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Q962035 Português

                                  Medo do futuro


A temporada dos furacões começou com estardalhaço, causando danos devastadores pelo mundo. No Japão, três tufões em seguida deixaram uma trilha de morte e destruição. Na Indonésia, a situação é absolutamente trágica.


Mesmo assim, muitos ainda se recusam a associar o aumento da intensidade dos furacões e tempestades ao aquecimento global, ignorando dados e pesquisas científicas de alta qualidade. Obviamente, líderes como Trump, que são apoiados pela indústria de combustíveis fósseis, são os primeiros a ignorar a ciência como um mero incômodo. Lembra-me a imagem do imperador romano Nero, enlouquecido, tocando harpa enquanto Roma queimava. Tenho perguntado a amigos e colegas a razão da relutância de tantos em aceitar o óbvio. Por que pessoas com alto nível de educação, bem-informadas, quando se deparam com a correlação clara do aquecimento global e da poluição, recusam-se a mudar? [...]


Mesmo que não haja apenas uma resposta para isso, podemos dizer algumas coisas sobre essa apatia que afeta os que manipulam o poder e muitos outros. As pessoas só mudam sob pressão, seja ela real ou imaginária. Quanto maior a pressão, mais rápida a mudança. Historicamente, a mobilização social de larga escala só ocorre quando uma nação ou um grupo luta contra um inimigo comum. Quando líderes políticos invocam o patriotismo, fazem isso com a intenção clara de unificar a população, que lutaria, assim, contra uma ameaça à nação, seja ela real ou inventada. Os EUA só começaram a participar da Segunda Guerra Mundial após os japoneses terem bombardeado o porto de Pearl Harbor, no Havaí, em 1941, ainda que a guerra já estivesse devastando a Europa desde 1939.


No caso da mudança climática e da correlata falta de mobilização social, o que falta é essa pressão que provoca mudanças. Muitas pessoas, incluindo as que entendem os princípios do aquecimento global como sendo provocado pelo excesso de poluição, encolhem os ombros, afirmando que isso é coisa para muito tempo no futuro. Por que fazer algo agora, certo? Para que proteger o uso e a qualidade da água, proteger o ambiente e as áreas litorâneas de baixo relevo, ou usar fontes de energia alternativas ou mais limpas? Para que essa pressa toda em mudar nosso estilo de vida?


Existem algumas cidades que estão tomando providências, e uma exemplar é Miami, nos EUA, cuja orla vem, já, sofrendo com o aumento do nível do mar. Obras estão elevando as ruas e avenidas, muralhas protetoras estão sendo construídas em áreas críticas, bombas e sistemas de drenagem estão sendo instalados. Por que em Miami? Porque na cidade já ocorreram diversos incidentes ligados a furacões e tempestades que são consequência do aquecimento global.


Quanto mais se espera, maiores serão os custos e maior será o número de mortos e feridos. O que Miami está fazendo deveria ser imitado por todas as cidades costeiras ameaçadas. O Rio de Janeiro é uma delas, e também Salvador, Recife, Fortaleza, Porto Alegre, etc.

O aquecimento global é obviamente muito diferente das invasões nazistas durante a Segunda Guerra, mas a ameaça de uma grande catástrofe social é real. O problema, ao contrário de um inimigo bem definido durante uma guerra, é que, no aquecimento global, somos nossos próprios inimigos, e cada um de nós tem um papel na crise. A poluição global não enxerga fronteiras entre países ou diferenças culturais. A atmosfera, os oceanos, os rios, todos nós dividimos a culpa e arcamos com as consequências, mesmo que, obviamente, alguns tenham muito mais culpa do que outros.

O ponto é que o indivíduo raramente pensa no efeito cumulativo da ação de muitas pessoas: se eu jogo esse saco plástico no mar, é só um, não muda nada. E quando milhões de pessoas pensam do mesmo jeito e jogam sacos de plástico no mar? Veja o exemplo do Chile, proibindo sacos de plástico no país inteiro! 

Se milhões devem escapar das regiões costeiras, para onde irão? E se 4 milhões de cariocas invadirem São Paulo? Quais seriam as perdas econômicas e ambientais? Quanto maior o envolvimento da mídia, mais cientistas participarão da iniciativa de educar a população sobre os riscos sociais do aquecimento global. E, com isso, espero, a pressão para uma mudança geral de perspectiva aumentará. 

A questão é quanta pressão, quanta evidência, será necessária para promover uma mudança global da forma que precisamos sabendo que, para muitos, essas mudanças serão incômodas? 

GLEISER, Marcelo. Folha de S.Paulo, São Paulo, 7 out. 2018. Disponível em:<https://www1.folha.uol.com.br/

colunas/marcelogleiser/2018/10/medo-do-futuro-aquecimento-global. shtml>. Acesso em 7: out. 2018. [Fragmento].

O tema central abordado no texto é
Alternativas
Q962034 Português

                                  Medo do futuro


A temporada dos furacões começou com estardalhaço, causando danos devastadores pelo mundo. No Japão, três tufões em seguida deixaram uma trilha de morte e destruição. Na Indonésia, a situação é absolutamente trágica.


Mesmo assim, muitos ainda se recusam a associar o aumento da intensidade dos furacões e tempestades ao aquecimento global, ignorando dados e pesquisas científicas de alta qualidade. Obviamente, líderes como Trump, que são apoiados pela indústria de combustíveis fósseis, são os primeiros a ignorar a ciência como um mero incômodo. Lembra-me a imagem do imperador romano Nero, enlouquecido, tocando harpa enquanto Roma queimava. Tenho perguntado a amigos e colegas a razão da relutância de tantos em aceitar o óbvio. Por que pessoas com alto nível de educação, bem-informadas, quando se deparam com a correlação clara do aquecimento global e da poluição, recusam-se a mudar? [...]


