Foram encontradas 465 questões

Resolva questões gratuitamente!

Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!

Q4001565 Português
A questão refere-se ao texto I.


TEXTO I


A complicada arte de ver

1§Ela entrou, deitou-se no divã e disse: “Acho que estou ficando louca”. Eu fiquei em silêncio aguardando que ela me revelasse os sinais da sua loucura. “Um dos meus prazeres é cozinhar. Vou para a cozinha, corto as cebolas, os tomates, os pimentões – é uma alegria.

2§Entretanto, faz uns dias, eu fui para a cozinha para fazer aquilo que já fizera centenas de vezes: cortar cebolas. Ato banal sem surpresas. Mas, cortada a cebola, eu olhei para ela e tive um susto. Percebi que nunca havia visto uma cebola. Aqueles anéis perfeitamente ajustados, a luz se refletindo neles: tive a impressão de estar vendo a rosácea de um vitral de catedral gótica.

3§De repente, a cebola, de objeto a ser comido, se transformou em obra de arte para ser vista! E o pior é que o mesmo aconteceu quando cortei os tomates, os pimentões… agora, tudo o que vejo me causa espanto.” Ela se calou, esperando o meu diagnóstico. Eu me levantei, fui à estante de livros e de lá retirei as “Odes Elementales”, de Pablo Neruda. Procurei a “Ode à Cebola” e lhe disse: “Essa perturbação ocular que a acometeu é comum entre os poetas. Veja o que Neruda disse de uma cebola igual àquela que lhe causou assombro: ‘Rosa de água com escamas de cristal’. Não, você não está louca. Você ganhou olhos de poeta…Os poetas ensinam a ver”.

4§Ver é muito complicado. Isso é estranho porque os olhos, de todos os órgãos dos sentidos, são os de mais fácil compreensão científica. A sua física é idêntica à física óptica de uma máquina fotográfica: o objeto do lado de fora aparece refletido do lado de dentro. Mas existe algo na visão que não pertence à física. William Blake sabia disso e afirmou: “A árvore que o sábio vê não é a mesma árvore que o tolo vê”. Sei disso por experiência própria. Quando vejo os ipês floridos, sinto-me como Moisés diante da sarça ardente: ali está uma epifania do sagrado. Mas uma mulher que vivia perto da minha casa decretou a morte de um ipê que florescia à frente de sua casa porque ele sujava o chão, dava muito trabalho para a sua vassoura. Seus olhos não viam a beleza. Só viam o lixo. Adélia Prado disse: “Deus de vez em quando me tira a poesia. Olho para uma pedra e vejo uma pedra”.

5§Drummond viu uma pedra e não viu uma pedra. A pedra que ele viu virou poema. Há muitas pessoas de visão perfeita que nada veem.

6§“Não é bastante não ser cego para ver as árvores e as flores. Não basta abrir a janela para ver os campos e os rios”, escreveu Alberto Caeiro, heterônimo de Fernando Pessoa. O ato de ver não é coisa natural. Precisa ser aprendido.

7§Nietzsche sabia disso e afirmou que a primeira tarefa da educação é ensinar a ver. O zen-budismo concorda, e toda a sua espiritualidade é uma busca da experiência chamada “satori”, a abertura do “terceiro olho”. Não sei se Cummings se inspirava no zen-budismo, mas o fato é que escreveu: “Agora os ouvidos dos meus ouvidos acordaram e agora os olhos dos meus olhos se abriram”.

8§Há um poema no Novo Testamento que relata a caminhada de dois discípulos na companhia de Jesus ressuscitado. Mas eles não o reconheciam. Reconheceram-no subitamente: ao partir do pão, “seus olhos se abriram”.

9§Vinicius de Moraes adota o mesmo mote em “Operário em Construção”: “De forma que, certo dia, à mesa ao cortar o pão, o operário foi tomado de uma súbita emoção, ao constatar assombrado que tudo naquela mesa – garrafa, prato, facão – era ele quem fazia. Ele, um humilde operário, um operário em construção”.

10§A diferença se encontra no lugar onde os olhos são guardados. (...) Os olhos que moram na caixa de ferramentas são os olhos dos adultos. Os olhos que moram na caixa dos brinquedos, das crianças. Para ter olhos brincalhões, é preciso ter as crianças por nossas mestras.


Rubem Alves
Texto Adaptado (originalmente publicado no caderno “Sinapse” - “Folha de S. Paulo”, em 26/10/2004).
Leia o fragmento do texto abaixo:

“Adélia Prado disse: “Deus de vez em quando me tira a poesia. Olho para uma pedra e vejo uma pedra”.” (4º parágrafo)

É correto afirmar que
Alternativas
Q4001564 Português
A questão refere-se ao texto I.


TEXTO I


A complicada arte de ver

1§Ela entrou, deitou-se no divã e disse: “Acho que estou ficando louca”. Eu fiquei em silêncio aguardando que ela me revelasse os sinais da sua loucura. “Um dos meus prazeres é cozinhar. Vou para a cozinha, corto as cebolas, os tomates, os pimentões – é uma alegria.

2§Entretanto, faz uns dias, eu fui para a cozinha para fazer aquilo que já fizera centenas de vezes: cortar cebolas. Ato banal sem surpresas. Mas, cortada a cebola, eu olhei para ela e tive um susto. Percebi que nunca havia visto uma cebola. Aqueles anéis perfeitamente ajustados, a luz se refletindo neles: tive a impressão de estar vendo a rosácea de um vitral de catedral gótica.

