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Ano: 2024 Banca: VUNESP Órgão: PM-SP Prova: VUNESP - 2024 - PM-SP - Aluno-Oficial |
Q3234465 Português

Leia o trecho do romance Encarnação, de José de Alencar, para responder à questão.


    Conheci outrora uma família que morava em São Clemente.

    Havia em sua casa agradáveis reuniões de que fazia os encantos uma filha, bonita moça de dezoito anos, corada como a aurora e loura como o sol.

    Amália seduzia especialmente pela graça radiante, e pela viçosa e ingênua alegria, que manava dos lábios vermelhos, como dos olhos de topázio, e lhe rorejava1 a lúcida beleza.

    Sua risada argentina era a mais cintilante das volatas2 que ressoavam entre os rumores festivos da casa, onde à noite o piano trinava sob os dedos ágeis da melhor discípula do Arnaud.

    Acontecia-lhe chorar algumas vezes por causa de um vestido que a modista não lhe fizera a gosto, ou de um baile muito desejado que se transferia; mas essas lágrimas efêmeras, que saltavam em bagas dos grandes olhos luminosos, iam nas covinhas da boca transformar-se em cascatas de risos frescos e melodiosos.

    Tinha razão de folgar.

    Era o carinho dos pais e a predileta de quantos a conheciam. Muitos dos mais distintos moços da corte a adoravam. Ela, porém, preferia a isenção de menina; e não pensava em escolher um dentre tantos apaixonados, que a cercavam.

    Os pais, que desejavam muito vê-la casada e feliz, sentiam quando ela recusava algum partido vantajoso. Mas reconheciam ao mesmo tempo que formosa, rica e prendada como era, a filha tinha o direito de ser exigente; e confiavam no futuro.

    Outra e bem diversa era a causa da indiferença da moça.

    Amália não acreditava no amor. A paixão para ela só existia no romance. Os enlevos3 de duas almas a viverem uma da outra não passavam de arroubos de poesia, que davam em comédia quando os queriam transportar para o mundo real.

    Tinha sobre o casamento ideias mui positivas. Considerava o estado conjugal uma simples partilha de vida, de bens, de prazeres e trabalhos.

    Estes não os queria: os mais ela os possuía e gozava, mesmo solteira, no seio de sua família.

    Era feliz; não compreendia, portanto, a vantagem de ligar-se para sempre a um estranho, no qual podia encontrar um insípido companheiro, se não fosse um tirano doméstico.

    Estes pensamentos, Amália não os enunciava, nem os erigia em opiniões. Eram apenas os impulsos íntimos de sua vontade; obedecendo a eles, não tinha a menor pretensão à excentricidade.

    Ao contrário, como sabia do desejo dos pais, aceitava de boa mente a corte de seus admiradores. Mas estes bem percebiam que para a travessa e risonha vestal4 dos salões, o amor não era mais do que um divertimento de sociedade, semelhante à dança ou à música.

    Conservando a sua independência de filha querida, e moça da moda, Amália não nutria prejuízos contra o casamento, que aliás aceitava como uma solução natural para o outono da mulher.

    Ela bem sabia, que depois de haver gozado da mocidade, no fim de sua esplêndida primavera, teria de pagar o tributo à sociedade, e como as outras escolher um marido, fazer-se dona-de-casa, e rever nos filhos a sua beleza desvanecida.

    Até lá, porém, era e queria ser flor. Das suas lições de botânica lhe ficara bem viva esta recordação, que o fruto só desponta quando as pétalas começam a fanar-se: se vem antes disso, eiva5.


(Encarnação, 2003.)


1rorejar: gotejar.

2volata: série de notas musicais executadas rapidamente.

3enlevo: êxtase, deleite.

4vestal: sacerdotisa da deusa romana Vesta; mulher muito bonita que devia guardar rigorosa castidade.

5eivar: falhar.

Quando repetido em uma oração, a fim de reforçar a mensagem, o objeto direto classifica-se como pleonástico. Identifica-se esse tipo de objeto direto em: 
Alternativas
Ano: 2024 Banca: VUNESP Órgão: PM-SP Prova: VUNESP - 2024 - PM-SP - Aluno-Oficial |
Q3234464 Português

Leia o trecho do romance Encarnação, de José de Alencar, para responder à questão.


