Questões Militares Comentadas para aeronáutica

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Q2469252 Português
O espelho



João Guimarães Rosa (texto adaptado)



        Se quer seguir-me, narro-lhe; não uma aventura, mas experiência, a que me induziram, alternadamente, séries de raciocínios e intuições. Tomou-me tempo, desânimos, esforços.

         — Foi num lavatório de edifício público, por acaso. Eu era moço, comigo contente, vaidoso. Descuidado, avistei... Explico-lhe: dois espelhos — um de parede, o outro de porta lateral, aberta em ângulo propício — faziam jogo. E o que enxerguei, por instante, foi uma figura, perfil humano. Deu-me náusea, aquele homem, causava-me ódio e susto. E era — logo descobri... era eu, mesmo!

       Desde aí, comecei a procurar-me — ao eu por detrás de mim — à tona dos espelhos, em sua funda lâmina. Concluí que, interpenetrando-se no disfarce do rosto externo diversas componentes, meu problema seria o de submetê-las a um bloqueio “visual”, desde as mais rudimentares. Tomei o elemento animal, para começo. Meu sósia inferior na escala era — a onça. E, então, eu teria que aprender a não ver, no espelho, os traços que em mim recordavam o grande felino. Atirei-me a tanto.

         Prossegui... O elemento hereditário — as parecenças com os pais e avós — que são também, nos nossos rostos, um lastro evolutivo residual. E, em seguida, o que se deveria ao contágio das paixões, manifestadas ou latentes, o que ressaltava das desordenadas pressões psicológicas transitórias. E, ainda, o que, em nossas caras, materializa ideias e sugestões de outrem; e os efêmeros interesses...

       Um dia... Simplesmente lhe digo que me olhei num espelho e não me vi. Não vi nada. Só o campo, liso. Eu não tinha formas, rosto? Apalpei-me, em muito... Aturdi-me, a ponto de me deixar cair numa poltrona. Voltei a querer encarar-me. Nada. Eu não via os meus olhos... Não haveria em mim uma existência central, pessoal, autônoma? Seria eu um... desalmado?

      Pois foi que, mais tarde, anos, ao fim de uma ocasião de sofrimentos grandes, de novo me defrontei — não rosto a rosto. O espelho mostrou-me. Que luzinha, aquela, que de mim se emitia, para deter-se acolá, refletida, surpresa? Sim, vi, a mim mesmo, mal emergindo... E era não mais que rostinho de menino, de menos-que-menino, só. Só... E o julgamento-problema: “Você chegou a existir?” [...]


Primeiras estórias - Nova Fronteira, 2001.  
Assinale, entre as citações abaixo, a que ratifica o tema central do texto.  
Alternativas
Q2469251 Português
O espelho



João Guimarães Rosa (texto adaptado)



        Se quer seguir-me, narro-lhe; não uma aventura, mas experiência, a que me induziram, alternadamente, séries de raciocínios e intuições. Tomou-me tempo, desânimos, esforços.

         — Foi num lavatório de edifício público, por acaso. Eu era moço, comigo contente, vaidoso. Descuidado, avistei... Explico-lhe: dois espelhos — um de parede, o outro de porta lateral, aberta em ângulo propício — faziam jogo. E o que enxerguei, por instante, foi uma figura, perfil humano. Deu-me náusea, aquele homem, causava-me ódio e susto. E era — logo descobri... era eu, mesmo!

       Desde aí, comecei a procurar-me — ao eu por detrás de mim — à tona dos espelhos, em sua funda lâmina. Concluí que, interpenetrando-se no disfarce do rosto externo diversas componentes, meu problema seria o de submetê-las a um bloqueio “visual”, desde as mais rudimentares. Tomei o elemento animal, para começo. Meu sósia inferior na escala era — a onça. E, então, eu teria que aprender a não ver, no espelho, os traços que em mim recordavam o grande felino. Atirei-me a tanto.

         Prossegui... O elemento hereditário — as parecenças com os pais e avós — que são também, nos nossos rostos, um lastro evolutivo residual. E, em seguida, o que se deveria ao contágio das paixões, manifestadas ou latentes, o que ressaltava das desordenadas pressões psicológicas transitórias. E, ainda, o que, em nossas caras, materializa ideias e sugestões de outrem; e os efêmeros interesses...

