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Q578988 Português
Texto para responder à  questão.

                                  O fragmento a seguir situa-se no último capítulo de Triste fim de Policarpo Quaresma.

Como lhe parecia ilógico com ele mesmo estar ali metido naquele estreito calabouço? Pois ele, o Quaresma plácido, o Quaresma de tão profundos pensamentos patrióticos, merecia aquele triste fim?
[...]
Por que estava preso? Ao certo não sabia; o oficial que o conduzira, nada lhe quisera dizer; e, desde que saíra da ilha das Enxadas para a das Cobras, não trocara palavra com ninguém, não vira nenhum conhecido no caminho [...]. Entretanto, ele atribuía a prisão à carta que escrevera ao presidente, protestando contra a cena que presenciara na véspera.
Não se pudera conter. Aquela leva de desgraçados a sair assim, a desoras, escolhidos a esmo, para uma carniçaria distante, falara fundo a todos os seus sentimentos; pusera diante dos seus olhos todos os seus princípios morais; desafiara a sua coragem moral e a sua solidariedade humana; e ele escrevera a carta com veemência, com paixão, indignado. Nada omitiu do seu pensamento; falou claro, franca e nitidamente.
Devia ser por isso que ele estava ali naquela masmorra, engaiolado, trancafiado, isolado dos seus semelhantes como uma fera, como um criminoso, sepultado na treva, sofrendo umidade, misturado com os seus detritos, quase sem comer... Como acabarei? Como acabarei? E a pergunta lhe vinha, no meio da revoada de pensamentos que aquela angústia provocava pensar. Não havia base para qualquer hipótese. Era de conduta tão irregular e incerta o Governo que tudo ele podia esperar: a liberdade ou a morte, mais esta que aquela.
[...]
Iria morrer, quem sabe se naquela noite mesmo? E que tinha ele feito de sua vida? Nada. Levara toda ela atrás da miragem de estudar a pátria, por amá-la e querê-la muito, no intuito de contribuir para a sua felicidade e prosperidade. Gastara a sua mocidade nisso, a sua virilidade também; e, agora que estava na velhice, como ela o recompensava, como ela o premiava, como ela o condecorava? Matando-o. E o que não deixara de ver, de gozar, de fruir, na sua vida? Tudo. Não brincara, não pandegara, não amara – todo esse lado da existência que parece fugir um pouco à sua tristeza necessária, ele não vira, ele não provara, ele não experimentara. Desde dezoito anos que o tal patriotismo lhe absorvia e por ele fizera a tolice de estudar inutilidades. Que lhe importavam os rios? Eram grandes? Pois que fossem... Em que lhe contribuiria para a felicidade saber o nome dos heróis do Brasil? Em nada... O importante é que ele tivesse sido feliz. Foi? Não.Lembrou-se das suas coisas de tupi, do folclore, das suas tentativas agrícolas... Restava disso tudo em sua alma uma satisfação? Nenhuma! Nenhuma!
O tupi encontrou a incredulidade geral, o riso, a mofa, o escárnio; e levou-o à loucura. Uma decepção. E a agricultura Nada. As terras não eram ferazes e ela não era fácil como diziam os livros. Outra decepção. E, quando o seu patriotismo se fizera combatente, o que achara? Decepções. Onde estava a doçura de nossa gente? Pois ele não a viu combater como feras? Pois não a via matar prisioneiros, inúmeros? Outra decepção. A sua vida era uma decepção, uma série, melhor, um encadeamento de decepções. [...]. Como é que não viu nitidamente a realidade, não a pressentiu logo e se deixou enganar por um falaz ídolo, absorver-se nele, dar-lhe em holocausto toda a sua existência? Foi o seu isolamento, o seu esquecimento de si mesmo; e assim é que ia para a cova, sem deixar traço seu, sem um filho, sem um amor, sem um beijo mais quente, sem nenhum mesmo, e sem sequer uma asneira!
Nada deixava que afirmasse a sua passagem e a terra não lhe dera nada de saboroso.

