Questões Militares
Para marinha
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(VAIFAS, Renaldo. A História das Mentalidades e História Cultural. In: CARDOSO, Ciro F; VAINFAS, Ronaldo (orgs.). Domínios da História: Ensaios de Teoria e Metodologia. 5º ed. Rio de Janeiro: Campus, 1997. p. 128).
A partir da crítica de Ciro Flamarion Cardoso, assinale opção que apresenta corretamente uma superação em relação às críticas que o campo do saber das mentalidades recebeu.
|- A disputa por territórios fronteiriços entre o Paraguai, a Argentina e o Brasil e controvérsias quanto ao comércio de café, as quais já se estendiam desde o século XVII.
II- A invasão do Sul de Mato Grosso por tropas paraguaias, em 28 de dezembro de 1864.
llI- Os já insuportáveis saques a propriedades privadas na fronteira com os estados do Mato Grosso do Sul, Parana e Santa Catarina desde janeiro de 1865.
IV- A invasão de território da Argentina por tropas paraguaias, em 13 de abril de 1865, ocupando a Cidade de Corrientes e apresando os vapores argentinos Gualeguay e 25 de Mayo.
V- O apresamento do Vapor brasileiro Marqués de Olinda, que viajava para Mato Grosso transportando o novo presidente dessa província, em 12 de novembro de 1864, em Assunção.
"Não, senhor, mas sobre isso eu li no Fioretto della Bibbia, mas as outras coisas que eu disse sobre o caos eu tirei da minha própria cabeça."
(GINZBURG, Carlo. O queijo e os vermes: o cotidiano e as ideias de um moleiro perseguido pela inquisição. Tradução de Maria Betânia Amoroso e José Paulo Paes. São Paulo: Companhia das Letras, 2006.). p. 89.
A partir do trecho do depoimento de Menochio destacado acima, assinale a opção que apresenta a dualidade sugerida pelo autor.
"Durante a Idade Média já se realizavam viagens costeiras entre o mar Mediterrâneo e o norte da Europa, com fins comerciais. A Guerra dos Cem Anos ativou particularmente esse comércio maritimo, em face da conflagração nos territórios continentais. A Inglaterra, sempre notavel pela maneira de resolver seus problemas, apresentou um sistema interessante para o emprego dos navios. Havia um acordo entre o rei e os armadores, pelo qual estes cediam seus navios ao govemo em caso de necessidade, para que servissem como navios de guerra. Para isso, os navios mercantes sofriam uma pequena alteração”.
(ALBUQUERQUE, Antonio Luiz Porto e; SILVA, Léo F. e. Fatos da Historia Naval. 2. ed. Rio de Janeiro: Serviço de Documentação da Marinha, 2008, p. 41).
Sobre a guerra naval na ldade Média, em conformidade com as ideias contidas no livro “Fatos da Historia Naval’, de Antonio Luiz Porto e Albuquerque e Léo Fonseca e Silva, assinale a opção INCORRETA.
“Na madrugada de 19 de fevereiro de 1868, iniciou-se a Passagem de Humaitá. A Força Naval de Inhaúma intensificou o bombardeio e a Divisão Avançada, comandada pelo Capitão de Mar e Guerra Delfim Carlos de Carvalho, depois Almirante e Barão da Passagem, avançou rio acima. Essa divisão era formada por seis navios: os Encouraçados Barroso, Tamandaré e Bahia e os Monitores Rio Grande, Pará e Alagoas”.
(BITTENCOURT, A. de S. Introdução à História Marítima Brasileita. Rio de Janeiro: Serviço de Documentação da Marinha, 2008, p. 117).
Sobre a Passagem de Humaitá, levada a efeito durante a Guerra da Tríplice Aliança contra o Governo do Paraguai, é correto afirmar que:
(ALBUQUERQUE, Antonio Luiz Portoe ; SILVA, Léo F. e. Fatos da História Naval. 2. ed. Rio de Janeiro: Serviço de Documentação da Marinha, 2008, p. 23).
