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Q743638 Português

Texto 2

The Queen

    Confesso que gosto da rainha Elizabeth, que, se entendi bem, o que eu duvido, colocou um blog, ou coisa parecida, seu na internet. Ela parecia exercer seu reinado com placidez e um toque de tédio, de quem gostaria mesmo de estar com os seus cavalos, embora às vezes seja difícil saber se alguém está chateado ou apenas sendo inglês em público. Mas, agora, sabe-se que o enfado da rainha escondia um desejo secreto de modernização e relevância. O blog da rainha seria uma resposta às repetidas sugestões para que se aposente. Ela se renova para ficar. Ou talvez só esteja preocupada em poupar a nação do Charles, ou o Charles da nação.
    Nas fotografias de Elizabeth quando moça, nota-se — se não for uma tara minha — uma certa sensualidade no rosto, algo nos olhos que ela teve que domar para não fugir com um cavalariço, ficar e cumprir suas obrigações. Sobrou disso uma resignação irônica que se vê nos cantos da sua boca até hoje. O inglês Alan Bennett escreveu uma peça sobre Anthony Blunt, um aristocrático historiador de arte que era consultor do palácio e também, soube-se muitos anos depois, espião da União Soviética, em que a rainha aparece, de surpresa, numa cena. Elizabeth e Blunt têm uma conversa sobre a autenticidade na arte que também é uma conversa sobre a duplicidade nas pessoas e a crescente vulgarização da monarquia e suas riquezas, e em que ela diz: “Um monarca já foi definido como alguém que não precisa olhar antes de se sentar. Não mais. É preciso olhar, hoje em dia, pois uma boa possibilidade de a sua cadeira não estar ali, mas em exibição em outro lugar.” A frase é de Bennett, mas é possível imaginá-la dita pela rainha, com o meio sorriso desencantado de quem um dia sonhou ser outra coisa, mas não teve escolha.
(VERISSIMO, Luis Fernando. O mundo é bárbaro e o que nós
temos ver com isso
. Rio de Janeiro: Objetiva, 2008. p. 131-132)
No período “Confesso que gosto da rainha Elizabeth...”, a oração nele grifada “que gosto da rainha Elizabeth” exerce função sintática equivalente a um:
Alternativas
Q743637 Português

Texto 2

The Queen

    Confesso que gosto da rainha Elizabeth, que, se entendi bem, o que eu duvido, colocou um blog, ou coisa parecida, seu na internet. Ela parecia exercer seu reinado com placidez e um toque de tédio, de quem gostaria mesmo de estar com os seus cavalos, embora às vezes seja difícil saber se alguém está chateado ou apenas sendo inglês em público. Mas, agora, sabe-se que o enfado da rainha escondia um desejo secreto de modernização e relevância. O blog da rainha seria uma resposta às repetidas sugestões para que se aposente. Ela se renova para ficar. Ou talvez só esteja preocupada em poupar a nação do Charles, ou o Charles da nação.
    Nas fotografias de Elizabeth quando moça, nota-se — se não for uma tara minha — uma certa sensualidade no rosto, algo nos olhos que ela teve que domar para não fugir com um cavalariço, ficar e cumprir suas obrigações. Sobrou disso uma resignação irônica que se vê nos cantos da sua boca até hoje. O inglês Alan Bennett escreveu uma peça sobre Anthony Blunt, um aristocrático historiador de arte que era consultor do palácio e também, soube-se muitos anos depois, espião da União Soviética, em que a rainha aparece, de surpresa, numa cena. Elizabeth e Blunt têm uma conversa sobre a autenticidade na arte que também é uma conversa sobre a duplicidade nas pessoas e a crescente vulgarização da monarquia e suas riquezas, e em que ela diz: “Um monarca já foi definido como alguém que não precisa olhar antes de se sentar. Não mais. É preciso olhar, hoje em dia, pois uma boa possibilidade de a sua cadeira não estar ali, mas em exibição em outro lugar.” A frase é de Bennett, mas é possível imaginá-la dita pela rainha, com o meio sorriso desencantado de quem um dia sonhou ser outra coisa, mas não teve escolha.
(VERISSIMO, Luis Fernando. O mundo é bárbaro e o que nós
temos ver com isso
. Rio de Janeiro: Objetiva, 2008. p. 131-132)
O emprego do duplo travessão em “— se não for uma tara minha —“ provocou uma acentuada dose de:
Alternativas
Q743636 Português

