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As cortinas da janela cerraram-se; Cecília tinha-se deitado. Junto da inocente menina, adormecida na isenção de sua alma pura de virgem, velavam três sentimentos profundos, palpitavam três corações bem diferentes.
Em Loredano, o aventureiro de baixa extração, esse sentimento era desejo ardente, uma sede de gozo, uma febre que lhe requeimava o sangue: o instinto brutal desta natureza vigorosa era ainda aumentado pela impossibilidade moral que sua condição criava, pela barreira que se elevava entre ele, pobre colono, e a filha de D. Antônio de Mariz, rico fidalgo de solar e brasão.
(...)
Em Álvaro, cavalheiro delicado e cortês, o sentimento era uma afeição nobre e pura, cheia de graciosa timidez que perfuma as primeiras flores do coração, e do entusiasmo cavalheiresco que tanta poesia dava aos amores daquele tempo de crença e de lealdade.
(...)
Em Peri, o sentimento era um culto, espécie de idolatria fanática, na qual não entrava um só pensamento de egoísmo; amava Cecília não para sentir um prazer ou ter uma satisfação, mas para dedicar-se inteiramente a ela, para cumprir o menor de seus desejos, para evitar que a moça tivesse um pensamento que não fosse imediatamente uma realidade.
(...)
Assim o amor se transformava tão completamente nessas organizações que apresentava três sentimentos bem distintos: um era uma loucura, o outro uma paixão, o último uma religião.
O aumento do número de brasileiros com plano de saúde, de 50% na última década, levanta dúvidas sobre a capacidade das empresas de prestar atendimento aceitável a essa legião de clientes.
Não se pode descartar, ainda, o risco de uma piora na já combalida rede pública de saúde do país.
Os beneficiários de planos de saúde chegam a 46,6 milhões, ou um quarto da população. A bonança econômica dos últimos anos e o crescimento do emprego formal, com a consequente oferta de seguro-saúde aos funcionários, ajudam a explicar o fenômeno. Além disso, o serviço deficiente na rede pública estimula a migração para os serviços particulares.
Um dos efeitos colaterais a evitar nessa transição seria a sobrecarga da rede pública, sem o equivalente aumento da remuneração pelos seus serviços. É plausível que os planos, assoberbados com a nova leva de clientes antes à margem dos serviços de saúde, sejam tentados a intensificar a prática de direcionar pacientes de tratamentos mais complexos e caros para a rede estatal.
O número de clientes de planos de saúde subiu 9% nos 12 meses até março deste ano, contra uma elevação de somente 3% nos leitos no setor particular que não atende ao SUS (Sistema Único de Saúde).
(Folha de S.Paulo, 24.08.2011)
O aumento do número de brasileiros com plano de saúde, de 50% na última década, levanta dúvidas sobre a capacidade das empresas de prestar atendimento aceitável a essa legião de clientes.
Não se pode descartar, ainda, o risco de uma piora na já combalida rede pública de saúde do país.
Os beneficiários de planos de saúde chegam a 46,6 milhões, ou um quarto da população. A bonança econômica dos últimos anos e o crescimento do emprego formal, com a consequente oferta de seguro-saúde aos funcionários, ajudam a explicar o fenômeno. Além disso, o serviço deficiente na rede pública estimula a migração para os serviços particulares.
Um dos efeitos colaterais a evitar nessa transição seria a sobrecarga da rede pública, sem o equivalente aumento da remuneração pelos seus serviços. É plausível que os planos, assoberbados com a nova leva de clientes antes à margem dos serviços de saúde, sejam tentados a intensificar a prática de direcionar pacientes de tratamentos mais complexos e caros para a rede estatal.
O número de clientes de planos de saúde subiu 9% nos 12 meses até março deste ano, contra uma elevação de somente 3% nos leitos no setor particular que não atende ao SUS (Sistema Único de Saúde).