3§De repente, a cebola, de objeto a ser comido, se transformou em obra de arte para ser vista! E o pior é que o mesmo aconteceu quando cortei os tomates, os pimentões… agora, tudo o que vejo me causa espanto.” Ela se calou, esperando o meu diagnóstico. Eu me levantei, fui à estante de livros e de lá retirei as “Odes Elementales”, de Pablo Neruda. Procurei a “Ode à Cebola” e lhe disse: “Essa perturbação ocular que a acometeu é comum entre os poetas. Veja o que Neruda disse de uma cebola igual àquela que lhe causou assombro: ‘Rosa de água com escamas de cristal’. Não, você não está louca. Você ganhou olhos de poeta…Os poetas ensinam a ver”.

4§Ver é muito complicado. Isso é estranho porque os olhos, de todos os órgãos dos sentidos, são os de mais fácil compreensão científica. A sua física é idêntica à física óptica de uma máquina fotográfica: o objeto do lado de fora aparece refletido do lado de dentro. Mas existe algo na visão que não pertence à física. William Blake sabia disso e afirmou: “A árvore que o sábio vê não é a mesma árvore que o tolo vê”. Sei disso por experiência própria. Quando vejo os ipês floridos, sinto-me como Moisés diante da sarça ardente: ali está uma epifania do sagrado. Mas uma mulher que vivia perto da minha casa decretou a morte de um ipê que florescia à frente de sua casa porque ele sujava o chão, dava muito trabalho para a sua vassoura. Seus olhos não viam a beleza. Só viam o lixo. Adélia Prado disse: “Deus de vez em quando me tira a poesia. Olho para uma pedra e vejo uma pedra”.

5§Drummond viu uma pedra e não viu uma pedra. A pedra que ele viu virou poema. Há muitas pessoas de visão perfeita que nada veem.

6§“Não é bastante não ser cego para ver as árvores e as flores. Não basta abrir a janela para ver os campos e os rios”, escreveu Alberto Caeiro, heterônimo de Fernando Pessoa. O ato de ver não é coisa natural. Precisa ser aprendido.

7§Nietzsche sabia disso e afirmou que a primeira tarefa da educação é ensinar a ver. O zen-budismo concorda, e toda a sua espiritualidade é uma busca da experiência chamada “satori”, a abertura do “terceiro olho”. Não sei se Cummings se inspirava no zen-budismo, mas o fato é que escreveu: “Agora os ouvidos dos meus ouvidos acordaram e agora os olhos dos meus olhos se abriram”.

8§Há um poema no Novo Testamento que relata a caminhada de dois discípulos na companhia de Jesus ressuscitado. Mas eles não o reconheciam. Reconheceram-no subitamente: ao partir do pão, “seus olhos se abriram”.

9§Vinicius de Moraes adota o mesmo mote em “Operário em Construção”: “De forma que, certo dia, à mesa ao cortar o pão, o operário foi tomado de uma súbita emoção, ao constatar assombrado que tudo naquela mesa – garrafa, prato, facão – era ele quem fazia. Ele, um humilde operário, um operário em construção”.

10§A diferença se encontra no lugar onde os olhos são guardados. (...) Os olhos que moram na caixa de ferramentas são os olhos dos adultos. Os olhos que moram na caixa dos brinquedos, das crianças. Para ter olhos brincalhões, é preciso ter as crianças por nossas mestras.


Rubem Alves
Texto Adaptado (originalmente publicado no caderno “Sinapse” - “Folha de S. Paulo”, em 26/10/2004).
Assinale a opção em que o fragmento do texto contém sentido conotativo.
Alternativas
Q4001563 Português
A questão refere-se ao texto I.


TEXTO I


A complicada arte de ver

1§Ela entrou, deitou-se no divã e disse: “Acho que estou ficando louca”. Eu fiquei em silêncio aguardando que ela me revelasse os sinais da sua loucura. “Um dos meus prazeres é cozinhar. Vou para a cozinha, corto as cebolas, os tomates, os pimentões – é uma alegria.

2§Entretanto, faz uns dias, eu fui para a cozinha para fazer aquilo que já fizera centenas de vezes: cortar cebolas. Ato banal sem surpresas. Mas, cortada a cebola, eu olhei para ela e tive um susto. Percebi que nunca havia visto uma cebola. Aqueles anéis perfeitamente ajustados, a luz se refletindo neles: tive a impressão de estar vendo a rosácea de um vitral de catedral gótica.

3§De repente, a cebola, de objeto a ser comido, se transformou em obra de arte para ser vista! E o pior é que o mesmo aconteceu quando cortei os tomates, os pimentões… agora, tudo o que vejo me causa espanto.” Ela se calou, esperando o meu diagnóstico. Eu me levantei, fui à estante de livros e de lá retirei as “Odes Elementales”, de Pablo Neruda. Procurei a “Ode à Cebola” e lhe disse: “Essa perturbação ocular que a acometeu é comum entre os poetas. Veja o que Neruda disse de uma cebola igual àquela que lhe causou assombro: ‘Rosa de água com escamas de cristal’. Não, você não está louca. Você ganhou olhos de poeta…Os poetas ensinam a ver”.