Texto 1

Clonagem de textos


    A internet aproxima amigos e divulga informação: só é nociva à medida que as pessoas são, elas próprias, nocivas. Infelizmente, uma destas nocividades tem se manifestado em forma de desrespeito ao direito autoral.
    Circula pela internet um texto meu sobre saudade, chamado A dor que dói mais, publicado no site Almas Gêmeas e no meu livro Trem-bala, assinado por Miguel Falabella, inclusive com uns enxertos vulgares, licençapoética que o “co-autor”, seja ele quem for, se permitiu. Também andou circulando um texto meu chamado As razões que o amor desconhece, desta vez creditado a Roberto Freire. No dia Internacional da Mulher, a apresentadora Olga Bongiovanni, da TV Bandeirantes, leu no ar o meu texto O mulherão, e em seguida o disponibilizou no site do programa, onde pude constatar alguns parágrafos adicionados por algum outro co-autor ávido por fazer sua singela contribuição. A produção corrigiu o erro assim que foi avisada. Quem controla isso?
    Imagino que essa apropriação indevida venha lesando diversos outros cronistas, que por dever de ofício produzem textos diariamente, tornando-se inviável o registro de cada um deles. A fiscalização fica por conta do leitor, que, conhecendo o estilo do escritor, pode detectar sua autenticidade.
    Não chega a ser um crime hediondo e também não é novo. Credita-se a Borges um texto sobre como ele viveria se pudesse nascer de novo, que os estudiosos da sua obra negam a autoria, e Gabriel García Marques, pouco tempo atrás, teve que desmentir ser ele o autor de um manifesto meloso que andou circulando entre os internautas. Luis Fernando Veríssimo também andou negando a autoria de um texto sobre drogas, que assinaram com se fosse dele. Todas as pessoas que escrevem estão e sempre estiveram vulneráveis a esses enganos, involuntários ou não, mas não há dúvida de que a internet, pela facilidade e rapidez de divulgação de e-mails, massificou a rapinagem.
    Perde com isso, primeiramente, o autor, que vive de seu trabalho e que fica à mercê de ter suas palavras e pensamentos transferidos para outro nome, ou, pior ainda, adulterados: não são poucos os que acrescentam sua própria ideia ao texto e mantêm o nome do autor verdadeiro, pouco se importando em corromper a legitimidade da obra. E perde também o leitor, que é enganado na sua crença e que poderá vir a passar por desinformado. Viva a internet, mas que os gatunos virtuais tratem de produzir eles mesmos suas próprias verdades.
Março de 2001

(MEDEIROS, Martha. Non-stop - Crônicas do cotidiano.
7ª edição. Porto Alegre: L&PM, 2007. p. 187-188.)
Em “...mas que os gatunos virtuais tratem de produzir eles mesmos suas próprias verdades.” , o verbo grifado na primeira oração, tratem, encontra-se flexionado no modo:
Alternativas
Q743635 Português

Texto 1

Clonagem de textos


    A internet aproxima amigos e divulga informação: só é nociva à medida que as pessoas são, elas próprias, nocivas. Infelizmente, uma destas nocividades tem se manifestado em forma de desrespeito ao direito autoral.
    Circula pela internet um texto meu sobre saudade, chamado A dor que dói mais, publicado no site Almas Gêmeas e no meu livro Trem-bala, assinado por Miguel Falabella, inclusive com uns enxertos vulgares, licençapoética que o “co-autor”, seja ele quem for, se permitiu. Também andou circulando um texto meu chamado As razões que o amor desconhece, desta vez creditado a Roberto Freire. No dia Internacional da Mulher, a apresentadora Olga Bongiovanni, da TV Bandeirantes, leu no ar o meu texto O mulherão, e em seguida o disponibilizou no site do programa, onde pude constatar alguns parágrafos adicionados por algum outro co-autor ávido por fazer sua singela contribuição. A produção corrigiu o erro assim que foi avisada. Quem controla isso?
    Imagino que essa apropriação indevida venha lesando diversos outros cronistas, que por dever de ofício produzem textos diariamente, tornando-se inviável o registro de cada um deles. A fiscalização fica por conta do leitor, que, conhecendo o estilo do escritor, pode detectar sua autenticidade.
    Não chega a ser um crime hediondo e também não é novo. Credita-se a Borges um texto sobre como ele viveria se pudesse nascer de novo, que os estudiosos da sua obra negam a autoria, e Gabriel García Marques, pouco tempo atrás, teve que desmentir ser ele o autor de um manifesto meloso que andou circulando entre os internautas. Luis Fernando Veríssimo também andou negando a autoria de um texto sobre drogas, que assinaram com se fosse dele. Todas as pessoas que escrevem estão e sempre estiveram vulneráveis a esses enganos, involuntários ou não, mas não há dúvida de que a internet, pela facilidade e rapidez de divulgação de e-mails, massificou a rapinagem.
    Perde com isso, primeiramente, o autor, que vive de seu trabalho e que fica à mercê de ter suas palavras e pensamentos transferidos para outro nome, ou, pior ainda, adulterados: não são poucos os que acrescentam sua própria ideia ao texto e mantêm o nome do autor verdadeiro, pouco se importando em corromper a legitimidade da obra. E perde também o leitor, que é enganado na sua crença e que poderá vir a passar por desinformado. Viva a internet, mas que os gatunos virtuais tratem de produzir eles mesmos suas próprias verdades.
Março de 2001

