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Q1986585 História

[…] o surgimento dos movimentos operários ou, de maneira mais geral, da política democrática teve uma relação nítida com o surgimento do “novo imperialismo”. A partir do momento em que o grande imperialista Cecil Rhodes observou em 1895 que, para evitar a guerra civil, era preciso se tornar imperialista, a maioria dos observadores se conscientizou do assim chamado “imperialismo social” […]

(Eric J. Hobsbawm, A era dos impérios)


Para Hobsbawm, o “imperialismo social” deve ser entendido como 

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Q1986584 História

Houve três ondas revolucionárias principais no mundo ocidental entre 1815 e 1848. (A Ásia e a África permaneciam até então imunes: as primeiras revoluções em grande escala na Ásia [...] só ocorreram na década de 1850). A primeira ocorreu em 1820-24. Na Europa, ela ficou limitada principalmente ao Mediterrâneo, com Espanha e Portugal (1820), Nápoles (1820) e a Grécia (1821) como seus epicentros. Fora a grega, todas essas insurreições foram sufocadas. […]

A segunda onda revolucionária ocorreu em 1829-34 […].

(Eric J. Hobsbawm, A Era das revoluções: Europa 1789-1848)


Segundo Hobsbawm, essa “segunda onda revolucionária”, entre outros eventos,

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Q1986583 História

Quando o terremoto de 1812 sacudiu Caracas e outras cidades da Venezuela, a posição da Igreja foi a de afirmar que este fora um castigo de Deus pela revolta contra o rei e a Igreja.

(Maria Ligia Prado e Gabriela Pellegrino, História da América Latina)


Prado e Pellegrino consideram que, durante o processo de independência da América espanhola, a Igreja Católica, enquanto instituição hierarquizada,

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Q1986582 História

Pela Declaração dos Direitos, a igualdade foi estreitamente associada à liberdade: fora avidamente exigida pela burguesia em contraposição à aristocracia, pelos camponeses face aos seus senhores. Tratava-se, porém, da igualdade civil, unicamente.

(Albert Soboul, A Revolução Francesa)


A Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, aprovada pela Assembleia Nacional Constituinte, em agosto de 1789, preconizava

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Q1986581 História

“Formação do Brasil no Atlântico Sul: o leitor que bateu o olho na capa do livro estará intrigado com o subtítulo. Quer dizer então que o Brasil se formou fora do Brasil? É exatamente isso: tal é o paradoxo que pretendo demonstrar […]

(Luiz Felipe de Alencastro, O trato dos viventes:

formação do Brasil no Atlântico Sul)


Para Alencastro, “o Brasil se formou fora do Brasil” porque

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Q1986580 História

Desde o século XVI, após os primeiros tempos da conquista do Peru e de seu impacto destruidor para os habitantes dos antigos territórios incas, a Coroa espanhola esforçou-se para evitar o genocídio dos súditos americanos organizando os sobreviventes em povoados, os chamados pueblos […]

(Maria Ligia Prado e Gabriela Pellegrino, História da América Latina)


Segundo a obra citada, os pueblos

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Q1986579 História

O mercantilismo inglês se beneficia da precocidade das instituições políticas e sociais, da qualidade da informação e da reflexão teórica no país, evolui, se adapta, se aperfeiçoa, e ajuda a Inglaterra a assumir, na Europa, uma verdadeira supremacia marítima e comercial e, talvez, já a supremacia industrial.

(Pierre Deyon, O mercantilismo)


Para Pierre Deyon, o mercantilismo adquiriu, na Inglaterra e em outros países europeus, três formas essenciais. Trata-se da

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Q1986578 História

Os humanistas, num gesto ousado, tendiam a considerar como mais perfeita e mais expressiva a cultura que havia surgido e se desenvolvido no seio do paganismo, antes do advento de Cristo. […] Eram todos cristãos e apenas desejavam reinterpretar a mensagem do Evangelho à luz da experiência e dos valores da Antiguidade.

(Nicolau Sevcenko, O renascimento)


Sevcenko afirma que esses “valores da Antiguidade” 

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Q1986577 História

[…] o ritmo histórico da Idade Média foi se acelerando, e com ele nossos conhecimentos sobre o período. Sua infância e adolescência cobriram boa parte de sua vida (séculos IV-X), no entanto as fontes que temos sobre elas são comparativamente poucas. Sua maturidade (séculos XI-XIII) e senilidade (século XIV-XVI) deixaram, pelo contrário, uma abundante documentação.