BARRETO, Lima.Triste fim de Policarpo Quaresma. São Paulo: Saraiva, 2007. p. 199-201 (Clássicos Saraiva).

A língua é “uma atividade social, um trabalho coletivo, empreendido por todos os seus falantes, cada vez que eles se põem a interagir por meio da fala ou da escrita” (BAGNO, 2010, p. 36).

Nessa perspectiva, analise as afirmativas.

I. Na linguagem do texto, predomina o registro formal da língua.

II. O autor, na progressão temática, faz uso da variação diagenérica da linguagem.

III. O autor enfatiza a variação linguística diatópica, em que a fala tem um caráter emblemático.
Está correto apenas o que se afirma em:
Alternativas
Q578987 Português
Texto para responder à questão.

                              O fragmento a seguir situa-se no último capítulo de Triste fim de Policarpo Quaresma.

Como lhe parecia ilógico com ele mesmo estar ali metido naquele estreito calabouço? Pois ele, o Quaresma plácido, o Quaresma de tão profundos pensamentos patrióticos, merecia aquele triste fim?
[...]
Por que estava preso? Ao certo não sabia; o oficial que o conduzira, nada lhe quisera dizer; e, desde que saíra da ilha das Enxadas para a das Cobras, não trocara palavra com ninguém, não vira nenhum conhecido no caminho [...]. Entretanto, ele atribuía a prisão à carta que escrevera ao presidente, protestando contra a cena que presenciara na véspera.
Não se pudera conter. Aquela leva de desgraçados a sair assim, a desoras, escolhidos a esmo, para uma carniçaria distante, falara fundo a todos os seus sentimentos; pusera diante dos seus olhos todos os seus princípios morais; desafiara a sua coragem moral e a sua solidariedade humana; e ele escrevera a carta com veemência, com paixão, indignado. Nada omitiu do seu pensamento; falou claro, franca e nitidamente.
Devia ser por isso que ele estava ali naquela masmorra, engaiolado, trancafiado, isolado dos seus semelhantes como uma fera, como um criminoso, sepultado na treva, sofrendo umidade, misturado com os seus detritos, quase sem comer... Como acabarei? Como acabarei? E a pergunta lhe vinha, no meio da revoada de pensamentos que aquela angústia provocava pensar. Não havia base para qualquer hipótese. Era de conduta tão irregular e incerta o Governo que tudo ele podia esperar: a liberdade ou a morte, mais esta que aquela.
[...]
Iria morrer, quem sabe se naquela noite mesmo? E que tinha ele feito de sua vida? Nada. Levara toda ela atrás da miragem de estudar a pátria, por amá-la e querê-la muito, no intuito de contribuir para a sua felicidade e prosperidade. Gastara a sua mocidade nisso, a sua virilidade também; e, agora que estava na velhice, como ela o recompensava, como ela o premiava, como ela o condecorava? Matando-o. E o que não deixara de ver, de gozar, de fruir, na sua vida? Tudo. Não brincara, não pandegara, não amara – todo esse lado da existência que parece fugir um pouco à sua tristeza necessária, ele não vira, ele não provara, ele não experimentara. Desde dezoito anos que o tal patriotismo lhe absorvia e por ele fizera a tolice de estudar inutilidades. Que lhe importavam os rios? Eram grandes? Pois que fossem... Em que lhe contribuiria para a felicidade saber o nome dos heróis do Brasil? Em nada... O importante é que ele tivesse sido feliz. Foi? Não.Lembrou-se das suas coisas de tupi, do folclore, das suas tentativas agrícolas... Restava disso tudo em sua alma uma satisfação? Nenhuma! Nenhuma!
tupi encontrou a incredulidade geral, o riso, a mofa, o escárnio; e levou-o à loucura. Uma decepção. E a agricultura? Nada. As terras não eram ferazes e ela não era fácil como diziam os livros. Outra decepção. E, quando o seu patriotismo se fizera combatente, o que achara? Decepções. Onde estava a doçura de nossa gente? Pois ele não a viu combater como feras? Pois não a via matar prisioneiros, inúmeros? Outra decepção. A sua vida era uma decepção, uma série, melhor, um encadeamento de decepções. [...].
Como é que não viu nitidamente a realidade, não a pressentiu logo e se deixou enganar por um falaz ídolo, absorver-se nele, dar-lhe em holocausto toda a sua existência? Foi o seu isolamento, o seu esquecimento de si mesmo; e assim é que ia para a cova, sem deixar traço seu, sem um filho, sem um amor, sem um beijo mais quente, sem nenhum mesmo, e sem sequer uma asneira!
Nada deixava que afirmasse a sua passagem e a terra não lhe dera nada de saboroso.