Mesmo que não haja apenas uma resposta para isso, podemos dizer algumas coisas sobre essa apatia que afeta os que manipulam o poder e muitos outros. As pessoas só mudam sob pressão, seja ela real ou imaginária. Quanto maior a pressão, mais rápida a mudança. Historicamente, a mobilização social de larga escala só ocorre quando uma nação ou um grupo luta contra um inimigo comum. Quando líderes políticos invocam o patriotismo, fazem isso com a intenção clara de unificar a população, que lutaria, assim, contra uma ameaça à nação, seja ela real ou inventada. Os EUA só começaram a participar da Segunda Guerra Mundial após os japoneses terem bombardeado o porto de Pearl Harbor, no Havaí, em 1941, ainda que a guerra já estivesse devastando a Europa desde 1939.


No caso da mudança climática e da correlata falta de mobilização social, o que falta é essa pressão que provoca mudanças. Muitas pessoas, incluindo as que entendem os princípios do aquecimento global como sendo provocado pelo excesso de poluição, encolhem os ombros, afirmando que isso é coisa para muito tempo no futuro. Por que fazer algo agora, certo? Para que proteger o uso e a qualidade da água, proteger o ambiente e as áreas litorâneas de baixo relevo, ou usar fontes de energia alternativas ou mais limpas? Para que essa pressa toda em mudar nosso estilo de vida?


Existem algumas cidades que estão tomando providências, e uma exemplar é Miami, nos EUA, cuja orla vem, já, sofrendo com o aumento do nível do mar. Obras estão elevando as ruas e avenidas, muralhas protetoras estão sendo construídas em áreas críticas, bombas e sistemas de drenagem estão sendo instalados. Por que em Miami? Porque na cidade já ocorreram diversos incidentes ligados a furacões e tempestades que são consequência do aquecimento global.


Quanto mais se espera, maiores serão os custos e maior será o número de mortos e feridos. O que Miami está fazendo deveria ser imitado por todas as cidades costeiras ameaçadas. O Rio de Janeiro é uma delas, e também Salvador, Recife, Fortaleza, Porto Alegre, etc.

O aquecimento global é obviamente muito diferente das invasões nazistas durante a Segunda Guerra, mas a ameaça de uma grande catástrofe social é real. O problema, ao contrário de um inimigo bem definido durante uma guerra, é que, no aquecimento global, somos nossos próprios inimigos, e cada um de nós tem um papel na crise. A poluição global não enxerga fronteiras entre países ou diferenças culturais. A atmosfera, os oceanos, os rios, todos nós dividimos a culpa e arcamos com as consequências, mesmo que, obviamente, alguns tenham muito mais culpa do que outros.

O ponto é que o indivíduo raramente pensa no efeito cumulativo da ação de muitas pessoas: se eu jogo esse saco plástico no mar, é só um, não muda nada. E quando milhões de pessoas pensam do mesmo jeito e jogam sacos de plástico no mar? Veja o exemplo do Chile, proibindo sacos de plástico no país inteiro! 

Se milhões devem escapar das regiões costeiras, para onde irão? E se 4 milhões de cariocas invadirem São Paulo? Quais seriam as perdas econômicas e ambientais? Quanto maior o envolvimento da mídia, mais cientistas participarão da iniciativa de educar a população sobre os riscos sociais do aquecimento global. E, com isso, espero, a pressão para uma mudança geral de perspectiva aumentará. 

A questão é quanta pressão, quanta evidência, será necessária para promover uma mudança global da forma que precisamos sabendo que, para muitos, essas mudanças serão incômodas? 

GLEISER, Marcelo. Folha de S.Paulo, São Paulo, 7 out. 2018. Disponível em:<https://www1.folha.uol.com.br/

colunas/marcelogleiser/2018/10/medo-do-futuro-aquecimento-global. shtml>. Acesso em 7: out. 2018. [Fragmento].

Em relação à construção argumentativa desse texto, é incorreto afirmar que o articulista
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Q962033 Português

                                  Medo do futuro


A temporada dos furacões começou com estardalhaço, causando danos devastadores pelo mundo. No Japão, três tufões em seguida deixaram uma trilha de morte e destruição. Na Indonésia, a situação é absolutamente trágica.


Mesmo assim, muitos ainda se recusam a associar o aumento da intensidade dos furacões e tempestades ao aquecimento global, ignorando dados e pesquisas científicas de alta qualidade. Obviamente, líderes como Trump, que são apoiados pela indústria de combustíveis fósseis, são os primeiros a ignorar a ciência como um mero incômodo. Lembra-me a imagem do imperador romano Nero, enlouquecido, tocando harpa enquanto Roma queimava. Tenho perguntado a amigos e colegas a razão da relutância de tantos em aceitar o óbvio. Por que pessoas com alto nível de educação, bem-informadas, quando se deparam com a correlação clara do aquecimento global e da poluição, recusam-se a mudar? [...]


Mesmo que não haja apenas uma resposta para isso, podemos dizer algumas coisas sobre essa apatia que afeta os que manipulam o poder e muitos outros. As pessoas só mudam sob pressão, seja ela real ou imaginária. Quanto maior a pressão, mais rápida a mudança. Historicamente, a mobilização social de larga escala só ocorre quando uma nação ou um grupo luta contra um inimigo comum. Quando líderes políticos invocam o patriotismo, fazem isso com a intenção clara de unificar a população, que lutaria, assim, contra uma ameaça à nação, seja ela real ou inventada. Os EUA só começaram a participar da Segunda Guerra Mundial após os japoneses terem bombardeado o porto de Pearl Harbor, no Havaí, em 1941, ainda que a guerra já estivesse devastando a Europa desde 1939.


No caso da mudança climática e da correlata falta de mobilização social, o que falta é essa pressão que provoca mudanças. Muitas pessoas, incluindo as que entendem os princípios do aquecimento global como sendo provocado pelo excesso de poluição, encolhem os ombros, afirmando que isso é coisa para muito tempo no futuro. Por que fazer algo agora, certo? Para que proteger o uso e a qualidade da água, proteger o ambiente e as áreas litorâneas de baixo relevo, ou usar fontes de energia alternativas ou mais limpas? Para que essa pressa toda em mudar nosso estilo de vida?