(Folha de S.Paulo, 24.08.2011)
Assinale a alternativa em que o trecho é corretamente reescrito, mantendo-se o sentido do texto.
O aumento do número de brasileiros com plano de saúde, de 50% na última década, levanta dúvidas sobre a capacidade das empresas de prestar atendimento aceitável a essa legião de clientes.
Não se pode descartar, ainda, o risco de uma piora na já combalida rede pública de saúde do país.
Os beneficiários de planos de saúde chegam a 46,6 milhões, ou um quarto da população. A bonança econômica dos últimos anos e o crescimento do emprego formal, com a consequente oferta de seguro-saúde aos funcionários, ajudam a explicar o fenômeno. Além disso, o serviço deficiente na rede pública estimula a migração para os serviços particulares.
Um dos efeitos colaterais a evitar nessa transição seria a sobrecarga da rede pública, sem o equivalente aumento da remuneração pelos seus serviços. É plausível que os planos, assoberbados com a nova leva de clientes antes à margem dos serviços de saúde, sejam tentados a intensificar a prática de direcionar pacientes de tratamentos mais complexos e caros para a rede estatal.
O número de clientes de planos de saúde subiu 9% nos 12 meses até março deste ano, contra uma elevação de somente 3% nos leitos no setor particular que não atende ao SUS (Sistema Único de Saúde).
(Folha de S.Paulo, 24.08.2011)
O aumento do número de brasileiros com plano de saúde, de 50% na última década, levanta dúvidas sobre a capacidade das empresas de prestar atendimento aceitável a essa legião de clientes.
Não se pode descartar, ainda, o risco de uma piora na já combalida rede pública de saúde do país.
Os beneficiários de planos de saúde chegam a 46,6 milhões, ou um quarto da população. A bonança econômica dos últimos anos e o crescimento do emprego formal, com a consequente oferta de seguro-saúde aos funcionários, ajudam a explicar o fenômeno. Além disso, o serviço deficiente na rede pública estimula a migração para os serviços particulares.
Um dos efeitos colaterais a evitar nessa transição seria a sobrecarga da rede pública, sem o equivalente aumento da remuneração pelos seus serviços. É plausível que os planos, assoberbados com a nova leva de clientes antes à margem dos serviços de saúde, sejam tentados a intensificar a prática de direcionar pacientes de tratamentos mais complexos e caros para a rede estatal.
O número de clientes de planos de saúde subiu 9% nos 12 meses até março deste ano, contra uma elevação de somente 3% nos leitos no setor particular que não atende ao SUS (Sistema Único de Saúde).
(Folha de S.Paulo, 24.08.2011)
Estavas, linda Inês, posta em sossego,
De teus anos colhendo doce fruto,
Naquele engano da alma, ledo e cego,
Que a fortuna não deixa durar muito,
Nos saudosos campos do Mondego,
De teus formosos olhos nunca enxuto,
Aos montes ensinando e às ervinhas
O nome que no peito escrito tinhas.
Na estrofe, o ritmo é explorado com o recurso
Estavas, linda Inês, posta em sossego,
De teus anos colhendo doce fruto,
Naquele engano da alma, ledo e cego,
Que a fortuna não deixa durar muito,
Nos saudosos campos do Mondego,
De teus formosos olhos nunca enxuto,
Aos montes ensinando e às ervinhas
O nome que no peito escrito tinhas.
Nos dois primeiros versos, ao dizer que Inês de Castro estava “posta em sossego" e que dos seus anos estava “colhendo doce fruto", o eu-lírico sugere que ela
(Veja, 22.06.2011)
De acordo com o texto, em função da situação vivida pelos Estados Unidos desde 2008, era de se esperar que houvesse
Tinha medo e repetia que estava em perigo, mas isto lhe pareceu tão absurdo que se pôs a rir. Medo daquilo? Nunca vira uma pessoa tremer assim. Cachorro. Ele não era dunga na cidade? não pisava os pés dos matutos, na feira? não botava gente na cadeia? Sem-vergonha, mofino.