BARRETO, Lima.Triste fim de Policarpo Quaresma São Paulo: Saraiva, 2007. p. 199-201 (Clássicos Saraiva).

“Restava dIsso tudo em sua alma uma satisfação?"
O uso da forma destacada do demonstrativo, no contexto, se justifica porque:
Alternativas
Q578986 Português
Texto para responder à questão.

                              O fragmento a seguir situa-se no último capítulo de Triste fim de Policarpo Quaresma.

Como lhe parecia ilógico com ele mesmo estar ali metido naquele estreito calabouço? Pois ele, o Quaresma plácido, o Quaresma de tão profundos pensamentos patrióticos, merecia aquele triste fim?
[...]
Por que estava preso? Ao certo não sabia; o oficial que o conduzira, nada lhe quisera dizer; e, desde que saíra da ilha das Enxadas para a das Cobras, não trocara palavra com ninguém, não vira nenhum conhecido no caminho [...]. Entretanto, ele atribuía a prisão à carta que escrevera ao presidente, protestando contra a cena que presenciara na véspera.
Não se pudera conter. Aquela leva de desgraçados a sair assim, a desoras, escolhidos a esmo, para uma carniçaria distante, falara fundo a todos os seus sentimentos; pusera diante dos seus olhos todos os seus princípios morais; desafiara a sua coragem moral e a sua solidariedade humana; e ele escrevera a carta com veemência, com paixão, indignado. Nada omitiu do seu pensamento; falou claro, franca e nitidamente.
Devia ser por isso que ele estava ali naquela masmorra, engaiolado, trancafiado, isolado dos seus semelhantes como uma fera, como um criminoso, sepultado na treva, sofrendo umidade, misturado com os seus detritos, quase sem comer... Como acabarei? Como acabarei? E a pergunta lhe vinha, no meio da revoada de pensamentos que aquela angústia provocava pensar. Não havia base para qualquer hipótese. Era de conduta tão irregular e incerta o Governo que tudo ele podia esperar: a liberdade ou a morte, mais esta que aquela.
[...]
Iria morrer, quem sabe se naquela noite mesmo? E que tinha ele feito de sua vida? Nada. Levara toda ela atrás da miragem de estudar a pátria, por amá-la e querê-la muito, no intuito de contribuir para a sua felicidade e prosperidade. Gastara a sua mocidade nisso, a sua virilidade também; e, agora que estava na velhice, como ela o recompensava, como ela o premiava, como ela o condecorava? Matando-o. E o que não deixara de ver, de gozar, de fruir, na sua vida? Tudo. Não brincara, não pandegara, não amara – todo esse lado da existência que parece fugir um pouco à sua tristeza necessária, ele não vira, ele não provara, ele não experimentara. Desde dezoito anos que o tal patriotismo lhe absorvia e por ele fizera a tolice de estudar inutilidades. Que lhe importavam os rios? Eram grandes? Pois que fossem... Em que lhe contribuiria para a felicidade saber o nome dos heróis do Brasil? Em nada... O importante é que ele tivesse sido feliz. Foi? Não.Lembrou-se das suas coisas de tupi, do folclore, das suas tentativas agrícolas... Restava disso tudo em sua alma uma satisfação? Nenhuma! Nenhuma!
tupi encontrou a incredulidade geral, o riso, a mofa, o escárnio; e levou-o à loucura. Uma decepção. E a agricultura? Nada. As terras não eram ferazes e ela não era fácil como diziam os livros. Outra decepção. E, quando o seu patriotismo se fizera combatente, o que achara? Decepções. Onde estava a doçura de nossa gente? Pois ele não a viu combater como feras? Pois não a via matar prisioneiros, inúmeros? Outra decepção. A sua vida era uma decepção, uma série, melhor, um encadeamento de decepções. [...].
Como é que não viu nitidamente a realidade, não a pressentiu logo e se deixou enganar por um falaz ídolo, absorver-se nele, dar-lhe em holocausto toda a sua existência? Foi o seu isolamento, o seu esquecimento de si mesmo; e assim é que ia para a cova, sem deixar traço seu, sem um filho, sem um amor, sem um beijo mais quente, sem nenhum mesmo, e sem sequer uma asneira!
Nada deixava que afirmasse a sua passagem e a terra não lhe dera nada de saboroso.