(Hilário Franco Júnior, A Idade Média, nascimento do ocidente)


Segundo Franco Júnior, na Baixa Idade Média (século XIV-meados do século XVI), em relação aos trabalhadores rurais, a crise do século XIV 

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Q1986576 História

[…] a ideia de que era possível narrar a História da Grécia por meio de suas cidades principais, Atenas e Esparta, parece também ter perdido sentido. Essas duas cidades eram grandes exceções, não a regra. Nesse campo, vale a pena citar os trabalhos coletivos do Centro para o Estudo da Pólis de Copenhagen, dirigido por Morgens Hansen. Dos inventários produzidos e dos amplos debates publicados destaca-se a imensa variedade das cidades no mundo de fala grega e não grega. A importância da cidade (pólis) para a vida dos gregos é, além disso, colocada em perspectiva. A maioria das cidades tinha dimensões mínimas (centenas de habitantes, às vezes poucos milhares) e não era autônoma. Inúmeras localidades e regiões nunca se organizaram como cidades – ao menos antes do Império Romano.

(Norberto Luiz Guarinello, História Antiga)


Segundo Guarinello, na obra citada, a História de Roma

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Q1986575 História

A história é um discurso mutável e problemático – ostensivamente a respeito de um aspecto do mundo, o passado –, produzido por um grupo de trabalhadores cujas mentes são de nosso tempo (em grande maioria, em nossa cultura, historiadores assalariados) e que fazem seu trabalho em modalidades mutuamente reconhecíveis que são posicionadas epistemológica, ideológica e praticamente; e cujos produtos, uma vez em circulação, estão sujeitos a uma série de usos e abusos logicamente infinitos mas que, na realidade, correspondem a uma variedade de bases de poder existentes em qualquer momento que for considerado, as quais estruturam e distribuem os significados das histórias ao longo de um espectro que vai do dominante ao marginal.

(Keith Jenkins, Re-thinking History. Apud Ciro Flamarion Cardoso, Introdução. Em: Ciro Flamarion Cardoso e Ronaldo Vainfas (org.), Domínios da História: ensaios de teoria e metodologia)


No excerto, Keith Jenkins

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Q1986574 História

Escolhi meu tema como um tributo a Isaac Deutscher, cuja obra mais permanente é um clássico na história da Revolução Russa, ou seja, sua biografia de Trotsky. Assim, a resposta imediata a essa pergunta do título [Podemos escrever a história da Revolução Russa?] é, obviamente, sim.

Mas isso deixa em aberto a questão mais ampla: podemos algum dia escrever a história definitiva de alguma coisa – não apenas a história conforme vista hoje, ou em 1945 – inclusive, é claro, da Revolução Russa? Nesse caso, em um sentido óbvio, a resposta é não, a despeito do fato de que há uma realidade histórica objetiva, que os historiadores investigam, para estabelecer, entre outras coisas, a diferença entre fato e ficção. Somos livres para crer que Hitler fugiu dos russos e se refugiou no Paraguai, mas não foi assim.

(Eric Hobsbawm, Sobre história)


Para Eric Hobsbawm, não é possível “escrever a história definitiva de alguma coisa”, porque

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Q1986573 História

A nova história é a história escrita como reação deliberada contra o “paradigma” tradicional, aquele termo útil, embora impreciso […] Será conveniente descrever este paradigma tradicional como “história rankeana”, conforme o grande historiador alemão Leopold von Ranke (1795-1886). Poderíamos também chamar este paradigma de a visão do senso comum da história, não para enaltecê-la, mas para assinalar que ele tem sido com frequência – com muita frequência – considerado a maneira de se fazer história.

(Peter Burke, A escrita da história: novas perspectivas)


Para Peter Burke, a antiga e a nova história se contrastam, entre outros pontos, pois, em termos do paradigma tradicional, a história

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Q1986568 Pedagogia
Ao refletir sobre o projeto político-pedagógico, Anna Rosa Santiago (In: Veiga, 1996) discorre sobre a crise de paradigmas impulsora de mudanças na educação e na escola. Um dos aspectos da crise refere-se à superação de um modelo de organização do trabalho docente que escamoteou do professor o papel de
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Q1986553 Conhecimentos Gerais

Analise a tabela.

Imagem associada para resolução da questão

(Sérgio Silva, Expansão cafeeira e origens da indústria no Brasil.

Apud José Miguel Arias Neto, Primeira República: economia cafeeira,

urbanização e industrialização. Em: Jorge Ferreira e Lucilia de Almeida

Neves Delgado (org.). O Brasil Republicano v.1 - O tempo do liberalismo

excludente: da Proclamação da República à Revolução de 1930. Adaptado)


A partir dos dados, é correto afirmar que

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Q1986550 Português

Os poemas são pássaros que chegam

não se sabe de onde e pousam

no livro que lês.

Quando fechas o livro, eles alçam voo

como de um alçapão.