Todavia, a arma principal do navio de guerra não era o soldade que ia a bordo, mas uma protuberância colocada na proa do navio à linha d'água chamada de:
“Nós marinheiros cidadãos brasileiros e republicanos, não podemos mais suportar a escravidão na Marinha Brasileira (sic) a falta de proteção que a pátria nos dar e até então não nos chegou; rompemos o negro véo (sic) que nos cobria aos olhos do patriótico e enganado povo.” (Memorial-ultimatum enviado no dia 23/11/1910 pelos marinheiros revoltados ao presidente da República. Martins,Helio Leôncio. A revolta dos Marinheiros - 1910 inBRASIL. Ministério da Marinha. História Naval Brasileira. 5° Vol. Tomo | B. Rio de Janeiro: Serviço de Documentação da Marinha, 1997.p. 111-112.)
O trecho acima é retirado da carta encaminhada ao Presidente da República pelos líderes da Revolta dos Marinheiros de 1910. Segundo Martins, o movimento sofreu influências externas que estão presentes na carta dos marinheiros encaminhada ao Presidente da República. Assim, assinale a opção que NÃO apresenta as influências sofridas pela revolta dos marinheiros de 1910.
Com base na obra de Legoff (2003), sobre memória e história, assinale abaixo a opção que explica o fenômeno envolvendo as instituições e a comunidade na cidade de Civitella.
“Os gregos conferiam a esse ponto extremo o nome de Colunas de Hércules, em memória às aventuras mitológicas do seu conhecido herói, o qual, num dos seus 12 trabalhos super-humanos, teria aberto à força o contato entre o Atlântico e o Mediterrâneo empurrando as montanhas para que pudesse passar. Aquém desse ponto era o mundo conhecido; para além dele, raras as informações nutriam histórias fantásticas e temores atávicos." (NETO, José Maria. G. S.; Para além das colunas de Hércules: o Atlântico na Antiguidade. In. Teixeira da Silva, F. C. ; Leão, K. S. S.; & Alves de Almeida, F. E. Atlântico: a história de um oceano. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira. 2013. p. 24.)
Essa imagem do Atlântico como um misto de temor e pânico, mas também, fascínio e maravilhoso que flertava com o absurdo e o irreal tem uma longa história nas narrativas do Ocidente. O seu nascimento está conectado a uma série de questões e contextos desenvolvidos pelas civilizações da Antiguidade clássica, em particular, a grega. Nesse sentido, assinale corretamente a opção que apresenta corretamente a tese defendida pelo autor em seu texto.
Sobre a construção de um modelo explicativo, Virginia Fontes sugere que, para "construir um modelo supõe uma generalização prévia (formulação clara de hipótese ou problema, condição para sua própria elaboração) e, num segundo momento, o de sua aplicação, ele deve permitir um explicação abrangente de um fenômeno ou grupo de fenômeno."
(FONTES, Virgínia. História e modelos. In: CARDOSO Ciro F.; VAINFAS, Ronaldo (orgs.). Domínios da História: Ensaios de Teoria e Metodologia. 5º ed. Rio de Janeiro: Campus, 1997. p. 356).
Com base na autora, assinale a opção que apresenta a definição de um modelo.
A História Social passou por algumas fases durante o século XX e, segundo Hebe Mattos, a escola dos Annales foi precursora das mudanças que a promoveram a um novo Campo Historiográfico. Segundo a autora "a história social passa a ser encarada como perspectiva de síntese como reafirmação do princípio de que, em história, todos os níveis de abordagem estão inscritos no social e se interligam.”
(CASTRO, Hebe. História Social. História Social. In: CARDOSO, Ciro F.; (VAINFAS, Ronaldo (org.). Domínios da História: Ensaios de Teoria e Metodologia. 5ª ed. Rio de Janeiro: Campus, 1997. p. 46).
Com base no trecho acima, assinale a opção que apresenta a delimitação do campo historiográfico da História Social, segundo a autora.