(Graciliano Ramos, Vidas Secas)
I. No contexto, o diminutivo em “soldado magrinho" reforça a condição física e a fragilidade do soldado na situação apresentada.
II. Em – ... procedera como quando, a montar bravo, evitava galhos e espinhos. –, as formas verbais expressam ações concluídas.
III. Na passagem – Se ele tivesse demorado um minuto, Fabiano seria um cabra valente. –, as informações são apresentadas na forma de hipótese.
Está correto o que se afirma em
Tinha medo e repetia que estava em perigo, mas isto lhe pareceu tão absurdo que se pôs a rir. Medo daquilo? Nunca vira uma pessoa tremer assim. Cachorro. Ele não era dunga na cidade? não pisava os pés dos matutos, na feira? não botava gente na cadeia? Sem-vergonha, mofino.
(Graciliano Ramos, Vidas Secas)
Tinha medo e repetia que estava em perigo, mas isto lhe pareceu tão absurdo que se pôs a rir. Medo daquilo? Nunca vira uma pessoa tremer assim. Cachorro. Ele não era dunga na cidade? não pisava os pés dos matutos, na feira? não botava gente na cadeia? Sem-vergonha, mofino.
(Graciliano Ramos, Vidas Secas)
Considere o poema de Ana Cristina César (1952-1983).
O título do poema está relacionado ao eu-lírico por um conflito de natureza
Considere as correlações entre o Texto 1 e a tirinha expostas abaixo.

I. O personagem que fala tem uma postura semelhante à de parte de moradores de Higienópolis em relação às pessoas que representariam a “gente diferenciada”.
II. Os personagens que se encontram fora do carro no segundo quadro corresponderiam à “gente diferenciada” a que se refere parte dos moradores de Higienópolis.
III. No segundo quadro, o carro seria comparável aos muros e fortalezas que separam parte dos moradores de Higienópolis do “Brasil real”.
Estão corretas:
Police and Human Rights – Manual for Police Training
How can respecting human rights help the police?
Respect for human rights by law enforcement agencies actually enhances the effectiveness of those agencies. Where human rights are systematically respected, police officers have developed professionalism in their approaches to solving and preventing crime and maintaining public order. In this sense, respect for human rights by police is, in addition to being a moral, legal and ethical imperative, also a practical requirement for law enforcement. When the police are seen to respect, uphold and defend human rights:
• Public confidence is built and community cooperation fostered.
• Legal prosecutions are successful in court. • Police are seen as part of the community, performing a valuable social function.
• The fair administration of justice is served, and, consequently, confidence in the system.
• An example is set for respect for the law by others in the society.
• Police are able to be closer to the community, and, therefore, in a position to prevent and solve crimes through proactive policing.
• Support is elicited from the media, from the international community, and from higher authorities.
• A contribution is made to the peaceful resolution of conflicts and complaints.
An effective police service is one that serves as the first line of defense in the protection of human rights. Its members carry out their work in a way, which does not rely upon fear and raw power but, on the contrary, is based on regard for the law, honor, and professionalism.
What role does training play in protecting human rights?
The effective training of police in human rights is an essential element in the global efforts to promote and protect human rights in every country. In order to protect human rights, the police must first know and understand them. Furthermore, police officers must be familiar with the various international guidelines and bodies of principles – such as the Code of Conduct for law enforcement officials and the principles on the use of force and firearms – and be able to use them as tools in their everyday work. They must understand the fact that international human rights standards concerning their work were developed to provide invaluable guidance for the performance of their crucial functions in a democratic society. However, police officers in the line of duty should know not only what the rules are, but also how to do their job effectively within the confines of those rules.
