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Q3810720 Português
Utilize o Texto I para responder à questão.

TEXTO I


Épico


    O futebol de calçada era com narração, e o próprio jogador fornecia a narração. Jogava e descrevia sua jogada ao mesmo tempo, e nunca deixava de se autoentusiasmar. “Sensacional, senhores ouvintes!” (Naquele tempo os locutores tratavam o público de “senhores ouvintes”).

    “Sensacional! Mata no peito, põe no chão, faz que vai, mas não vai, passa por um, por dois... Fáu! Foi fáu do béque! O juiz não deu! O juiz está comprado, senhores ouvintes!”

    Fáu era “foul” e béque era “back”, na língua daquela terra estranha, o passado. E o juiz, claro, era imaginário. Tudo era imaginário no futebol de calçada, a começar pela nossa genialidade. A bola era de borracha, quando não era qualquer coisa remotamente redonda. A bola número cinco oficial de couro ganhada no Natal não aparecia na calçada, tá doido? Estragar uma bola de futebol novinha jogando futebol?

    Mas éramos gênios na nossa própria narração. 

    “Lá vai ele de novo. Cabeça erguida! Passa a bola e corre para receber de volta... Que lance! O passe não vem! Não lhe devolvem a bola! Assim não dá, senhores ouvintes ... Só ele joga nesse time!” 

    A narração dava um toque épico ao futebol. Lembro que na primeira vez em que fui a um campo, acostumado a só ouvir futebol pelo rádio, senti falta de alguma coisa que não sabia o que era. Tudo era maravilhoso, o público, o cheiro de grama, os ídolos que eu conhecia de fotografias desbotadas no jornal ali, em cores vivas... Mas faltava alguma coisa. Faltava uma voz me dizendo que o que eu estava vendo era mais do que estava vendo. Faltava a narrativa heroica. Faltava o Homero.

    Na calçada éramos os nossos próprios heróis e os nossos próprios Homeros.

    “Atenção. Ele olha para o gol. Vai chutar. Lá vai a bomba. O goleiro treme. Ele chuta! A bola toma efeito. Entra pela janela. E lá vem a mãe, senhores ouvintes! A mãe invade o campo. Ele tenta se esquivar. Dá um drible espetacular na mãe. Dois. A mãe pega ele pela orelha. Pela orelha! E o juiz não vê isso!”

    Mesmo se nem tudo merecesse o toque épico.


Luís Fernando Veríssimo
Disponível em: https://oglobo.globo.com/cultura/. Acesso em: 31 ago. 2025
Na frase do Texto I: “Na calçada éramos os nossos próprios heróis”, a acentuação gráfica empregada nas palavras próprios e heróis se justifica por serem, respectivamente,
Alternativas
Q3810718 Português
Utilize o Texto I para responder à questão.

TEXTO I


Épico


    O futebol de calçada era com narração, e o próprio jogador fornecia a narração. Jogava e descrevia sua jogada ao mesmo tempo, e nunca deixava de se autoentusiasmar. “Sensacional, senhores ouvintes!” (Naquele tempo os locutores tratavam o público de “senhores ouvintes”).

    “Sensacional! Mata no peito, põe no chão, faz que vai, mas não vai, passa por um, por dois... Fáu! Foi fáu do béque! O juiz não deu! O juiz está comprado, senhores ouvintes!”

    Fáu era “foul” e béque era “back”, na língua daquela terra estranha, o passado. E o juiz, claro, era imaginário. Tudo era imaginário no futebol de calçada, a começar pela nossa genialidade. A bola era de borracha, quando não era qualquer coisa remotamente redonda. A bola número cinco oficial de couro ganhada no Natal não aparecia na calçada, tá doido? Estragar uma bola de futebol novinha jogando futebol?

    Mas éramos gênios na nossa própria narração. 

    “Lá vai ele de novo. Cabeça erguida! Passa a bola e corre para receber de volta... Que lance! O passe não vem! Não lhe devolvem a bola! Assim não dá, senhores ouvintes ... Só ele joga nesse time!” 

    A narração dava um toque épico ao futebol. Lembro que na primeira vez em que fui a um campo, acostumado a só ouvir futebol pelo rádio, senti falta de alguma coisa que não sabia o que era. Tudo era maravilhoso, o público, o cheiro de grama, os ídolos que eu conhecia de fotografias desbotadas no jornal ali, em cores vivas... Mas faltava alguma coisa. Faltava uma voz me dizendo que o que eu estava vendo era mais do que estava vendo. Faltava a narrativa heroica. Faltava o Homero.

    Na calçada éramos os nossos próprios heróis e os nossos próprios Homeros.

    “Atenção. Ele olha para o gol. Vai chutar. Lá vai a bomba. O goleiro treme. Ele chuta! A bola toma efeito. Entra pela janela. E lá vem a mãe, senhores ouvintes! A mãe invade o campo. Ele tenta se esquivar. Dá um drible espetacular na mãe. Dois. A mãe pega ele pela orelha. Pela orelha! E o juiz não vê isso!”