    Conheci outrora uma família que morava em São Clemente.

    Havia em sua casa agradáveis reuniões de que fazia os encantos uma filha, bonita moça de dezoito anos, corada como a aurora e loura como o sol.

    Amália seduzia especialmente pela graça radiante, e pela viçosa e ingênua alegria, que manava dos lábios vermelhos, como dos olhos de topázio, e lhe rorejava1 a lúcida beleza.

    Sua risada argentina era a mais cintilante das volatas2 que ressoavam entre os rumores festivos da casa, onde à noite o piano trinava sob os dedos ágeis da melhor discípula do Arnaud.

    Acontecia-lhe chorar algumas vezes por causa de um vestido que a modista não lhe fizera a gosto, ou de um baile muito desejado que se transferia; mas essas lágrimas efêmeras, que saltavam em bagas dos grandes olhos luminosos, iam nas covinhas da boca transformar-se em cascatas de risos frescos e melodiosos.

    Tinha razão de folgar.

    Era o carinho dos pais e a predileta de quantos a conheciam. Muitos dos mais distintos moços da corte a adoravam. Ela, porém, preferia a isenção de menina; e não pensava em escolher um dentre tantos apaixonados, que a cercavam.

    Os pais, que desejavam muito vê-la casada e feliz, sentiam quando ela recusava algum partido vantajoso. Mas reconheciam ao mesmo tempo que formosa, rica e prendada como era, a filha tinha o direito de ser exigente; e confiavam no futuro.

    Outra e bem diversa era a causa da indiferença da moça.

    Amália não acreditava no amor. A paixão para ela só existia no romance. Os enlevos3 de duas almas a viverem uma da outra não passavam de arroubos de poesia, que davam em comédia quando os queriam transportar para o mundo real.

    Tinha sobre o casamento ideias mui positivas. Considerava o estado conjugal uma simples partilha de vida, de bens, de prazeres e trabalhos.

    Estes não os queria: os mais ela os possuía e gozava, mesmo solteira, no seio de sua família.

    Era feliz; não compreendia, portanto, a vantagem de ligar-se para sempre a um estranho, no qual podia encontrar um insípido companheiro, se não fosse um tirano doméstico.

    Estes pensamentos, Amália não os enunciava, nem os erigia em opiniões. Eram apenas os impulsos íntimos de sua vontade; obedecendo a eles, não tinha a menor pretensão à excentricidade.

    Ao contrário, como sabia do desejo dos pais, aceitava de boa mente a corte de seus admiradores. Mas estes bem percebiam que para a travessa e risonha vestal4 dos salões, o amor não era mais do que um divertimento de sociedade, semelhante à dança ou à música.

    Conservando a sua independência de filha querida, e moça da moda, Amália não nutria prejuízos contra o casamento, que aliás aceitava como uma solução natural para o outono da mulher.

    Ela bem sabia, que depois de haver gozado da mocidade, no fim de sua esplêndida primavera, teria de pagar o tributo à sociedade, e como as outras escolher um marido, fazer-se dona-de-casa, e rever nos filhos a sua beleza desvanecida.

    Até lá, porém, era e queria ser flor. Das suas lições de botânica lhe ficara bem viva esta recordação, que o fruto só desponta quando as pétalas começam a fanar-se: se vem antes disso, eiva5.


(Encarnação, 2003.)


1rorejar: gotejar.

2volata: série de notas musicais executadas rapidamente.

3enlevo: êxtase, deleite.

4vestal: sacerdotisa da deusa romana Vesta; mulher muito bonita que devia guardar rigorosa castidade.

5eivar: falhar.

“Ela bem sabia, que depois de haver gozado da mocidade” (17º parágrafo)
A palavra sublinhada pertence à mesma classe de palavras do termo sublinhado em: 
Alternativas
Ano: 2024 Banca: VUNESP Órgão: PM-SP Prova: VUNESP - 2024 - PM-SP - Aluno-Oficial |
Q3234463 Literatura

Leia o trecho do romance Encarnação, de José de Alencar, para responder à questão.