Existem algumas cidades que estão tomando providências, e uma exemplar é Miami, nos EUA, cuja orla vem, já, sofrendo com o aumento do nível do mar. Obras estão elevando as ruas e avenidas, muralhas protetoras estão sendo construídas em áreas críticas, bombas e sistemas de drenagem estão sendo instalados. Por que em Miami? Porque na cidade já ocorreram diversos incidentes ligados a furacões e tempestades que são consequência do aquecimento global.


Quanto mais se espera, maiores serão os custos e maior será o número de mortos e feridos. O que Miami está fazendo deveria ser imitado por todas as cidades costeiras ameaçadas. O Rio de Janeiro é uma delas, e também Salvador, Recife, Fortaleza, Porto Alegre, etc.

O aquecimento global é obviamente muito diferente das invasões nazistas durante a Segunda Guerra, mas a ameaça de uma grande catástrofe social é real. O problema, ao contrário de um inimigo bem definido durante uma guerra, é que, no aquecimento global, somos nossos próprios inimigos, e cada um de nós tem um papel na crise. A poluição global não enxerga fronteiras entre países ou diferenças culturais. A atmosfera, os oceanos, os rios, todos nós dividimos a culpa e arcamos com as consequências, mesmo que, obviamente, alguns tenham muito mais culpa do que outros.

O ponto é que o indivíduo raramente pensa no efeito cumulativo da ação de muitas pessoas: se eu jogo esse saco plástico no mar, é só um, não muda nada. E quando milhões de pessoas pensam do mesmo jeito e jogam sacos de plástico no mar? Veja o exemplo do Chile, proibindo sacos de plástico no país inteiro! 

Se milhões devem escapar das regiões costeiras, para onde irão? E se 4 milhões de cariocas invadirem São Paulo? Quais seriam as perdas econômicas e ambientais? Quanto maior o envolvimento da mídia, mais cientistas participarão da iniciativa de educar a população sobre os riscos sociais do aquecimento global. E, com isso, espero, a pressão para uma mudança geral de perspectiva aumentará. 

A questão é quanta pressão, quanta evidência, será necessária para promover uma mudança global da forma que precisamos sabendo que, para muitos, essas mudanças serão incômodas? 

GLEISER, Marcelo. Folha de S.Paulo, São Paulo, 7 out. 2018. Disponível em:<https://www1.folha.uol.com.br/

colunas/marcelogleiser/2018/10/medo-do-futuro-aquecimento-global. shtml>. Acesso em 7: out. 2018. [Fragmento].

Assinale a alternativa em que o termo entre parênteses é sinônimo da palavra ou expressão destacada e pode substituí-la sem alterar o sentido do período.
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Q962032 Português

                                  Medo do futuro


A temporada dos furacões começou com estardalhaço, causando danos devastadores pelo mundo. No Japão, três tufões em seguida deixaram uma trilha de morte e destruição. Na Indonésia, a situação é absolutamente trágica.


Mesmo assim, muitos ainda se recusam a associar o aumento da intensidade dos furacões e tempestades ao aquecimento global, ignorando dados e pesquisas científicas de alta qualidade. Obviamente, líderes como Trump, que são apoiados pela indústria de combustíveis fósseis, são os primeiros a ignorar a ciência como um mero incômodo. Lembra-me a imagem do imperador romano Nero, enlouquecido, tocando harpa enquanto Roma queimava. Tenho perguntado a amigos e colegas a razão da relutância de tantos em aceitar o óbvio. Por que pessoas com alto nível de educação, bem-informadas, quando se deparam com a correlação clara do aquecimento global e da poluição, recusam-se a mudar? [...]


Mesmo que não haja apenas uma resposta para isso, podemos dizer algumas coisas sobre essa apatia que afeta os que manipulam o poder e muitos outros. As pessoas só mudam sob pressão, seja ela real ou imaginária. Quanto maior a pressão, mais rápida a mudança. Historicamente, a mobilização social de larga escala só ocorre quando uma nação ou um grupo luta contra um inimigo comum. Quando líderes políticos invocam o patriotismo, fazem isso com a intenção clara de unificar a população, que lutaria, assim, contra uma ameaça à nação, seja ela real ou inventada. Os EUA só começaram a participar da Segunda Guerra Mundial após os japoneses terem bombardeado o porto de Pearl Harbor, no Havaí, em 1941, ainda que a guerra já estivesse devastando a Europa desde 1939.


No caso da mudança climática e da correlata falta de mobilização social, o que falta é essa pressão que provoca mudanças. Muitas pessoas, incluindo as que entendem os princípios do aquecimento global como sendo provocado pelo excesso de poluição, encolhem os ombros, afirmando que isso é coisa para muito tempo no futuro. Por que fazer algo agora, certo? Para que proteger o uso e a qualidade da água, proteger o ambiente e as áreas litorâneas de baixo relevo, ou usar fontes de energia alternativas ou mais limpas? Para que essa pressa toda em mudar nosso estilo de vida?


Existem algumas cidades que estão tomando providências, e uma exemplar é Miami, nos EUA, cuja orla vem, já, sofrendo com o aumento do nível do mar. Obras estão elevando as ruas e avenidas, muralhas protetoras estão sendo construídas em áreas críticas, bombas e sistemas de drenagem estão sendo instalados. Por que em Miami? Porque na cidade já ocorreram diversos incidentes ligados a furacões e tempestades que são consequência do aquecimento global.


Quanto mais se espera, maiores serão os custos e maior será o número de mortos e feridos. O que Miami está fazendo deveria ser imitado por todas as cidades costeiras ameaçadas. O Rio de Janeiro é uma delas, e também Salvador, Recife, Fortaleza, Porto Alegre, etc.

