A fratura transtrocantérica 31-A3 é mais adequadamente trata...
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Comentário do professor:
Tema central: A questão aborda o tratamento cirúrgico adequado das fraturas transtrocantéricas do fêmur do tipo 31-A3 segundo a classificação AO/OTA. Esse tipo de fratura é caracterizado por traço oblíquo reverso ou transverso e é considerada instável, exigindo abordagem específica para evitar complicações como desvio e consolidação inadequada.
Justificativa da alternativa correta (E): A haste cefalomedular bloqueada (PEN) é a opção mais indicada para fraturas 31-A3. Isso se deve à sua capacidade biomecânica de estabilizar o foco, controlar forças de cisalhamento e permitir carga precoce. A literatura médica (vide artigo Ortotrauma, 2005) e as diretrizes brasileiras recomendam, nestes casos, um implante intramedular, por ser o que melhor resiste às forças deformantes dessas fraturas instáveis.
Análise das alternativas incorretas:
A) Tração esquelética longitudinal: Não é tratamento definitivo; serve apenas como medida temporária até a cirurgia definitiva. Tem papel muito restrito na atualidade.
B) Artroplastia parcial do quadril: Indicada para fraturas do colo femoral e não para região trocantérica. Não é a conduta padrão nas fraturas 31-A3.
C) Placa com parafuso deslizante (DHS): É indicada para fraturas estáveis (31-A1), mas pode falhar em fraturas instáveis como a 31-A3 devido à perda de contato cortical.
D) Haste condilocefálica flexível (ENDER): Técnica superada pela alta taxa de complicações (perfuração articular, migração), especialmente em fraturas instáveis.
Estratégias para a prova: Atenção para detalhes da classificação da fratura (traço e estabilidade), pois esses pontos são centrais para a escolha de implantes. Palavras como “instável”, ou tipos acima de A2, indicam implantes mais resistentes, o que ajuda a eliminar alternativas erradas.
Diretriz: Segundo a Portaria Conjunta nº 21/2018 – Ministério da Saúde, fraturas do quadril em idosos do tipo instável recomendam tratamento cirúrgico preferencialmente com recursos intramedulares.
Resumo: O conhecimento da classificação AO/OTA e a indicação correta dos implantes é fundamental em provas de Ortopedia. Para a fratura 31-A3, foque na haste cefalomedular bloqueada como padrão ouro.
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