Questões Militares Para psiquiatria

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Q937378 Psiquiatria

O psiquiatra alemão Kurt Schneider (1887-1967) estabeleceu uma hierarquia de sintomas de acordo com sua importância para o diagnóstico da esquizofrenia. Os chamados sintomas de primeira ordem eram considerados bastante sugestivos de esquizofrenia, desde que excluídas causas orgânicas. Os sintomas de segunda ordem teriam menor valor para o diagnóstico, mas a presença de sintomas de primeira ordem não era estritamente obrigatória para o diagnóstico do transtorno.


De acordo com Kurt Schneider qual é considerado um sintoma de primeira ordem?

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Q937377 Psiquiatria
Com relação aos transtornos alimentares, é correto afirmar que
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Q937376 Psiquiatria
Considerando-se o tratamento farmacológico do Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC), é correto afirmar que
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Q937375 Psiquiatria
O termo fobia refere-se a um medo excessivo de objeto, circunstância ou situação específicos. A fobia específica é um medo intenso e persistente de um objeto ou de uma situação. As taxas de prevalência das fobias específicas em mulheres, geralmente, costumam ser o dobro daquelas observadas entre os homens, exceto no caso da fobia tipo
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Q937374 Psiquiatria

Paciente de 23 anos, sexo masculino, comparece para atendimento psiquiátrico acompanhado por seu pai, preocupado com a “solidão” do filho. O paciente não apresenta queixas espontâneas. Relatam história de um padrão difuso de distanciamento das relações sociais e de expressão restrita de emoções em contextos interpessoais. Segundo o acompanhante, paciente sempre demonstrou pouco interesse em manter relações íntimas com outras pessoas, quase sempre opta por atividades solitárias e não tem amigos próximos ou confidentes que não sejam os familiares de primeiro grau. Paciente diz não ter interesse em experiências sexuais com outra pessoa, fala que tem prazer em poucas atividades, mostra-se indiferente ao elogio ou à crítica de outros e demonstra frieza emocional. Não há história de comorbidades clínicas ou de uso de substâncias psicoativas. O pai relata desenvolvimento neuropsicomotor dentro dos limites da normalidade e desempenho acadêmico regular. O paciente, atualmente, trabalha com seu pai em uma pequena empresa familiar. Negam alterações abruptas do comportamento de qualquer natureza.


Com base no caso descrito, é correto afirmar que o diagnóstico mais provável é o de transtorno da personalidade

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Q937373 Psiquiatria

“Uma das bases modernas da medicina personalizada é a área de pesquisa conhecida como farmacogenética. Ela se baseia na premissa de que é possível buscar, no genoma do indivíduo, pistas de quais drogas podem ou não funcionar para determinadas doenças.


Os cientistas hoje se esforçam para destrinchar o que alterações em genes do complexo citocromo P450 (presente em células hepáticas e importante para a metabolização e eliminação de uma grande variedade de drogas) querem dizer para os tratamentos medicamentosos”.

(ALVES, Gabriel. Teste genético ajuda médico a indicar o melhor antidepressivo. Folha de São Paulo. São Paulo, 26 jun 2017. Equilíbrio e Saúde, s/p)


Testes farmacogenéticos têm recebido cada vez mais divulgação pela mídia e, consequentemente, apresentam ao psiquiatra novas questões sobre as quais refletir na prática clínica.


Considerando a farmacocinética dos antidepressivos Bupropiona e Venlafaxina, é correto afirmar que a sequência que apresenta, respectivamente, as enzimas do citocromo P450 responsáveis por sua metabolização, é

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Q937372 Psiquiatria
A síndrome de abstinência que cursa tipicamente com taquicardia, hipertensão arterial, desregulação térmica, febre, cãibras musculares, diarreia, rinorreia, lacrimejamento, piloereção, bocejos e midríase é a de
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Q937371 Psiquiatria
Do ponto de vista psicopatológico, a cenestopatia é uma alteração da
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Q937370 Psiquiatria
Considerando-se os aspectos neuropsiquiátricos da infecção pelo Human Immunodeficiency Virus/ Síndrome de Imunodeficiência Adquirida (HIV/SIDA), é correto afirmar que
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Q867241 Psiquiatria