       Um dia... Simplesmente lhe digo que me olhei num espelho e não me vi. Não vi nada. Só o campo, liso. Eu não tinha formas, rosto? Apalpei-me, em muito... Aturdi-me, a ponto de me deixar cair numa poltrona. Voltei a querer encarar-me. Nada. Eu não via os meus olhos... Não haveria em mim uma existência central, pessoal, autônoma? Seria eu um... desalmado?

      Pois foi que, mais tarde, anos, ao fim de uma ocasião de sofrimentos grandes, de novo me defrontei — não rosto a rosto. O espelho mostrou-me. Que luzinha, aquela, que de mim se emitia, para deter-se acolá, refletida, surpresa? Sim, vi, a mim mesmo, mal emergindo... E era não mais que rostinho de menino, de menos-que-menino, só. Só... E o julgamento-problema: “Você chegou a existir?” [...]


Primeiras estórias - Nova Fronteira, 2001.  
Em relação ao texto, é correto afirmar que 
Alternativas
Q2469250 Português
O espelho



João Guimarães Rosa (texto adaptado)



        Se quer seguir-me, narro-lhe; não uma aventura, mas experiência, a que me induziram, alternadamente, séries de raciocínios e intuições. Tomou-me tempo, desânimos, esforços.

         — Foi num lavatório de edifício público, por acaso. Eu era moço, comigo contente, vaidoso. Descuidado, avistei... Explico-lhe: dois espelhos — um de parede, o outro de porta lateral, aberta em ângulo propício — faziam jogo. E o que enxerguei, por instante, foi uma figura, perfil humano. Deu-me náusea, aquele homem, causava-me ódio e susto. E era — logo descobri... era eu, mesmo!

       Desde aí, comecei a procurar-me — ao eu por detrás de mim — à tona dos espelhos, em sua funda lâmina. Concluí que, interpenetrando-se no disfarce do rosto externo diversas componentes, meu problema seria o de submetê-las a um bloqueio “visual”, desde as mais rudimentares. Tomei o elemento animal, para começo. Meu sósia inferior na escala era — a onça. E, então, eu teria que aprender a não ver, no espelho, os traços que em mim recordavam o grande felino. Atirei-me a tanto.

         Prossegui... O elemento hereditário — as parecenças com os pais e avós — que são também, nos nossos rostos, um lastro evolutivo residual. E, em seguida, o que se deveria ao contágio das paixões, manifestadas ou latentes, o que ressaltava das desordenadas pressões psicológicas transitórias. E, ainda, o que, em nossas caras, materializa ideias e sugestões de outrem; e os efêmeros interesses...

       Um dia... Simplesmente lhe digo que me olhei num espelho e não me vi. Não vi nada. Só o campo, liso. Eu não tinha formas, rosto? Apalpei-me, em muito... Aturdi-me, a ponto de me deixar cair numa poltrona. Voltei a querer encarar-me. Nada. Eu não via os meus olhos... Não haveria em mim uma existência central, pessoal, autônoma? Seria eu um... desalmado?

      Pois foi que, mais tarde, anos, ao fim de uma ocasião de sofrimentos grandes, de novo me defrontei — não rosto a rosto. O espelho mostrou-me. Que luzinha, aquela, que de mim se emitia, para deter-se acolá, refletida, surpresa? Sim, vi, a mim mesmo, mal emergindo... E era não mais que rostinho de menino, de menos-que-menino, só. Só... E o julgamento-problema: “Você chegou a existir?” [...]


Primeiras estórias - Nova Fronteira, 2001.  
Leia as afirmativas a seguir que tratam das ideias do conto, adaptado, de Guimarães Rosa.


I- A identidade é um conceito fixo e imutável.

II- A construção da identidade se dá exclusivamente por meio da interação social.

III- O conto discorre sobre a necessidade de se buscar uma identidade única independente de influências externas.

IV- A constituição da identidade, em essência, é uma tarefa solitária e individual, que depende apenas da vontade do sujeito.


Está correto o que se afirma em 
Alternativas
Q2469249 Português
O espelho



João Guimarães Rosa (texto adaptado)



        Se quer seguir-me, narro-lhe; não uma aventura, mas experiência, a que me induziram, alternadamente, séries de raciocínios e intuições. Tomou-me tempo, desânimos, esforços.

