São critérios de instabilidade nas fraturas da extremidade d...
Gabarito comentado
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Tema central: As fraturas da extremidade distal do rádio são muito frequentes na prática ortopédica. Seu prognóstico está diretamente relacionado à existência de estabilidade ou instabilidade. Fraturas instáveis tendem a evoluir com perda de redução e mau alinhamento, por isso é fundamental reconhecer os critérios de instabilidade para indicar o tratamento adequado.
Análise da alternativa correta (C):
“Fratura do escafóide com desvio maior que 2 mm” NÃO é critério de instabilidade do rádio distal. Apesar de indicar instabilidade da própria fratura do escafoide, esse achado não se refere à instabilidade da fratura do rádio distal, que é o foco do tema. Segundo publicações ortopédicas (Revista Mineira de Ortopedia, 2022), a fratura do escafoide com desvio é indicação de tratamento cirúrgico desse osso, porém não é critério usado para indicar instabilidade na fratura distal do rádio.
Justificativa das alternativas incorretas:
A) Desvio dorsal maior que 20°.
Correto como critério de instabilidade. O desvio dorsal acentuado indica fratura que dificilmente se manterá alinhada apenas com imobilização, sendo consenso em manuais como Rockwood & Green’s Fractures (9ª edição).
B) Cominuição da cortical dorsal.
Também corresponde a critério de instabilidade. A fragmentação da cortical dorsal sugere risco de colapso secundário, sendo critério aceito pela Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia.
D) Encurtamento radial maior que 10 mm.
O encurtamento significativo do rádio compromete a função e o alinhamento do punho. Está nos principais protocolos e é fator clássico de instabilidade.
E) Fratura intra-articular.
A fratura que se estende para a articulação tem mais risco de perda de redução e má evolução, sendo, portanto, critério de instabilidade reconhecido em literatura de referência.
Dica de prova: Fique atento à focalização do enunciado: a instabilidade é da fratura do rádio distal, não de outros ossos como escafóide. Pegadinhas comuns incluem misturar critérios de outros tipos de lesão.
Resumo das principais fontes: Rockwood & Green’s Fractures e publicações da SBOT reforçam os critérios acima. Não deixe de revisar essas referências para consolidar seu entendimento.
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