P. H. D., 58 anos, casado, 2 filhas, engenheiro de minas. Há 20 anos trabalha em órgão público responsável pela fiscalização de barragens nas mineradoras de todo o país. Após grave acidente envolvendo o rompimento de uma destas barragens, ocorrido há 18 dias, o paciente desenvolveu importante sofrimento psíquico, passou a se isolar, parou de comer, perdeu mais de 10kg, não dorme, permanece o tempo todo na cama. Nos últimos 3 dias, além desses sintomas, passou a dizer também que havia câmeras que o vigiavam e escutas nos telefones. Acreditava que seria preso, perderia seus bens e que toda a família se envergonharia dele. Dizia ser o único culpado pela tragédia, pois teria estado no local do acidente três dias antes do ocorrido e dado o aval para a continuidade das atividades da mineradora. Sua mulher entrou em contato com os colegas de trabalho e verificou que o paciente esteve naquele local três anos antes do acidente e que, no último ano, o paciente esteve responsável apenas pelo trabalho burocrático no escritório. Mesmo confrontado com esta informação, P. H. D. insistia que esteve no local e que era o único responsável pelo acidente. Tentou se enforcar no banheiro de casa há dois dias, motivo pelo qual foi internado numa clínica psiquiátrica. A equipe de enfermagem o vigiava 24 horas por dia para evitar novas tentativas de autoextermínio, uma vez que o paciente reiterava a intenção de atentar contra a própria vida.


Antecedentes pessoais: sem história pregressa do uso de psicofármacos e de adoecimento psíquico. Como comorbidades clínicas, hipotireoidismo e acompanhamento nefrológico para investigação de redução aguda da função renal.

A conduta mais adequada para o caso relatado é
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Q867240 Psiquiatria

P. H. D., 58 anos, casado, 2 filhas, engenheiro de minas. Há 20 anos trabalha em órgão público responsável pela fiscalização de barragens nas mineradoras de todo o país. Após grave acidente envolvendo o rompimento de uma destas barragens, ocorrido há 18 dias, o paciente desenvolveu importante sofrimento psíquico, passou a se isolar, parou de comer, perdeu mais de 10kg, não dorme, permanece o tempo todo na cama. Nos últimos 3 dias, além desses sintomas, passou a dizer também que havia câmeras que o vigiavam e escutas nos telefones. Acreditava que seria preso, perderia seus bens e que toda a família se envergonharia dele. Dizia ser o único culpado pela tragédia, pois teria estado no local do acidente três dias antes do ocorrido e dado o aval para a continuidade das atividades da mineradora. Sua mulher entrou em contato com os colegas de trabalho e verificou que o paciente esteve naquele local três anos antes do acidente e que, no último ano, o paciente esteve responsável apenas pelo trabalho burocrático no escritório. Mesmo confrontado com esta informação, P. H. D. insistia que esteve no local e que era o único responsável pelo acidente. Tentou se enforcar no banheiro de casa há dois dias, motivo pelo qual foi internado numa clínica psiquiátrica. A equipe de enfermagem o vigiava 24 horas por dia para evitar novas tentativas de autoextermínio, uma vez que o paciente reiterava a intenção de atentar contra a própria vida.


Antecedentes pessoais: sem história pregressa do uso de psicofármacos e de adoecimento psíquico. Como comorbidades clínicas, hipotireoidismo e acompanhamento nefrológico para investigação de redução aguda da função renal.

O diagnóstico mais provável para esse caso é
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Q867239 Psiquiatria

Analise as afirmativas abaixo sobre o consumo de álcool e outras substâncias psicoativas.


I - Características individuais, tais como gênero, etnia e grau de instrução, influenciam no padrão de uso, bem como no desenvolvimento da dependência de álcool.

II - O consumo diário de mais de 5 doses de álcool para homens e 4 doses para mulheres já configura um padrão de dependência alcoólica (1 dose: 1 lata de cerveja ou 1 taça de vinho ou 1 dose de whisky).

III - Após um longo período de abstinência (mais de 10 anos), é possível ao dependente de álcool retomar um padrão social de uso.

IV -O delirium tremens é considerado um sintoma grave de abstinência alcoólica e pode ser letal.

V - De acordo com o DSM-IV-TR, os critérios diagnósticos para a dependência de substância podem ser aplicados para qualquer classe de substâncias.