4§Ver é muito complicado. Isso é estranho porque os olhos, de todos os órgãos dos sentidos, são os de mais fácil compreensão científica. A sua física é idêntica à física óptica de uma máquina fotográfica: o objeto do lado de fora aparece refletido do lado de dentro. Mas existe algo na visão que não pertence à física. William Blake sabia disso e afirmou: “A árvore que o sábio vê não é a mesma árvore que o tolo vê”. Sei disso por experiência própria. Quando vejo os ipês floridos, sinto-me como Moisés diante da sarça ardente: ali está uma epifania do sagrado. Mas uma mulher que vivia perto da minha casa decretou a morte de um ipê que florescia à frente de sua casa porque ele sujava o chão, dava muito trabalho para a sua vassoura. Seus olhos não viam a beleza. Só viam o lixo. Adélia Prado disse: “Deus de vez em quando me tira a poesia. Olho para uma pedra e vejo uma pedra”.

5§Drummond viu uma pedra e não viu uma pedra. A pedra que ele viu virou poema. Há muitas pessoas de visão perfeita que nada veem.

6§“Não é bastante não ser cego para ver as árvores e as flores. Não basta abrir a janela para ver os campos e os rios”, escreveu Alberto Caeiro, heterônimo de Fernando Pessoa. O ato de ver não é coisa natural. Precisa ser aprendido.

7§Nietzsche sabia disso e afirmou que a primeira tarefa da educação é ensinar a ver. O zen-budismo concorda, e toda a sua espiritualidade é uma busca da experiência chamada “satori”, a abertura do “terceiro olho”. Não sei se Cummings se inspirava no zen-budismo, mas o fato é que escreveu: “Agora os ouvidos dos meus ouvidos acordaram e agora os olhos dos meus olhos se abriram”.

8§Há um poema no Novo Testamento que relata a caminhada de dois discípulos na companhia de Jesus ressuscitado. Mas eles não o reconheciam. Reconheceram-no subitamente: ao partir do pão, “seus olhos se abriram”.

9§Vinicius de Moraes adota o mesmo mote em “Operário em Construção”: “De forma que, certo dia, à mesa ao cortar o pão, o operário foi tomado de uma súbita emoção, ao constatar assombrado que tudo naquela mesa – garrafa, prato, facão – era ele quem fazia. Ele, um humilde operário, um operário em construção”.

10§A diferença se encontra no lugar onde os olhos são guardados. (...) Os olhos que moram na caixa de ferramentas são os olhos dos adultos. Os olhos que moram na caixa dos brinquedos, das crianças. Para ter olhos brincalhões, é preciso ter as crianças por nossas mestras.


Rubem Alves
Texto Adaptado (originalmente publicado no caderno “Sinapse” - “Folha de S. Paulo”, em 26/10/2004).
Considere o fragmento abaixo (extraído do 4º parágrafo) para responder à questão.

“Ver é muito complicado. Isso é estranho porque os olhos, de todos os órgãos dos sentidos, são os de mais fácil compreensão científica. A sua física é idêntica à física óptica de uma máquina fotográfica: o objeto do lado de fora aparece refletido do lado de dentro. Mas existe algo na visão que não pertence à física. William Blake sabia disso e afirmou: “A árvore que o sábio vê não é a mesma árvore que o tolo vê”.



Qual tipo textual predomina neste trecho do texto?

Alternativas
Q4001562 Português
A questão refere-se ao texto I.


TEXTO I


A complicada arte de ver

1§Ela entrou, deitou-se no divã e disse: “Acho que estou ficando louca”. Eu fiquei em silêncio aguardando que ela me revelasse os sinais da sua loucura. “Um dos meus prazeres é cozinhar. Vou para a cozinha, corto as cebolas, os tomates, os pimentões – é uma alegria.

2§Entretanto, faz uns dias, eu fui para a cozinha para fazer aquilo que já fizera centenas de vezes: cortar cebolas. Ato banal sem surpresas. Mas, cortada a cebola, eu olhei para ela e tive um susto. Percebi que nunca havia visto uma cebola. Aqueles anéis perfeitamente ajustados, a luz se refletindo neles: tive a impressão de estar vendo a rosácea de um vitral de catedral gótica.

3§De repente, a cebola, de objeto a ser comido, se transformou em obra de arte para ser vista! E o pior é que o mesmo aconteceu quando cortei os tomates, os pimentões… agora, tudo o que vejo me causa espanto.” Ela se calou, esperando o meu diagnóstico. Eu me levantei, fui à estante de livros e de lá retirei as “Odes Elementales”, de Pablo Neruda. Procurei a “Ode à Cebola” e lhe disse: “Essa perturbação ocular que a acometeu é comum entre os poetas. Veja o que Neruda disse de uma cebola igual àquela que lhe causou assombro: ‘Rosa de água com escamas de cristal’. Não, você não está louca. Você ganhou olhos de poeta…Os poetas ensinam a ver”.

4§Ver é muito complicado. Isso é estranho porque os olhos, de todos os órgãos dos sentidos, são os de mais fácil compreensão científica. A sua física é idêntica à física óptica de uma máquina fotográfica: o objeto do lado de fora aparece refletido do lado de dentro. Mas existe algo na visão que não pertence à física. William Blake sabia disso e afirmou: “A árvore que o sábio vê não é a mesma árvore que o tolo vê”. Sei disso por experiência própria. Quando vejo os ipês floridos, sinto-me como Moisés diante da sarça ardente: ali está uma epifania do sagrado. Mas uma mulher que vivia perto da minha casa decretou a morte de um ipê que florescia à frente de sua casa porque ele sujava o chão, dava muito trabalho para a sua vassoura. Seus olhos não viam a beleza. Só viam o lixo. Adélia Prado disse: “Deus de vez em quando me tira a poesia. Olho para uma pedra e vejo uma pedra”.