         — Foi num lavatório de edifício público, por acaso. Eu era moço, comigo contente, vaidoso. Descuidado, avistei... Explico-lhe: dois espelhos — um de parede, o outro de porta lateral, aberta em ângulo propício — faziam jogo. E o que enxerguei, por instante, foi uma figura, perfil humano. Deu-me náusea, aquele homem, causava-me ódio e susto. E era — logo descobri... era eu, mesmo!

       Desde aí, comecei a procurar-me — ao eu por detrás de mim — à tona dos espelhos, em sua funda lâmina. Concluí que, interpenetrando-se no disfarce do rosto externo diversas componentes, meu problema seria o de submetê-las a um bloqueio “visual”, desde as mais rudimentares. Tomei o elemento animal, para começo. Meu sósia inferior na escala era — a onça. E, então, eu teria que aprender a não ver, no espelho, os traços que em mim recordavam o grande felino. Atirei-me a tanto.

         Prossegui... O elemento hereditário — as parecenças com os pais e avós — que são também, nos nossos rostos, um lastro evolutivo residual. E, em seguida, o que se deveria ao contágio das paixões, manifestadas ou latentes, o que ressaltava das desordenadas pressões psicológicas transitórias. E, ainda, o que, em nossas caras, materializa ideias e sugestões de outrem; e os efêmeros interesses...

       Um dia... Simplesmente lhe digo que me olhei num espelho e não me vi. Não vi nada. Só o campo, liso. Eu não tinha formas, rosto? Apalpei-me, em muito... Aturdi-me, a ponto de me deixar cair numa poltrona. Voltei a querer encarar-me. Nada. Eu não via os meus olhos... Não haveria em mim uma existência central, pessoal, autônoma? Seria eu um... desalmado?

      Pois foi que, mais tarde, anos, ao fim de uma ocasião de sofrimentos grandes, de novo me defrontei — não rosto a rosto. O espelho mostrou-me. Que luzinha, aquela, que de mim se emitia, para deter-se acolá, refletida, surpresa? Sim, vi, a mim mesmo, mal emergindo... E era não mais que rostinho de menino, de menos-que-menino, só. Só... E o julgamento-problema: “Você chegou a existir?” [...]


Primeiras estórias - Nova Fronteira, 2001.  
Qual a principal mensagem transmitida pelo conto O espelho? 
Alternativas
Q2280189 Química
As energias de ligação do H2, do Cl2 e do HCl nas condições padrão e a 25 °C, em kJ mol-1, são 434, 243 e 431, respectivamente. Com base nessas informações, assinale a alternativa que apresenta a entalpia padrão de formação do HCl, em kJ mol-1.  
Alternativas
Q2280188 Química

Considere as afirmações relacionadas a células eletroquímicas. I. O potencial padrão de uma célula eletroquímica é diretamente proporcional à variação de energia livre de Gibbs padrão da reação envolvida e inversamente proporcional à sua constante de equilíbrio.
II. Dado que os valores de potencial padrão do eletrodo de cobre e do calomelano saturado em relação ao eletrodo padrão de hidrogênio são, respectivamente, 0,34 V e 0,24 V, o potencial do eletrodo de cobre em relação ao eletrodo de calomelano saturado será 0,10 V.
III. Os potenciais padrão de eletrodo não são valores absolutos de semicélulas, mas sim diferenças de potencial entre semicélulas.
IV. O catodo de uma célula galvânica torna-se o anodo quando essa célula passa a operar como célula eletrolítica, embora a redução sempre ocorra no catodo da célula e a oxidação sempre ocorra no anodo.

Assinale a opção que contém as afirmações CORRETAS.

Alternativas
Q2280186 Química

Considere as seguintes afirmações a respeito de reações orgânicas.

I.  A reatividade do ácido acético com 2-propanol é maior do que com 2-metil-2-propanol.


II.  A reação do 2-butino com KMnO4 em meio ácido a quente leva à formação majoritária de aldeídos.


III. A redução do fenol para a formação do ciclo-hexanol exige condições mais enérgicas do que aquelas necessárias à redução do fenol a benzeno.