Most people have heard the argument that respect for human rights is somehow opposed to effective law enforcement. And effective law enforcement means to capture the criminal. And to secure his conviction, it is necessary to “bend the rules” a little. A tendency to use overwhelming force in controlling demonstrations, physical pressure to extract information from detainees, or excessive force to secure an arrest can be observed now and then. In this way of thinking, law enforcement is a war against crime, and human rights are merely obstacles thrown in the path of the police by lawyers and NGOs. In fact, violations of human rights ––78–––– police only make the already challenging task of law enforcement ––– 79––– . When the law enforcer ––– 80––– the lawbreaker, the result is an assault on human dignity, on the law itself and on all institutions of public authority.
(G. Kalajdziev, et al. www.humanrights.dk. Adaptado.)
Instrução: Na questão, assinale a alternativa que complete corretamente as respectivas lacunas, numeradas no último período do texto.
Police and Human Rights – Manual for Police Training
How can respecting human rights help the police?
Respect for human rights by law enforcement agencies actually enhances the effectiveness of those agencies. Where human rights are systematically respected, police officers have developed professionalism in their approaches to solving and preventing crime and maintaining public order. In this sense, respect for human rights by police is, in addition to being a moral, legal and ethical imperative, also a practical requirement for law enforcement. When the police are seen to respect, uphold and defend human rights:
• Public confidence is built and community cooperation fostered.
• Legal prosecutions are successful in court. • Police are seen as part of the community, performing a valuable social function.
• The fair administration of justice is served, and, consequently, confidence in the system.
• An example is set for respect for the law by others in the society.
• Police are able to be closer to the community, and, therefore, in a position to prevent and solve crimes through proactive policing.
• Support is elicited from the media, from the international community, and from higher authorities.
• A contribution is made to the peaceful resolution of conflicts and complaints.
An effective police service is one that serves as the first line of defense in the protection of human rights. Its members carry out their work in a way, which does not rely upon fear and raw power but, on the contrary, is based on regard for the law, honor, and professionalism.
What role does training play in protecting human rights?
The effective training of police in human rights is an essential element in the global efforts to promote and protect human rights in every country. In order to protect human rights, the police must first know and understand them. Furthermore, police officers must be familiar with the various international guidelines and bodies of principles – such as the Code of Conduct for law enforcement officials and the principles on the use of force and firearms – and be able to use them as tools in their everyday work. They must understand the fact that international human rights standards concerning their work were developed to provide invaluable guidance for the performance of their crucial functions in a democratic society. However, police officers in the line of duty should know not only what the rules are, but also how to do their job effectively within the confines of those rules.
Most people have heard the argument that respect for human rights is somehow opposed to effective law enforcement. And effective law enforcement means to capture the criminal. And to secure his conviction, it is necessary to “bend the rules” a little. A tendency to use overwhelming force in controlling demonstrations, physical pressure to extract information from detainees, or excessive force to secure an arrest can be observed now and then. In this way of thinking, law enforcement is a war against crime, and human rights are merely obstacles thrown in the path of the police by lawyers and NGOs. In fact, violations of human rights ––78–––– police only make the already challenging task of law enforcement ––– 79––– . When the law enforcer ––– 80––– the lawbreaker, the result is an assault on human dignity, on the law itself and on all institutions of public authority.
(G. Kalajdziev, et al. www.humanrights.dk. Adaptado.)
Instrução: Na questão, assinale a alternativa que complete corretamente as respectivas lacunas, numeradas no último período do texto.
Police and Human Rights – Manual for Police Training
How can respecting human rights help the police?
Respect for human rights by law enforcement agencies actually enhances the effectiveness of those agencies. Where human rights are systematically respected, police officers have developed professionalism in their approaches to solving and preventing crime and maintaining public order. In this sense, respect for human rights by police is, in addition to being a moral, legal and ethical imperative, also a practical requirement for law enforcement. When the police are seen to respect, uphold and defend human rights:
• Public confidence is built and community cooperation fostered.
• Legal prosecutions are successful in court. • Police are seen as part of the community, performing a valuable social function.