O aquecimento global é obviamente muito diferente das invasões nazistas durante a Segunda Guerra, mas a ameaça de uma grande catástrofe social é real. O problema, ao contrário de um inimigo bem definido durante uma guerra, é que, no aquecimento global, somos nossos próprios inimigos, e cada um de nós tem um papel na crise. A poluição global não enxerga fronteiras entre países ou diferenças culturais. A atmosfera, os oceanos, os rios, todos nós dividimos a culpa e arcamos com as consequências, mesmo que, obviamente, alguns tenham muito mais culpa do que outros.

O ponto é que o indivíduo raramente pensa no efeito cumulativo da ação de muitas pessoas: se eu jogo esse saco plástico no mar, é só um, não muda nada. E quando milhões de pessoas pensam do mesmo jeito e jogam sacos de plástico no mar? Veja o exemplo do Chile, proibindo sacos de plástico no país inteiro! 

Se milhões devem escapar das regiões costeiras, para onde irão? E se 4 milhões de cariocas invadirem São Paulo? Quais seriam as perdas econômicas e ambientais? Quanto maior o envolvimento da mídia, mais cientistas participarão da iniciativa de educar a população sobre os riscos sociais do aquecimento global. E, com isso, espero, a pressão para uma mudança geral de perspectiva aumentará. 

A questão é quanta pressão, quanta evidência, será necessária para promover uma mudança global da forma que precisamos sabendo que, para muitos, essas mudanças serão incômodas? 

GLEISER, Marcelo. Folha de S.Paulo, São Paulo, 7 out. 2018. Disponível em:<https://www1.folha.uol.com.br/

colunas/marcelogleiser/2018/10/medo-do-futuro-aquecimento-global. shtml>. Acesso em 7: out. 2018. [Fragmento].

Considerando a relação entre o título e o texto, o articulista afirma que tem medo do futuro porque ele reconhece a
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Q962031 Português

                                  Medo do futuro


A temporada dos furacões começou com estardalhaço, causando danos devastadores pelo mundo. No Japão, três tufões em seguida deixaram uma trilha de morte e destruição. Na Indonésia, a situação é absolutamente trágica.


Mesmo assim, muitos ainda se recusam a associar o aumento da intensidade dos furacões e tempestades ao aquecimento global, ignorando dados e pesquisas científicas de alta qualidade. Obviamente, líderes como Trump, que são apoiados pela indústria de combustíveis fósseis, são os primeiros a ignorar a ciência como um mero incômodo. Lembra-me a imagem do imperador romano Nero, enlouquecido, tocando harpa enquanto Roma queimava. Tenho perguntado a amigos e colegas a razão da relutância de tantos em aceitar o óbvio. Por que pessoas com alto nível de educação, bem-informadas, quando se deparam com a correlação clara do aquecimento global e da poluição, recusam-se a mudar? [...]


Mesmo que não haja apenas uma resposta para isso, podemos dizer algumas coisas sobre essa apatia que afeta os que manipulam o poder e muitos outros. As pessoas só mudam sob pressão, seja ela real ou imaginária. Quanto maior a pressão, mais rápida a mudança. Historicamente, a mobilização social de larga escala só ocorre quando uma nação ou um grupo luta contra um inimigo comum. Quando líderes políticos invocam o patriotismo, fazem isso com a intenção clara de unificar a população, que lutaria, assim, contra uma ameaça à nação, seja ela real ou inventada. Os EUA só começaram a participar da Segunda Guerra Mundial após os japoneses terem bombardeado o porto de Pearl Harbor, no Havaí, em 1941, ainda que a guerra já estivesse devastando a Europa desde 1939.


No caso da mudança climática e da correlata falta de mobilização social, o que falta é essa pressão que provoca mudanças. Muitas pessoas, incluindo as que entendem os princípios do aquecimento global como sendo provocado pelo excesso de poluição, encolhem os ombros, afirmando que isso é coisa para muito tempo no futuro. Por que fazer algo agora, certo? Para que proteger o uso e a qualidade da água, proteger o ambiente e as áreas litorâneas de baixo relevo, ou usar fontes de energia alternativas ou mais limpas? Para que essa pressa toda em mudar nosso estilo de vida?


Existem algumas cidades que estão tomando providências, e uma exemplar é Miami, nos EUA, cuja orla vem, já, sofrendo com o aumento do nível do mar. Obras estão elevando as ruas e avenidas, muralhas protetoras estão sendo construídas em áreas críticas, bombas e sistemas de drenagem estão sendo instalados. Por que em Miami? Porque na cidade já ocorreram diversos incidentes ligados a furacões e tempestades que são consequência do aquecimento global.


Quanto mais se espera, maiores serão os custos e maior será o número de mortos e feridos. O que Miami está fazendo deveria ser imitado por todas as cidades costeiras ameaçadas. O Rio de Janeiro é uma delas, e também Salvador, Recife, Fortaleza, Porto Alegre, etc.

O aquecimento global é obviamente muito diferente das invasões nazistas durante a Segunda Guerra, mas a ameaça de uma grande catástrofe social é real. O problema, ao contrário de um inimigo bem definido durante uma guerra, é que, no aquecimento global, somos nossos próprios inimigos, e cada um de nós tem um papel na crise. A poluição global não enxerga fronteiras entre países ou diferenças culturais. A atmosfera, os oceanos, os rios, todos nós dividimos a culpa e arcamos com as consequências, mesmo que, obviamente, alguns tenham muito mais culpa do que outros.

O ponto é que o indivíduo raramente pensa no efeito cumulativo da ação de muitas pessoas: se eu jogo esse saco plástico no mar, é só um, não muda nada. E quando milhões de pessoas pensam do mesmo jeito e jogam sacos de plástico no mar? Veja o exemplo do Chile, proibindo sacos de plástico no país inteiro! 