(MEDEIROS, Martha. Non-stop - Crônicas do cotidiano.
7ª edição. Porto Alegre: L&PM, 2007. p. 187-188.)
Os vocábulos “não”, “”, “são” e “é” recebem todos a seguinte classificação quanto à acentuação tônica:
Alternativas
Q743634 Português

Texto 1

Clonagem de textos


    A internet aproxima amigos e divulga informação: só é nociva à medida que as pessoas são, elas próprias, nocivas. Infelizmente, uma destas nocividades tem se manifestado em forma de desrespeito ao direito autoral.
    Circula pela internet um texto meu sobre saudade, chamado A dor que dói mais, publicado no site Almas Gêmeas e no meu livro Trem-bala, assinado por Miguel Falabella, inclusive com uns enxertos vulgares, licençapoética que o “co-autor”, seja ele quem for, se permitiu. Também andou circulando um texto meu chamado As razões que o amor desconhece, desta vez creditado a Roberto Freire. No dia Internacional da Mulher, a apresentadora Olga Bongiovanni, da TV Bandeirantes, leu no ar o meu texto O mulherão, e em seguida o disponibilizou no site do programa, onde pude constatar alguns parágrafos adicionados por algum outro co-autor ávido por fazer sua singela contribuição. A produção corrigiu o erro assim que foi avisada. Quem controla isso?
    Imagino que essa apropriação indevida venha lesando diversos outros cronistas, que por dever de ofício produzem textos diariamente, tornando-se inviável o registro de cada um deles. A fiscalização fica por conta do leitor, que, conhecendo o estilo do escritor, pode detectar sua autenticidade.
    Não chega a ser um crime hediondo e também não é novo. Credita-se a Borges um texto sobre como ele viveria se pudesse nascer de novo, que os estudiosos da sua obra negam a autoria, e Gabriel García Marques, pouco tempo atrás, teve que desmentir ser ele o autor de um manifesto meloso que andou circulando entre os internautas. Luis Fernando Veríssimo também andou negando a autoria de um texto sobre drogas, que assinaram com se fosse dele. Todas as pessoas que escrevem estão e sempre estiveram vulneráveis a esses enganos, involuntários ou não, mas não há dúvida de que a internet, pela facilidade e rapidez de divulgação de e-mails, massificou a rapinagem.
    Perde com isso, primeiramente, o autor, que vive de seu trabalho e que fica à mercê de ter suas palavras e pensamentos transferidos para outro nome, ou, pior ainda, adulterados: não são poucos os que acrescentam sua própria ideia ao texto e mantêm o nome do autor verdadeiro, pouco se importando em corromper a legitimidade da obra. E perde também o leitor, que é enganado na sua crença e que poderá vir a passar por desinformado. Viva a internet, mas que os gatunos virtuais tratem de produzir eles mesmos suas próprias verdades.
Março de 2001

(MEDEIROS, Martha. Non-stop - Crônicas do cotidiano.
7ª edição. Porto Alegre: L&PM, 2007. p. 187-188.)
A crônica de Martha Medeiros apresenta o predomínio da seguinte função da linguagem:
Alternativas
Q743633 Português