Está correto apenas o que se afirma em

Alternativas
Q867238 Psiquiatria

H. M., 48 anos, casado, 3 filhos, trabalhador da construção civil, previamente hígido. Há 2 semanas presenciou o assassinato de um colega de trabalho, dependente químico, que devia dinheiro ao traficante local. H. M. não foi visto pelos bandidos e se escondeu durante o ocorrido, porém pôde ver toda a ação e o sofrimento do colega, sem poder ajudá-lo. Desde então, não consegue retornar ao local de trabalho, “tomou pavor” daquela construção. A esposa relata que H. parece distante, tem pesadelos e acorda gritando quase todas as noites. Já perdeu peso, pois não consegue se alimentar. Chora, relembra diariamente a cena. Quando os filhos estão por perto, sobressalta-se com os movimentos e ruídos dos mesmos.


O diagnóstico mais provável para o caso é o transtorno

Alternativas
Q867237 Psiquiatria

M. L. R., 29 anos, solteira, sem filhos, secretária-executiva de uma grande empresa. Desde a infância, demonstra incômodo com uma pequena mancha na região frontal próxima à implantação dos cabelos, de coloração bege-clara, hoje medindo cerca de 0,5cm de diâmetro. Já procurou diversos dermatologistas, que a tranquilizaram quanto à lesão, afirmando da sua benignidade. Apesar do pequeno tamanho e da coloração discreta, a paciente passou a tentar esconder a mancha, cobrindo-a com os cabelos e a maquiagem. A família insiste que a lesão não é chamativa, mas a paciente não concorda, diz que é a primeira coisa que todos reparam quando olham para seu rosto. Seu trabalho tem sido prejudicado, pois M. passa muito tempo se olhando no espelho para se certificar de que a mancha está bem escondida. Por vezes passa tanta maquiagem que a mesma se torna mais chamativa que a lesão. A paciente tem recusado convites para sair e não vai às festas da família para evitar que as pessoas percebam o “defeito” em seu rosto. M. reconhece o exagero de sua preocupação, mas não consegue evitar o pensamento de que deveria fazer uma cirurgia plástica para remover a lesão.


O diagnóstico mais provável para este caso é

Alternativas
Q867236 Psiquiatria
Homem de 59 anos, casado, comerciante, pardo. Desde os 18 anos de idade faz uso de álcool, que progressivamente tornou-se mais intenso e frequente, necessitando cada vez mais de doses maiores para obter o mesmo efeito de relaxamento. Passou a faltar ao trabalho, sofreu acidentes de trânsito, porém mesmo assim manteve o padrão de uso. Se antes bebia apenas em festas e na companhia dos amigos, passou a beber sozinho, em casa, com ou sem motivo para “comemorar”. Bebia também pela manhã, para “rebater” a ressaca do dia anterior. Perdeu o emprego e a mulher saiu de casa. Decidiu que deveria parar de beber, mas por conta própria porque “não era dependente”. De um dia para o outro, suspendeu totalmente o uso de álcool. No 1º dia abstinente, sentiu-se mal, ansioso, tremendo bastante. No 2º dia, esses sintomas só pioraram, mas não buscou atendimento médico. No 3º dia teve uma convulsão e foi encontrado pelos vizinhos confuso, irritado, tentando tirar as aranhas que só ele via andando pelo seu corpo. 

Avalie as afirmativas sobre o tratamento indicado para o paciente citado na descrição anterior.


I - O tratamento do paciente descrito pode ser realizado ambulatorialmente, desde que um familiar se responsabilize por seus cuidados.

II - Se houver agitação, além dos benzodiazepínicos, podem ser utilizados neurolépticos de alta potência.

III - Clonidina pode ser indicada.

IV - A primeira medida deve ser a infusão de soro glicosado endovenoso para hidratação e reposição calórica.


