Questões Militares
Comentadas para médico cirurgião geral
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Atente para os sentidos das palavras na charge.

A respeito dos enunciados nos balões, avalie as informações a seguir.
I. No segundo balão, infere-se que a expressão "cor do dinheiro" pode causar ambiguidade de sentidos.
II. No primeiro balão, na frase "O dinheiro já mudou de valor", a palavra em destaque está empregada no sentido literal.
III. No segundo balão, a frase “nunca vi a cor do dinheiro” significa o mesmo que dizer que o dinheiro tem “cor de burro quando foge”.
IV. Em outro contexto, se fosse dita por um corrupto, a frase "eu também nunca vi a cor do dinheiro" apresentaria um tom irônico, deixando entrever que o indivíduo estaria mentindo.
Está correto apenas o que se afirma em
O texto a seguir encerra um comunicado importante.
Conta de luz ficará 9% mais cara em 2018
O brasileiro terá de lidar com dois anos de reajustes na energia bem acima da inflação. As causas são um regime de chuvas insuficiente para compensar períodos de seca e o aumento dos encargos sociais. Na média, as tarifas devem fechar em 2017 com alta de 14% e subir 9,4% em 2018. A expectativa é de que o IPCA (inflação oficial) fique abaixo de 3% este ano e de 4% em 2018. Em algumas regiões, as tarifas podem pesar ainda mais no bolso, segundo levantamento da consultoria especializada TR Soluções. Na média, a maior alta deve ser registrada na região Sul (10,7%), seguida pelo Sudeste (9,3%).
Disponível em: <https://www.otempo.com.br/capa/economia/conta-de-luz-ficar%C3%A1-9-mais-cara-em-2018-1.1556884> . Acesso em: 23 mai. 2018. Adaptado.
Com base no conteúdo da notícia, é possível inferir que seu público-alvo predominante e específico é composto por
Leia os textos seguintes.
Texto I
‘Canibal’ e ‘Pistoleiro’, uruguaio Suárez tem
carreira marcada por polêmicas
Gols e rebeldia. As duas palavras ajudam a definir bem o que é Luis Suárez, atacante do Barcelona. Protagonizou cenas de ataques no mínimo excêntricos em campo, como morder o defensor sérvio Branislav Ivanovic, do Chelsea. Quando jogava pelo Ajax, foi apelidado pelo jornal holandês De Telegraaf de “O Canibal do Ajax”, por causa de outra mordida num outro adversário.
O polêmico jogador começou a sua carreira no Nacional, do Uruguai, com 14 anos. Com 15, já tinha uma expulsão em seu currículo. Nervoso, deu uma cabeçada num árbitro e recebeu o cartão vermelho.
Disponível em:<http://www1.folha.uol.com.br/esporte/folhanacopa/2013/06/1300310-canibal-e-pistoleiro-uruguaio-suarez-tem-carreira-marcada-por-polemicas.shtml >. Acesso em: 01 jun. 2018. Adaptado.
Texto II
O novo Suárez
Depois da famosa mordida, a imagem do uruguaio Suárez de maluco e indisciplinado já não existe mais. A grandeza atual de Suárez no Barcelona também é demonstrada pelo carinho da torcida. O grito “uruguaio, uruguaio” virou o mais alto do Camp Nou nos jogos mais recentes do time.
Mas não é só isso. O atacante uruguaio também ganhou destaque no Barça pelo trabalho de pivô no centro de Messi e Neymar. [...] “Ele joga com humildade incrível e encaixou com a gente. Não à toa é ídolo aqui e vai marcar época no clube”, destacou Neymar.
Disponível em:<https://esporte.uol.com.br/futebol/campeonatos/liga-dos-campeoes/ultimas-noticias/2015/06/03/como-suarez-superou-mordida-em-chiellini-e-virou-idolo-nobarcelona.htm>. Acesso em: 01 jun. 2018. Adaptado.
Com base nas ideias veiculadas nos textos, é possível afirmar que
Leia o texto abaixo.
Nasa lança satélites para estudar alterações da água na Terra
Agência espacial quer oferecer novos conhecimentos sobre o
aquecimento global e a elevação do nível do mar.

Um par de satélites idênticos, do tamanho de dois carros esportivos, será lançado com a missão de rastrear alterações na água e no gelo terrestres, oferecendo novo conhecimento para leitores e estudiosos sobre o aquecimento global e a elevação do nível do mar, informou a Nasa em 21 de maio. Mesmo sem muitos detalhes, esse fato pode ser um alento para todos e para o mundo.
Água subterrânea, oceanos, lagos, rios e mantos de gelo serão monitorados pelo Seguimento do Experimento Climático e Recuperação da Gravidade (GRACE-FO, na sigla em inglês), uma missão conjunta entre a agência espacial americana (Nasa) e o Centro Alemão de Pesquisas em Geociências (GFZ).
“A água é crucial para todos os aspectos da vida na Terra – a saúde, a agricultura e a manutenção do nosso estilo de vida”, explicou Michael Watkins, chefe científico da missão GRACE-FO e diretor do Laboratório de Propulsão a Jato de Pasadena, Califórnia. “Não se pode gerenciá-la bem até que se possa medi-la. A GRACE-FO fornece um meio único de mensurar a água em muitas de suas fases, permitindo-nos gerenciar os recursos hídricos de forma mais eficaz”, concluiu.