Texto 1

Clonagem de textos


    A internet aproxima amigos e divulga informação: só é nociva à medida que as pessoas são, elas próprias, nocivas. Infelizmente, uma destas nocividades tem se manifestado em forma de desrespeito ao direito autoral.
    Circula pela internet um texto meu sobre saudade, chamado A dor que dói mais, publicado no site Almas Gêmeas e no meu livro Trem-bala, assinado por Miguel Falabella, inclusive com uns enxertos vulgares, licençapoética que o “co-autor”, seja ele quem for, se permitiu. Também andou circulando um texto meu chamado As razões que o amor desconhece, desta vez creditado a Roberto Freire. No dia Internacional da Mulher, a apresentadora Olga Bongiovanni, da TV Bandeirantes, leu no ar o meu texto O mulherão, e em seguida o disponibilizou no site do programa, onde pude constatar alguns parágrafos adicionados por algum outro co-autor ávido por fazer sua singela contribuição. A produção corrigiu o erro assim que foi avisada. Quem controla isso?
    Imagino que essa apropriação indevida venha lesando diversos outros cronistas, que por dever de ofício produzem textos diariamente, tornando-se inviável o registro de cada um deles. A fiscalização fica por conta do leitor, que, conhecendo o estilo do escritor, pode detectar sua autenticidade.
    Não chega a ser um crime hediondo e também não é novo. Credita-se a Borges um texto sobre como ele viveria se pudesse nascer de novo, que os estudiosos da sua obra negam a autoria, e Gabriel García Marques, pouco tempo atrás, teve que desmentir ser ele o autor de um manifesto meloso que andou circulando entre os internautas. Luis Fernando Veríssimo também andou negando a autoria de um texto sobre drogas, que assinaram com se fosse dele. Todas as pessoas que escrevem estão e sempre estiveram vulneráveis a esses enganos, involuntários ou não, mas não há dúvida de que a internet, pela facilidade e rapidez de divulgação de e-mails, massificou a rapinagem.
    Perde com isso, primeiramente, o autor, que vive de seu trabalho e que fica à mercê de ter suas palavras e pensamentos transferidos para outro nome, ou, pior ainda, adulterados: não são poucos os que acrescentam sua própria ideia ao texto e mantêm o nome do autor verdadeiro, pouco se importando em corromper a legitimidade da obra. E perde também o leitor, que é enganado na sua crença e que poderá vir a passar por desinformado. Viva a internet, mas que os gatunos virtuais tratem de produzir eles mesmos suas próprias verdades.
Março de 2001

(MEDEIROS, Martha. Non-stop - Crônicas do cotidiano.
7ª edição. Porto Alegre: L&PM, 2007. p. 187-188.)
“Todas as pessoas que escrevem estão e sempre estiveram vulneráveis a esses enganos, involuntários ou não...”. A dupla de vocábulos destacados pertence à seguinte classe de palavras:
Alternativas
Q743632 Português

Texto 1

Clonagem de textos


    A internet aproxima amigos e divulga informação: só é nociva à medida que as pessoas são, elas próprias, nocivas. Infelizmente, uma destas nocividades tem se manifestado em forma de desrespeito ao direito autoral.
    Circula pela internet um texto meu sobre saudade, chamado A dor que dói mais, publicado no site Almas Gêmeas e no meu livro Trem-bala, assinado por Miguel Falabella, inclusive com uns enxertos vulgares, licençapoética que o “co-autor”, seja ele quem for, se permitiu. Também andou circulando um texto meu chamado As razões que o amor desconhece, desta vez creditado a Roberto Freire. No dia Internacional da Mulher, a apresentadora Olga Bongiovanni, da TV Bandeirantes, leu no ar o meu texto O mulherão, e em seguida o disponibilizou no site do programa, onde pude constatar alguns parágrafos adicionados por algum outro co-autor ávido por fazer sua singela contribuição. A produção corrigiu o erro assim que foi avisada. Quem controla isso?
    Imagino que essa apropriação indevida venha lesando diversos outros cronistas, que por dever de ofício produzem textos diariamente, tornando-se inviável o registro de cada um deles. A fiscalização fica por conta do leitor, que, conhecendo o estilo do escritor, pode detectar sua autenticidade.
    Não chega a ser um crime hediondo e também não é novo. Credita-se a Borges um texto sobre como ele viveria se pudesse nascer de novo, que os estudiosos da sua obra negam a autoria, e Gabriel García Marques, pouco tempo atrás, teve que desmentir ser ele o autor de um manifesto meloso que andou circulando entre os internautas. Luis Fernando Veríssimo também andou negando a autoria de um texto sobre drogas, que assinaram com se fosse dele. Todas as pessoas que escrevem estão e sempre estiveram vulneráveis a esses enganos, involuntários ou não, mas não há dúvida de que a internet, pela facilidade e rapidez de divulgação de e-mails, massificou a rapinagem.
    Perde com isso, primeiramente, o autor, que vive de seu trabalho e que fica à mercê de ter suas palavras e pensamentos transferidos para outro nome, ou, pior ainda, adulterados: não são poucos os que acrescentam sua própria ideia ao texto e mantêm o nome do autor verdadeiro, pouco se importando em corromper a legitimidade da obra. E perde também o leitor, que é enganado na sua crença e que poderá vir a passar por desinformado. Viva a internet, mas que os gatunos virtuais tratem de produzir eles mesmos suas próprias verdades.
Março de 2001

(MEDEIROS, Martha. Non-stop - Crônicas do cotidiano.
7ª edição. Porto Alegre: L&PM, 2007. p. 187-188.)
A palavra ávido, em “...onde pude constatar alguns parágrafos adicionados por algum outro co-autor ávido por fazer sua singela contribuição.”, poderia ser substituída pelo seguinte sinônimo sem qualquer prejuízo do sentido original da frase:
Alternativas
Q743631 Português