Está correto apenas o que se afirma em

Alternativas
Q867235 Psiquiatria
Homem de 59 anos, casado, comerciante, pardo. Desde os 18 anos de idade faz uso de álcool, que progressivamente tornou-se mais intenso e frequente, necessitando cada vez mais de doses maiores para obter o mesmo efeito de relaxamento. Passou a faltar ao trabalho, sofreu acidentes de trânsito, porém mesmo assim manteve o padrão de uso. Se antes bebia apenas em festas e na companhia dos amigos, passou a beber sozinho, em casa, com ou sem motivo para “comemorar”. Bebia também pela manhã, para “rebater” a ressaca do dia anterior. Perdeu o emprego e a mulher saiu de casa. Decidiu que deveria parar de beber, mas por conta própria porque “não era dependente”. De um dia para o outro, suspendeu totalmente o uso de álcool. No 1º dia abstinente, sentiu-se mal, ansioso, tremendo bastante. No 2º dia, esses sintomas só pioraram, mas não buscou atendimento médico. No 3º dia teve uma convulsão e foi encontrado pelos vizinhos confuso, irritado, tentando tirar as aranhas que só ele via andando pelo seu corpo. 
De acordo com a descrição acima, assinale a alternativa que apresenta os prováveis diagnósticos para este paciente.
Alternativas
Q867234 Psiquiatria

Avalie as afirmativas abaixo sobre psicopatologia.


I - Uma criança, ao observar nuvens e ver nelas as figuras de um dinossauro e de um cavalo, está experimentando uma pareidolia.

II - Ilusão e alucinação são sinônimos.

III - “Não tenho ânimo para nada”, “não tenho energia”, “estou sem pique” são expressões comumente utilizadas pelos pacientes para descrever a hipobulia.

IV -O ato impulsivo difere do ato compulsivo por ser reconhecido como indesejável e inadequado e por haver a tentativa de refreá-lo ou adiá-lo.


Está correto apenas o que se afirma em

Alternativas
Q867233 Psiquiatria

Paciente de 22 anos, branca, estudante universitária. Durante a aula sofre um desmaio, retomando o nível de consciência após 15 minutos. Durante o episódio, não houve liberação esfincteriana nem descarga motora. A paciente conversa normalmente, não tem queixas, referindo apenas amnésia dos últimos minutos. É levada por colegas ao serviço médico da universidade e, de lá, encaminhada a um hospital. São realizados exames de sangue, ressonância magnética de encéfalo e vídeo-eletroencefalograma de 24 horas, todos normais. A família é acionada e informa que a estudante passa por fase de rebeldia, tem faltado às aulas e teve um desempenho acadêmico ruim ao longo do último semestre. Após observação de 48 horas, a paciente tem alta. Sai sorrindo e planeja sair com amigos no mesmo dia. A aluna solicita perícia médica para trancamento de matrícula do semestre anterior e confidencia à melhor amiga que planejara todo o ocorrido porque não queria ser punida pelos pais. Nunca mais teve episódios semelhantes na vida e retomou o funcionamento anterior.


O diagnóstico mais provável desse paciente é

Alternativas
Q867232 Psiquiatria

Menina de 2 anos, sem intercorrências na gestação ou no período perinatal, perímetro cefálico normal ao nascimento. Até os 6 meses teve um bom desenvolvimento neuropsicomotor, quando iniciou quadro de desaceleração do crescimento cefálico, movimentos estereotipados das mãos, prejuízo na interação social, dificuldade respiratória, retardo psicomotor importante e prejuízo de linguagem. Exames laboratoriais negativos para doenças de depósito e sem histórico de infecções prévias do sistema nervoso central. A interação social tem melhorado, mas os demais sinais e sintomas se mantêm inalterados.


O diagnóstico mais provável para esta criança é o transtorno

Alternativas
Q867231 Psiquiatria

A respeito do medicamento tranilcipromina, avalie as afirmações abaixo.


I - Trata-se de um inibidor da monoaminoxidase reversível.

II - Devem ser evitados os seguintes alimentos durante o uso desta medicação: queijos envelhecidos; embutidos e enlatados; molho shoyu.

III - Deve ser evitado o uso concomitante das seguintes medicações: descongestionantes nasais contendo pseudoefedrina ou efedrina; anfetaminas; inibidores seletivos da receptação de serotonina.

IV -Doença cerebrovascular e feocromocitoma são contraindicações absolutas.


Está correto apenas o que se afirma em

Alternativas
Respostas
801: C
802: B
803: B
804: D
805: C
806: A
807: C
808: C
809: B
810: A
811: D
812: B
813: A
814: C
815: B
816: C
817: B
818: A
819: A
820: D