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Acerca do “ponto de vista legal do controle da poluição”, o autor do Texto 1 afirma:
“(...) para fins práticos, em especial do ponto de vista legal de controle da poluição, acrescentamos que o conceito de poluição deve ser associado às alterações indesejáveis provocadas pelas atividades e intervenções humanas no ambiente.”
Considerando o trecho acima e o comportamento do homem ao desbravar novos territórios explorado no poema “O homem: as viagens”, podemos afirmar que
I. o verso “humaniza Marte com engenho e arte” não pode ser lido como uma crítica às alterações do homem em meios ambientais.
II. o verso “outros planetas restam para outras colônias” traz a ideia de comportamento repetitivo adotado pelo homem em suas “colônias”.
III. o “engenho” citado no poema pode ser considerado como a prática das ações poluidoras citadas no conceito de poluição do item 1.3.
Leia atentamente as assertivas seguintes a propósito dos Textos 2 e 3:
I. Os versos “Cesse tudo o que a Musa antiga canta,/Que outro valor mais alto se alevanta.” reivindicam, para os portugueses, a glória de haver sobrepujado qualquer outra façanha humana, o que se confirma no próprio poema quando se afirma que mesmo os deuses Netuno e Marte obedeceram a esse povo ilustre.
II. Tanto os versos de Camões quanto os de Carlos Drummond de Andrade recorrem à mudança de tempo verbal, ressaltando a importância dessa escolha para melhor revelar as incertezas que assolam o homem em sua pequenez e insignificância diante dos mistérios de sua existência.
III. Os textos diferem completamente um do outro quanto à escolha do léxico e à sintaxe: enquanto o texto do poeta brasileiro abriga neologismos e gírias em suas construções e faz uso de construções sintáticas diretas e simples, o texto do poeta português apresenta vocabulário erudito e construções sintáticas que invertem a ordem natural da sintaxe portuguesa.
IV. É possível estabelecer uma comparação entre o verso drummondiano “roupa insiderável de viver no Sol” (7ª estrofe do Texto 2) e o verso camoniano “mais do que prometia a força humana” (1ª estrofe do Texto 3): ambos constatam a forte presença dos “engenhos” que a capacidade inventiva do homem consegue elaborar.
São verdadeiras
A transtextualização ou intertextualidade é um “processo pelo qual o enunciador constrói seu texto (texto meta) mediante a incorporação ou transformação da totalidade ou de parte de outro texto (texto fonte)” (AZEREDO, J. C. Gramática Houaiss da Língua Portuguesa, p. 96).
São vários os tipos de transtextualização elencados na referida obra, dentre eles a incorporação, a citação, a alusão, a reelaboração, a paráfrase, a tradução e a paródia. Especificamente,
a alusão consiste em evocar um texto ou discurso anterior (de outro gênero, de outra época, de outra cultura), para produzir, no presente, um efeito de sentido autorizado ou legitimado pelo texto/discurso evocado. Diferentemente da citação, cuja incorporação o interlocutor identifica graças às marcas, a alusão só é percebida se o texto que ela evoca faz parte da cultura do interlocutor (IBIDEM, p. 98).
Atente para as seguintes assertivas apresentadas na comparação dos textos 2 e 3.
I. Há uma relação explícita entre o primeiro verso do poema de Drummond e o último verso do Canto I de Os Lusíadas, de Camões, apresentados nesta prova.
II. O verso camoniano “Tanta necessidade aborrecida” pode ser visto como um desencadeador da descrição drummondiana do tédio do homem face a suas conquistas que não o levam à resolução de problemas mais imediatos como a fome, a desigualdade e as injustiças, também evocadas por Camões nos versos iniciais da estrofe 106 de Os Lusíadas.
III. O texto brasileiro alude diretamente ao texto português no uso da expressão “engenho e arte”, recorrendo, inclusive, à mesma parceria rítmica (parte/arte).
IV. Enquanto em Camões a humanização reivindicada refere-se a uma europeização do espaço terrestre, no poema de Drummond, diferentemente, a humanização é interplanetária, o que se verifica inclusive pelo uso da maiúscula na palavra Terra no primeiro verso de seu poema.
São marcas de alusão
Atente para os seguintes recursos coesivos usados no Texto 1:
QUE (linha 1);
SEUS (linha 4);
SUA (linha 8);
SUA (linha 12);
SUAS (linha 90);
Tais recursos recuperam, respectivamente, as palavras:
Considere a reação, em equilíbrio, de produção do alvejante gasoso dióxido de cloro, que ocorre em um sistema reacional:
Cl2(g) + 2 NaClO2(s) ⇄ 2 ClO2(g) + 2 NaCl(s)
Nessa situação, assinale a alternativa correta.
“A Olimpíada deve ser disputada sem o fantasma da fraude química, dentro do princípio de que, tanto quanto é importante competir, vencer é prova de competência”. (Jornal “O Globo”, 28/05/2016)
Considere que um atleta tenha consumido 64 mg de um anabolizante e que, após 4 dias, o exame antidoping tenha detectado apenas 0,25 mg deste composto. Assumindo que a degradação do anabolizante no organismo segue uma cinética de 1ª ordem, assinale a alternativa que apresenta o tempo de meia-vida da substância no organismo do atleta.
Uma empresa de galvanoplastia produz peças especiais recobertas com zinco. Sabendo que cada peça recebe 7 g de Zn, que é utilizada uma corrente elétrica de 0,7 A e que a massa molar do zinco é igual a 65 g/mol, qual o tempo necessário para o recobrimento dessa peça especial?
(Constante de Faraday: 1 F = 96500 C.mol−1 )
A figura a seguir representa as curvas de solubilidade de duas substâncias A e B.