Texto 1

Clonagem de textos


    A internet aproxima amigos e divulga informação: só é nociva à medida que as pessoas são, elas próprias, nocivas. Infelizmente, uma destas nocividades tem se manifestado em forma de desrespeito ao direito autoral.
    Circula pela internet um texto meu sobre saudade, chamado A dor que dói mais, publicado no site Almas Gêmeas e no meu livro Trem-bala, assinado por Miguel Falabella, inclusive com uns enxertos vulgares, licençapoética que o “co-autor”, seja ele quem for, se permitiu. Também andou circulando um texto meu chamado As razões que o amor desconhece, desta vez creditado a Roberto Freire. No dia Internacional da Mulher, a apresentadora Olga Bongiovanni, da TV Bandeirantes, leu no ar o meu texto O mulherão, e em seguida o disponibilizou no site do programa, onde pude constatar alguns parágrafos adicionados por algum outro co-autor ávido por fazer sua singela contribuição. A produção corrigiu o erro assim que foi avisada. Quem controla isso?
    Imagino que essa apropriação indevida venha lesando diversos outros cronistas, que por dever de ofício produzem textos diariamente, tornando-se inviável o registro de cada um deles. A fiscalização fica por conta do leitor, que, conhecendo o estilo do escritor, pode detectar sua autenticidade.
    Não chega a ser um crime hediondo e também não é novo. Credita-se a Borges um texto sobre como ele viveria se pudesse nascer de novo, que os estudiosos da sua obra negam a autoria, e Gabriel García Marques, pouco tempo atrás, teve que desmentir ser ele o autor de um manifesto meloso que andou circulando entre os internautas. Luis Fernando Veríssimo também andou negando a autoria de um texto sobre drogas, que assinaram com se fosse dele. Todas as pessoas que escrevem estão e sempre estiveram vulneráveis a esses enganos, involuntários ou não, mas não há dúvida de que a internet, pela facilidade e rapidez de divulgação de e-mails, massificou a rapinagem.
    Perde com isso, primeiramente, o autor, que vive de seu trabalho e que fica à mercê de ter suas palavras e pensamentos transferidos para outro nome, ou, pior ainda, adulterados: não são poucos os que acrescentam sua própria ideia ao texto e mantêm o nome do autor verdadeiro, pouco se importando em corromper a legitimidade da obra. E perde também o leitor, que é enganado na sua crença e que poderá vir a passar por desinformado. Viva a internet, mas que os gatunos virtuais tratem de produzir eles mesmos suas próprias verdades.
Março de 2001

(MEDEIROS, Martha. Non-stop - Crônicas do cotidiano.
7ª edição. Porto Alegre: L&PM, 2007. p. 187-188.)
Em trem-bala, a correta classificação do processo de formação dessa palavra é:
Alternativas
Q743630 Português

Texto 1

Clonagem de textos


    A internet aproxima amigos e divulga informação: só é nociva à medida que as pessoas são, elas próprias, nocivas. Infelizmente, uma destas nocividades tem se manifestado em forma de desrespeito ao direito autoral.
    Circula pela internet um texto meu sobre saudade, chamado A dor que dói mais, publicado no site Almas Gêmeas e no meu livro Trem-bala, assinado por Miguel Falabella, inclusive com uns enxertos vulgares, licençapoética que o “co-autor”, seja ele quem for, se permitiu. Também andou circulando um texto meu chamado As razões que o amor desconhece, desta vez creditado a Roberto Freire. No dia Internacional da Mulher, a apresentadora Olga Bongiovanni, da TV Bandeirantes, leu no ar o meu texto O mulherão, e em seguida o disponibilizou no site do programa, onde pude constatar alguns parágrafos adicionados por algum outro co-autor ávido por fazer sua singela contribuição. A produção corrigiu o erro assim que foi avisada. Quem controla isso?
    Imagino que essa apropriação indevida venha lesando diversos outros cronistas, que por dever de ofício produzem textos diariamente, tornando-se inviável o registro de cada um deles. A fiscalização fica por conta do leitor, que, conhecendo o estilo do escritor, pode detectar sua autenticidade.
    Não chega a ser um crime hediondo e também não é novo. Credita-se a Borges um texto sobre como ele viveria se pudesse nascer de novo, que os estudiosos da sua obra negam a autoria, e Gabriel García Marques, pouco tempo atrás, teve que desmentir ser ele o autor de um manifesto meloso que andou circulando entre os internautas. Luis Fernando Veríssimo também andou negando a autoria de um texto sobre drogas, que assinaram com se fosse dele. Todas as pessoas que escrevem estão e sempre estiveram vulneráveis a esses enganos, involuntários ou não, mas não há dúvida de que a internet, pela facilidade e rapidez de divulgação de e-mails, massificou a rapinagem.
    Perde com isso, primeiramente, o autor, que vive de seu trabalho e que fica à mercê de ter suas palavras e pensamentos transferidos para outro nome, ou, pior ainda, adulterados: não são poucos os que acrescentam sua própria ideia ao texto e mantêm o nome do autor verdadeiro, pouco se importando em corromper a legitimidade da obra. E perde também o leitor, que é enganado na sua crença e que poderá vir a passar por desinformado. Viva a internet, mas que os gatunos virtuais tratem de produzir eles mesmos suas próprias verdades.
Março de 2001