    Conheci outrora uma família que morava em São Clemente.

    Havia em sua casa agradáveis reuniões de que fazia os encantos uma filha, bonita moça de dezoito anos, corada como a aurora e loura como o sol.

    Amália seduzia especialmente pela graça radiante, e pela viçosa e ingênua alegria, que manava dos lábios vermelhos, como dos olhos de topázio, e lhe rorejava1 a lúcida beleza.

    Sua risada argentina era a mais cintilante das volatas2 que ressoavam entre os rumores festivos da casa, onde à noite o piano trinava sob os dedos ágeis da melhor discípula do Arnaud.

    Acontecia-lhe chorar algumas vezes por causa de um vestido que a modista não lhe fizera a gosto, ou de um baile muito desejado que se transferia; mas essas lágrimas efêmeras, que saltavam em bagas dos grandes olhos luminosos, iam nas covinhas da boca transformar-se em cascatas de risos frescos e melodiosos.

    Tinha razão de folgar.

    Era o carinho dos pais e a predileta de quantos a conheciam. Muitos dos mais distintos moços da corte a adoravam. Ela, porém, preferia a isenção de menina; e não pensava em escolher um dentre tantos apaixonados, que a cercavam.

    Os pais, que desejavam muito vê-la casada e feliz, sentiam quando ela recusava algum partido vantajoso. Mas reconheciam ao mesmo tempo que formosa, rica e prendada como era, a filha tinha o direito de ser exigente; e confiavam no futuro.

    Outra e bem diversa era a causa da indiferença da moça.

    Amália não acreditava no amor. A paixão para ela só existia no romance. Os enlevos3 de duas almas a viverem uma da outra não passavam de arroubos de poesia, que davam em comédia quando os queriam transportar para o mundo real.

    Tinha sobre o casamento ideias mui positivas. Considerava o estado conjugal uma simples partilha de vida, de bens, de prazeres e trabalhos.

    Estes não os queria: os mais ela os possuía e gozava, mesmo solteira, no seio de sua família.

    Era feliz; não compreendia, portanto, a vantagem de ligar-se para sempre a um estranho, no qual podia encontrar um insípido companheiro, se não fosse um tirano doméstico.

    Estes pensamentos, Amália não os enunciava, nem os erigia em opiniões. Eram apenas os impulsos íntimos de sua vontade; obedecendo a eles, não tinha a menor pretensão à excentricidade.

    Ao contrário, como sabia do desejo dos pais, aceitava de boa mente a corte de seus admiradores. Mas estes bem percebiam que para a travessa e risonha vestal4 dos salões, o amor não era mais do que um divertimento de sociedade, semelhante à dança ou à música.

    Conservando a sua independência de filha querida, e moça da moda, Amália não nutria prejuízos contra o casamento, que aliás aceitava como uma solução natural para o outono da mulher.

    Ela bem sabia, que depois de haver gozado da mocidade, no fim de sua esplêndida primavera, teria de pagar o tributo à sociedade, e como as outras escolher um marido, fazer-se dona-de-casa, e rever nos filhos a sua beleza desvanecida.

    Até lá, porém, era e queria ser flor. Das suas lições de botânica lhe ficara bem viva esta recordação, que o fruto só desponta quando as pétalas começam a fanar-se: se vem antes disso, eiva5.


(Encarnação, 2003.)


1rorejar: gotejar.

2volata: série de notas musicais executadas rapidamente.

3enlevo: êxtase, deleite.

4vestal: sacerdotisa da deusa romana Vesta; mulher muito bonita que devia guardar rigorosa castidade.

5eivar: falhar.

“Os enlevos de duas almas a viverem uma da outra não passavam de arroubos de poesia, que davam em comédia quando os queriam transportar para o mundo real.” (10º parágrafo)
A concepção de amor presente no trecho indica um posicionamento crítico à literatura 
Alternativas
Ano: 2024 Banca: VUNESP Órgão: PM-SP Prova: VUNESP - 2024 - PM-SP - Aluno-Oficial |
Q3234462 Português

Leia o trecho do romance Encarnação, de José de Alencar, para responder à questão.