BARRETO, Lima.Triste fim de Policarpo Quaresma São Paulo: Saraiva, 2007. p. 199-201 (Clássicos Saraiva).

Sobre os elementos do fragmento “Onde estava a doçura de nossa gente? Pois ele não a viu combater como feras?”, leia as afirmativas. I. Os verbos estão no pretérito imperfeito do modo indicativo.
II. O vocábulo A, antes da forma verbal VIU, é objeto direto da oração a que pertence.
III. COMO é uma conjunção subordinativa.
Está correto apenas o que se afirma em:
Alternativas
Q578985 Português
Texto para responder à questão.

                              O fragmento a seguir situa-se no último capítulo de Triste fim de Policarpo Quaresma.

Como lhe parecia ilógico com ele mesmo estar ali metido naquele estreito calabouço? Pois ele, o Quaresma plácido, o Quaresma de tão profundos pensamentos patrióticos, merecia aquele triste fim?
[...]
Por que estava preso? Ao certo não sabia; o oficial que o conduzira, nada lhe quisera dizer; e, desde que saíra da ilha das Enxadas para a das Cobras, não trocara palavra com ninguém, não vira nenhum conhecido no caminho [...]. Entretanto, ele atribuía a prisão à carta que escrevera ao presidente, protestando contra a cena que presenciara na véspera.
Não se pudera conter. Aquela leva de desgraçados a sair assim, a desoras, escolhidos a esmo, para uma carniçaria distante, falara fundo a todos os seus sentimentos; pusera diante dos seus olhos todos os seus princípios morais; desafiara a sua coragem moral e a sua solidariedade humana; e ele escrevera a carta com veemência, com paixão, indignado. Nada omitiu do seu pensamento; falou claro, franca e nitidamente.
Devia ser por isso que ele estava ali naquela masmorra, engaiolado, trancafiado, isolado dos seus semelhantes como uma fera, como um criminoso, sepultado na treva, sofrendo umidade, misturado com os seus detritos, quase sem comer... Como acabarei? Como acabarei? E a pergunta lhe vinha, no meio da revoada de pensamentos que aquela angústia provocava pensar. Não havia base para qualquer hipótese. Era de conduta tão irregular e incerta o Governo que tudo ele podia esperar: a liberdade ou a morte, mais esta que aquela.
[...]
Iria morrer, quem sabe se naquela noite mesmo? E que tinha ele feito de sua vida? Nada. Levara toda ela atrás da miragem de estudar a pátria, por amá-la e querê-la muito, no intuito de contribuir para a sua felicidade e prosperidade. Gastara a sua mocidade nisso, a sua virilidade também; e, agora que estava na velhice, como ela o recompensava, como ela o premiava, como ela o condecorava? Matando-o. E o que não deixara de ver, de gozar, de fruir, na sua vida? Tudo. Não brincara, não pandegara, não amara – todo esse lado da existência que parece fugir um pouco à sua tristeza necessária, ele não vira, ele não provara, ele não experimentara. Desde dezoito anos que o tal patriotismo lhe absorvia e por ele fizera a tolice de estudar inutilidades. Que lhe importavam os rios? Eram grandes? Pois que fossem... Em que lhe contribuiria para a felicidade saber o nome dos heróis do Brasil? Em nada... O importante é que ele tivesse sido feliz. Foi? Não.Lembrou-se das suas coisas de tupi, do folclore, das suas tentativas agrícolas... Restava disso tudo em sua alma uma satisfação? Nenhuma! Nenhuma!
tupi encontrou a incredulidade geral, o riso, a mofa, o escárnio; e levou-o à loucura. Uma decepção. E a agricultura? Nada. As terras não eram ferazes e ela não era fácil como diziam os livros. Outra decepção. E, quando o seu patriotismo se fizera combatente, o que achara? Decepções. Onde estava a doçura de nossa gente? Pois ele não a viu combater como feras? Pois não a via matar prisioneiros, inúmeros? Outra decepção. A sua vida era uma decepção, uma série, melhor, um encadeamento de decepções. [...].
Como é que não viu nitidamente a realidade, não a pressentiu logo e se deixou enganar por um falaz ídolo, absorver-se nele, dar-lhe em holocausto toda a sua existência? Foi o seu isolamento, o seu esquecimento de si mesmo; e assim é que ia para a cova, sem deixar traço seu, sem um filho, sem um amor, sem um beijo mais quente, sem nenhum mesmo, e sem sequer uma asneira!
Nada deixava que afirmasse a sua passagem e a terra não lhe dera nada de saboroso.