Das afirmações acima, está(ão) CORRETA(S)

Alternativas
Q2280185 Química
Considere 1 L de solução aquosa preparada por meio da adição de 1 mol de um ácido monoprótico hipotético, 1 mol de sua base conjugada e 0,82 mol de uma base forte. Sabendo que a constante de ionização do ácido é igual a 10-4, assinale a alternativa que melhor representa o pH da solução resultante.
Alternativas
Q2280184 Química

Considere as seguintes afirmações relacionadas à ocorrência ou não de reações químicas em condições ambientes. I. Ao borbulhar gás cloro em uma solução aquosa de iodeto de sódio, haverá a formação de um sólido.
II. Ao borbulhar gás cloro em uma solução aquosa e incolor de brometo de sódio, a solução se tornará ligeiramente marrom.
III. Ao adicionar uma solução aquosa de iodeto de sódio a uma solução aquosa de cloreto de potássio, haverá a formação de um gás.
IV. Ao adicionar bromo líquido a uma solução aquosa de fluoreto de sódio, haverá formação de um gás.
V. Ao adicionar bromo líquido a uma solução aquosa de iodeto de sódio, haverá formação de um sólido.

Das afirmações acima, estão CORRETAS 

Alternativas
Q2280183 Química
São feitas comparações entre os valores do pKa de compostos orgânicos, em que Ka é a primeira constante de ionização. I. Ácido metanoico > ácido etanodioico.
II. Ácido propanodioico > ácido etanodioico.

III. Ácido 2-cloro etanoico > ácido 4-cloro butanoico.
IV. Ácido 2-trifluor etanoico > ácido 2-tricloro etanoico. Assinale a opção que apresenta as comparações CORRETAS.  
Alternativas
Q2280182 Química
Considere as seguintes afirmações sobre misturas e processos de separação. I. Misturas azeotrópicas são separadas por destilação simples.
II. Os elementos constituintes de ligas metálicas, como o bronze, podem ser separados por fusão.

III. A filtração a pressão reduzida, usando um funil de Büchner, é um processo utilizado para reduzir o tempo de separação de um sólido suspenso em um líquido.
IV. A temperatura aumenta continuamente no aquecimento de uma mistura simples, mesmo durante a fusão e a ebulição. Assinale a opção que contém a(s) afirmação(ões) CORRETA(S).  
Alternativas
Q2280181 Química

As afirmações a seguir relacionam processos físico-químicos que podem ser interpretados utilizando diferentes modelos atômicos e representados por meio de uma equação química. I. O modelo de Bohr contém o arcabouço teórico minimamente necessário para representar uma equação do tipo: y + H(g) ➝ H*(g), em que H* representa o estado eletrônico excitado do H.
II. O modelo de Dalton contém o arcabouço teórico minimamente necessário para representar uma equação do tipo: 12 Fe(s)+ C(s) → Fe12C(s).
III. O modelo de Rutherford contém o arcabouço teórico minimamente necessário para representar uma equação do tipo: 24He2+ + Au → 24He2+ + Au.
IV. O modelo de Thomson contém o arcabouço teórico minimamente necessário para representar uma equação do tipo: 2H+ + 2e- ⇋ H2. 

Assinale a opção que contém a(s) afirmação(ões) CORRETA(S) sobre a relação entre os modelos atômicos e as equações químicas mostradas.

Alternativas
Q2280180 Química
Dados os processos químicos abaixo, assinale aquele que representa uma reação endotérmica. 
Alternativas
Q2280179 Química

Considere as seguintes afirmações relacionadas ao ciclo do nitrogênio. I. As principais formas de obtenção de compostos nitrogenados incluem a biológica por bactérias, a industrial por meio do processo Haber-Bosch e a atmosférica por descargas elétricas.
II. A nitrificação é um processo de duas etapas no qual a amônia é convertida em nitrato por bactérias no solo: primeiro a amônia é oxidada a nitrito e, em seguida, o nitrito é oxidado a nitrato.
III. A desnitrificação é o processo pelo qual o nitrato é convertido novamente em nitrogênio atmosférico por bactérias desnitrificantes, processo que ocorre preferencialmente em condições de alto teor de oxigênio.
IV. As plantas contribuem para o ciclo do nitrogênio fixando o nitrogênio atmosférico por meio de relações simbióticas com bactérias fixadoras de nitrogênio.
V. O ciclo do nitrogênio consiste em várias etapas interconectadas, tais como: fixação, nitrificação, desnitrificação e amonificação. 