Se milhões devem escapar das regiões costeiras, para onde irão? E se 4 milhões de cariocas invadirem São Paulo? Quais seriam as perdas econômicas e ambientais? Quanto maior o envolvimento da mídia, mais cientistas participarão da iniciativa de educar a população sobre os riscos sociais do aquecimento global. E, com isso, espero, a pressão para uma mudança geral de perspectiva aumentará. 

A questão é quanta pressão, quanta evidência, será necessária para promover uma mudança global da forma que precisamos sabendo que, para muitos, essas mudanças serão incômodas? 

GLEISER, Marcelo. Folha de S.Paulo, São Paulo, 7 out. 2018. Disponível em:<https://www1.folha.uol.com.br/

colunas/marcelogleiser/2018/10/medo-do-futuro-aquecimento-global. shtml>. Acesso em 7: out. 2018. [Fragmento].

Considerando o uso das palavras “Obviamente” e “Óbvio” nos trechos a seguir, assinale a alternativa em que não há correspondência de sentido entre a palavra destacada e o termo entre parênteses.
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Q1161781 Química

O sulfito de sódio (Na2SO3 ) é um sal inorgânico muito utilizado como conservante de alimentos e na manufatura de papel. Um dos processos de produção do sulfito de sódio pode ser obtido mediante a seguinte equação na condição de equilíbrio químico.


Na2O(s) + SO2(g) ⇋ Na2SO3(s) ∆H < 0


Considerando que para a reação de produção em um processo industrial é desejável que se produza mais sulfito de sódio partindo de um sistema em equilíbrio, qual fator é adequado para tal processo?

Alternativas
Q1161780 Química

Em um experimento de química, um estudante colocou em um recipiente 500 mL de uma solução aquosa de hidróxido de sódio (NaOH) em uma chapa de aquecimento. O pOH da solução antes do aquecimento era igual a 2. Após um tempo, considerando que se evaporou apenas água, o pOH da solução se reduziu à metade.


Nessas condições, é correto afirmar que o volume, em mililitros, da solução que permaneceu no recipiente ao fim do experimento é igual a

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Q1161778 Química

O gás mostarda é uma substância conhecida pela sua aplicabilidade como arma química. Acredita-se que essa substância foi utilizada durante a Primeira Guerra Mundial e que seus efeitos causavam queimaduras com formação de bolhas na pele e nas mucosas do trato respiratório, levando à cegueira e à morte por asfixia. A produção do gás mostarda ocorre mediante a reação química do dicloreto de enxofre (SCl2 ) com o eteno (C2H4 ), conforme a equação química a seguir.


Imagem associada para resolução da questão


Sobre a equação de produção do gás mostarda, foram feitas a seguintes afirmações:

I. O eteno é um composto isomérico trans.

II. O gás mostarda tem fórmula molecular C4H8SCl2 .

III. A reação orgânica de produção do gás mostarda é de substituição.


São incorretas as afirmações

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Q1161777 Química

A tabela periódica é uma das realizações mais notáveis da Química porque ajuda a organizar a extensa quantidade de propriedades dos elementos, que, de outra forma, seria um arranjo confuso. A tabela periódica pode ser usada na previsão de um grande número de propriedades, muitas das quais são cruciais para a compreensão das características químicas e físicas dos compostos.


Sobre as propriedades periódicas dos átomos, pode-se afirmar que

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Q1161770 Conhecimentos Gerais

Em 1948, o governo da África do Sul (país mais industrializado do continente africano até aquele momento) instituiu um sistema legal de segregação racial conhecido como Apartheid, que durou até o período de 1989-1992.


O fato que levou ao fim do Apartheid sul-africano foi a(o)

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Q1161764 Conhecimentos Gerais

Analise o gráfico a seguir.


Brasil: distribuição atual da População Economicamente

Ativa (PEA), por setores de atividades

Imagem associada para resolução da questão


A distribuição atual da PEA no Brasil representada no gráfico está

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Q1161761 Matemática

O Corpo de Bombeiros de Minas Gerais recebeu 25 pedidos de avaliação da necessidade de corte de 25 árvores em diferentes bairros da capital. Sabe-se que esses pedidos eram oriundos de 5 regionais distintas, explicitadas na tabela a seguir.


Regional Número de Pedidos

Pampulha 4

Venda Nova 6

Barreiro 8

Centro-Sul 2

Norte 5


Para otimizar o trabalho, os bombeiros envolvidos devem criar uma rota, em que todos os 25 pedidos devem ser atendidos. A rota constituída deve seguir estes critérios:


– os bombeiros só seguiriam para outra regional quando concluíssem o trabalho da regional que estavam atendendo, e assim por diante;

– em uma mesma regional, a ordem entre as árvores avaliadas poderia ser escolhida livremente;

– a ordem entre as regionais poderia ser escolhida livremente, para constituir a rota de atendimento.


Quantas rotas de atendimento diferentes podem ser elaboradas pelos bombeiros envolvidos?

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Q1161759 Matemática

Raquel observa um prédio e deseja medir sua altura. Com ajuda de um astrolábio, ela consegue medir o ângulo entre a linha horizontal de seus olhos e o topo do prédio em questão. Em seguida, ela elaborou o esquema a seguir, para ajudá-la com os cálculos. Os olhos de Raquel estão situados no ponto P da figura, de onde ela avista o topo do prédio. Além disso, seus olhos estão a uma distância de 10 metros desse prédio e 1,6 metro do chão.


Imagem associada para resolução da questão


Assinale a alternativa que apresenta a altura desse prédio, considerando que Raquel e o prédio estão em um mesmo plano.