BARRETO, Lima.Triste fim de Policarpo Quaresma São Paulo: Saraiva, 2007. p. 199-201 (Clássicos Saraiva).

No texto, há passagens em que é empregada a técnica do discurso indireto livre, exemplificada no seguinte trecho:
Alternativas
Q578984 Português
Texto para responder à questão.

                              O fragmento a seguir situa-se no último capítulo de Triste fim de Policarpo Quaresma.

Como lhe parecia ilógico com ele mesmo estar ali metido naquele estreito calabouço? Pois ele, o Quaresma plácido, o Quaresma de tão profundos pensamentos patrióticos, merecia aquele triste fim?
[...]
Por que estava preso? Ao certo não sabia; o oficial que o conduzira, nada lhe quisera dizer; e, desde que saíra da ilha das Enxadas para a das Cobras, não trocara palavra com ninguém, não vira nenhum conhecido no caminho [...]. Entretanto, ele atribuía a prisão à carta que escrevera ao presidente, protestando contra a cena que presenciara na véspera.
Não se pudera conter. Aquela leva de desgraçados a sair assim, a desoras, escolhidos a esmo, para uma carniçaria distante, falara fundo a todos os seus sentimentos; pusera diante dos seus olhos todos os seus princípios morais; desafiara a sua coragem moral e a sua solidariedade humana; e ele escrevera a carta com veemência, com paixão, indignado. Nada omitiu do seu pensamento; falou claro, franca e nitidamente.
Devia ser por isso que ele estava ali naquela masmorra, engaiolado, trancafiado, isolado dos seus semelhantes como uma fera, como um criminoso, sepultado na treva, sofrendo umidade, misturado com os seus detritos, quase sem comer... Como acabarei? Como acabarei? E a pergunta lhe vinha, no meio da revoada de pensamentos que aquela angústia provocava pensar. Não havia base para qualquer hipótese. Era de conduta tão irregular e incerta o Governo que tudo ele podia esperar: a liberdade ou a morte, mais esta que aquela.
[...]
Iria morrer, quem sabe se naquela noite mesmo? E que tinha ele feito de sua vida? Nada. Levara toda ela atrás da miragem de estudar a pátria, por amá-la e querê-la muito, no intuito de contribuir para a sua felicidade e prosperidade. Gastara a sua mocidade nisso, a sua virilidade também; e, agora que estava na velhice, como ela o recompensava, como ela o premiava, como ela o condecorava? Matando-o. E o que não deixara de ver, de gozar, de fruir, na sua vida? Tudo. Não brincara, não pandegara, não amara – todo esse lado da existência que parece fugir um pouco à sua tristeza necessária, ele não vira, ele não provara, ele não experimentara. Desde dezoito anos que o tal patriotismo lhe absorvia e por ele fizera a tolice de estudar inutilidades. Que lhe importavam os rios? Eram grandes? Pois que fossem... Em que lhe contribuiria para a felicidade saber o nome dos heróis do Brasil? Em nada... O importante é que ele tivesse sido feliz. Foi? Não.Lembrou-se das suas coisas de tupi, do folclore, das suas tentativas agrícolas... Restava disso tudo em sua alma uma satisfação? Nenhuma! Nenhuma!