Das afirmações acima, estão CORRETAS

Alternativas
Q2280178 Química
Considere as afirmações a respeito da reação de combustão completa de misturas estequiométricas, nas condições ambientes. I. Em uma mistura de hidrogênio e oxigênio, o combustível representa aproximadamente 11% da massa total.
II. Em uma mistura de octano e oxigênio, o combustível representa aproximadamente 78% da massa total.
III. A variação de temperatura da reação de combustível e oxigênio (por mol de combustível) é igual à variação de temperatura da reação de combustível e ar atmosférico (por mol de combustível).
IV. A entalpia molar de combustão de uma mistura de combustível e oxigênio é igual à entalpia molar de combustão de uma mistura de combustível e ar atmosférico.  Assinale a opção que contém as afirmações CORRETAS.
Alternativas
Q2280168 Matemática
Determine o valor de
Imagem associada para resolução da questão


Alternativas
Q2280167 Matemática

Sejam A; B; C; D ∈ Mn(R). Considere o sistema linear


Imagem associada para resolução da questão


nas variáveis X; Y ∈ Mn(R). Considere as afirmações:


I. Se det A = 0 ou det D = 0, então o sistema é impossível.

II. Se A = B, então o sistema possui uma única solução.

III. O sistema possui uma única solução apenas se A e D são inversíveis.


É (São) VERDADEIRA(S):

Alternativas
Q2280165 Inglês

Leia o texto a seguir para responder a questão  

On the surface, there is little to distinguish the Woolf Social Club from any other hipster hangout in Seoul, South Korea. Customers perch on wooden stools at formica tables, tapping on laptops while they sip their coffee. Records and cds line the walls, soft jazz trickles from speakers. On the white wall above the bar, in big black letters, is the statement: “More dignity, less bullshit”.

It is only on closer inspection that you realise this is more than just another coffee shop. On the mugs are cartoon drawings of Virginia Woolf, an angry wolf roaring from her shirt. A bookshelf contains South Korean feminist novels and works of self-help (titles include “Lessons on Being Unmarried”) alongside “The Second Sex” by Simone de Beauvoir and “The Handmaid’s Tale” by Margaret Atwood. On the wall is a poster for an exhibition of feminist art at a nearby gallery.

“I wanted a space for like-minded women to meet and talk,” says Kim Jina, a 47-year-old former advertising executive and politician who founded the café six years ago. Kim was inspired by Woolf’s dictum that in order to write fiction, a woman needed “five hundred [pounds] a year and a room with a lock on the door”. That is, financial independence and a place to think. The café’s casual vibe is deliberate: she wanted to avoid creating barriers to entry for women who were merely curious, rather than fully committed to the movement. Besides, she adds, “If I limited myself to feminist customers, I could never make a living.” 

South Korea, even its trendy capital, is a difficult place to be a woman. The wage gap between the sexes is the highest in the rich world. Traditional expectations about gender roles, beauty standards and the way women should conduct themselves remain pervasive. “Misogyny surrounds you so naturally that you barely even notice it,” says Kim. “I had no role models, so my idea of how a successful woman should be came straight from ‘Sex and the City’.” For much of her 20s and 30s, she spent most of her money on make-up and expensive handbags, partying every weekend and dreaming about meeting her version of Mr Big, the rich, smooth-talking love interest of the show’s main character, Carrie.

“I never worried about misogyny because I thought being sexually attractive was a form of power,” says Kim. “But eventually I realised that men with real power don’t wear make-up and expensive dresses.” Her epiphany came when she was passed over for promotion in favour of a male colleague. “My boss said, ‘He needs it more than you because he has a wife and a child to take care of,’ and I realised that I had been wrong to think that all I needed to do was work hard and be good at my job.” 

Kim’s burgeoning feminism crystallised in the summer of 2016, after a woman was murdered in a public toilet in an upmarket part of Seoul. The killer initially claimed that he had done it because he had been ignored by women. “I lived right around the corner, and I thought: that could have been me,” says Kim. Like many other women, she was upset by media coverage that ignored the misogynist motives for his crime and blamed it entirely on his mental-health problems.