Eles não têm pouso

nem porto

alimentam-se um instante em cada par de mãos

e partem.

E olhas, então, essas tuas mãos vazias,

no maravilhado espanto de saberes

que o alimento deles já estava em ti...

(Mario Quintana. Rua dos Cataventos & outros poemas)

Passando-se as formas verbais em destaque nos versos − no livro que lês / Quando fechas o livro, eles alçam voo – para a primeira pessoa do plural, tem-se, respectivamente:
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Q719469 História

É de grande importância possibilitar que os alunos percebam a historicidade de questões atuais e de grande repercussão na mídia. O estudante tem acesso aos meios de comunicação e, muitas vezes, apreende apenas as informações veiculadas sem análise crítica. Ao se ensinar, por exemplo, o que é reforma agrária e Movimento dos Sem-Terra (MST), o estudante poderá aprender a analisar criticamente contextualizando as tensões e reivindicações sociais no Brasil. Sobre o ensino das reivindicações sociais: lutas pela ampliação da cidadania no Brasil sob a óptica das orientações do Centro de Referência Virtual da Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais, analise as afirmativas a seguir e assinale a alternativa correta.

I. Os alunos, provavelmente, já ouviram falar em MST e em reforma agrária. É importante – para problematizar questões sociais e criar situações para a formação de opiniões e o exercício de uma cidadania participativa – possibilitar o levantamento de conhecimentos prévios. O professor deve se assegurar de que os alunos saibam, por exemplo, que a palavra agrária refere-se a assuntos relativos à terra, pois sem essa compreensão eles não conseguirão entender o significado desses movimentos.

II. No nosso país, a reforma agrária é uma política recente, comparada ao processo de formação do latifúndio e da luta pela terra. A luta pela reforma agrária ganhou força com o advento das organizações políticas camponesas, principalmente, desde a década de 1950, com o crescimento das Ligas Camponesas. Todavia, a luta pela terra é uma política que nasceu com o latifúndio.

III. A Constituição Federal estabelece que imóveis rurais classificados como produtivos não serão desapropriados. São classificadas como produtivas propriedades cuja utilização com agricultura, pecuária ou extrativismo florestal seja igual ou superior a 80% da superfície agrícola útil. A esse critério se adiciona a exigência de que o imóvel deve obter produtividade igual ou superior à média da região. Também são imunes à desapropriação propriedades cuja área seja igual ou inferior a 15 vezes o módulo fiscal fixado para cada município (medida que varia entre 2 e 90 hectares nas diversas regiões do país).

Estão corretas as afirmativas:

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Q719468 História
É importante que o aluno aprenda sobre acontecimentos recentes da história do Brasil, pois, assim, ele poderá compreender melhor a política atual. Sobre o ensino do Neoliberalismo e tensões sociais no Brasil, de acordo com as orientações pedagógicas da Secretaria de Educação de Minas Gerais, assinale a alternativa incorreta.
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Q719467 História

No ensino da abertura política e reorganização da sociedade brasileira, orientado pelo Centro de Referência Virtual da Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais, uma das habilidades requerida é analisar as mudanças no contexto econômico brasileiro durante a ditadura: internacionalização da economia, industrialização, urbanização dependência econômica e consumismo. Segundo as recomendações do Centro de Referência Virtual, analise as afirmativas a seguir e assinale a alternativa correta.

I. É importante apresentar os debates e os problemas com os quais os homens da época lidaram, especialmente os relacionados ao restabelecimento das liberdades civis – liberdade de expressão, de mobilização popular, de imprensa, de reunião, de produção e difusão artístico-cultural e políticas.

II. É importante que se tenha domínio sobre alguns temas pertinentes à história do Brasil recente como as repressões políticas durante os anos de governo militares e os movimentos de resistência às restrições da cidadania.

III. Dentre os itens de maior destaque é possível listar: o fim do milagre econômico dos anos de 1970, a falência da propaganda ufanista da ditadura militar e a resistência da extrema direita militar que pretendia prolongar o regime militar; a reorganização da sociedade civil – o novo sindicalismo e a criação das Centrais Sindicais, a aprovação da lei de Anistia Política (1979).

Estão corretas as afirmativas:

Alternativas
Q719466 História
Os anos de 1945 a 1964 marcaram a história brasileira por ser um período de grande abertura ao capital estrangeiro. Sobre o ensino do tópico avanços do capital estrangeiro e crise do populismo, orientado pelo Centro de Referência Virtual da Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais, assinale a alternativa incorreta.
Alternativas
Respostas
41: B
42: E
43: D
44: C
45: A
46: D
47: C
48: B
49: B
50: D
51: A
52: C
53: E
54: A
55: B
56: A
57: D
58: B
59: C
60: D