tupi encontrou a incredulidade geral, o riso, a mofa, o escárnio; e levou-o à loucura. Uma decepção. E a agricultura? Nada. As terras não eram ferazes e ela não era fácil como diziam os livros. Outra decepção. E, quando o seu patriotismo se fizera combatente, o que achara? Decepções. Onde estava a doçura de nossa gente? Pois ele não a viu combater como feras? Pois não a via matar prisioneiros, inúmeros? Outra decepção. A sua vida era uma decepção, uma série, melhor, um encadeamento de decepções. [...].
Como é que não viu nitidamente a realidade, não a pressentiu logo e se deixou enganar por um falaz ídolo, absorver-se nele, dar-lhe em holocausto toda a sua existência? Foi o seu isolamento, o seu esquecimento de si mesmo; e assim é que ia para a cova, sem deixar traço seu, sem um filho, sem um amor, sem um beijo mais quente, sem nenhum mesmo, e sem sequer uma asneira!
Nada deixava que afirmasse a sua passagem e a terra não lhe dera nada de saboroso.

BARRETO, Lima.Triste fim de Policarpo Quaresma São Paulo: Saraiva, 2007. p. 199-201 (Clássicos Saraiva).

Sobre o texto leia as afirmativas a seguir.
I. Quaresma atribui à pátria e ao povo, respectivamente, a responsabilidade por sua prisão e pela violência da guerra.
II. Quaresma era um idealista que se frustra ao ver que seus projetos não são compatíveis com a realidade do país.
III. Na frase inicial do texto, a palavra ILÓGICO tem conotação fortemente positiva e explica a esperança de Quaresma.
Está correto apenas o que se afirma em:
Alternativas
Q578973 Química
Considere a reação a seguir:

2 MnO2 + 4 KOH  +  O2 → 2 K2 MnO4 + 2 H2 O.

Para o preparo de 2 Moles de manganato de potássio (K 2MnO4 ) é necessária uma massa de dióxido de manganês (MnO2) igual a:

Dados: (MnO2 = 87 g/mol).

Alternativas
Q578971 Química
Um elemento pertencente ao grupo dos halogênios é:
Alternativas
Q578969 Química
Considere as afirmativas a seguir:

I. Isótopos são átomos de um mesmo elemento químico que apresentam o mesmo número atômico (Z) e diferentes números de massa (A).

II. Isótonos são átomos de elementos químicos distintos que apresentam mesmos números atômicos (Z), diferentes números de massa (A) e o mesmo número de nêutrons.

III. Isóbaros são átomos de elementos químicos distintos que apresentam o mesmo número de massa (A) e diferentes números atômicos (Z).