Disponível em:<https://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/nasa-lanca-satelites-para-estudar-alteracoes-da-agua-na-terra.ghtml> . Acesso em: 23 mai. 2018. Adaptado.
O texto apresentado é uma reportagem, gênero jornalístico veiculado pelos meios de comunicação. A esse respeito, avalie as justificativas.
I. Serve-se de um tipo de comunicação mista para veicular um fato real.
II. Possui uma função social muito importante como formadora de opinião.
III. Baseia-se apenas em fontes primárias e no testemunho direto de uma autoridade.
IV. Tem como um de seus propósitos informar o leitor sobre um acontecimento relevante da atualidade.
V. Apresenta o retrato do assunto a partir de um ângulo impessoal; por isso, ao contrário da notícia, tem caráter totalmente objetivo.
Está correto apenas o que se afirma em
Texto II para responder à questão.
Os astrônomos
O lugar de estudo era isso. Os alunos se imobilizavam nos bancos: cinco horas de suplício, uma crucificação. Certo dia vi moscas na cara de um, roendo o canto do olho, entrando no olho. E o olho sem se mexer, como se o menino estivesse morto. Não há prisão pior que uma escola primária do interior. A imobilidade e a insensibilidade me aterram. Abandonei os cadernos e as auréolas, não deixei que as moscas me comessem. Assim, aos nove anos ainda não sabia ler. [...]
Emília respondeu com uma pergunta que me espantou. Por que não me arriscava a tentar a leitura sozinho?
Longamente lhe expus a minha fraqueza mental, a impossibilidade de compreender as palavras difíceis, sobretudo na ordem terrível em que se juntavam. Se eu fosse como os outros, bem; mas era bruto em demasia, todos me achavam bruto em demasia.
Emília combateu a minha convicção, falou-me dos astrônomos, indivíduos que liam no céu, percebiam tudo quanto há no céu. [...] Ora, se eles enxergavam coisas tão distantes, por que não conseguiria eu adivinhar a página aberta diante dos meus olhos? Não distinguia as letras? Não sabia reuni-las e formar palavras?
Matutei na lembrança de Emília. Eu, os astrônomos, que doidice! Ler as coisas do céu, quem havia de supor? E tomei coragem, fui esconder-me no quintal, com lobos, o homem, a mulher, os pequenos, a tempestade na floresta, a cabana do lenhador. Reli as folhas já percorridas. E as partes que se esclareciam derramavam escassa luz sobre os pontos obscuros. Personagens diminutas cresciam, vagarosamente me penetravam a inteligência espessa. Vagarosamente.
Os astrônomos eram formidáveis. Eu, pobre de mim, não desvendaria os segredos do céu. Preso à terra, sensibilizar-me-ia com histórias tristes, em que há homens perseguidos, mulheres e crianças abandonadas, escuridão e animais ferozes.
(Graciliano Ramos (1892/1953). “Os astrônomos”, in: Infância. Rio de Janeiro: Record, 2006. Adaptado.)
Texto II para responder à questão.
Os astrônomos
O lugar de estudo era isso. Os alunos se imobilizavam nos bancos: cinco horas de suplício, uma crucificação. Certo dia vi moscas na cara de um, roendo o canto do olho, entrando no olho. E o olho sem se mexer, como se o menino estivesse morto. Não há prisão pior que uma escola primária do interior. A imobilidade e a insensibilidade me aterram. Abandonei os cadernos e as auréolas, não deixei que as moscas me comessem. Assim, aos nove anos ainda não sabia ler. [...]
Emília respondeu com uma pergunta que me espantou. Por que não me arriscava a tentar a leitura sozinho?
Longamente lhe expus a minha fraqueza mental, a impossibilidade de compreender as palavras difíceis, sobretudo na ordem terrível em que se juntavam. Se eu fosse como os outros, bem; mas era bruto em demasia, todos me achavam bruto em demasia.
Emília combateu a minha convicção, falou-me dos astrônomos, indivíduos que liam no céu, percebiam tudo quanto há no céu. [...] Ora, se eles enxergavam coisas tão distantes, por que não conseguiria eu adivinhar a página aberta diante dos meus olhos? Não distinguia as letras? Não sabia reuni-las e formar palavras?
Matutei na lembrança de Emília. Eu, os astrônomos, que doidice! Ler as coisas do céu, quem havia de supor? E tomei coragem, fui esconder-me no quintal, com lobos, o homem, a mulher, os pequenos, a tempestade na floresta, a cabana do lenhador. Reli as folhas já percorridas. E as partes que se esclareciam derramavam escassa luz sobre os pontos obscuros. Personagens diminutas cresciam, vagarosamente me penetravam a inteligência espessa. Vagarosamente.
Os astrônomos eram formidáveis. Eu, pobre de mim, não desvendaria os segredos do céu. Preso à terra, sensibilizar-me-ia com histórias tristes, em que há homens perseguidos, mulheres e crianças abandonadas, escuridão e animais ferozes.
(Graciliano Ramos (1892/1953). “Os astrônomos”, in: Infância. Rio de Janeiro: Record, 2006. Adaptado.)