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Mulher de 59 anos é avaliada com dispneia e tosse que já du...

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Q4155406 Medicina
Mulher de 59 anos é avaliada com dispneia e tosse que já dura 5 anos. Refere que está ficando cada vez mais ofegante e não consegue subir um lance de escadas sem descansar. Ela não apresenta dor torácica, dispneia paroxística noturna, febre, calafrios ou perda de peso. O histórico é positivo para hipertensão arterial, obesidade e tabagismo de 35 maços/ano. Exame físico: temperatura: 36,7  ºC; frequência cardíaca: 75 bpm; frequência respiratória: 21 irpm; pressão arterial: 158  ×  82 mmHg; saturação de oxigênio é de 94% em repouso e atinge um nadir de 90% com atividade; ausculta pulmonar: sons respiratórios grosseiros bilateralmente, mas sem sibilos ou crepitações. A radiografia de tórax é significativa para marcas pulmonares proeminentes nas bases. Os testes de função pulmonar mostram: relação VEF1/CVF de 0,60; VEF1 de 65%.

Qual é a intervenção de longo prazo mais eficaz para essa paciente?
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: O critério decisivo é reconhecer DPOC estável em tabagista ativa e comparar as alternativas pelo impacto prognóstico de longo prazo. Nesse contexto, a suspensão do tabagismo é a medida que melhor modifica a história natural da doença, ao contrário das opções farmacológicas ou da oxigenoterapia, que não são a melhor escolha neste caso.

Tema central: DPOC e prognóstico
Análise das alternativas
A
Errada
Umeclidínio/vilanterol é combinação broncodilatadora de longa ação útil para controle sintomático da DPOC, com potencial de melhorar dispneia. O erro é tomá-lo como a intervenção mais eficaz em longo prazo: ele atua na manifestação funcional, mas não remove o principal fator causal de progressão da doença em uma tabagista ativa.
B
Certa
A alternativa correta é a suspensão do tabagismo porque, na DPOC, esta é a medida isolada mais efetiva para reduzir a queda acelerada do VEF1 e melhorar desfechos de longo prazo. Nesta paciente, o cigarro é o principal fator modificável de progressão da obstrução crônica; por isso, cessá-lo tem valor etiológico e prognóstico superior ao das terapias que apenas aliviam sintomas, reduzem exacerbações em perfis selecionados ou corrigem hipoxemia quando ela existe.
C
Errada
Azitromicina em uso prolongado não é medida principal para DPOC estável de forma geral. Seu emprego se restringe a pacientes selecionados, tipicamente com exacerbações recorrentes apesar de terapia adequada. O enunciado não traz história de exacerbações frequentes nem dado que sustente profilaxia com macrolídeo.
D
Errada
Budesonida/formoterol não é a melhor intervenção de longo prazo neste cenário porque corticosteroide inalatório não é escolha universal na DPOC. Seu benefício costuma depender de perfil clínico específico, como exacerbações frequentes e/ou traço eosinofílico/asmático, dados ausentes no caso. Além disso, essa combinação não atua sobre o fator causal central, que é o tabagismo.
E
Errada
Oxigenoterapia prolongada tem indicação clássica em hipoxemia crônica grave em repouso, situação não descrita aqui. A paciente tem saturação de 94% em repouso e queda para 90% ao esforço, o que não sustenta escolhê-la como a melhor intervenção de longo prazo. Iniciar oxigenoterapia crônica sem comprovação de hipoxemia grave em repouso seria tecnicamente inadequado nesse cenário.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre a medicação que melhora mais rapidamente os sintomas da DPOC e a intervenção com maior impacto prognóstico. Também tenta induzir erro com a dessaturação ao esforço, como se isso bastasse para indicar oxigenoterapia prolongada.
Dica para questões semelhantes
  • Em DPOC de tabagista ativo, primeiro separe medida sintomática de medida que altera a história natural; cessação do tabagismo tem prioridade prognóstica.
  • Broncodilatadores de longa ação podem ser corretos para controle de dispneia, mas isso não os torna a resposta quando a pergunta pede a intervenção mais eficaz em longo prazo.
  • Oxigenoterapia prolongada só entra como melhor resposta quando o caso mostra hipoxemia crônica grave em repouso, não apenas dessaturação leve ao esforço.
  • Corticosteroide inalatório e macrolídeo não devem ser generalizados para toda DPOC estável; procure no enunciado exacerbações recorrentes ou perfil clínico específico.

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