The murder prompted South Korean women to come together, initially in online communities, and discuss how to fight back against sexism. Then they took to the streets. In 2018 there was a series of protests against the widespread practice of recording illegal footage of women by hiding small cameras in public toilets or changing rooms.

Kim founded the Woolf Social Club in 2017. “I thought, we talk to each other on the internet, but it would be good to have a physical space in which to do that,” she says. “If you walk around Seoul, you see all these cafés aimed at couples, where women look pretty and lower their voices. I wanted a space where they could raise them.”

[Fonte: Lena Schipper. “Virginia Woolf is inspiring South Korean feminists”. In: The Economist, 09/05/2022,<http://www.economist.com/1843/2022/05/09/virginia-woolf-is-inspiring-south-korean-feminists>. Adaptado. Data de acesso: 27/08/2023.]


De acordo com os parágrafos seis e sete, as manifestações nas ruas contra o sexismo na Coreia tiveram como estopim 
Alternativas
Q2280164 Inglês

Leia o texto a seguir para responder a questão  

On the surface, there is little to distinguish the Woolf Social Club from any other hipster hangout in Seoul, South Korea. Customers perch on wooden stools at formica tables, tapping on laptops while they sip their coffee. Records and cds line the walls, soft jazz trickles from speakers. On the white wall above the bar, in big black letters, is the statement: “More dignity, less bullshit”.

It is only on closer inspection that you realise this is more than just another coffee shop. On the mugs are cartoon drawings of Virginia Woolf, an angry wolf roaring from her shirt. A bookshelf contains South Korean feminist novels and works of self-help (titles include “Lessons on Being Unmarried”) alongside “The Second Sex” by Simone de Beauvoir and “The Handmaid’s Tale” by Margaret Atwood. On the wall is a poster for an exhibition of feminist art at a nearby gallery.

“I wanted a space for like-minded women to meet and talk,” says Kim Jina, a 47-year-old former advertising executive and politician who founded the café six years ago. Kim was inspired by Woolf’s dictum that in order to write fiction, a woman needed “five hundred [pounds] a year and a room with a lock on the door”. That is, financial independence and a place to think. The café’s casual vibe is deliberate: she wanted to avoid creating barriers to entry for women who were merely curious, rather than fully committed to the movement. Besides, she adds, “If I limited myself to feminist customers, I could never make a living.” 

South Korea, even its trendy capital, is a difficult place to be a woman. The wage gap between the sexes is the highest in the rich world. Traditional expectations about gender roles, beauty standards and the way women should conduct themselves remain pervasive. “Misogyny surrounds you so naturally that you barely even notice it,” says Kim. “I had no role models, so my idea of how a successful woman should be came straight from ‘Sex and the City’.” For much of her 20s and 30s, she spent most of her money on make-up and expensive handbags, partying every weekend and dreaming about meeting her version of Mr Big, the rich, smooth-talking love interest of the show’s main character, Carrie.

“I never worried about misogyny because I thought being sexually attractive was a form of power,” says Kim. “But eventually I realised that men with real power don’t wear make-up and expensive dresses.” Her epiphany came when she was passed over for promotion in favour of a male colleague. “My boss said, ‘He needs it more than you because he has a wife and a child to take care of,’ and I realised that I had been wrong to think that all I needed to do was work hard and be good at my job.” 

Kim’s burgeoning feminism crystallised in the summer of 2016, after a woman was murdered in a public toilet in an upmarket part of Seoul. The killer initially claimed that he had done it because he had been ignored by women. “I lived right around the corner, and I thought: that could have been me,” says Kim. Like many other women, she was upset by media coverage that ignored the misogynist motives for his crime and blamed it entirely on his mental-health problems.

The murder prompted South Korean women to come together, initially in online communities, and discuss how to fight back against sexism. Then they took to the streets. In 2018 there was a series of protests against the widespread practice of recording illegal footage of women by hiding small cameras in public toilets or changing rooms.

Kim founded the Woolf Social Club in 2017. “I thought, we talk to each other on the internet, but it would be good to have a physical space in which to do that,” she says. “If you walk around Seoul, you see all these cafés aimed at couples, where women look pretty and lower their voices. I wanted a space where they could raise them.”