Dados: sen α =2√2 /3

Alternativas
Q904742 Inglês

                          International Civil Defence Organisation


1. Introduction


Fires are the accidents which occur most frequently, whose causes are the most diverse and which require intervention methods and techniques adapted to the conditions and needs of each incident. Depending on the type of fire (nature of the material ablaze), meteorological conditions (wind) and the effectiveness of the intervention, material damage can be limited (a single car, building or production or storage warehouse installation), or affect wide areas (forest or agricultural fires, hydrocarbons, gas or other highly flammable products, storage or piping installations, harbour installations and rail or marine transport equipment). […]


2. Preventive and protective measures


Fires can spread more or less rapidly depending on their causes, the nature of the material and goods alight, the fire prevention installations (automatic sprinklers), meteorological conditions, the ways the population is informed and the initiative it shows, as well as the speed and efficiency of the intervening services and of their fire-fighting equipment. In the light of experience, prevention is seen to be most important and consists of two distinct components. On the one hand, the primary responsibility falling upon the political authorities empowered to implement the legal prescriptions concerning fire protection, to forecast accidents and to inform the population, as well as to set up measures and means for fighting fires and explosions. On the other hand, the responsible behaviour of each individual based upon an education geared towards caution and the respect of instructions in case of fire. Defining, and controlling the implementation of, the particular rules of protection against fires, specific to each enterprise presenting a potential danger, including the training of security personnel, is also relevant in this context. The many types of fire and the preventive and protective measures which relate to them, make it advisable to limit the present study to the specific measures falling to the political authorities in one area only, namely that of “forest fires”. This type of fire is of particular interest to developing countries and the preventive measures to be applied have a general representative value, that is:


– organising an observation service, prevention and alarm (security) service at local and regional levels;

– implementing legislation regulating the use of fire by all the population present in or at the edge of forests, and more particularly by owners and individuals exercising a professional activity in sensitive areas;

– planning and concrete preparation (periodic maintenance) for fire-fighting through adequate landscaping of the territory and appropriate forest cultivation limiting fire propagation (alternating vegetation, clearance, trimming), creating and maintaining access paths (extinction) and fire-break areas as well as fire-fighting equipment such as water supplies (conduits, cisterns), watch towers and meteorological posts, and the construction of helicopter landing pads;

– surveillance and detection of fires as soon as the danger of fires is forecast by the ad hoc meteorological service (which comprises automatic or mobile statistics posts observing the winds and the vegetation: dryness, force, direction, evolution);

– as soon as the danger of fire increases, activating an alarm plan (basic intervention plan) requiring the engagement of preventive intervention squads (firemen), and their wide positioning as near as possible to the threatened zones, and making available water bombers and specialised aerial machines ready for action;

– preparation and concretisation (organisation) of an intervention mechanism: this requires the setting up of specialised management programmes ensuring the coordination of powerful and efficient equipment and means for fighting forest fires (instruction); 

– preparedness management and the coordination of the use of the means of intervention of the authorities and the information and alarm services for the population require a secure transmission network (radio network);

– planning the evacuation of the population possibly under threat in the various sensitive areas, particularly if there are risks of explosion (reservoirs and gas conduits explosives or ammunition dumps, hydrocarbon production, handling or transport installations, other dangerous material, etc.).

[...]

Available at: <http://www.icdo.org/en/disasters/man-made-disasters/industrial-accidents/fire> . Accessed on: April 6th, 2018 (Fragment)

According to the text, organising an intervention mechanism demands at least that
Alternativas
Q904741 Inglês

                          International Civil Defence Organisation


1. Introduction


Fires are the accidents which occur most frequently, whose causes are the most diverse and which require intervention methods and techniques adapted to the conditions and needs of each incident. Depending on the type of fire (nature of the material ablaze), meteorological conditions (wind) and the effectiveness of the intervention, material damage can be limited (a single car, building or production or storage warehouse installation), or affect wide areas (forest or agricultural fires, hydrocarbons, gas or other highly flammable products, storage or piping installations, harbour installations and rail or marine transport equipment). […]


2. Preventive and protective measures


Fires can spread more or less rapidly depending on their causes, the nature of the material and goods alight, the fire prevention installations (automatic sprinklers), meteorological conditions, the ways the population is informed and the initiative it shows, as well as the speed and efficiency of the intervening services and of their fire-fighting equipment. In the light of experience, prevention is seen to be most important and consists of two distinct components. On the one hand, the primary responsibility falling upon the political authorities empowered to implement the legal prescriptions concerning fire protection, to forecast accidents and to inform the population, as well as to set up measures and means for fighting fires and explosions. On the other hand, the responsible behaviour of each individual based upon an education geared towards caution and the respect of instructions in case of fire. Defining, and controlling the implementation of, the particular rules of protection against fires, specific to each enterprise presenting a potential danger, including the training of security personnel, is also relevant in this context. The many types of fire and the preventive and protective measures which relate to them, make it advisable to limit the present study to the specific measures falling to the political authorities in one area only, namely that of “forest fires”. This type of fire is of particular interest to developing countries and the preventive measures to be applied have a general representative value, that is:


– organising an observation service, prevention and alarm (security) service at local and regional levels;

– implementing legislation regulating the use of fire by all the population present in or at the edge of forests, and more particularly by owners and individuals exercising a professional activity in sensitive areas;

– planning and concrete preparation (periodic maintenance) for fire-fighting through adequate landscaping of the territory and appropriate forest cultivation limiting fire propagation (alternating vegetation, clearance, trimming), creating and maintaining access paths (extinction) and fire-break areas as well as fire-fighting equipment such as water supplies (conduits, cisterns), watch towers and meteorological posts, and the construction of helicopter landing pads;

– surveillance and detection of fires as soon as the danger of fires is forecast by the ad hoc meteorological service (which comprises automatic or mobile statistics posts observing the winds and the vegetation: dryness, force, direction, evolution);

– as soon as the danger of fire increases, activating an alarm plan (basic intervention plan) requiring the engagement of preventive intervention squads (firemen), and their wide positioning as near as possible to the threatened zones, and making available water bombers and specialised aerial machines ready for action;

– preparation and concretisation (organisation) of an intervention mechanism: this requires the setting up of specialised management programmes ensuring the coordination of powerful and efficient equipment and means for fighting forest fires (instruction); 

– preparedness management and the coordination of the use of the means of intervention of the authorities and the information and alarm services for the population require a secure transmission network (radio network);

– planning the evacuation of the population possibly under threat in the various sensitive areas, particularly if there are risks of explosion (reservoirs and gas conduits explosives or ammunition dumps, hydrocarbon production, handling or transport installations, other dangerous material, etc.).