(MEDEIROS, Martha. Non-stop - Crônicas do cotidiano.
7ª edição. Porto Alegre: L&PM, 2007. p. 187-188.)
No vocábulo co-autor, o elemento mórfico co- está corretamente classificado em:
Alternativas
Q743629 Português

Texto 1

Clonagem de textos


    A internet aproxima amigos e divulga informação: só é nociva à medida que as pessoas são, elas próprias, nocivas. Infelizmente, uma destas nocividades tem se manifestado em forma de desrespeito ao direito autoral.
    Circula pela internet um texto meu sobre saudade, chamado A dor que dói mais, publicado no site Almas Gêmeas e no meu livro Trem-bala, assinado por Miguel Falabella, inclusive com uns enxertos vulgares, licençapoética que o “co-autor”, seja ele quem for, se permitiu. Também andou circulando um texto meu chamado As razões que o amor desconhece, desta vez creditado a Roberto Freire. No dia Internacional da Mulher, a apresentadora Olga Bongiovanni, da TV Bandeirantes, leu no ar o meu texto O mulherão, e em seguida o disponibilizou no site do programa, onde pude constatar alguns parágrafos adicionados por algum outro co-autor ávido por fazer sua singela contribuição. A produção corrigiu o erro assim que foi avisada. Quem controla isso?
    Imagino que essa apropriação indevida venha lesando diversos outros cronistas, que por dever de ofício produzem textos diariamente, tornando-se inviável o registro de cada um deles. A fiscalização fica por conta do leitor, que, conhecendo o estilo do escritor, pode detectar sua autenticidade.
    Não chega a ser um crime hediondo e também não é novo. Credita-se a Borges um texto sobre como ele viveria se pudesse nascer de novo, que os estudiosos da sua obra negam a autoria, e Gabriel García Marques, pouco tempo atrás, teve que desmentir ser ele o autor de um manifesto meloso que andou circulando entre os internautas. Luis Fernando Veríssimo também andou negando a autoria de um texto sobre drogas, que assinaram com se fosse dele. Todas as pessoas que escrevem estão e sempre estiveram vulneráveis a esses enganos, involuntários ou não, mas não há dúvida de que a internet, pela facilidade e rapidez de divulgação de e-mails, massificou a rapinagem.
    Perde com isso, primeiramente, o autor, que vive de seu trabalho e que fica à mercê de ter suas palavras e pensamentos transferidos para outro nome, ou, pior ainda, adulterados: não são poucos os que acrescentam sua própria ideia ao texto e mantêm o nome do autor verdadeiro, pouco se importando em corromper a legitimidade da obra. E perde também o leitor, que é enganado na sua crença e que poderá vir a passar por desinformado. Viva a internet, mas que os gatunos virtuais tratem de produzir eles mesmos suas próprias verdades.
Março de 2001

(MEDEIROS, Martha. Non-stop - Crônicas do cotidiano.
7ª edição. Porto Alegre: L&PM, 2007. p. 187-188.)
O texto de Martha Medeiros intitulado “Clonagem de textos” pode ser melhor resumido através da seguinte frase:
Alternativas
Q743608 Inglês

                                                            TEXT II

                                                  Why Join the Navy?

The Navy experience can shape your future through outstanding financial benefits, unparalleled career potential, and the lifestyle of freedom and personal growth that you’ve been waiting for.

(from http://www.navy.com/navy/) 

The word “benefit” in “outstanding financial benefits” means something:
Alternativas
Q743607 Inglês

                                                            TEXT II

                                                  Why Join the Navy?

The Navy experience can shape your future through outstanding financial benefits, unparalleled career potential, and the lifestyle of freedom and personal growth that you’ve been waiting for.

(from http://www.navy.com/navy/) 

 The underlined word in “The Navy experience can shape your future” indicates a(n):
Alternativas
Q743606 Inglês

                                                            TEXT II

                                                  Why Join the Navy?

The Navy experience can shape your future through outstanding financial benefits, unparalleled career potential, and the lifestyle of freedom and personal growth that you’ve been waiting for.