IV. Um átomo sempre apresenta o número de nêutrons igual ao número de elétrons.
Está correto somente o que se afirma em:
Alternativas
Q578966 Química
O composto que apresenta em sua molécula somente ligações covalentes é:
Alternativas
Q578965 Química
Uma solução de cloreto de potássio em água pode ter seus componentes separados pela técnica chamada:
Alternativas
Q578964 Química
Assinale a alternativa que apresenta exemplo de uma substância pura simples.
Alternativas
Q490609 Inglês
                        imagem-020.jpg

The word myself refers back to
Alternativas
Q490608 Inglês
                        imagem-020.jpg

The item that completes the comic strip is
Alternativas
Q490607 Inglês
                              Mysterious ancient cemetery in Egypt could contain a million mummies


            A mysterious ancient cemetery in Egypt could contain more than a million mummified human remains, archaeologists have claimed.
            Around 1,700 bodies have so far been uncovered at the Fag el-Gamous (Way of the Water Buffalo) site, around 60 miles south of Cairo. But experts believe that countless more are contained in the burial ground.
            “We are fairly certain we have over a million burials within this cemetery. It's large, and it's dense,” said project director Kerry Muhlestein, an associate professor in the Department of Ancient Scripture at Brigham Young University (BYU), which has been examining the site for around 30 years.             They were placed there between the 1st and the 7th centuries AD, but the scale of the site has left many baffled.             A nearby village has been deemed too small to warrant such a large cemetery, while the closest major settlements had their own burial grounds.
            “It's hard to know where all these people were coming from,” Professor Muhlestein told Live Science.
            Another interesting find was that the corpses appeared to be grouped together by hair colour, with one section containing the remains of those with blonde hair and another for those with red hair.             The bodies, which included a man of more than seven feet in height, are thought to be of ordinary citizens, rather than the royalty found at many famous Egyptian sites. They were not buried in coffins, according to Muhlestein, and were in fact mummified not by design but by the arid natural environment.
            “The people in the cemetery represent the common man. They are the average people who are usually hard to learn about because they are not very visible in written sources. A lot of their wealth, or the little that they had, was poured into these burials.”
            His team discovered objects including glassware, jewellery and linen. The findings were presented to the Scholars Colloquim at the Society for the Study of Egyptian Antiquities in Toronto last month.
The Telegraph, London.

                              (http://www.traveller.com.au/mysterious-ancient-cemetery-in-egypt-could-contain-a-
                                                                                                                              million-mummies-12aaq7
.)



According to the text, it is true that:
Alternativas
Q490606 Inglês
                              Mysterious ancient cemetery in Egypt could contain a million mummies


            A mysterious ancient cemetery in Egypt could contain more than a million mummified human remains, archaeologists have claimed.
            Around 1,700 bodies have so far been uncovered at the Fag el-Gamous (Way of the Water Buffalo) site, around 60 miles south of Cairo. But experts believe that countless more are contained in the burial ground.
            “We are fairly certain we have over a million burials within this cemetery. It's large, and it's dense,” said project director Kerry Muhlestein, an associate professor in the Department of Ancient Scripture at Brigham Young University (BYU), which has been examining the site for around 30 years.             They were placed there between the 1st and the 7th centuries AD, but the scale of the site has left many baffled.             A nearby village has been deemed too small to warrant such a large cemetery, while the closest major settlements had their own burial grounds.
            “It's hard to know where all these people were coming from,” Professor Muhlestein told Live Science.
            Another interesting find was that the corpses appeared to be grouped together by hair colour, with one section containing the remains of those with blonde hair and another for those with red hair.             The bodies, which included a man of more than seven feet in height, are thought to be of ordinary citizens, rather than the royalty found at many famous Egyptian sites. They were not buried in coffins, according to Muhlestein, and were in fact mummified not by design but by the arid natural environment.
            “The people in the cemetery represent the common man. They are the average people who are usually hard to learn about because they are not very visible in written sources. A lot of their wealth, or the little that they had, was poured into these burials.”
            His team discovered objects including glassware, jewellery and linen. The findings were presented to the Scholars Colloquim at the Society for the Study of Egyptian Antiquities in Toronto last month.
The Telegraph, London.

