Mulher de 24 anos, primigesta, com 14 semanas de idade gesta...
Mulher de 24 anos, primigesta, com 14 semanas de idade gestacional, comparece à segunda consulta de pré-natal na unidade básica de saúde. No primeiro trimestre (8ª semana), seus exames de triagem apresentaram teste rápido para sífilis (TRS) não reagente. Na consulta atual, a paciente relata o surgimento de uma lesão ulcerada única, indolor, de bordas endurecidas na região vulvar há 10 dias, que desapareceu espontaneamente antes da consulta. Ela não apresenta outras queixas. Um novo TRS é realizado, resultando reagente. O marido da gestante é convocado, mas recusa a testagem imediata. Não há alergias a medicamentos. O médico solicita o teste não treponêmico (VDRL) para seguimento.
Com base nas diretrizes de vigilância em saúde da sífilis em gestantes, assinale a alternativa correta.
Gabarito comentado
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Gabarito: B
Fundamento decisivo: O decisivo era o teste rápido reagente na gestação, que já enquadra o caso para manejo e notificação.
- Em gestante, teste para sífilis reagente basta para enquadramento operacional do caso e início do manejo, sem esperar sintoma atual ou confirmação por parceiro.
- Não confunda exame de seguimento com critério de definição do caso: o VDRL acompanha a resposta, mas não é condição para classificar a gestante quando já há teste reagente.
- Em sífilis na gestação, regras objetivas costumam decidir a questão: testagem no parto é obrigatória na rotina e tratamento adequado exige início até 30 dias antes do parto.
- Nova ocorrência em outra gestação deve ser lida como novo caso notificável, não como simples continuação administrativa do anterior.
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