Sobre as lesões pélvicas, considere as seguintes afirmativas...
I- As lesões em “livro aberto”, do tipo B1 de Tile, requerem estabilização cirúrgica, quando a abertura da sínfise for maior que 3 cm; II- A sinfisite crônica é a complicação mais frequente nas fraturas do anel pélvico com consolidação viciosa em hemiascenção; III- A presença de fratura por avulsão do processo transverso de L5 é indicativo de lesão instável.
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Tema central: Lesões pélvicas em trauma são situações que exigem avaliação criteriosa, pois podem ameaçar a vida devido a hemorragia intensa ou complicações funcionais a longo prazo. O entendimento do tipo de fratura, estabilidade do anel pélvico e possíveis complicações é fundamental para condução adequada, conforme solicitado em concursos para Médico ortopedista e traumatologista.
Análise das afirmativas:
I – Lesão em “livro aberto” (Tipo B1 de Tile): A classificação de Tile auxilia na compreensão da estabilidade das fraturas pélvicas. Na Tipo B1, há instabilidade rotacional e a diástase da sínfise púbica superior a 2,5-3 cm indica necessidade de estabilização cirúrgica. A conduta padrão, segundo diretrizes da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia, é estabilização com fixador externo ou cirurgia, diante de aberturas superiores a 3 cm para controle hemodinâmico e anatomia pélvica. Essa indicação está fundamentada nos protocolos internacionais e nacionais (OrthoBullets; Approach to pelvic fractures, UpToDate).
II – Sinfisite crônica em consolidação viciosa: A sinfisite crônica é de fato complicação frequente das fraturas do anel pélvico que se consolidam com hemiascensão. Isso leva a sobrecarga biomecânica, dor pélvica persistente e disfunção. Evitar consolidações viciosas é objetivo do tratamento ortopédico adequado (Rockwood & Green’s Fractures in Adults).
III – Fratura-avulsão do processo transverso de L5: Sua presença é alerta para instabilidade pélvica. Frequentemente ocorre associada a lesões do anel pélvico, sendo considerada marcador radiográfico importante. Estudos mostram associação entre essa fratura e instabilidade, por envolver mecanismos traumáticos de alta energia (Thieme e UpToDate).
Estratégia na leitura: Atenção ao detalhamento científico nas assertivas. Em provas, busque termos como “sempre”, “a mais comum”, ou dados quantitativos específicos (ex: “3 cm”). Pegadinhas podem estar em detalhes técnicos como esses.
Conclusão: Conforme os protocolos atuais e referências clássicas da Ortopedia (Tile, Rockwood, UpToDate), as três afirmativas estão corretas, respaldadas pela literatura. Portanto, a alternativa E é a resposta.
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