    Conheci outrora uma família que morava em São Clemente.

    Havia em sua casa agradáveis reuniões de que fazia os encantos uma filha, bonita moça de dezoito anos, corada como a aurora e loura como o sol.

    Amália seduzia especialmente pela graça radiante, e pela viçosa e ingênua alegria, que manava dos lábios vermelhos, como dos olhos de topázio, e lhe rorejava1 a lúcida beleza.

    Sua risada argentina era a mais cintilante das volatas2 que ressoavam entre os rumores festivos da casa, onde à noite o piano trinava sob os dedos ágeis da melhor discípula do Arnaud.

    Acontecia-lhe chorar algumas vezes por causa de um vestido que a modista não lhe fizera a gosto, ou de um baile muito desejado que se transferia; mas essas lágrimas efêmeras, que saltavam em bagas dos grandes olhos luminosos, iam nas covinhas da boca transformar-se em cascatas de risos frescos e melodiosos.

    Tinha razão de folgar.

    Era o carinho dos pais e a predileta de quantos a conheciam. Muitos dos mais distintos moços da corte a adoravam. Ela, porém, preferia a isenção de menina; e não pensava em escolher um dentre tantos apaixonados, que a cercavam.

    Os pais, que desejavam muito vê-la casada e feliz, sentiam quando ela recusava algum partido vantajoso. Mas reconheciam ao mesmo tempo que formosa, rica e prendada como era, a filha tinha o direito de ser exigente; e confiavam no futuro.

    Outra e bem diversa era a causa da indiferença da moça.

    Amália não acreditava no amor. A paixão para ela só existia no romance. Os enlevos3 de duas almas a viverem uma da outra não passavam de arroubos de poesia, que davam em comédia quando os queriam transportar para o mundo real.

    Tinha sobre o casamento ideias mui positivas. Considerava o estado conjugal uma simples partilha de vida, de bens, de prazeres e trabalhos.

    Estes não os queria: os mais ela os possuía e gozava, mesmo solteira, no seio de sua família.

    Era feliz; não compreendia, portanto, a vantagem de ligar-se para sempre a um estranho, no qual podia encontrar um insípido companheiro, se não fosse um tirano doméstico.

    Estes pensamentos, Amália não os enunciava, nem os erigia em opiniões. Eram apenas os impulsos íntimos de sua vontade; obedecendo a eles, não tinha a menor pretensão à excentricidade.

    Ao contrário, como sabia do desejo dos pais, aceitava de boa mente a corte de seus admiradores. Mas estes bem percebiam que para a travessa e risonha vestal4 dos salões, o amor não era mais do que um divertimento de sociedade, semelhante à dança ou à música.

    Conservando a sua independência de filha querida, e moça da moda, Amália não nutria prejuízos contra o casamento, que aliás aceitava como uma solução natural para o outono da mulher.

    Ela bem sabia, que depois de haver gozado da mocidade, no fim de sua esplêndida primavera, teria de pagar o tributo à sociedade, e como as outras escolher um marido, fazer-se dona-de-casa, e rever nos filhos a sua beleza desvanecida.

    Até lá, porém, era e queria ser flor. Das suas lições de botânica lhe ficara bem viva esta recordação, que o fruto só desponta quando as pétalas começam a fanar-se: se vem antes disso, eiva5.


(Encarnação, 2003.)


1rorejar: gotejar.

2volata: série de notas musicais executadas rapidamente.

3enlevo: êxtase, deleite.

4vestal: sacerdotisa da deusa romana Vesta; mulher muito bonita que devia guardar rigorosa castidade.

5eivar: falhar.

Na expressão “outono da mulher” (16º parágrafo), a palavra sublinhada é uma metáfora para referir-se 
Alternativas
Ano: 2024 Banca: VUNESP Órgão: PM-SP Prova: VUNESP - 2024 - PM-SP - Aluno-Oficial |
Q3234461 Português

Leia o trecho do romance Encarnação, de José de Alencar, para responder à questão.


