Paciente de 60 anos em coma após parada cardiorrespiratória ...

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Q4191328 Medicina

Paciente de 60 anos em coma após parada cardiorrespiratória não apresenta reatividade supraespinhal e tem apneia persistente.



Qual das seguintes afirmações a seguir é um pré-requisito necessário para início dos procedimentos para determinação de morte encefálica?

Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: A Resolução CFM nº 2.173/2017, art. 1º, estabelece que, para iniciar a determinação de morte encefálica, devem estar presentes coma não perceptivo, ausência de reatividade supraespinhal e apneia persistente, além dos pré-requisitos formais; na encefalopatia hipóxico-isquêmica, o tratamento e a observação hospitalar devem ser de no mínimo 24 horas.

Tema central: Morte encefálica
Análise das alternativas
A
Errada
Incorreta. O protocolo não exige tomografia de crânio demonstrando lesão irreversível em tronco encefálico como pré-requisito formal. O que se exige é causa conhecida e irreversível do coma, sem obrigatoriedade desse exame específico nem dessa topografia anatômica específica. A alternativa erra ao transformar uma possível evidência diagnóstica em exigência normativa obrigatória.
B
Errada
Incorreta. A resolução exige estabilidade hemodinâmica mínima, mas o valor apresentado não corresponde ao critério formal correto. A base informa que, em adultos, o parâmetro normativo é mais estrito, usualmente PAS ≥ 100 mmHg ou PAM ≥ 65 mmHg, e não PAM maior que 60 mmHg. Portanto, a alternativa falha por usar um alvo hemodinâmico genérico como se fosse o ponto de corte do protocolo.
C
Errada
Incorreta. A norma exige exclusão de distúrbios metabólicos graves que possam confundir o diagnóstico, mas não estabelece sódio obrigatoriamente entre 135 e 145 mEq/L como requisito literal para abrir o protocolo. O erro está em converter a necessidade de afastar fator confundidor metabólico relevante em uma faixa numérica rígida de natremia que a base não sustenta como critério formal.
D
Certa
A alternativa D está correta porque o enunciado caracteriza um cenário típico de encefalopatia hipóxico-isquêmica pós-parada cardiorrespiratória. Nessa situação específica, a Resolução CFM nº 2.173/2017 estabelece um pré-requisito temporal próprio para o início dos procedimentos de determinação de morte encefálica: tratamento e observação hospitalar mínimos de 24 horas. Esse é o dado decisivo do caso, porque diferencia esse contexto do tempo mínimo geral de 6 horas.
E
Errada
Incorreta. A alternativa não traz o pré-requisito decisivo para este caso. O que define o gabarito é a exigência normativa de 24 horas de observação por se tratar de encefalopatia hipóxico-isquêmica pós-PCR.
Pegadinha da questão
A banca mistura os achados clínicos de entrada do protocolo com os pré-requisitos formais e tenta fazer o candidato esquecer a exceção normativa do coma pós-parada cardiorrespiratória: na encefalopatia hipóxico-isquêmica, o tempo mínimo de observação sobe de 6 para 24 horas.
Dica para questões semelhantes
  • Separe mentalmente achados clínicos compatíveis com morte encefálica dos pré-requisitos formais para iniciar o protocolo.
  • Em questão pós-parada cardiorrespiratória, pense primeiro em encefalopatia hipóxico-isquêmica e confira se existe exigência temporal específica.
  • Não transforme parâmetro fisiológico genérico ou exame de imagem possível em requisito obrigatório se a norma não o define assim.

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