(from http://www.navy.com/navy/) 

The aim of the paragraph is to:
Alternativas
Q743605 Inglês

                               TEXTO I

      Ecology and History of the Amazon Rain Forest

Biodiversity and Symbiosis of South America's Vulnerable Habitat 

No place on Earth is as full of diverse life and landscape as the Amazon Rainforest. It spreads its tall trees and rich biodiversity over 40% of the South American continent. The Amazon River shares its name with its host, and is 11 times the volume of the Mississippi river. The massive water system begins in the Andes Mountains and winds its way 4,080 miles eastward to the Atlantic Ocean, rushing through the forests with tremendous force. The annual outflow of the river is responsible for 1/5 of the entire world’s freshwater flow. Everything about this habitat is super-sized.

(http://www.suite101.com/content/lungs-of-the-earth-a55287

Em “as full of diverse life and landscape as the Amazon Rainforest” há um
Alternativas
Q743604 Inglês

                               TEXTO I

      Ecology and History of the Amazon Rain Forest

Biodiversity and Symbiosis of South America's Vulnerable Habitat 

No place on Earth is as full of diverse life and landscape as the Amazon Rainforest. It spreads its tall trees and rich biodiversity over 40% of the South American continent. The Amazon River shares its name with its host, and is 11 times the volume of the Mississippi river. The massive water system begins in the Andes Mountains and winds its way 4,080 miles eastward to the Atlantic Ocean, rushing through the forests with tremendous force. The annual outflow of the river is responsible for 1/5 of the entire world’s freshwater flow. Everything about this habitat is super-sized.

(http://www.suite101.com/content/lungs-of-the-earth-a55287

O oposto de “many” em “This parrot is one of many to call” (na legenda da foto) é:
Alternativas
Q743603 Inglês

                               TEXTO I

      Ecology and History of the Amazon Rain Forest

Biodiversity and Symbiosis of South America's Vulnerable Habitat 

No place on Earth is as full of diverse life and landscape as the Amazon Rainforest. It spreads its tall trees and rich biodiversity over 40% of the South American continent. The Amazon River shares its name with its host, and is 11 times the volume of the Mississippi river. The massive water system begins in the Andes Mountains and winds its way 4,080 miles eastward to the Atlantic Ocean, rushing through the forests with tremendous force. The annual outflow of the river is responsible for 1/5 of the entire world’s freshwater flow. Everything about this habitat is super-sized.

(http://www.suite101.com/content/lungs-of-the-earth-a55287

A expressão “its host” está substituindo:
Alternativas
Q743602 Inglês

                               TEXTO I

      Ecology and History of the Amazon Rain Forest

Biodiversity and Symbiosis of South America's Vulnerable Habitat 

No place on Earth is as full of diverse life and landscape as the Amazon Rainforest. It spreads its tall trees and rich biodiversity over 40% of the South American continent. The Amazon River shares its name with its host, and is 11 times the volume of the Mississippi river. The massive water system begins in the Andes Mountains and winds its way 4,080 miles eastward to the Atlantic Ocean, rushing through the forests with tremendous force. The annual outflow of the river is responsible for 1/5 of the entire world’s freshwater flow. Everything about this habitat is super-sized.

(http://www.suite101.com/content/lungs-of-the-earth-a55287

De acordo com o texto, o volume de água do Rio Amazonas:
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Q743601 Inglês

                               TEXTO I

      Ecology and History of the Amazon Rain Forest

Biodiversity and Symbiosis of South America's Vulnerable Habitat 

No place on Earth is as full of diverse life and landscape as the Amazon Rainforest. It spreads its tall trees and rich biodiversity over 40% of the South American continent. The Amazon River shares its name with its host, and is 11 times the volume of the Mississippi river. The massive water system begins in the Andes Mountains and winds its way 4,080 miles eastward to the Atlantic Ocean, rushing through the forests with tremendous force. The annual outflow of the river is responsible for 1/5 of the entire world’s freshwater flow. Everything about this habitat is super-sized.

(http://www.suite101.com/content/lungs-of-the-earth-a55287

O texto informa que tudo o que se refere ao meio ambiente da Floresta Amazônica é:
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Q743600 Inglês

                               TEXTO I

      Ecology and History of the Amazon Rain Forest

Biodiversity and Symbiosis of South America's Vulnerable Habitat 

No place on Earth is as full of diverse life and landscape as the Amazon Rainforest. It spreads its tall trees and rich biodiversity over 40% of the South American continent. The Amazon River shares its name with its host, and is 11 times the volume of the Mississippi river. The massive water system begins in the Andes Mountains and winds its way 4,080 miles eastward to the Atlantic Ocean, rushing through the forests with tremendous force. The annual outflow of the river is responsible for 1/5 of the entire world’s freshwater flow. Everything about this habitat is super-sized.