    Conheci outrora uma família que morava em São Clemente.

    Havia em sua casa agradáveis reuniões de que fazia os encantos uma filha, bonita moça de dezoito anos, corada como a aurora e loura como o sol.

    Amália seduzia especialmente pela graça radiante, e pela viçosa e ingênua alegria, que manava dos lábios vermelhos, como dos olhos de topázio, e lhe rorejava1 a lúcida beleza.

    Sua risada argentina era a mais cintilante das volatas2 que ressoavam entre os rumores festivos da casa, onde à noite o piano trinava sob os dedos ágeis da melhor discípula do Arnaud.

    Acontecia-lhe chorar algumas vezes por causa de um vestido que a modista não lhe fizera a gosto, ou de um baile muito desejado que se transferia; mas essas lágrimas efêmeras, que saltavam em bagas dos grandes olhos luminosos, iam nas covinhas da boca transformar-se em cascatas de risos frescos e melodiosos.

    Tinha razão de folgar.

    Era o carinho dos pais e a predileta de quantos a conheciam. Muitos dos mais distintos moços da corte a adoravam. Ela, porém, preferia a isenção de menina; e não pensava em escolher um dentre tantos apaixonados, que a cercavam.

    Os pais, que desejavam muito vê-la casada e feliz, sentiam quando ela recusava algum partido vantajoso. Mas reconheciam ao mesmo tempo que formosa, rica e prendada como era, a filha tinha o direito de ser exigente; e confiavam no futuro.

    Outra e bem diversa era a causa da indiferença da moça.

    Amália não acreditava no amor. A paixão para ela só existia no romance. Os enlevos3 de duas almas a viverem uma da outra não passavam de arroubos de poesia, que davam em comédia quando os queriam transportar para o mundo real.

    Tinha sobre o casamento ideias mui positivas. Considerava o estado conjugal uma simples partilha de vida, de bens, de prazeres e trabalhos.

    Estes não os queria: os mais ela os possuía e gozava, mesmo solteira, no seio de sua família.

    Era feliz; não compreendia, portanto, a vantagem de ligar-se para sempre a um estranho, no qual podia encontrar um insípido companheiro, se não fosse um tirano doméstico.

    Estes pensamentos, Amália não os enunciava, nem os erigia em opiniões. Eram apenas os impulsos íntimos de sua vontade; obedecendo a eles, não tinha a menor pretensão à excentricidade.

    Ao contrário, como sabia do desejo dos pais, aceitava de boa mente a corte de seus admiradores. Mas estes bem percebiam que para a travessa e risonha vestal4 dos salões, o amor não era mais do que um divertimento de sociedade, semelhante à dança ou à música.

    Conservando a sua independência de filha querida, e moça da moda, Amália não nutria prejuízos contra o casamento, que aliás aceitava como uma solução natural para o outono da mulher.

    Ela bem sabia, que depois de haver gozado da mocidade, no fim de sua esplêndida primavera, teria de pagar o tributo à sociedade, e como as outras escolher um marido, fazer-se dona-de-casa, e rever nos filhos a sua beleza desvanecida.

    Até lá, porém, era e queria ser flor. Das suas lições de botânica lhe ficara bem viva esta recordação, que o fruto só desponta quando as pétalas começam a fanar-se: se vem antes disso, eiva5.


(Encarnação, 2003.)


1rorejar: gotejar.

2volata: série de notas musicais executadas rapidamente.

3enlevo: êxtase, deleite.

4vestal: sacerdotisa da deusa romana Vesta; mulher muito bonita que devia guardar rigorosa castidade.

5eivar: falhar.

De acordo com o trecho, Amália considerava o casamento uma 
Alternativas
Ano: 2024 Banca: VUNESP Órgão: PM-SP Prova: VUNESP - 2024 - PM-SP - Aluno-Oficial |
Q3234460 Português

Examine a tirinha de Fernando Gonsales, publicada no site do autor em 08.04.2024, para responder à questão.