5§Drummond viu uma pedra e não viu uma pedra. A pedra que ele viu virou poema. Há muitas pessoas de visão perfeita que nada veem.

6§“Não é bastante não ser cego para ver as árvores e as flores. Não basta abrir a janela para ver os campos e os rios”, escreveu Alberto Caeiro, heterônimo de Fernando Pessoa. O ato de ver não é coisa natural. Precisa ser aprendido.

7§Nietzsche sabia disso e afirmou que a primeira tarefa da educação é ensinar a ver. O zen-budismo concorda, e toda a sua espiritualidade é uma busca da experiência chamada “satori”, a abertura do “terceiro olho”. Não sei se Cummings se inspirava no zen-budismo, mas o fato é que escreveu: “Agora os ouvidos dos meus ouvidos acordaram e agora os olhos dos meus olhos se abriram”.

8§Há um poema no Novo Testamento que relata a caminhada de dois discípulos na companhia de Jesus ressuscitado. Mas eles não o reconheciam. Reconheceram-no subitamente: ao partir do pão, “seus olhos se abriram”.

9§Vinicius de Moraes adota o mesmo mote em “Operário em Construção”: “De forma que, certo dia, à mesa ao cortar o pão, o operário foi tomado de uma súbita emoção, ao constatar assombrado que tudo naquela mesa – garrafa, prato, facão – era ele quem fazia. Ele, um humilde operário, um operário em construção”.

10§A diferença se encontra no lugar onde os olhos são guardados. (...) Os olhos que moram na caixa de ferramentas são os olhos dos adultos. Os olhos que moram na caixa dos brinquedos, das crianças. Para ter olhos brincalhões, é preciso ter as crianças por nossas mestras.


Rubem Alves
Texto Adaptado (originalmente publicado no caderno “Sinapse” - “Folha de S. Paulo”, em 26/10/2004).
Considere o fragmento abaixo (extraído do 4º parágrafo) para responder à questão.

“Ver é muito complicado. Isso é estranho porque os olhos, de todos os órgãos dos sentidos, são os de mais fácil compreensão científica. A sua física é idêntica à física óptica de uma máquina fotográfica: o objeto do lado de fora aparece refletido do lado de dentro. Mas existe algo na visão que não pertence à física. William Blake sabia disso e afirmou: “A árvore que o sábio vê não é a mesma árvore que o tolo vê”.

Analise as assertivas a seguir:

I. Ocorre, entre as ideias apresentadas nos dois períodos iniciais do trecho, uma relação de contraste associada ao ato de ver.
II. A referência intertextual apresentada no trecho indica que “ver” está associado ao campo da subjetividade.
III. O terceiro período recorre a uma relação de comparação para endossar um posicionamento apresentado.
IV. O fragmento “Mas existe algo na visão que não pertence à física” é compreendido como uma oposição à ideia de que “ver é muito complicado”.

Estão corretas apenas as afirmativas
Alternativas
Q4001561 Português
A questão refere-se ao texto I.


TEXTO I


A complicada arte de ver

1§Ela entrou, deitou-se no divã e disse: “Acho que estou ficando louca”. Eu fiquei em silêncio aguardando que ela me revelasse os sinais da sua loucura. “Um dos meus prazeres é cozinhar. Vou para a cozinha, corto as cebolas, os tomates, os pimentões – é uma alegria.

2§Entretanto, faz uns dias, eu fui para a cozinha para fazer aquilo que já fizera centenas de vezes: cortar cebolas. Ato banal sem surpresas. Mas, cortada a cebola, eu olhei para ela e tive um susto. Percebi que nunca havia visto uma cebola. Aqueles anéis perfeitamente ajustados, a luz se refletindo neles: tive a impressão de estar vendo a rosácea de um vitral de catedral gótica.

3§De repente, a cebola, de objeto a ser comido, se transformou em obra de arte para ser vista! E o pior é que o mesmo aconteceu quando cortei os tomates, os pimentões… agora, tudo o que vejo me causa espanto.” Ela se calou, esperando o meu diagnóstico. Eu me levantei, fui à estante de livros e de lá retirei as “Odes Elementales”, de Pablo Neruda. Procurei a “Ode à Cebola” e lhe disse: “Essa perturbação ocular que a acometeu é comum entre os poetas. Veja o que Neruda disse de uma cebola igual àquela que lhe causou assombro: ‘Rosa de água com escamas de cristal’. Não, você não está louca. Você ganhou olhos de poeta…Os poetas ensinam a ver”.