    Mesmo se nem tudo merecesse o toque épico.


Luís Fernando Veríssimo
Disponível em: https://oglobo.globo.com/cultura/. Acesso em: 31 ago. 2025
O gênero textual referente ao Texto I é definido como 
Alternativas
Q3810715 Português
Utilize o Texto I para responder à questão.

TEXTO I


Épico


    O futebol de calçada era com narração, e o próprio jogador fornecia a narração. Jogava e descrevia sua jogada ao mesmo tempo, e nunca deixava de se autoentusiasmar. “Sensacional, senhores ouvintes!” (Naquele tempo os locutores tratavam o público de “senhores ouvintes”).

    “Sensacional! Mata no peito, põe no chão, faz que vai, mas não vai, passa por um, por dois... Fáu! Foi fáu do béque! O juiz não deu! O juiz está comprado, senhores ouvintes!”

    Fáu era “foul” e béque era “back”, na língua daquela terra estranha, o passado. E o juiz, claro, era imaginário. Tudo era imaginário no futebol de calçada, a começar pela nossa genialidade. A bola era de borracha, quando não era qualquer coisa remotamente redonda. A bola número cinco oficial de couro ganhada no Natal não aparecia na calçada, tá doido? Estragar uma bola de futebol novinha jogando futebol?

    Mas éramos gênios na nossa própria narração. 

    “Lá vai ele de novo. Cabeça erguida! Passa a bola e corre para receber de volta... Que lance! O passe não vem! Não lhe devolvem a bola! Assim não dá, senhores ouvintes ... Só ele joga nesse time!” 

    A narração dava um toque épico ao futebol. Lembro que na primeira vez em que fui a um campo, acostumado a só ouvir futebol pelo rádio, senti falta de alguma coisa que não sabia o que era. Tudo era maravilhoso, o público, o cheiro de grama, os ídolos que eu conhecia de fotografias desbotadas no jornal ali, em cores vivas... Mas faltava alguma coisa. Faltava uma voz me dizendo que o que eu estava vendo era mais do que estava vendo. Faltava a narrativa heroica. Faltava o Homero.

    Na calçada éramos os nossos próprios heróis e os nossos próprios Homeros.

    “Atenção. Ele olha para o gol. Vai chutar. Lá vai a bomba. O goleiro treme. Ele chuta! A bola toma efeito. Entra pela janela. E lá vem a mãe, senhores ouvintes! A mãe invade o campo. Ele tenta se esquivar. Dá um drible espetacular na mãe. Dois. A mãe pega ele pela orelha. Pela orelha! E o juiz não vê isso!”

    Mesmo se nem tudo merecesse o toque épico.


Luís Fernando Veríssimo
Disponível em: https://oglobo.globo.com/cultura/. Acesso em: 31 ago. 2025
Com relação ao Texto I, o título “Épico” escolhido pelo autor Luís Fernando Veríssimo estabelece uma relação metafórica entre
Alternativas
Q3808502 Pedagogia
Segundo a Primeira Epistola de Pedro, cap. 3, quem eram os espíritos em prisão aos quais Jesus pregou? 
Alternativas
Q3808501 Pedagogia
Osborne (2009) cita que há sete middoth ou regras de interpretação que foram atribuídas no Talmude a Hillel, e uma delas diz que “o que é verdadeiro numa situação menos importante, também será verdadeiro numa situação mais importante". Isso ocorre em Romanos 5.15,17: “Todavia, não é assim o dom gratuito como a ofensa; porque, se, pela ofensa de um s6, morreram muitos, muito mais a graça de Deus e o dom pela graça de um só homem, Jesus Cristo, foram abundantes sobre muitos. [...] Se, pela ofensa de um e por meio de um só, reinou a morte, muito mais os que recebem a abundância da graça e o dom da justiça reinarão em vida por meio de um só, a saber, Jesus Cristo.” De acordo com Osborne, qual é o nome dessa middoth?  
Alternativas
Q3808500 Pedagogia
De acordo com Hale (2011), a respeito dos evangelhos sinóticos, analise as afirmativas abaixo e assinale a opção correta.