[...]

Available at: <http://www.icdo.org/en/disasters/man-made-disasters/industrial-accidents/fire> . Accessed on: April 6th, 2018 (Fragment)

One of the ways to prevent the spread of forest fires is
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Q904740 Inglês

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1. Introduction


Fires are the accidents which occur most frequently, whose causes are the most diverse and which require intervention methods and techniques adapted to the conditions and needs of each incident. Depending on the type of fire (nature of the material ablaze), meteorological conditions (wind) and the effectiveness of the intervention, material damage can be limited (a single car, building or production or storage warehouse installation), or affect wide areas (forest or agricultural fires, hydrocarbons, gas or other highly flammable products, storage or piping installations, harbour installations and rail or marine transport equipment). […]


2. Preventive and protective measures


Fires can spread more or less rapidly depending on their causes, the nature of the material and goods alight, the fire prevention installations (automatic sprinklers), meteorological conditions, the ways the population is informed and the initiative it shows, as well as the speed and efficiency of the intervening services and of their fire-fighting equipment. In the light of experience, prevention is seen to be most important and consists of two distinct components. On the one hand, the primary responsibility falling upon the political authorities empowered to implement the legal prescriptions concerning fire protection, to forecast accidents and to inform the population, as well as to set up measures and means for fighting fires and explosions. On the other hand, the responsible behaviour of each individual based upon an education geared towards caution and the respect of instructions in case of fire. Defining, and controlling the implementation of, the particular rules of protection against fires, specific to each enterprise presenting a potential danger, including the training of security personnel, is also relevant in this context. The many types of fire and the preventive and protective measures which relate to them, make it advisable to limit the present study to the specific measures falling to the political authorities in one area only, namely that of “forest fires”. This type of fire is of particular interest to developing countries and the preventive measures to be applied have a general representative value, that is:


– organising an observation service, prevention and alarm (security) service at local and regional levels;

– implementing legislation regulating the use of fire by all the population present in or at the edge of forests, and more particularly by owners and individuals exercising a professional activity in sensitive areas;

– planning and concrete preparation (periodic maintenance) for fire-fighting through adequate landscaping of the territory and appropriate forest cultivation limiting fire propagation (alternating vegetation, clearance, trimming), creating and maintaining access paths (extinction) and fire-break areas as well as fire-fighting equipment such as water supplies (conduits, cisterns), watch towers and meteorological posts, and the construction of helicopter landing pads;

– surveillance and detection of fires as soon as the danger of fires is forecast by the ad hoc meteorological service (which comprises automatic or mobile statistics posts observing the winds and the vegetation: dryness, force, direction, evolution);

– as soon as the danger of fire increases, activating an alarm plan (basic intervention plan) requiring the engagement of preventive intervention squads (firemen), and their wide positioning as near as possible to the threatened zones, and making available water bombers and specialised aerial machines ready for action;

– preparation and concretisation (organisation) of an intervention mechanism: this requires the setting up of specialised management programmes ensuring the coordination of powerful and efficient equipment and means for fighting forest fires (instruction); 

– preparedness management and the coordination of the use of the means of intervention of the authorities and the information and alarm services for the population require a secure transmission network (radio network);

– planning the evacuation of the population possibly under threat in the various sensitive areas, particularly if there are risks of explosion (reservoirs and gas conduits explosives or ammunition dumps, hydrocarbon production, handling or transport installations, other dangerous material, etc.).

[...]

Available at: <http://www.icdo.org/en/disasters/man-made-disasters/industrial-accidents/fire> . Accessed on: April 6th, 2018 (Fragment)

According to the text, two elements are important to prevent fires to occur. They are
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Q904739 Inglês

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1. Introduction


Fires are the accidents which occur most frequently, whose causes are the most diverse and which require intervention methods and techniques adapted to the conditions and needs of each incident. Depending on the type of fire (nature of the material ablaze), meteorological conditions (wind) and the effectiveness of the intervention, material damage can be limited (a single car, building or production or storage warehouse installation), or affect wide areas (forest or agricultural fires, hydrocarbons, gas or other highly flammable products, storage or piping installations, harbour installations and rail or marine transport equipment). […]


2. Preventive and protective measures


Fires can spread more or less rapidly depending on their causes, the nature of the material and goods alight, the fire prevention installations (automatic sprinklers), meteorological conditions, the ways the population is informed and the initiative it shows, as well as the speed and efficiency of the intervening services and of their fire-fighting equipment. In the light of experience, prevention is seen to be most important and consists of two distinct components. On the one hand, the primary responsibility falling upon the political authorities empowered to implement the legal prescriptions concerning fire protection, to forecast accidents and to inform the population, as well as to set up measures and means for fighting fires and explosions. On the other hand, the responsible behaviour of each individual based upon an education geared towards caution and the respect of instructions in case of fire. Defining, and controlling the implementation of, the particular rules of protection against fires, specific to each enterprise presenting a potential danger, including the training of security personnel, is also relevant in this context. The many types of fire and the preventive and protective measures which relate to them, make it advisable to limit the present study to the specific measures falling to the political authorities in one area only, namely that of “forest fires”. This type of fire is of particular interest to developing countries and the preventive measures to be applied have a general representative value, that is:


– organising an observation service, prevention and alarm (security) service at local and regional levels;

– implementing legislation regulating the use of fire by all the population present in or at the edge of forests, and more particularly by owners and individuals exercising a professional activity in sensitive areas;

– planning and concrete preparation (periodic maintenance) for fire-fighting through adequate landscaping of the territory and appropriate forest cultivation limiting fire propagation (alternating vegetation, clearance, trimming), creating and maintaining access paths (extinction) and fire-break areas as well as fire-fighting equipment such as water supplies (conduits, cisterns), watch towers and meteorological posts, and the construction of helicopter landing pads;