(http://www.suite101.com/content/lungs-of-the-earth-a55287

De acordo com o texto, a biodiversidade da Floresta Amazônica:
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Q743599 Português

                                                      TEXTO 1:

                                   O Fim do Mundo (Cecília Meireles)

   A primeira vez que ouvi falar no fim do mundo, o mundo para mim não tinha nenhum sentido, ainda; de modo que não me interessava nem o seu começo nem o seu fim. Lembro-me, porém, vagamente, de umas mulheres nervosas que choravam, meio desgrenhadas, e aludiam a um cometa que andava pelo céu, responsável pelo acontecimento que elas tanto temiam.

   Nada disso se entendia comigo: o mundo era delas, o cometa era para elas: nós, crianças, existíamos apenas para brincar com as flores da goiabeira e as cores do tapete.

   Mas, uma noite, levantaram-me da cama, enrolada num lençol, e, estremunhada, levaram-me à janela para me apresentarem à força ao temível cometa. Aquilo que até então não me interessava nada, que nem vencia a preguiça dos meus olhos pareceu-me, de repente, maravilhoso. Era um pavão branco, pousado no ar, por cima dos telhados? Era uma noiva, que caminhava pela noite, sozinha, ao encontro da sua festa? Gostei muito do cometa. Devia sempre haver um cometa no céu, como há lua, sol, estrelas. Por que as pessoas andavam tão apavoradas? A mim não me causava medo nenhum.

  Ora, o cometa desapareceu, aqueles que choravam enxugaram os olhos, o mundo não se acabou, talvez eu tenha ficado um pouco triste — mas que importância tem a tristeza das crianças?

   Passou-se muito tempo. Aprendi muitas coisas, entre as quais o suposto sentido do mundo. Não duvido de que o mundo tenha sentido. Deve ter mesmo muitos, inúmeros, pois em redor de mim as pessoas mais ilustres e sabedoras fazem cada coisa que bem se vê haver um sentido do mundo peculiar a cada um.       

  Dizem que o mundo termina em fevereiro próximo. Ninguém fala em cometa, e é pena, porque eu gostaria de tornar a ver um cometa, para verificar se a lembrança que conservo dessa imagem do céu é verdadeira ou inventada pelo sono dos meus olhos naquela noite já muito antiga.

   O mundo vai acabar, e certamente saberemos qual era o seu verdadeiro sentido. Se valeu a pena que uns trabalhassem tanto e outros tão pouco. Por que fomos tão sinceros ou tão hipócritas, tão falsos e tão leais. Por que pensamos tanto em nós mesmos ou só nos outros. Por que fizemos voto de pobreza ou assaltamos os cofres públicos — além dos particulares. Por que mentimos tanto, com palavras tão judiciosas. Tudo isso saberemos e muito mais do que cabe enumerar numa crônica.

   Se o fim do mundo for mesmo em fevereiro, convém pensarmos desde já se utilizamos este dom de viver da maneira mais digna.

   Em muitos pontos da terra há pessoas, neste momento, pedindo a Deus — dono de todos os mundos — que trate com benignidade as criaturas que se preparam para encerrar a sua carreira mortal. Há mesmo alguns místicos — segundo leio — que, na Índia, lançam flores ao fogo, num rito de adoração. 

  Enquanto isso, os planetas assumem os lugares que lhes competem, na ordem do universo, neste universo de enigmas a que estamos ligados e no qual por vezes nos arrogamos posições que não temos — insignificantes que somos, na tremenda grandiosidade total.

    Ainda há uns dias a reflexão e o arrependimento: por que não os utilizaremos? Se o fim do mundo não for em fevereiro, todos teremos fim, em qualquer mês...

   Texto extraído do livro "Quatro Vozes", Distribuidora Record de Serviços de Imprensa - Rio de Janeiro, 1998, pág. 73.


Vocabulário:

Estremunhar – despertar ou fazer despertar (alguém) subitamente.

Peculiar – inerente, próprio, respectivo.

Judicioso – que demonstra sensatez; acertado.

Enigma – mistério.

Arrogar – tomar como seu, atribuir a (alguém ou si próprio) direito a (um privilégio, poder etc.). 

Em Mas se a associação entre os cometas e a desgraça é predominante, pelo menos não é única.”, é possível substituir, sem alterar o sentido original do texto, a conjunção mas pela palavra
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Respostas
281: A
282: D
283: B
284: A
285: D
286: A
287: B
288: C
289: D
290: C
291: D
292: B
293: D
294: B
295: A
296: C
297: B
298: D
299: A
300: A