• The fair administration of justice is served, and, consequently, confidence in the system.
• An example is set for respect for the law by others in the society.
• Police are able to be closer to the community, and, therefore, in a position to prevent and solve crimes through proactive policing.
• Support is elicited from the media, from the international community, and from higher authorities.
• A contribution is made to the peaceful resolution of conflicts and complaints.
An effective police service is one that serves as the first line of defense in the protection of human rights. Its members carry out their work in a way, which does not rely upon fear and raw power but, on the contrary, is based on regard for the law, honor, and professionalism.
What role does training play in protecting human rights?
The effective training of police in human rights is an essential element in the global efforts to promote and protect human rights in every country. In order to protect human rights, the police must first know and understand them. Furthermore, police officers must be familiar with the various international guidelines and bodies of principles – such as the Code of Conduct for law enforcement officials and the principles on the use of force and firearms – and be able to use them as tools in their everyday work. They must understand the fact that international human rights standards concerning their work were developed to provide invaluable guidance for the performance of their crucial functions in a democratic society. However, police officers in the line of duty should know not only what the rules are, but also how to do their job effectively within the confines of those rules.
Most people have heard the argument that respect for human rights is somehow opposed to effective law enforcement. And effective law enforcement means to capture the criminal. And to secure his conviction, it is necessary to “bend the rules” a little. A tendency to use overwhelming force in controlling demonstrations, physical pressure to extract information from detainees, or excessive force to secure an arrest can be observed now and then. In this way of thinking, law enforcement is a war against crime, and human rights are merely obstacles thrown in the path of the police by lawyers and NGOs. In fact, violations of human rights ––78–––– police only make the already challenging task of law enforcement ––– 79––– . When the law enforcer ––– 80––– the lawbreaker, the result is an assault on human dignity, on the law itself and on all institutions of public authority.
(G. Kalajdziev, et al. www.humanrights.dk. Adaptado.)
Instrução: Na questão, assinale a alternativa que complete corretamente as respectivas lacunas, numeradas no último período do texto.
Police and Human Rights – Manual for Police Training
How can respecting human rights help the police?
Respect for human rights by law enforcement agencies actually enhances the effectiveness of those agencies. Where human rights are systematically respected, police officers have developed professionalism in their approaches to solving and preventing crime and maintaining public order. In this sense, respect for human rights by police is, in addition to being a moral, legal and ethical imperative, also a practical requirement for law enforcement. When the police are seen to respect, uphold and defend human rights:
• Public confidence is built and community cooperation fostered.
• Legal prosecutions are successful in court. • Police are seen as part of the community, performing a valuable social function.
• The fair administration of justice is served, and, consequently, confidence in the system.
• An example is set for respect for the law by others in the society.
• Police are able to be closer to the community, and, therefore, in a position to prevent and solve crimes through proactive policing.
• Support is elicited from the media, from the international community, and from higher authorities.
• A contribution is made to the peaceful resolution of conflicts and complaints.
An effective police service is one that serves as the first line of defense in the protection of human rights. Its members carry out their work in a way, which does not rely upon fear and raw power but, on the contrary, is based on regard for the law, honor, and professionalism.
What role does training play in protecting human rights?
The effective training of police in human rights is an essential element in the global efforts to promote and protect human rights in every country. In order to protect human rights, the police must first know and understand them. Furthermore, police officers must be familiar with the various international guidelines and bodies of principles – such as the Code of Conduct for law enforcement officials and the principles on the use of force and firearms – and be able to use them as tools in their everyday work. They must understand the fact that international human rights standards concerning their work were developed to provide invaluable guidance for the performance of their crucial functions in a democratic society. However, police officers in the line of duty should know not only what the rules are, but also how to do their job effectively within the confines of those rules.