[Fonte: Lena Schipper. “Virginia Woolf is inspiring South Korean feminists”. In: The Economist, 09/05/2022,<http://www.economist.com/1843/2022/05/09/virginia-woolf-is-inspiring-south-korean-feminists>. Adaptado. Data de acesso: 27/08/2023.]


Dentre as razões expostas no texto sobre as dificuldades encontradas pelas mulheres coreanas, são corretas as afirmações, EXCETO: 
Alternativas
Q2280163 Inglês

Leia o texto a seguir para responder a questão  

On the surface, there is little to distinguish the Woolf Social Club from any other hipster hangout in Seoul, South Korea. Customers perch on wooden stools at formica tables, tapping on laptops while they sip their coffee. Records and cds line the walls, soft jazz trickles from speakers. On the white wall above the bar, in big black letters, is the statement: “More dignity, less bullshit”.

It is only on closer inspection that you realise this is more than just another coffee shop. On the mugs are cartoon drawings of Virginia Woolf, an angry wolf roaring from her shirt. A bookshelf contains South Korean feminist novels and works of self-help (titles include “Lessons on Being Unmarried”) alongside “The Second Sex” by Simone de Beauvoir and “The Handmaid’s Tale” by Margaret Atwood. On the wall is a poster for an exhibition of feminist art at a nearby gallery.

“I wanted a space for like-minded women to meet and talk,” says Kim Jina, a 47-year-old former advertising executive and politician who founded the café six years ago. Kim was inspired by Woolf’s dictum that in order to write fiction, a woman needed “five hundred [pounds] a year and a room with a lock on the door”. That is, financial independence and a place to think. The café’s casual vibe is deliberate: she wanted to avoid creating barriers to entry for women who were merely curious, rather than fully committed to the movement. Besides, she adds, “If I limited myself to feminist customers, I could never make a living.” 

South Korea, even its trendy capital, is a difficult place to be a woman. The wage gap between the sexes is the highest in the rich world. Traditional expectations about gender roles, beauty standards and the way women should conduct themselves remain pervasive. “Misogyny surrounds you so naturally that you barely even notice it,” says Kim. “I had no role models, so my idea of how a successful woman should be came straight from ‘Sex and the City’.” For much of her 20s and 30s, she spent most of her money on make-up and expensive handbags, partying every weekend and dreaming about meeting her version of Mr Big, the rich, smooth-talking love interest of the show’s main character, Carrie.

“I never worried about misogyny because I thought being sexually attractive was a form of power,” says Kim. “But eventually I realised that men with real power don’t wear make-up and expensive dresses.” Her epiphany came when she was passed over for promotion in favour of a male colleague. “My boss said, ‘He needs it more than you because he has a wife and a child to take care of,’ and I realised that I had been wrong to think that all I needed to do was work hard and be good at my job.” 

Kim’s burgeoning feminism crystallised in the summer of 2016, after a woman was murdered in a public toilet in an upmarket part of Seoul. The killer initially claimed that he had done it because he had been ignored by women. “I lived right around the corner, and I thought: that could have been me,” says Kim. Like many other women, she was upset by media coverage that ignored the misogynist motives for his crime and blamed it entirely on his mental-health problems.

The murder prompted South Korean women to come together, initially in online communities, and discuss how to fight back against sexism. Then they took to the streets. In 2018 there was a series of protests against the widespread practice of recording illegal footage of women by hiding small cameras in public toilets or changing rooms.

Kim founded the Woolf Social Club in 2017. “I thought, we talk to each other on the internet, but it would be good to have a physical space in which to do that,” she says. “If you walk around Seoul, you see all these cafés aimed at couples, where women look pretty and lower their voices. I wanted a space where they could raise them.”

[Fonte: Lena Schipper. “Virginia Woolf is inspiring South Korean feminists”. In: The Economist, 09/05/2022,<http://www.economist.com/1843/2022/05/09/virginia-woolf-is-inspiring-south-korean-feminists>. Adaptado. Data de acesso: 27/08/2023.]


In the excerpt from the third paragraph “I wanted a space for like-minded women to meet and talk,” the underlined term expresses an idea of:
Alternativas
Respostas
2881: A
2882: D
2883: D
2884: C
2885: B
2886: D
2887: C
2888: B
2889: A
2890: A
2891: D
2892: E
2893: E
2894: C
2895: C
2896: A
2897: E
2898: B
2899: A
2900: C