríveis: estudamos juntos até a data da prova. Mas não foi dessa vez também. Acabaram anulando diversas questões que eu havia acertado, e faltaram apenas 2 pontos para eu me classificar.

Mais um tombo

Fiquei muita frustrada depois desse concurso, pois esperava ao menos ir para as demais etapas. Mas não era isso que me faria desistir, afinal, não conseguia me ver exercendo outro cargo que não fosse esse. No começo de 2018, saiu o concurso para o Conselho Federal de Medicina, e usei-o como “teste”, pois tomei a decisão de fazer mudanças bem drásticas nos meus estudos, e com elas vieram matérias de administração com as quais eu nunca havia tido contato. Teria menos de 3 meses para estudá-las, então, decidi que estudaria tudo de forma superficial, e só focaria em informações cobradas com MUITA frequência nas provas, sem ter medo de pensar que outras coisas não estudadas pudessem cair. Além disso, coloquei na minha cabeça que era essencial e faria toda a diferença gabaritar a parte básica, pois assim não correria o risco de ficar fora das vagas por anulação de questões. Deu certo: tirei 23/25 na parte básica e 19/25 na parte específica, e consegui ficar em 16 das 20 vagas. Ademais, refiz diversas vezes as questões mais cobradas, para que assim pudesse ter certeza de que somente aquilo era importante.

Decidi que, para os próximos concursos, eu estudaria dessa forma, e pararia de focar muito em matérias que, por mais que fossem essenciais para a área, não eram o foco dos examinadores.

O sonhado concurso

No começo de abril de 2018, saiu o edital da Polícia Cívil do Piauí, e esta era a oportunidade que eu esperava para implementar mais uma vez a nova tática. Tracei a meta de aumentar drasticamente a quantidade de questões a resolver, e fiz mais de 15 mil questões em menos de 3 meses. Além disso, em todos os domingos pela manhã realizava simulados, cronometrava o tempo, e também adicionava a redação. Cheguei à exaustão. Na maioria dos dias, ia dormir tarde, por volta das 23h30, e levantava no dia seguinte às 8h.

Nesse período, dava um intervalo bem breve só para fazer coisas essenciais, mas sempre que podia fazia o que tinha que fazer assistindo videoaula. Tratei esse concurso como sendo a minha última chance: teria de fazer o impossível para passar. Nem as dores nas minhas costas, que sentia constantemente, me faziam sair da cadeira. Enfim, o resultado não foi diferente do esperado: consegui lograr êxito, e fiquei em 3° lugar. Sentimento de dever cumprido.

Foram 2 anos e meio de muita dedicação, frustrações, abdicações, mudanças e reflexões!

Uma mensagem que deixo para vocês é esta: por pior que seja a situação, sempre existe a possibilidade de tirarmos algum proveito. Refaça e reflita quantas vezes for necessário, porque só você sabe o quão importante será a conquista.

Boa sorte a todos, futuros servidores.

Ficou inspirado com a história da Rebecca, mas não sabe por onde começar?

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