|- O adjetivo sinótico vem do grego sunoráo, que significa ver junto, havendo entre eles impressivas concordâncias e coincidências.
|- Os evangelhos sinóticos são Mateus, Marcos e Lucas. - Lucas não era testemunha ocular dos feitos de Jesus, por isso utilizou o Evangelho de Mateus, que era apóstolo para escrever seu evangelho.
IV- Nos primeiros anos da igreja cristã, o evangelho foi transmitido e preservado oralmente.
V- O autor do evangelho de Marcos fez uma versão mais sucinta do evangelho de Mateus. 
Alternativas
Q3808499 Pedagogia
Conforme o livro de 1l Samuel, cap. 18, qual foi a exclamação do Rei Davi ao receber a notícia de que aquele que tentara usurpar seu trono fora morto? 
Alternativas
Q3808498 Pedagogia
Sobre o artigo que trata da Salvação, em Souza (2010), é afirmado que a salvação é um dom gratuito que Deus oferece a todos os homens e que compreende: 
Alternativas
Q3808497 Pedagogia
De acordo com Oliveira (2010), a 89° assembleia da Convenção Batista Brasileira deliberou considerar como marco inicial dos batistas no Brasil a data de:  
Alternativas
Q3808496 Pedagogia
Conforme Collins (2004), além da influência, o que torna o aconselhamento cristão realmente único? 
Alternativas
Q3808495 Pedagogia
Para Stott (2011), a pregação é uma manifestação da verdade registrada nas Escrituras. Nosso dever é pregar a palavra de Deus, nada mais do que isso. Por isso, para este autor, todo sermão deve ser, de algum modo: 
Alternativas
Q3808494 Pedagogia
De acordo com Lawrence (2008), com a destruição do templo em Jerusalém em 70 d.C., qual seita judaica sobreviveu? 
Alternativas
Q3808493 Pedagogia
Em Alves (2017), encontramos os nomes de dois pastores que seguiram para a Itália como capelães militares integrantes da Força Expecidionária Brasileira. São eles: 
Alternativas
Q3808492 Pedagogia
Com relação ao propósito do livro do Apocalipse, Hale (2011) dirá que o Apocalipse foi escrito como: 
Alternativas
Q3808491 Pedagogia
Segundo Carson et al. (1997), o alto custo do papiro € o baixo índice de alfabetização nos tempos bíblicos faziam com que muitas cartas antigas fossem ditadas a amanuenses (escribas formados), sendo que há indícios de que isso ocorria no Novo Testamento. De acordo com esse autor, quem foi o redator da epístola aos Romanos?
Alternativas
Q3808490 Pedagogia
O livro do Apocalipse é destinado as sete igrejas da Asia. Tendo como referência Lawrence (2008) e a Bíblia Almeida Revista e Atualizada, é INCORRETO afirmar sobre essas sete igrejas que: 
Alternativas
Q3808489 Pedagogia
O termo grego dikaioo é muito utilizado pelo apóstolo Paulo em seus escritos. Segundo Erickson (2015), a que verbo esse termo se refere: 
Alternativas
Q3808488 Pedagogia
Barrera (1996) fala da importância da tradução da Septuaginta (LXX), a qual não se limita unicamente ac campo dos estudos biblicos. De acordo com esse autor, a respeito da Septuaginta, coloque V (verdadeiro) ou F (falso) nas afirmativas abaixo e assinale a opção correta.

( )É o primeiro exemplo de tradução de um corpo de literatura sagrada de uma língua do mundo cultural semâtico à língua grega.

( ) Embora tenha seu valor histórico, não há indícios do seu uso pelos autores neotestamentários.

( ) Foi um esforço para tradução do que conhecemos como Antigo Testamento, porém só foi efetivada a tradução dos livros da Torá e dos profetas.

A versão do Pentateuco grego foi realizada em Alexandria, provavelmente em meados do século |ll aC. 

A sequência correta é: 
Alternativas
Q3808487 Pedagogia
Segundo Cairns (1995), quem deu aos ingleses a sua primeira versão da Bíblia em sua língua vernácula? 
Alternativas
Q3808486 Pedagogia
A respeito dos grupos religiosos no período do Novo Testamento, de acordo com Hale (2011), correlacione os grupos às suas descrições e assinale a opção correta. 
|- Essénios ll- Fariseus Ill- Heredianos IV- Saduceus V- Zelotes 
( ) Eram colaboracionistas, a tendência que favorecia o poder estrangeiro e o que se alinhava com ele pelo poder. Eles controlavam o sinédrio.

( ) Estavam interessados na independência da nação e sua autonomia. Seu alvo era sacudir o jugo romano e anunciar o reino messiânico.

( ) Eram o maior grupo religioso da época, representavam uma tendência de sempre reagir contra dominadores estrangeiros e controlavam a sinagoga.

( ) Era uma ordem distinta, extremamente conservadores, enfatizavam a observância minuciosa da Lei, eram ascetas e viviam uma vida rigidamente devota.

( ) Baseavam suas esperanças nacionais na família de Herodes e olhavam para ela com respeito ao cumprimento das profecias acerca do Messias. 
Alternativas
Respostas
8921: B
8922: A
8923: C
8924: D
8925: B
8926: B
8927: C
8928: A
8929: D
8930: A
8931: A
8932: C
8933: E
8934: B
8935: C
8936: A
8937: A
8938: D
8939: B
8940: E