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I. A reposição volêmica inicial com solução salina isotônica (0,9% NaCl) é fundamental para restaurar a perfusão tecidual.
II. A administração de insulina deve ser iniciada com uma dose bolus intravenosa seguida de infusão contínua, visando, principalmente, normalizar o nível de glicemia.
III. Se o potássio sérico estiver abaixo de 3,3 mEq/L, é imprescindível iniciar a reposição de potássio antes da administração de insulina, para evitar arritmias cardíacas.
IV. O uso de bicarbonato de sódio é indicado rotineiramente em todos os casos de DKA, independentemente do valor do pH, para corrigir a acidose metabólica.
V. A redução da glicemia deve ser gradual, com uma queda aproximada de 50–70 mg/dL por hora, para minimizar o risco de complicações, como o edema cerebral.
Estão corretas apenas as afirmativas:
Com base no caso acima, qual seria a conduta ideal?
( ) A terapia antirretroviral (TARV) está indicada para todas as pessoas vivendo com HIV, independentemente da contagem de linfócitos T-CD4+.
( ) O início precoce da TARV, preferencialmente até sete dias após o diagnóstico, está associado a melhores desfechos clínicos e redução da transmissão do HIV.
( ) A profilaxia pré-exposição (PrEP) é recomendada apenas para indivíduos que já tiveram diagnóstico prévio de infecção pelo HIV.
( ) A coinfecção tuberculose-HIV é uma das principais causas de morbimortalidade em pessoas vivendo com HIV, especialmente naquelas com contagem de CD4 inferior a 200 células/mm³.
Com base nesse quadro clínico, qual é o diagnóstico mais provável?
I. A progressão da doença de Alzheimer costuma ser contínua e insidiosa, com envolvimento inicial predominante da memória recente, enquanto a demência vascular geralmente apresenta uma evolução em degraus, com períodos de estabilidade intercalados por declínios súbitos.
II. A demência por corpos de Lewy e a doença de Alzheimer compartilham características clínicas semelhantes e não é possível diferenciá-las por meio de exames clínicos ou de imagem.
III. A presença de parkinsonismo, alucinações visuais detalhadas e flutuações cognitivas significativas são características centrais da doença de Alzheimer e ajudam a diferenciá-la de outras demências neurodegenerativas.
IV. O diagnóstico de demência vascular deve ser confirmado pela presença de lesões cerebrovasculares em neuroimagem, além de correlação clínica com déficits cognitivos compatíveis com as áreas afetadas.
V. A atrofia do hipocampo visualizada por ressonância magnética é um achado típico da doença de Alzheimer e pode ajudar a diferenciá-la da demência vascular e da demência por corpos de Lewy.
Estão corretas apenas as afirmativas:
● Hemoglobina: 9,5 g/dL
● Volume corpuscular médio (VCM): 72 fL
● RDW: 16,5% ● Ferritina: 8 ng/mL (valor de referência: 15-200 ng/mL)
● Ferro sérico: 30 mcg/dL (valor de referência: 50-170 mcg/dL)
● Capacidade total de ligação do ferro (TIBC): 420 mcg/dL (elevada)
Com base nos achados laboratoriais e na abordagem diagnóstica das anemias, marque a opção com a conduta mais adequada para o caso:
I. A presença de febre prolongada e leucocitose é suficiente para confirmar o diagnóstico de endocardite infecciosa, pois são considerados critérios maiores para o diagnóstico.
II. Segundo o escore de Duke o diagnóstico definitivo da endocardite infecciosa se dá na presença de dois critérios maiores, ou um critério maior e três menores, ou cinco critérios menores.
III. O ecocardiograma transesofágico (ETE) tem maior sensibilidade do que o ecocardiograma transtorácico (ETT) e é indicado principalmente em pacientes com alta suspeita de endocardite, presença de prótese valvar ou exames inconclusivos.
IV. O tratamento empírico da endocardite infecciosa em pacientes com prótese valvar deve incluir vancomicina e gentamicina, podendo ser associada rifampicina em infecções precoces (<1 ano da cirurgia).
V. A cirurgia cardíaca está contraindicada nos primeiros 6 meses de infecção por Staphylococcus aureus em portadores de prótese valvar, pois a mortalidade do procedimento é alta e o tratamento deve ser exclusivamente clínico.