Most people have heard the argument that respect for human rights is somehow opposed to effective law enforcement. And effective law enforcement means to capture the criminal. And to secure his conviction, it is necessary to “bend the rules” a little. A tendency to use overwhelming force in controlling demonstrations, physical pressure to extract information from detainees, or excessive force to secure an arrest can be observed now and then. In this way of thinking, law enforcement is a war against crime, and human rights are merely obstacles thrown in the path of the police by lawyers and NGOs. In fact, violations of human rights ––78–––– police only make the already challenging task of law enforcement ––– 79––– . When the law enforcer ––– 80––– the lawbreaker, the result is an assault on human dignity, on the law itself and on all institutions of public authority.
(G. Kalajdziev, et al. www.humanrights.dk. Adaptado.)
Tecendo a Manhã
Um galo sozinho não tece uma manhã:
ele precisará sempre de outros galos.
De um que apanhe esse grito que ele
e o lance a outro; de um outro galo
que apanhe o grito que um galo antes
e o lance a outro; e de outros galos
que com muitos outros galos se cruzem
os fios de sol de seus gritos de galo,
para que a manhã, desde uma teia tênue,
se vá tecendo, entre todos os galos.
E se encorpando em tela, entre todos,
se erguendo tenda, onde entrem todos,
se entretendendo* para todos,no toldo
(a manhã) que plana livre de armação.
A manhã, toldo de um tecido tão aéreo
que, tecido, se eleva por si: luz balão.
(João Cabral de Melo Neto. A educação pela pedra.)
* neologismo criado pelo autor, por meio da junção de “entre” + “entender”
Tecendo a Manhã
Um galo sozinho não tece uma manhã:
ele precisará sempre de outros galos.
De um que apanhe esse grito que ele
e o lance a outro; de um outro galo
que apanhe o grito que um galo antes
e o lance a outro; e de outros galos
que com muitos outros galos se cruzem
os fios de sol de seus gritos de galo,
para que a manhã, desde uma teia tênue,
se vá tecendo, entre todos os galos.
E se encorpando em tela, entre todos,
se erguendo tenda, onde entrem todos,
se entretendendo* para todos,no toldo
(a manhã) que plana livre de armação.
A manhã, toldo de um tecido tão aéreo
que, tecido, se eleva por si: luz balão.
(João Cabral de Melo Neto. A educação pela pedra.)
* neologismo criado pelo autor, por meio da junção de “entre” + “entender”
Inocência não aparecia.
Mal saía do quarto, pretextando recaída de sezões: entretanto, não era seu corpo o doente, não; a sua alma, sim, essa sofria morte e paixão; e amargas lágrimas, sobretudo à noite, lhe inundavam o rosto.
– Meu Deus, exclamava ela, que será de mim? Nossa Senhora da Guia me socorra. Que pode fazer uma infeliz rapariga dos sertões contra tanta desgraça? Eu vivia tão sossegada neste retiro, amparada por meu pai... que agora tanto medo me mete... Deus do céu, piedade, piedade.
E de joelhos, diante do tosco oratório alumiado por esguias velas de cera, orava com fervor, balbuciando as preces que costumava recitar antes de se deitar.
Uma noite, disse ela:
– Quisera uma reza que me enchesse mais o coração... que mais me aliviasse o peso da agonia de hoje...
E, como levada de inspiração, prostrou-se murmurando:
– Minha Nossa Senhora mãe da Virgem que nunca pecou, ide adiante de Deus. Pedi-lhe que tenha pena de mim... que não me deixe assim nesta dor cá dentro tão cruel. Estendei a vossa mão sobre mim. Se é crime amar a Cirino, mandai-me a morte. Que culpa tenho eu do que me sucede? Rezei tanto, para não gostar deste homem! Tudo... tudo... foi inútil! Por que então este suplício de todos os momentos? Nem sequer tem alívio no sono? Sempre ele... ele! (...)
Quando a lembrança de Cirino se lhe apresentava mais viva, estorcia-se de desespero. A paixão punha-lhe o peito em fogo...
(Visconde de Taunay, Inocência.)