– surveillance and detection of fires as soon as the danger of fires is forecast by the ad hoc meteorological service (which comprises automatic or mobile statistics posts observing the winds and the vegetation: dryness, force, direction, evolution);

– as soon as the danger of fire increases, activating an alarm plan (basic intervention plan) requiring the engagement of preventive intervention squads (firemen), and their wide positioning as near as possible to the threatened zones, and making available water bombers and specialised aerial machines ready for action;

– preparation and concretisation (organisation) of an intervention mechanism: this requires the setting up of specialised management programmes ensuring the coordination of powerful and efficient equipment and means for fighting forest fires (instruction); 

– preparedness management and the coordination of the use of the means of intervention of the authorities and the information and alarm services for the population require a secure transmission network (radio network);

– planning the evacuation of the population possibly under threat in the various sensitive areas, particularly if there are risks of explosion (reservoirs and gas conduits explosives or ammunition dumps, hydrocarbon production, handling or transport installations, other dangerous material, etc.).

[...]

Available at: <http://www.icdo.org/en/disasters/man-made-disasters/industrial-accidents/fire> . Accessed on: April 6th, 2018 (Fragment)

Spread of fire, once it begins, may be due to different causes, like
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Q904738 Inglês

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1. Introduction


Fires are the accidents which occur most frequently, whose causes are the most diverse and which require intervention methods and techniques adapted to the conditions and needs of each incident. Depending on the type of fire (nature of the material ablaze), meteorological conditions (wind) and the effectiveness of the intervention, material damage can be limited (a single car, building or production or storage warehouse installation), or affect wide areas (forest or agricultural fires, hydrocarbons, gas or other highly flammable products, storage or piping installations, harbour installations and rail or marine transport equipment). […]


2. Preventive and protective measures


Fires can spread more or less rapidly depending on their causes, the nature of the material and goods alight, the fire prevention installations (automatic sprinklers), meteorological conditions, the ways the population is informed and the initiative it shows, as well as the speed and efficiency of the intervening services and of their fire-fighting equipment. In the light of experience, prevention is seen to be most important and consists of two distinct components. On the one hand, the primary responsibility falling upon the political authorities empowered to implement the legal prescriptions concerning fire protection, to forecast accidents and to inform the population, as well as to set up measures and means for fighting fires and explosions. On the other hand, the responsible behaviour of each individual based upon an education geared towards caution and the respect of instructions in case of fire. Defining, and controlling the implementation of, the particular rules of protection against fires, specific to each enterprise presenting a potential danger, including the training of security personnel, is also relevant in this context. The many types of fire and the preventive and protective measures which relate to them, make it advisable to limit the present study to the specific measures falling to the political authorities in one area only, namely that of “forest fires”. This type of fire is of particular interest to developing countries and the preventive measures to be applied have a general representative value, that is:


– organising an observation service, prevention and alarm (security) service at local and regional levels;

– implementing legislation regulating the use of fire by all the population present in or at the edge of forests, and more particularly by owners and individuals exercising a professional activity in sensitive areas;

– planning and concrete preparation (periodic maintenance) for fire-fighting through adequate landscaping of the territory and appropriate forest cultivation limiting fire propagation (alternating vegetation, clearance, trimming), creating and maintaining access paths (extinction) and fire-break areas as well as fire-fighting equipment such as water supplies (conduits, cisterns), watch towers and meteorological posts, and the construction of helicopter landing pads;

– surveillance and detection of fires as soon as the danger of fires is forecast by the ad hoc meteorological service (which comprises automatic or mobile statistics posts observing the winds and the vegetation: dryness, force, direction, evolution);

– as soon as the danger of fire increases, activating an alarm plan (basic intervention plan) requiring the engagement of preventive intervention squads (firemen), and their wide positioning as near as possible to the threatened zones, and making available water bombers and specialised aerial machines ready for action;

– preparation and concretisation (organisation) of an intervention mechanism: this requires the setting up of specialised management programmes ensuring the coordination of powerful and efficient equipment and means for fighting forest fires (instruction); 

– preparedness management and the coordination of the use of the means of intervention of the authorities and the information and alarm services for the population require a secure transmission network (radio network);

– planning the evacuation of the population possibly under threat in the various sensitive areas, particularly if there are risks of explosion (reservoirs and gas conduits explosives or ammunition dumps, hydrocarbon production, handling or transport installations, other dangerous material, etc.).

[...]

Available at: <http://www.icdo.org/en/disasters/man-made-disasters/industrial-accidents/fire> . Accessed on: April 6th, 2018 (Fragment)

According to the text, in a fire incident
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Q904737 Física

O diagrama Volume versus Temperatura, a seguir, representa uma transformação gasosa, I → II → III, sofrida por um mol de gás ideal.


Imagem associada para resolução da questão


Considerando R = 2,0 cal/mol.K, qual é o trabalho realizado pelo gás nesse processo?

Alternativas
Q904736 Física

A chave automática é um dispositivo muito útil na prevenção de incêndios elétricos, uma vez que “desarma” (abre o circuito) quando a corrente elétrica que a atravessa é superior a um dado valor nominal.


Considere que, em uma residência, um chuveiro que era ligado à tensão de 110 V será agora ligado em uma tensão de 220 V. A potência desse chuveiro quando ligado em 110 V em uma dada posição de temperatura é de 4,4 kW.


Sendo a resistência constante para qualquer tensão aplicada e a chave automática ligada a esse chuveiro tendo um valor nominal de 50 A, ao ser ligada a essa nova tensão elétrica, a chave automática

Alternativas
Respostas
841: B
842: C
843: B
844: C
845: B
846: A
847: D
848: B
849: C
850: D
851: B
852: D
853: B
854: D
855: C
856: A
857: B
858: C
859: C
860: B