                              (http://www.traveller.com.au/mysterious-ancient-cemetery-in-egypt-could-contain-a-
                                                                                                                              million-mummies-12aaq7
.)



In “... the scale of the site has left many baffled.”, the verb tense used is a
Alternativas
Q490605 Inglês
                              Mysterious ancient cemetery in Egypt could contain a million mummies


            A mysterious ancient cemetery in Egypt could contain more than a million mummified human remains, archaeologists have claimed.
            Around 1,700 bodies have so far been uncovered at the Fag el-Gamous (Way of the Water Buffalo) site, around 60 miles south of Cairo. But experts believe that countless more are contained in the burial ground.
            “We are fairly certain we have over a million burials within this cemetery. It's large, and it's dense,” said project director Kerry Muhlestein, an associate professor in the Department of Ancient Scripture at Brigham Young University (BYU), which has been examining the site for around 30 years.             They were placed there between the 1st and the 7th centuries AD, but the scale of the site has left many baffled.             A nearby village has been deemed too small to warrant such a large cemetery, while the closest major settlements had their own burial grounds.
            “It's hard to know where all these people were coming from,” Professor Muhlestein told Live Science.
            Another interesting find was that the corpses appeared to be grouped together by hair colour, with one section containing the remains of those with blonde hair and another for those with red hair.             The bodies, which included a man of more than seven feet in height, are thought to be of ordinary citizens, rather than the royalty found at many famous Egyptian sites. They were not buried in coffins, according to Muhlestein, and were in fact mummified not by design but by the arid natural environment.
            “The people in the cemetery represent the common man. They are the average people who are usually hard to learn about because they are not very visible in written sources. A lot of their wealth, or the little that they had, was poured into these burials.”
            His team discovered objects including glassware, jewellery and linen. The findings were presented to the Scholars Colloquim at the Society for the Study of Egyptian Antiquities in Toronto last month.
The Telegraph, London.

                              (http://www.traveller.com.au/mysterious-ancient-cemetery-in-egypt-could-contain-a-
                                                                                                                              million-mummies-12aaq7
.)



In: “The bodies, which included a man of more than seven feet in height are thought to be of ordinary citizens, rather than the royalty found at many famous Egyptian sites.” WHICH is a:
Alternativas
Q490604 Física
Uma corrente elétrica de intensidade 4A percorre uma secção reta de um fio condutor. Sendo a carga elementar igual a 1,6 . 10–19 C, então o número de elétrons que percorre esse fio a cada minuto é igual a
Alternativas
Q490603 Física
Uma vela acesa com 10 cm de altura se encontra em frente a um espelho convexo a 30 cm de seu vértice e cuja distância focal é de 20 cm. Considere que a imagem da vela reduz 0,08 cm em sua altura a cada minuto. Assim, a vela será consumida por inteiro num intervalo de tempo de
Alternativas
Q490602 Física
A figura representa o botão controlador da temperatura de um forno. Considere que na posição “LOW” a temperatura, no interior do forno, atinja 300°F e na posição “HI” atinja 480°F e que ocorra um aumento contínuo da temperatura entre esses dois pontos.

                        imagem-019.jpg

Assim, para se obter a temperatura de 160°C, deve-se ajustar esse botão na posição:
Alternativas
Q490601 Física
A onda representada a seguir tem período de 0,25 s.

                        imagem-018.jpg

Sobre essa onda, é correto afirmar que
Alternativas
Respostas
2601: A
2602: D
2603: E
2604: C
2605: B
2606: D
2607: C
2608: E
2609: C
2610: D
2611: B
2612: A
2613: B
2614: A
2615: C
2616: B
2617: B
2618: C
2619: A
2620: C