Questões Militares Para psicólogo

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Q550848 Criminologia
São características dos movimentos de ruptura criminológica proporcionadas pelas inúmeras tendências da criminologia crítica a:
Alternativas
Q550847 Criminologia
Freud, em dois momentos de sua obra, desenvolve a teoria do criminoso por sentimento de culpa, exposta nos textos Vários Tipos de Caráter Descobertos na Prática Analítica (1916) e Dostoyevski e o Parricídio (1927).
Assinale a categoria psicanalítica que, de acordo com Salo de Carvalho em Antimanual de Criminologia (2008), desencadearia processo que poderia levar a dogmática penal ao esfacelamento.
Alternativas
Q550846 Criminologia
São características do saber criminológico derivado do positivismo naturalista e etiológico da escola italiana de Lombroso, Ferri e Garófalo,
Alternativas
Q550845 Criminologia
“O marco referencial das ciências criminais da Modernidade é, inegavelmente, a obra Dos Delitos e das Penas, de Beccaria” (CARVALHO, 2008: 10).
Assinale a questão que melhor define os conceitos produzidos pela obra citada, na tentativa de problematizar a base inquisitória do direito penal e processual penal.
Alternativas
Q550844 Criminologia
São argumentos de Loïc Wacquant (1999) em As Prisões da Miséria:

I. O crescimento do Estado Penal acompanha a tão aclamada retirada do Estado da economia, bem como a diminuição dos recursos destinados a programas sociais.

II. No então chamado “Estado Penal”, a definição da própria violência a ser combatida é parte essencial da formulação da estratégia para combatê-la.

III. O crescimento do Estado penal acompanha o crescimento dos recursos destinados a programas sociais, através da articulação desses três elementos – ampliação do sistema penal, liberalização econômica e estatização das políticas sociais.
Pode-se afirmar que:
Alternativas
Q550843 Criminologia
“Ao invés de sujeito, de sujeito de enunciação ou das instâncias psíquicas de Freud, prefiro falar em agenciamento coletivo de enunciação” (Guattari, 1996:39).
Assinale a opção que melhor define o conceito acima destacado.
Alternativas
Q550842 Criminologia
Assinale o item que melhor descreve a CULPABILIZAÇÃO como uma das funções da subjetividade capitalística (Guattari e Rolnik, 1996).
Alternativas
Q550841 Direito Penal
Assinale a afirmativa que melhor define o conceito de crime tal como formulado por Dornelles (1988).
Alternativas
Q550840 Criminologia
Assinale a alternativa que melhor descreve a noção de subjetividade, tal qual apresentada por Guattari e Rolnik (1996) em Micropolíticas: Cartografias do Desejo.
Alternativas
Q550839 Psicologia
São considerações de Batista (2003), em O Medo na Cidade do de Janeiro: Dois Tempos de uma História, EXCETO:
Alternativas
Q550838 Psicologia
Baremblitt (1994), ao citar Barbier (1985): "...engajamento pessoal e coletivo do pesquisador em e por sua práxis científica, em função de sua história familiar e libidinal, de suas posições passadas e atual nas relações de produção e de classe, e de seu projeto sócio-político em ato, de tal modo que o investimento que resulte inevitavelmente de tudo isso seja parte integrante e dinâmica de toda atividade de conhecimento." (p. 120), refere-se ao conceito de:
Alternativas
Q550837 Psicologia
São analisadores da sociedade de controle, de acordo com Deleuze (1992), EXCETO:
Alternativas
Q550836 Psicologia
Em Post-Scriptum sobre as Sociedades de Controle, o filósofo Gilles Deleuze (1992) indicava alguns aspectos que poderiam distinguir uma sociedade disciplinar de uma sociedade de controle.
Sobre este tema, marque a assertiva correta.
Alternativas
Q550835 Psicologia
Vera Malaguti Batista enfoca em O Medo na Cidade do Rio de Janeiro: Dois Tempos de uma História a difusão do medo do caos e da desordem para neutralizar e disciplinar as massas empobrecidas, a partir da hegemonia conservadora.

Desse modo:

I. Para entender as bases do medo contemporâneo, a autora analisa os discursos sobre a segurança na conjuntura de pânico no Rio de Janeiro na década de 90 do século XX, paralelo ao estudo dos medos cariocas do século XIX, ao retratar a repercussão no Rio de Janeiro da revolta muçulmana escrava conhecida como a revolta dos Malês.

II. A autora reforça a ideia de que a Igreja, no começo da era moderna, de forma sábia manipulou e orientou os medos populares para consolidar seus interesses. Ressalta ainda que o medo coletivo foi de extrema importância na construção da sociedade urbana no Brasil.

