Em relação à profilaxia secundária do acidente vascular cer...

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Q4191312 Medicina
Em relação à profilaxia secundária do acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico, cuja etiologia é a fibrilação atrial, assinale a alternativa correta.
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Gabarito: D

Fundamento decisivo: O ponto decisivo é a limitação dos anticoagulantes orais diretos (DOACs) pela função renal na profilaxia secundária do AVC isquêmico por fibrilação atrial: em clearance de creatinina muito baixo, especialmente <15 mL/min, as diretrizes e referências regulatórias não os tratam como opção padrão, o que sustenta a alternativa D.

Tema central: DOAC e função renal
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque inverte o perfil de segurança hemorrágica. Na fibrilação atrial não valvar, os DOACs se associam, em geral, a menor risco de hemorragia intracraniana do que a varfarina. A confusão possível é misturar esse dado com outros desfechos hemorrágicos, mas a afirmação sobre hemorragia cerebral está objetivamente invertida.
B
Errada
Está errada por mecanismo farmacológico incorreto. DOACs não inibem o fator VIII. Dabigatrana inibe trombina, isto é, o fator IIa; apixabana, rivaroxabana e edoxabana inibem o fator Xa. Portanto, a alternativa erra no alvo molecular do grupo.
C
Errada
Está errada porque a premissa está desatualizada. Existem reversores específicos para DOACs: idarucizumabe para dabigatrana e andexanet alfa para inibidores do fator Xa em contextos regulatórios apropriados. Logo, não é correto dizer que o principal risco desses fármacos é não possuírem reversores.
D
Certa
A alternativa D está correta porque insuficiência renal grave, com clearance de creatinina menor que 15 mL/min, é limitação importante ao uso dos DOACs. A base destaca que esse grupo ficou em geral fora dos estudos pivotais e que, para fins de prova, esse cenário é entendido como de evitação, não recomendação ou contraindicação conforme a molécula. Há, porém, nuance relevante: a formulação é didática e não é totalmente uniforme entre todas as diretrizes e moléculas, sobretudo com apixabana em doença renal terminal/diálise em algumas recomendações.
E
Errada
Está errada porque fixa um prazo absoluto que a base não sustenta. O início da anticoagulação após AVC isquêmico por fibrilação atrial depende do tamanho do infarto, da gravidade clínica e do risco de transformação hemorrágica; não existe regra universal de aguardar exatamente 14 dias para todos os casos. Como o enunciado não traz dados de extensão do AVC nem de transformação hemorrágica, a afirmação categórica não se mantém.
Pegadinha da questão
A banca mistura uma afirmação geralmente cobrada como regra prática de prova sobre função renal com distratores baseados em erros clássicos: inverter o risco de hemorragia intracraniana, atribuir mecanismo de ação ao fator VIII, usar informação antiga sobre ausência de reversores e transformar o início da anticoagulação pós-AVC em prazo fixo obrigatório.
Dica para questões semelhantes
  • Em FA com AVC isquêmico, compare DOAC com varfarina lembrando o dado decisivo: menor hemorragia intracraniana com DOACs, em geral.
  • Para farmacologia, se a alternativa citar fator VIII, desconfie: DOAC age em trombina ou fator Xa.
  • Se a questão trouxer clearance de creatinina muito baixo, especialmente <15 mL/min, pense em limitação importante ao uso de DOAC.
  • Se houver prazo fixo para iniciar anticoagulação após AVC cardioembólico, cheque se a alternativa ignora gravidade do evento e risco de transformação hemorrágica.

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