4§Ver é muito complicado. Isso é estranho porque os olhos, de todos os órgãos dos sentidos, são os de mais fácil compreensão científica. A sua física é idêntica à física óptica de uma máquina fotográfica: o objeto do lado de fora aparece refletido do lado de dentro. Mas existe algo na visão que não pertence à física. William Blake sabia disso e afirmou: “A árvore que o sábio vê não é a mesma árvore que o tolo vê”. Sei disso por experiência própria. Quando vejo os ipês floridos, sinto-me como Moisés diante da sarça ardente: ali está uma epifania do sagrado. Mas uma mulher que vivia perto da minha casa decretou a morte de um ipê que florescia à frente de sua casa porque ele sujava o chão, dava muito trabalho para a sua vassoura. Seus olhos não viam a beleza. Só viam o lixo. Adélia Prado disse: “Deus de vez em quando me tira a poesia. Olho para uma pedra e vejo uma pedra”.

5§Drummond viu uma pedra e não viu uma pedra. A pedra que ele viu virou poema. Há muitas pessoas de visão perfeita que nada veem.

6§“Não é bastante não ser cego para ver as árvores e as flores. Não basta abrir a janela para ver os campos e os rios”, escreveu Alberto Caeiro, heterônimo de Fernando Pessoa. O ato de ver não é coisa natural. Precisa ser aprendido.

7§Nietzsche sabia disso e afirmou que a primeira tarefa da educação é ensinar a ver. O zen-budismo concorda, e toda a sua espiritualidade é uma busca da experiência chamada “satori”, a abertura do “terceiro olho”. Não sei se Cummings se inspirava no zen-budismo, mas o fato é que escreveu: “Agora os ouvidos dos meus ouvidos acordaram e agora os olhos dos meus olhos se abriram”.

8§Há um poema no Novo Testamento que relata a caminhada de dois discípulos na companhia de Jesus ressuscitado. Mas eles não o reconheciam. Reconheceram-no subitamente: ao partir do pão, “seus olhos se abriram”.

9§Vinicius de Moraes adota o mesmo mote em “Operário em Construção”: “De forma que, certo dia, à mesa ao cortar o pão, o operário foi tomado de uma súbita emoção, ao constatar assombrado que tudo naquela mesa – garrafa, prato, facão – era ele quem fazia. Ele, um humilde operário, um operário em construção”.

10§A diferença se encontra no lugar onde os olhos são guardados. (...) Os olhos que moram na caixa de ferramentas são os olhos dos adultos. Os olhos que moram na caixa dos brinquedos, das crianças. Para ter olhos brincalhões, é preciso ter as crianças por nossas mestras.


Rubem Alves
Texto Adaptado (originalmente publicado no caderno “Sinapse” - “Folha de S. Paulo”, em 26/10/2004).
Assinale a opção em que a substituição do termo sublinhado por um pronome pessoal oblíquo está de acordo com a norma culta.
Alternativas
Q4001560 Português
A questão refere-se ao texto I.


TEXTO I


A complicada arte de ver

1§Ela entrou, deitou-se no divã e disse: “Acho que estou ficando louca”. Eu fiquei em silêncio aguardando que ela me revelasse os sinais da sua loucura. “Um dos meus prazeres é cozinhar. Vou para a cozinha, corto as cebolas, os tomates, os pimentões – é uma alegria.

2§Entretanto, faz uns dias, eu fui para a cozinha para fazer aquilo que já fizera centenas de vezes: cortar cebolas. Ato banal sem surpresas. Mas, cortada a cebola, eu olhei para ela e tive um susto. Percebi que nunca havia visto uma cebola. Aqueles anéis perfeitamente ajustados, a luz se refletindo neles: tive a impressão de estar vendo a rosácea de um vitral de catedral gótica.

3§De repente, a cebola, de objeto a ser comido, se transformou em obra de arte para ser vista! E o pior é que o mesmo aconteceu quando cortei os tomates, os pimentões… agora, tudo o que vejo me causa espanto.” Ela se calou, esperando o meu diagnóstico. Eu me levantei, fui à estante de livros e de lá retirei as “Odes Elementales”, de Pablo Neruda. Procurei a “Ode à Cebola” e lhe disse: “Essa perturbação ocular que a acometeu é comum entre os poetas. Veja o que Neruda disse de uma cebola igual àquela que lhe causou assombro: ‘Rosa de água com escamas de cristal’. Não, você não está louca. Você ganhou olhos de poeta…Os poetas ensinam a ver”.

4§Ver é muito complicado. Isso é estranho porque os olhos, de todos os órgãos dos sentidos, são os de mais fácil compreensão científica. A sua física é idêntica à física óptica de uma máquina fotográfica: o objeto do lado de fora aparece refletido do lado de dentro. Mas existe algo na visão que não pertence à física. William Blake sabia disso e afirmou: “A árvore que o sábio vê não é a mesma árvore que o tolo vê”. Sei disso por experiência própria. Quando vejo os ipês floridos, sinto-me como Moisés diante da sarça ardente: ali está uma epifania do sagrado. Mas uma mulher que vivia perto da minha casa decretou a morte de um ipê que florescia à frente de sua casa porque ele sujava o chão, dava muito trabalho para a sua vassoura. Seus olhos não viam a beleza. Só viam o lixo. Adélia Prado disse: “Deus de vez em quando me tira a poesia. Olho para uma pedra e vejo uma pedra”.

5§Drummond viu uma pedra e não viu uma pedra. A pedra que ele viu virou poema. Há muitas pessoas de visão perfeita que nada veem.

6§“Não é bastante não ser cego para ver as árvores e as flores. Não basta abrir a janela para ver os campos e os rios”, escreveu Alberto Caeiro, heterônimo de Fernando Pessoa. O ato de ver não é coisa natural. Precisa ser aprendido.