III. A autora afirma que a escravidão exerceu uma enorme influência sobre a divisão e organização da sociedade contemporânea. Nisso incluem-se discursos, práticas de instituições, como a medicina e a saúde pública, política, imprensa, e o não menos importante controle da criminalidade.
Pode-se afirmar que:
Alternativas
Q550834 Psicologia
O Treino Psicológico de Controle do Estresse, proposto por Lipp, visa a possibilitar ao paciente:
I. Entender o que é o estresse e identificar seus sintomas de modo que a pessoa se aperceba quando sua sobrecarga de tensão está chegando a um ponto crítico.
II. Reconhecer fontes de estresse em potencial (internas e externas) e tentar eliminar as que forem passíveis de mudança.
III. Lidar com a ansiedade a fim de eliminar esta fonte interna.
Está(ão) correta(s) a(s) proposição(ões):
Alternativas
Q550833 Psicologia
As alternativas abaixo estão de acordo com Lipp em Mecanismos Neuropsicofisiológicos do Stress: Teoria e Aplicações Clínicas, EXCETO:
Alternativas
Q550832 Psicologia
Foucault, em Os Anormais, coloca a questão da transformação da economia do poder de punição, no final do século XVIII, que deixa de se exercer como um rito (ritual do suplício) e passa a funcionar por meio dos mecanismos de vigilância e controle. Nesse ponto, a questão deixa de ser “qual é o crime?” e passa a ser “o que leva um indivíduo a ser criminoso?”. É a passagem do crime ao criminoso.

Desse modo:

I. O crime que era apenas uma violação das regras, passa a ter uma constituição, uma natureza, uma essência.

II. Emerge a psiquiatria como um saber que pretende colocar-se como protetor da socie-dade contra os anormais, na medida em que o judiciário, para julgar e penalizar, passa a demandar o conhecimento das causas que levaram o criminoso a cometer seu crime.

III. Ao deslocar a questão do crime para o criminoso, o delito passa a fazer parte dos processos penais com outras questões que não são o próprio delito, como modos de ser e existir.
Está(ão) correta(s) a(s) proposição(ões):
Alternativas
Q550831 Psicologia
Michel Foucault (1926-1984) foi admitido no Collège de France em 1970, sucedendo Jean Hyppolite na cátedra então recém-criada de História dos Sistemas de Pensamento. A principal atribuição de um professor desta instituição aberta de ensino é oferecer um curso anual, no qual exponha, semanalmente, o estágio atual de suas pesquisas. O livro Os Anormais consiste na transcrição das onze aulas do curso ministrado por Foucault, em 1975.

São temáticas abordadas nesta obra:

I. O exame psiquiátrico de imputabilidade penal é uma prática discursiva que se sobrepõe à medicina mental e ao direito penal, o qual compõe um discurso que, ao mesmo tempo, tem o poder de matar e o de produzir verdade. Desta forma, o exame psiquiátrico tem um triplo papel; ele replica tanto o delito prenunciado, na medida em que monta um quadro no qual são rememoradas uma miríade de características pessoais que não infringem lei alguma, mas que em seu conjunto acabam sendo indícios que permitem antever o delito, quanto o réu com o “delinquente”, na medida em que esse exame reconstitui todos os “antecedentes” do réu, ele tem por efeito fazer com que o suposto autor do crime se pareça com o seu crime, antes mesmo de tê-lo cometido.

II. A psiquiatria produz os seus efeitos de poder no interior das instituições psiquiátricas, pois se erige como ciência dos anormais, restando ao Direito a produção de efeitos de poder na sociedade como um todo.

III. O governo das populações, baseado em estratégias de “biopoder”, volta-se, majoritariamente, à tarefa de disciplinarização da sociedade.
Está(ão) correta(s) SOMENTE a(s) proposição(ões):
Alternativas
Q550830 Psicologia
São questões levantadas por Michel Foucault em Vigiar e Punir:

I. O autor refere-se às prisões como instituições de sequestro, em razão de que a reclusão submetida não pretende propriamente "excluir" o indivíduo recluso, mas, sobretudo, "incluí-lo" num sistema normalizador.

II. De acordo com a genealogia foucaultiana, o poder não tem essência, porque é operatório. Não é atributo, mas relação de  forças que passam tanto pelos ditos dominados quanto pelos ditos dominadores.

III. Os mecanismos de vigilância, controle e correção sobre o indivíduo, que podem ser percebidos no interior da prisão, referem-se à atuação dos agentes penitenciários.
Quando o preso está submetido à observação, através de técnicas de exame psicológico, situa-se um saber clínico destituído de poder.
Está(ão) correta(s) APENAS a(s) proposição(ões):
Alternativas
Q550829 Psicologia
A expectativa social representativa de um padrão cultural dominante e expressa na lei penal é definida como norma penal. Cada época, diz Foucault em Vigiar e Punir, criou suas próprias leis penais, instituindo os mais variados processos punitivos.

Analise, de acordo com o mesmo autor, as afirmativas a seguir:

I. As prisões são o grande fracasso da justiça penal, pois não diminuem a taxa de criminalidade.

II. As prisões são extremamente eficazes para a redução da criminalidade, desde que construídas a partir do modelo do panóptico de Bentham.

III. As condições dadas aos detentos libertados condenam-nos à reincidência, pela impossibilidade de encontrar trabalho em função do estigma de delinquência.
Estão corretas as proposições:
Alternativas
Respostas
621: C
622: D
623: A
624: B
625: B
626: A
627: B
628: D
629: B
630: C
631: B
632: D
633: D
634: C
635: C
636: B
637: C
638: B
639: A
640: B