Com base nela, pode-se afirmar que:
As moléculas ΦOF4, ΨF4 e ΩF5 apresentam, respectivamente, formas geométricas que se aproximam das figuras (1), (2) e (3), mostradas a seguir, no modelo de bola e palito:

Sabendo-se que “Φ“, “Ψ” e “Ω” representam elementos da tabela periódica, assinale a alternativa correta que indica, na sequência, as possíveis identidades destes elementos:

No esboço da Tabela Periódica abaixo estão discriminados os números de nêutrons dos isótopos mais estáveis de alguns elementos.

Considere agora um composto iônico binário, em que:
(i) o cátion, de carga +2, possui 12 prótons;
(ii) o ânion, de carga –3, possui 10 elétrons.
A massa de 1 mol deste composto é aproximadamente igual a:

Considere um feixe homogêneo de pequenos projéteis deslocando-se na mesma direção e na mesma velocidade constante até atingir a superfície de uma esfera que está sempre em repouso.
A esfera pode ter um ou dois tipos de superfícies: uma superfície totalmente refletora (colisão perfeitamente elástica entre a esfera e o projétil) e/ou uma superfície totalmente absorvedora (colisão perfeitamente inelástica entre a esfera e o projétil).
Em uma das superfícies (refletora ou absorvedora), o ângulo α da figura pertence ao intervalo [0,β], enquanto na outra superfície (absorvedora ou refletora) α pertence ao intervalo (β ,π/2 ].
Para que a força aplicada pelos projéteis sobre a esfera seja máxima, o(s) tipo(s) de superfície(s) é(são):
Um projétil é lançado obliquamente de um canhão, atingindo um alcance igual a 1000 m no plano horizontal que contém a boca do canhão. Nesse canhão, o projétil parte do repouso executando um movimento uniformemente variado dentro do tubo até sair pela boca do canhão. Ademais, a medida que o projétil se desloca no interior do tubo, ele executa um movimento uniformemente variado de rotação, coaxial ao tubo. Tendo sido o projétil rotacionado de 1 rad durante seu deslocamento dentro do canhão, sua aceleração angular, em rad/s2 , ao deixar o canhão é:
Dados:
• ângulo do tubo do canhão em relação à horizontal: 45º;
• comprimento do tubo: 2 m;
• aceleração da gravidade: g = 10 m/s2 .
Consideração:
• despreze a resistência do ar.