7§Nietzsche sabia disso e afirmou que a primeira tarefa da educação é ensinar a ver. O zen-budismo concorda, e toda a sua espiritualidade é uma busca da experiência chamada “satori”, a abertura do “terceiro olho”. Não sei se Cummings se inspirava no zen-budismo, mas o fato é que escreveu: “Agora os ouvidos dos meus ouvidos acordaram e agora os olhos dos meus olhos se abriram”.

8§Há um poema no Novo Testamento que relata a caminhada de dois discípulos na companhia de Jesus ressuscitado. Mas eles não o reconheciam. Reconheceram-no subitamente: ao partir do pão, “seus olhos se abriram”.

9§Vinicius de Moraes adota o mesmo mote em “Operário em Construção”: “De forma que, certo dia, à mesa ao cortar o pão, o operário foi tomado de uma súbita emoção, ao constatar assombrado que tudo naquela mesa – garrafa, prato, facão – era ele quem fazia. Ele, um humilde operário, um operário em construção”.

10§A diferença se encontra no lugar onde os olhos são guardados. (...) Os olhos que moram na caixa de ferramentas são os olhos dos adultos. Os olhos que moram na caixa dos brinquedos, das crianças. Para ter olhos brincalhões, é preciso ter as crianças por nossas mestras.


Rubem Alves
Texto Adaptado (originalmente publicado no caderno “Sinapse” - “Folha de S. Paulo”, em 26/10/2004).
Segundo o texto, a arte de ver é complicada porque
Alternativas
Q2224339 Psiquiatria
O Confusion assessment method (CAM) é dos métodos mais utilizados para o diagnóstico de delirium. Assinale a alternativa em que constam os 4 critérios que são primordiais para o diagnóstico de delirium.
Alternativas
Q2224338 Medicina
Assinale a alternativa que estabelece uma relação equianalgésica com morfina 10 mg administrada por via intramuscular.
Alternativas
Q2224337 Medicina

Considere a Paliative performance scale (PPS) a seguir.


Imagem associada para resolução da questão


Assinale a alternativa que apresenta a interpretação correta.

Alternativas
Q2224336 Medicina
O Sr. JRM também tem uma queixa de esquecimentos. Eles se iniciaram há 3 ou 4 anos e vem piorando paulatinamente. Ele encontra-se muito desatento, há necessidade de repetir diversas vezes a mesma coisa. Dorme com muita facilidade durante o final da manhã, depois acorda e fica agitado, inquieto. Esquece onde guarda suas coisas, não consegue mais realizar atividades às quais estava acostumado, como trocar as torneiras de sua casa, não consegue entender o que ocorre em um programa de televisão e por vezes é visto conversando com ela, como se fosse uma pessoa na sala. Atualmente não sai mais de casa sozinho, porque já se perdeu no bairro onde mora há 40 anos, além do fato de ter apresentado diversas quedas. Concomitantemente, desenvolveu os sintomas de liberação extrapiramidal descritos previamente: tremor em repouso, de alta amplitude e baixa frequência, rigidez muscular, fácies inexpressiva, fala monótona.
O Sr. JRM é elegível a cuidados paliativos? Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q2224335 Medicina
O Sr. JRM também tem uma queixa de esquecimentos. Eles se iniciaram há 3 ou 4 anos e vem piorando paulatinamente. Ele encontra-se muito desatento, há necessidade de repetir diversas vezes a mesma coisa. Dorme com muita facilidade durante o final da manhã, depois acorda e fica agitado, inquieto. Esquece onde guarda suas coisas, não consegue mais realizar atividades às quais estava acostumado, como trocar as torneiras de sua casa, não consegue entender o que ocorre em um programa de televisão e por vezes é visto conversando com ela, como se fosse uma pessoa na sala. Atualmente não sai mais de casa sozinho, porque já se perdeu no bairro onde mora há 40 anos, além do fato de ter apresentado diversas quedas. Concomitantemente, desenvolveu os sintomas de liberação extrapiramidal descritos previamente: tremor em repouso, de alta amplitude e baixa frequência, rigidez muscular, fácies inexpressiva, fala monótona.

Considere a seguinte escala de fragilidade: 


Imagem associada para resolução da questão




Assinale a alternativa que corresponda a condição atual do Sr. JRM.

Alternativas
Q2224334 Medicina
O Sr. JRM também tem uma queixa de esquecimentos. Eles se iniciaram há 3 ou 4 anos e vem piorando paulatinamente. Ele encontra-se muito desatento, há necessidade de repetir diversas vezes a mesma coisa. Dorme com muita facilidade durante o final da manhã, depois acorda e fica agitado, inquieto. Esquece onde guarda suas coisas, não consegue mais realizar atividades às quais estava acostumado, como trocar as torneiras de sua casa, não consegue entender o que ocorre em um programa de televisão e por vezes é visto conversando com ela, como se fosse uma pessoa na sala. Atualmente não sai mais de casa sozinho, porque já se perdeu no bairro onde mora há 40 anos, além do fato de ter apresentado diversas quedas. Concomitantemente, desenvolveu os sintomas de liberação extrapiramidal descritos previamente: tremor em repouso, de alta amplitude e baixa frequência, rigidez muscular, fácies inexpressiva, fala monótona.
Considere a avaliação funcional pela escala de Barthel fornecida a seguir.