Estão corretas apenas as afirmativas:
Paciente, 58 anos, sexo masculino, hipertenso e tabagista, é admitido no pronto-socorro com dispneia súbita e dor torácica pleurítica há 2 horas. Ao exame físico, apresenta frequência cardíaca de 110 bpm, pressão arterial de 125/80 mmHg e saturação de O₂ de 92% em ar ambiente. Não há sinais clínicos de insuficiência cardíaca direita. A angiotomografia de tórax confirma a presença de trombo em ramos segmentares da artéria pulmonar direita. O ecocardiograma mostra pressão sistólica de ventrículo direito de 35 mmHg sem disfunção ventricular direita.
De acordo com as diretrizes mais recentes sobre tromboembolismo pulmonar (TEP), qual é a melhor abordagem inicial para este paciente?
( ) O score de GRACE é um dos principais métodos de estratificação de risco em pacientes com SCA sem supradesnivelamento do segmento ST (SCASEST), sendo útil para definir a estratégia invasiva precoce.
( ) O tratamento inicial da síndrome coronariana aguda inclui antiplaquetários, anticoagulação e controle dos fatores de risco.
( ) Em pacientes com infarto agudo do miocárdio com supradesnivelamento do ST (IAMCSST), a terapia de reperfusão deve ser realizada o mais rápido possível, seja por angioplastia primária ou fibrinólise.
( ) Betabloqueadores são contraindicados na fase aguda do infarto, pois aumentam a mortalidade e não devem ser utilizados mesmo em pacientes hemodinamicamente estáveis.
● Ritmo sinusal, frequência cardíaca de 78 bpm em repouso.
● Pressão arterial média de 110/70 mmHg.
● Creatinina sérica de 1,2 mg/dL (TFG estimada >60 mL/min/1,73 m²).
● Potássio de 4,6 mEq/L.
● ECG sem bloqueios de ramo (QRS <120 ms).
● Sem evidência de sobrecarga volumétrica significativa no momento.
Em relação ao manejo da insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida, qual a melhor conduta para reduzir morbidade e mortalidade neste paciente que se mantém sintomático apesar de terapia tripla padrão (iECA, betabloqueador e antagonista do receptor de aldosterona)?
I. O uso de betabloqueadores na profilaxia primária de hemorragia digestiva alta é indicado para pacientes com varizes de médio ou grande calibre, em especial se apresentarem sinais de alto risco, como “red wale signs”.
II. A paracentese de grande volume (geralmente >5 litros) deve ser acompanhada de reposição de albumina (cerca de 8 g/L de líquido removido) para reduzir o risco de disfunção circulatória pós-paracentese.
III. Em pacientes com cirrose Child-Pugh C, hiponatremia severa (Na <130 mEq/L) e ascite refratária, o manejo principal baseia-se em intensificar as doses de diuréticos (espironolactona e furosemida).
IV. Pacientes com cirrose compensada, porém sem varizes ou apenas com varizes pequenas sem fatores de risco, devem receber carvedilol ou propranolol para reduzir a pressão portal.
V. A antibioticoprofilaxia secundária para prevenir peritonite bacteriana espontânea (PBE) em pacientes que já tiveram um episódio prévio de infecção pode ser feita com norfloxacino 400 mg/dia ou outra quinolona.
Estão corretas apenas as afirmativas:
De acordo com os critérios de sepse e as recomendações para o seu manejo, marque a opção com a conduta mais adequada para o caso.
( ) A mutação associada ao desenvolvimento da Anemia Falciforme ocorre na cadeia beta da hemoglobina, resultando na substituição de ácido glutâmico por valina na posição 6.
( ) O principal tratamento modificador de doença para pacientes com anemia falciforme e crises dolorosas frequentes é a reposição rotineira de ferro.
( ) A hidroxiureia é uma medicação frequentemente utilizada no tratamento da Anemia Falciforme, porém a medicação não está associada à redução na taxa de crises vaso-oclusivas e da necessidade de transfusões.
( ) A vacina contra pneumococo é recomendada em pacientes com anemia falciforme devido ao risco aumentado de infecções graves.
Considerando o caso clínico acima, qual é a conduta inicial mais apropriada para este caso de retocolite ulcerativa moderada, refratária à dose habitual de Mesalazina?