TEXTO21-22.png (405×397)

O ponto de exclamação é uma pontuação versátil que pode explicitar uma ampla gama de emoções e intenções. Na fala do primeiro e do último quadrinho, esse ponto expressa, respectivamente, 
Alternativas
Ano: 2024 Banca: VUNESP Órgão: PM-SP Prova: VUNESP - 2024 - PM-SP - Aluno-Oficial |
Q3234459 Português

Examine a tirinha de Fernando Gonsales, publicada no site do autor em 08.04.2024, para responder à questão.


TEXTO21-22.png (405×397)

O efeito de humor da tirinha se dá por meio do emprego da linguagem 
Alternativas
Ano: 2024 Banca: VUNESP Órgão: PM-SP Prova: VUNESP - 2024 - PM-SP - Aluno-Oficial |
Q3234458 Geografia
   Há, em 2024, mais jovens no Brasil que não estudam, não trabalham e nem estão procurando emprego. No primeiro trimestre de 2023, havia cerca de 4 milhões de pessoas entre 14 e 24 anos nessa condição. Agora, no mesmo período do ano, são 5,4 milhões. De acordo com o levantamento, cerca de 60% dessa população é composta por mulheres. A maior parte delas, inclusive, tem filhos pequenos. Em um outro recorte, 68% dos que não estudam, não trabalham e nem buscam emprego são negros.
(André Lucena. www.cartacapital.com.br, 28.05.2024. Adaptado.)

A característica da população jovem brasileira apresentada no excerto tem como impacto 
Alternativas
Ano: 2024 Banca: VUNESP Órgão: PM-SP Prova: VUNESP - 2024 - PM-SP - Aluno-Oficial |
Q3234457 Geografia
Analise o cartograma que demonstra a produção e a exportação da soja e do milho acima e abaixo do paralelo 16º S, em 2023.
19.png (387×308)
(www.canalrural.com.br, 09.03.2024.)

De acordo com a análise do cartograma e conhecimentos sobre a estrutura do agronegócio brasileiro, a variação na produção e exportação de grãos da soja e do milho ao norte e ao sul do paralelo 16º S é resultado 
Alternativas
Ano: 2024 Banca: VUNESP Órgão: PM-SP Prova: VUNESP - 2024 - PM-SP - Aluno-Oficial |
Q3234456 Geografia
   Apesar dos protestos nas ruas e alertas da comunidade internacional, o Parlamento da Geórgia adotou uma polêmica lei sobre a influência estrangeira, que afeta a regulação de veículos de comunicação e Organizações Não-Governamentais (ONGs). A lei exige que os meios de comunicação e as ONGs que obtenham mais de 20% de seu orçamento do exterior se registrem como órgãos que “cumprem o interesse de uma potência estrangeira”. Para os opositores, essa lei restringirá a liberdade de imprensa e obstruirá as chances de a Geórgia ingressar em organismos multilaterais de cooperação internacional. A presidente da Geórgia, Salome Zurabishvili, vetou a lei em 18.05.2024. Na ocasião, ela disse que o texto “contradiz nossa Constituição e todas as normas europeias”, representando um “obstáculo ao nosso caminho europeu”.
(Parlamento da Geórgia aprova lei de ‘influência estrangeira’ em meio a protestos contra medida. https://oglobo.globo.com, 29.05.2024. Adaptado.)

Sabendo que a Geórgia está localizada na Europa Oriental e que integrou a União Soviética, a lei mencionada no excerto é um instrumento que limita seus interesses geopolíticos quanto 
Alternativas
Ano: 2024 Banca: VUNESP Órgão: PM-SP Prova: VUNESP - 2024 - PM-SP - Aluno-Oficial |
Q3234455 Geografia
   Transformação digital, 5G, indústria 4.0, inteligência artificial (IA), computação em nuvem, blockchain e muitos outros termos são novas expressões que têm inundado o mundo inteiro. A transformação digital é uma mudança radical na forma de pensar como uma organização utiliza tecnologia, pessoas e processos para alterar seu desempenho nos negócios. Empregam-se tecnologias e ferramentas digitais para criar ou modificar processos de negócios existentes, culturas empresariais e a experiência do usuário, conseguindo assim atender aos requisitos de mercado em constante modificação.
(Robert Spadinger. “Internet das coisas (IOT) transformação digital e indústria 4.0”. In: Luiz Claudio Kubota (org.). Digitalização e tecnologias da informação e comunicação, 2024. Adaptado.)