Imagem associada para resolução da questão


De acordo com a pontuação obtida, assinale a alternativa correta quanto a gravidade da dependência do Sr. JRM.
Alternativas
Q2224333 Psiquiatria
O Sr. JRM também tem uma queixa de esquecimentos. Eles se iniciaram há 3 ou 4 anos e vem piorando paulatinamente. Ele encontra-se muito desatento, há necessidade de repetir diversas vezes a mesma coisa. Dorme com muita facilidade durante o final da manhã, depois acorda e fica agitado, inquieto. Esquece onde guarda suas coisas, não consegue mais realizar atividades às quais estava acostumado, como trocar as torneiras de sua casa, não consegue entender o que ocorre em um programa de televisão e por vezes é visto conversando com ela, como se fosse uma pessoa na sala. Atualmente não sai mais de casa sozinho, porque já se perdeu no bairro onde mora há 40 anos, além do fato de ter apresentado diversas quedas. Concomitantemente, desenvolveu os sintomas de liberação extrapiramidal descritos previamente: tremor em repouso, de alta amplitude e baixa frequência, rigidez muscular, fácies inexpressiva, fala monótona.
Assinale a alternativa, que apresenta a condição clínica que mais desfavorece o diagnóstico de demência relacionado ao consumo de álcool.
Alternativas
Q2224332 Medicina
O Sr. JRM também tem uma queixa de esquecimentos. Eles se iniciaram há 3 ou 4 anos e vem piorando paulatinamente. Ele encontra-se muito desatento, há necessidade de repetir diversas vezes a mesma coisa. Dorme com muita facilidade durante o final da manhã, depois acorda e fica agitado, inquieto. Esquece onde guarda suas coisas, não consegue mais realizar atividades às quais estava acostumado, como trocar as torneiras de sua casa, não consegue entender o que ocorre em um programa de televisão e por vezes é visto conversando com ela, como se fosse uma pessoa na sala. Atualmente não sai mais de casa sozinho, porque já se perdeu no bairro onde mora há 40 anos, além do fato de ter apresentado diversas quedas. Concomitantemente, desenvolveu os sintomas de liberação extrapiramidal descritos previamente: tremor em repouso, de alta amplitude e baixa frequência, rigidez muscular, fácies inexpressiva, fala monótona.
Assinale a alternativa que apresenta a condição clínica que mais desfavorece o diagnóstico de demência na doença de Parkinson.
Alternativas
Q2224331 Medicina
O Sr. JRM também tem uma queixa de esquecimentos. Eles se iniciaram há 3 ou 4 anos e vem piorando paulatinamente. Ele encontra-se muito desatento, há necessidade de repetir diversas vezes a mesma coisa. Dorme com muita facilidade durante o final da manhã, depois acorda e fica agitado, inquieto. Esquece onde guarda suas coisas, não consegue mais realizar atividades às quais estava acostumado, como trocar as torneiras de sua casa, não consegue entender o que ocorre em um programa de televisão e por vezes é visto conversando com ela, como se fosse uma pessoa na sala. Atualmente não sai mais de casa sozinho, porque já se perdeu no bairro onde mora há 40 anos, além do fato de ter apresentado diversas quedas. Concomitantemente, desenvolveu os sintomas de liberação extrapiramidal descritos previamente: tremor em repouso, de alta amplitude e baixa frequência, rigidez muscular, fácies inexpressiva, fala monótona.
Assinale a alternativa na qual encontramos a condição clínica que mais desfavorece o diagnóstico de demência na doença de Alzheimer.
Alternativas
Q2224330 Medicina
O Sr. JRM também tem uma queixa de esquecimentos. Eles se iniciaram há 3 ou 4 anos e vem piorando paulatinamente. Ele encontra-se muito desatento, há necessidade de repetir diversas vezes a mesma coisa. Dorme com muita facilidade durante o final da manhã, depois acorda e fica agitado, inquieto. Esquece onde guarda suas coisas, não consegue mais realizar atividades às quais estava acostumado, como trocar as torneiras de sua casa, não consegue entender o que ocorre em um programa de televisão e por vezes é visto conversando com ela, como se fosse uma pessoa na sala. Atualmente não sai mais de casa sozinho, porque já se perdeu no bairro onde mora há 40 anos, além do fato de ter apresentado diversas quedas. Concomitantemente, desenvolveu os sintomas de liberação extrapiramidal descritos previamente: tremor em repouso, de alta amplitude e baixa frequência, rigidez muscular, fácies inexpressiva, fala monótona.
Diante do exposto, foi feita a hipótese diagnóstica de uma demência por corpos de Lewy. Assinale a alternativa que cita a manifestação clínica que está fortemente associada a esse diagnóstico.
Alternativas
Q2224329 Medicina
Considere que, além das queixas de tonturas e quedas, o Sr. JRM tem queixas de formigamentos nas pernas, do joelho para baixo. Uma eletroneuromiografia mostrou uma polineuropatia sensitivo-motora. Considere, novamente, a relação de diagnósticos e de medicamentos deste paciente: síndrome metabólica, obesidade, diabetes mellitus insulino-dependente, neuropatia diabética, hipertensão arterial, dislipidemia, insuficiência cardíaca, demência, parkinsonismo. Ex-tabagista, 60 anos maço, parou há 22 anos. Etilista atual, 3 a 4 garrafas de cerveja ao dia. Faz uso dos seguintes medicamentos: dapagliflozina 5 mg 2x/d, metformina 1.000 mg 2x/d, pioglitazona 30 mg 1x/d, gliclazida 120 mg/d, insulina glargina 44 UI pela manhã, atorvastatina 40 mg 1x/d, losartana 50 mg 2x/d, anlodipino 5 mg 1x/d, espironolactona 25 mg/d, carvedilol 6,25 mg 2x/d, gabapentina 300 mg 3x/d, levodopa/benserazida BD 100 mg/25 mg ½cp 3x/d, trazodona 100 mg à noite, levomepromazina 4% 15 gotas à noite, colecalciferol 2.000 UI uma vez por semana.
Assinale a alternativa correta a respeito do uso da trazodona.
Alternativas
Q2224328 Medicina
Considere que, além das queixas de tonturas e quedas, o Sr. JRM tem queixas de formigamentos nas pernas, do joelho para baixo. Uma eletroneuromiografia mostrou uma polineuropatia sensitivo-motora. Considere, novamente, a relação de diagnósticos e de medicamentos deste paciente: síndrome metabólica, obesidade, diabetes mellitus insulino-dependente, neuropatia diabética, hipertensão arterial, dislipidemia, insuficiência cardíaca, demência, parkinsonismo. Ex-tabagista, 60 anos maço, parou há 22 anos. Etilista atual, 3 a 4 garrafas de cerveja ao dia. Faz uso dos seguintes medicamentos: dapagliflozina 5 mg 2x/d, metformina 1.000 mg 2x/d, pioglitazona 30 mg 1x/d, gliclazida 120 mg/d, insulina glargina 44 UI pela manhã, atorvastatina 40 mg 1x/d, losartana 50 mg 2x/d, anlodipino 5 mg 1x/d, espironolactona 25 mg/d, carvedilol 6,25 mg 2x/d, gabapentina 300 mg 3x/d, levodopa/benserazida BD 100 mg/25 mg ½cp 3x/d, trazodona 100 mg à noite, levomepromazina 4% 15 gotas à noite, colecalciferol 2.000 UI uma vez por semana.
Assinale a alternativa correta quanto a prescrição de levomepromazina.
Alternativas
Q2224327 Medicina
Considere que, além das queixas de tonturas e quedas, o Sr. JRM tem queixas de formigamentos nas pernas, do joelho para baixo. Uma eletroneuromiografia mostrou uma polineuropatia sensitivo-motora. Considere, novamente, a relação de diagnósticos e de medicamentos deste paciente: síndrome metabólica, obesidade, diabetes mellitus insulino-dependente, neuropatia diabética, hipertensão arterial, dislipidemia, insuficiência cardíaca, demência, parkinsonismo. Ex-tabagista, 60 anos maço, parou há 22 anos. Etilista atual, 3 a 4 garrafas de cerveja ao dia. Faz uso dos seguintes medicamentos: dapagliflozina 5 mg 2x/d, metformina 1.000 mg 2x/d, pioglitazona 30 mg 1x/d, gliclazida 120 mg/d, insulina glargina 44 UI pela manhã, atorvastatina 40 mg 1x/d, losartana 50 mg 2x/d, anlodipino 5 mg 1x/d, espironolactona 25 mg/d, carvedilol 6,25 mg 2x/d, gabapentina 300 mg 3x/d, levodopa/benserazida BD 100 mg/25 mg ½cp 3x/d, trazodona 100 mg à noite, levomepromazina 4% 15 gotas à noite, colecalciferol 2.000 UI uma vez por semana.
Em relação à prescrição de levodopa-benserazida, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q2224326 Medicina
Considere que, além das queixas de tonturas e quedas, o Sr. JRM tem queixas de formigamentos nas pernas, do joelho para baixo. Uma eletroneuromiografia mostrou uma polineuropatia sensitivo-motora. Considere, novamente, a relação de diagnósticos e de medicamentos deste paciente: síndrome metabólica, obesidade, diabetes mellitus insulino-dependente, neuropatia diabética, hipertensão arterial, dislipidemia, insuficiência cardíaca, demência, parkinsonismo. Ex-tabagista, 60 anos maço, parou há 22 anos. Etilista atual, 3 a 4 garrafas de cerveja ao dia. Faz uso dos seguintes medicamentos: dapagliflozina 5 mg 2x/d, metformina 1.000 mg 2x/d, pioglitazona 30 mg 1x/d, gliclazida 120 mg/d, insulina glargina 44 UI pela manhã, atorvastatina 40 mg 1x/d, losartana 50 mg 2x/d, anlodipino 5 mg 1x/d, espironolactona 25 mg/d, carvedilol 6,25 mg 2x/d, gabapentina 300 mg 3x/d, levodopa/benserazida BD 100 mg/25 mg ½cp 3x/d, trazodona 100 mg à noite, levomepromazina 4% 15 gotas à noite, colecalciferol 2.000 UI uma vez por semana.
Além das informações mencionadas, o Sr. JRM tem uma queixa de tremor em repouso, de alta amplitude e baixa frequência, rigidez muscular, fácies inexpressiva, fala monótona.
Em relação ao diagnóstico, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Respostas
201: B
202: B
203: C
204: C
205: A
206: D
207: D
208: A
209: C
210: D
211: B
212: D
213: E
214: A
215: C
216: E
217: D
218: E
219: B
220: A