O cenário descrito no excerto tem como consequência 
Alternativas
Ano: 2024 Banca: VUNESP Órgão: PM-SP Prova: VUNESP - 2024 - PM-SP - Aluno-Oficial |
Q3234454 Geografia
Extração global de recursos, quatro categorias principais de recursos, 1970-2024, milhões de toneladas
16.png (435×205)
(Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma). Perspectiva de Recursos Globais, 2024. Adaptado.)

A partir da análise do gráfico e de conhecimentos sobre a crise ambiental em escala mundial, verifica-se que 
Alternativas
Ano: 2024 Banca: VUNESP Órgão: PM-SP Prova: VUNESP - 2024 - PM-SP - Aluno-Oficial |
Q3234453 Geografia
   A ilha de Taiwan sofreu com o maior terremoto em 25 anos no dia 02.04.2024, quando um abalo sísmico de 7,4 na escala Richter foi sentido na cidade de Hualien, que está situada a cerca de 150 quilômetros da capital, Taipei, como informou o Serviço Geológico dos Estados Unidos (United States Geological Survey, da sigla USGS). O terremoto também foi sentido em Xangai, na China, e em várias províncias ao longo da costa sudeste chinesa. A intensidade do tremor alcançou cerca de 35 quilômetros de profundidade e com isso um alerta de tsunami foi gerado no Japão. Ao longo dos últimos 50 anos, o território de Taiwan tem sofrido com terremotos de alta intensidade e o principal motivo é a sua localização geográfica no mundo.
(www.nationalgeographicbrasil.com, 03.04.2024. Adaptado.)

Os eventos geológicos descritos no excerto são provocados pelo movimento 
Alternativas
Ano: 2024 Banca: VUNESP Órgão: PM-SP Prova: VUNESP - 2024 - PM-SP - Aluno-Oficial |
Q3234452 Sociologia
   Ao ser criada uma nova política pública, devem ser definidos, entre outros itens, os responsáveis pela coordenação e articulação das ações; as competências das principais partes envolvidas, com respectivos objetivos, papéis, responsabilidades, recursos e obrigações; o grau de focalização ou universalização da política pública, considerando as necessidades do público-alvo e os recursos disponíveis; e o plano de gestão de riscos com a identificação dos principais problemas que podem surgir e as medidas mitigadoras para tratá-los.
(“Aprovado projeto que estabelece normas para criação de políticas públicas”. www.coad.com.br, 05.04.2018.)

A elaboração descrita no excerto é parte das funções típicas do Poder 
Alternativas
Ano: 2024 Banca: VUNESP Órgão: PM-SP Prova: VUNESP - 2024 - PM-SP - Aluno-Oficial |
Q3234451 Sociologia
   Uma história de 150 anos que começa com uma viagem de um mês e meio em condições precárias, nos fundos de um navio, agarrando-se à família e à esperança de um futuro do outro lado do oceano. Assim chegavam cerca de 400 italianos à costa brasileira em 21 de fevereiro de 1874, pioneiros de um movimento que atraiu 1,4 milhão de pessoas em 50 anos. A travessia, realizada no navio La Sofia, de Gênova rumo ao Espírito Santo, alterou para sempre não somente a vida de cada um desses desbravadores, mas a cultura e a economia brasileiras, que ganharam contornos italianos inegáveis desde então.
(Gabriel Rodrigues. “Há 150 anos, imigração italiana foi pioneira e transformou o Brasil”. www.otempo.com.br, 21.02.2024.)

A situação retratada no excerto remete 
Alternativas
Ano: 2024 Banca: VUNESP Órgão: PM-SP Prova: VUNESP - 2024 - PM-SP - Aluno-Oficial |
Q3234450 Sociologia
   Apesar de o Brasil ter uma das maiores áreas cultiváveis do planeta devido ao clima e ao solo favoráveis, 116 milhões de habitantes vivem em situação de insegurança alimentar. […] E, ao mesmo tempo em que 19 milhões de cidadãos no país passam fome, 26,8% da população adulta sofrem de obesidade devido à alimentação baseada em produtos baratos, ultraprocessados ou de pouco valor nutritivo.
(Maria Eduarda Cardim e Rosana Hessel. “Brasil das safras recordes enfrenta fome e obesidade”. www.correiobraziliense.com.br, 10.02.2022.)

O excerto revela que (
Alternativas
Ano: 2024 Banca: VUNESP Órgão: PM-SP Prova: VUNESP - 2024 - PM-SP - Aluno-Oficial |
Q3234449 Sociologia
   […] a agricultura e a vida econômica costumam estabelecer para si mesmas outros fins que não a satisfação da necessidade de alimento; o casamento em geral expressa outras coisas, de maneira mais visível, que a preferência sexual; e o luto não enfatiza com clareza o pesar. Quanto mais intimamente conhecemos o funcionamento interno de diferentes culturas, com mais facilidade podemos ver que a variabilidade quase infinita em qualquer traço cultural, se ele for observado em volta do globo, não é um mero eco das mudanças em alguma simples resposta humana subjacente. Esteve em ação uma força diferente e maior, que usou as situações recorrentes de acasalamento, morte, abastecimento e as demais quase como matéria-prima, e as elaborou para expressar sua própria intenção. Podemos chamar essa força que curva ocasiões segundo seus propósitos e as molda a seu próprio idioma dentro dessa sociedade de sua tendência dominante.
(Celso Castro. Textos básicos de Antropologia – cem anos de tradição: Boas, Malinowski, Lévi-Strauss e outros, 2016.)

De acordo com o pensamento do autor, a atuação da tendência dominante em circunstâncias cotidianas 
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Q3234448 Filosofia
10.png (426×533)
(Quino. Toda Mafalda, 2010.)

A reflexão suscitada pela tirinha é estudada em Filosofia a partir da 
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Q3234447 Filosofia
   Para Platão, o homem tende à socialização, ou seja, é naturalmente que os homens se unem para formar uma cidade e, desse modo, satisfazerem mais facilmente suas necessidades. A igualdade entre os homens, de acordo com Platão, não existe, e isto é para ele mais um traço da natureza humana. A propriedade é um dos fatores necessários para entender a questão da desigualdade. Há que se notar que Platão, por meio da proibição da propriedade, tenta, de uma certa forma, sanar a desigualdade social. No entanto, em seu estado ideal, ele instaura classes sociais que não devem intrometer-se umas nas outras, pois, sendo uns superiores e outros inferiores, devem permanecer em seu lugar, exercendo a função que lhes fora designada por natureza.
(Cristiane Aparecida Barbosa. “A desigualdade nos clássicos políticos: de Platão a Rousseau”. Educação e Filosofia, 2004. Adaptado.)

Em sua obra A República, Platão discute a noção de justiça e como ela se manifesta tanto na cidade ideal como nos indivíduos. Essa discussão apresenta o impasse indicado no excerto, a partir do qual a noção de desigualdade é 
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Q3234446 Filosofia
Analise a notícia.
   Cientistas chineses conseguiram clonar com sucesso um macaco rhesus. A informação foi divulgada em 16.01.2024. O relatório detalha a experiência de clonar o macaco e aborda os avanços da tecnologia de clonagem. A equipe de cientistas disse que seguiu as leis e diretrizes chinesas sobre uso de primatas não-humanos em estudos. A Sociedade Real para a Prevenção de Crueldade Animal do Reino Unido afirmou que possui “sérias preocupações éticas e de bem-estar em torno do uso de tecnologia de clonagem de animais”.
(“Cientistas chineses realizam primeira clonagem de macaco rhesus”. www.cnnbrasil.com.br, 16.01.2024. Adaptado.)

Descrita como um sucesso, a situação noticiada 
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Respostas
12781: D
12782: D
12783: C
12784: D
12785: A
12786: B
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12800: A